terça-feira, 21 de março de 2017

ROTEIRO CONTRA A PRECARIEDADE

A CGTP encontra-se a promover um “Roteiro Contra a Precariedade”, iniciativa que tem percorrido todo o país e que visa alertar para o abuso existente em várias instituições públicas e privadas que recorrem constantemente a vínculos precários para preencher postos de trabalho permanentes.
Que bom ver a CGTP empenhada nesta luta e a exigir que a cada posto de trabalho permanente corresponda um contrato de trabalho efectivo, além de alertarem para a necessidade de um reforço efectivo da ACT – para permitir uma fiscalização mais eficaz – e um melhor e mais célere funcionamento dos tribunais de trabalho.
Diz a CGTP, e bem, no seu folheto distribuído neste roteiro, que a precariedade laboral é uma forma violenta de exploração utilizada para chantagear e oprimir os trabalhadores que vivem, desta forma, entre o despedimento fácil e a não renovação do contrato de trabalho, trabalhando e vivendo com medo.
O “Roteiro Contra a Precariedade” da CGTP passou a semana passada por Évora. Foi realçado pela União de Sindicatos do Distrito de Évora que quase metade dos trabalhadores de cinco grandes empresas sediadas em Évora têm contrato precário.
Aliás, podemos ver na cidade vários cartazes que alertam para o facto da Embraer, Kemet, Tyco, Fundição de Évora e o Call Centre da Fidelidade recorrerem frequentemente a trabalho precário para funções que deveriam corresponder a contratos de trabalho efectivos.
Uma excelente iniciativa da CGTP e da União de Sindicatos do Distrito de Évora, mas que peca por escassa. Fazem um bom panorama da vergonha que se passa no sector privado mas ignoraram o abuso no sector público. Esperava, sinceramente, ver um cartaz à porta da Câmara Municipal de Évora a denunciar o abuso que tem sido cometido por esta autarquia ao nível da precariedade. Os dados são claros e demonstram que a Câmara Municipal de Évora é a Câmara do Distrito que mais tem recorrido a trabalho precário, e tal como a CGTP diz: é inaceitável esta forma de chantagear e oprimir trabalhadores e promover a cultura do medo e da indignidade.
Recorrer a trabalho precário não pode ter justificação, seja ela qual for, porque desculpas todos têm, seja no sector privado, seja no sector público.
Até para a semana!

Bruno Martins (crónica na radio diana)

11 comentários:

  1. Passam dois anos sobre o acidente de trabalho na Universidade de Évora (morreram dois trabalhadores),até hoje ainda nenhum responsavel da instituição foi responsabilizado.

    Vergonha.......ACT,Sindicatos e Partidos em silêncio absoluto,num Estado de Direito era para os responsaveis terem sido constituidos arguidos.

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    1. Tenho 2 trabalhadores precários na minha oficina.
      Se me obrigam a pô-los a efetivos, despeço-os no dia.
      E tu, Bruno depois vens obrigar-me a metê-los. Hás de ser servido. Fecho a oficina e emigro.

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  2. Alerta PSP:

    A noite no Centro Histórico é uma Vergonha,grupo de vandâlos continua a Destruir o Património (grafitado paredes de residências e Património Histórico).

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  3. Como é possivel um grupo de jovens grafitarem por completo a parede do Seminário(a poucos metros da PSP),e não serem identificados.Quem são estes "meninos" que têm todo o tempo da noite para danificar,sujar e partir o Centro Histórico nas calmas.Policia e guarda noturno não dão por nada?

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  4. "Câmara Municipal de Évora é a Câmara do Distrito que mais tem recorrido a trabalho precário, e tal como a CGTP diz: é inaceitável esta forma de chantagear e oprimir trabalhadores e promover a cultura do medo e da indignidade."

    Tal como pode ser lido, o que foi escrito pelo Sr. Bruno Martins, aquilo que se tem a dizer relativamente à precariedade por parte da Câmara Municipal de Évora é pura verdade.
    Convinha relembrar igualmente em que ponto se enquadram inúmeros funcionários da autarquia com licenciaturas, mestrados e doutoramentos relativamente ao tema da precariedade, uma vez que a maioria destes são vitimas de total descriminação por parte do executivo. No entanto convém relembrar que este mesmo executivo se tinha comprometido "combater" tais lacunas existentes, tendo o mesmo criticado o que o antigo governo PSD/CDS fizeram aos milhares de jovens licenciados que foram obrigados emigrar.
    Então o STAL e a CGTP não deveriam ter uma palavra dar perante tais situações ou é por em caso de intervirem, estarem a ir contra o partido que os apoia o PCP.
    Se bem se recordam os eborenses o deputado João Oliveira numa sessão de apresentação em entrevista ao Diário do Sul disse que uma das bandeiras do partido seria o "combate" às desigualdades e precariedade entre os trabalhadores no entanto casos destes passam-se nesta autarquia do seu partido.
    Será que estes trabalhadores também serão obrigados a sair do seu pais?
    Afinal começa-se a deduzir que existem mais Passos Coelhos alguns estão é vestidos com pele de cordeiros!!

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    1. Com pele de comunistas, queres tu dizer.

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  5. É tão bom estar na oposição, Bruno ! É tão bom nunca se conseguir votos para ser poder, Bruno! O que já é mau é um deputado municipal, como o Bruno Martins, passar a vida a deitar areia para os olhos da meia duzia de amigos que o seguem no facebook e dos 2 ou 3 que leêm as parvoices que escreve para a Diana. Eu sou um deles. Leio estas crónicas só para validar porque razão deixei de votar no bloco de esquerda quando este Bruno e a Helena apareceram em cena. Falar da precariedade faz todo o sentido, não invocar as razões pelas quais existe precariedade já não é sério. Parece que ter ou não precários na administração local é um capricho daqueles tolos, ou pior mal intencionados, que podiam decidir contratar de outra forma. O Bruno só não explica é como. Como é que a administração local contrata , ou podia contratar, sem ser a termo certo ? Explica lá, óh inteligente que é para a gente perceber. Depois andas a escrever crónicas e a publicar fotografias sobre o lixo e as ervas e sei lá mais o quê mas nunca explicaste, como deputado municipal, porque é que a câmara tem falta de operacionais e que a única forma de responder às competências básicas e essenciais é recorrer a trabalhadores precários. Deves estar esquecido que desde 2009 que ninguém entra para os quadros da função pública. E a culpa é da câmara de Évora ? Vá, Bruno, tenta lá ser sério, para variar, porque esta converseta já enjoa

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    1. Coitado do Bruno, como poderia ele pensar nessa complexidade toda se está apenas treinado para olha para a espuma dos dias.

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    2. O que queres dizer é que a magana da direita é que estraga os intentos dos progressistas de esquerda.nao fosse essa elite falhada e o PCP conseguia reproduzir o paraíso na terra,queres tu dizer...cuitadinho do corcodilo

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  6. Afinal a crise "foi dos copos e das mulheres", afirmou o dirigente "socialista" presidente do euro-grupo,com "socialistas" destes o pessoal não vota ou infelizmente vota nos populistas de direita.

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  7. 23:48,não falas dos dois trabalhadores que morreram por falta de condições no trabalho (Universidade de Évora) ?

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