quinta-feira, 30 de março de 2017

A QUADRATURA DO CIRCO

A líder do bloco de esquerda um dia após a evocação da celebração dos sessenta anos sobre o Tratado de Roma, veio dizer que o país devia preparar-se para a saída do euro. Vivemos num regime que consagra na sua fundação a liberdade de expressão, por isso, somo livres de dizer o que nos apetece. Mas também devemos ser responsabilizados pelo que dizemos, sobretudo, quando aquilo que afirmamos é uma incoerência.
Com efeito, não consigo entender, nem perceber a posição do bloco de esquerda no que toca às matérias que dizem respeito à união europeia. Às segundas, quartas e sextas, são a favor dos direitos consagrados nos tratados que regulam as relações entre os países que integram a União Europeia. Nos restantes dias são contra os deveres. São, portanto, a favor dos fundos de coesão que nos são atribuídos e são contra as regras comunitárias que impõem a disciplina orçamental.
Na verdade, esta posição é reveladora de grande incoerência e de oportunismo politico por parte das forças partidárias que apoiam o governo. O PCP também não está isento de culpas nesta forma de fazer política. O pior é que estes partidos defendem a saída do euro e no limite da união europeia, todavia, não explicam aos portugueses quais são as consequências desta decisão no rendimento das famílias e das empresas. No mínimo, segundo alguns estudos, a previsão andaria na ordem dos cinquenta por cento de perda de rendimento. E, sobre isto, quedam-se muito caladinhos, porque a ignorância sempre deu alguns votos no nosso país.
Ora, de duas, uma: ou estes partidos nos estão a falar de forma séria, e, a questão é grave para a generalidades das famílias e das empresas portuguesas. Ou, o populismo vai tão longe, que, recorrem as estas matérias, só para apanhar uns votos dos mais distraídos.
Mas uma coisa é absolutamente incontornável: como é que um governo que se diz pró Europa e euro, consegue governar com o apoio parlamentar destas forças radicais de esquerda? Se isto não é um circo, é, seguramente, puro oportunismo político.

José Policarpo (crónica na rádio diana)


15 comentários:

  1. Vergonhoso trancar uma cidade por causa de uma visita; circulação toda trancada para o hospital, centro de saúde...não existem zonas periféricas da cidade a serem usadas?

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    1. Queria que a cerimónia decorresse na zona industrial?

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    2. Há coisas bem mais vergonhosas... do que Évora ser escolhida para uma visita de Estado. Nem vejo onde possa estar a vergonha disso.
      Aliás, esta cidade nos seus tempos áureos recebeu, não só a corte como diversas visitas de Estado.

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  2. Senhor Policarpo quer falar de coisas sérias,questione os poderes públicos onde se morre por falta de segurança no trabalho,eu sei que tem dificuldade em abordar estas questões,

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    1. Não gostas do Post? Olha engole em seco.

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  3. Senhor José Policarpo pertence a um partido do poder,como explica uma candidatura tão fraca em Évora?

    Eu sei que autarquia não é apelativa está mergulhada em dividas feitas pela boyada "socialista",mas é nos tempos duros que se LUTA para mudar o rumo a situação.

    Estão interessados na continuação do Prof.Pinto de Sá ?

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    1. "Prof"? "Prof"? Não insulte os professores, se faz favor.
      Um professor é uma pessoa que dá aulas, que ensina os seus alunos e os prepara para um futuro melhor. Este tipo não é professor, não passa de pobre político profissional, um entre muitos inúteis a viver à custa do contribuinte.
      jmc

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    2. A candidatura do PSD é fraca? Então vota nela para ela ser mais forte.

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  4. Com esta candidatura só falta apelar ao voto na CDU,o PSD no seu melhor...............temos pena..............

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  5. Talvez que se tivéssemos uma Europa que assentasse numa perspectiva social e solidária, como era a ideia dos seus fundadores, esta questão não se pusesse. Agora com uma Europa que tem apostado na desregulamentação da economia, no desrespeito pelas leis do trabalho e desvalorização do mesmo quando este é que é o grande gerador de riqueza, privilegiado a concentração de riqueza nos grandes grupos financeiros com um consequente aumento generalizado dos índices de pobreza, ao ponto de nem um trabalhador com o seu emprego conseguir prover o sustento da sua família.Uma Europa que tem esvaziado o poder económico dos estados vedando-lhes a possibilidade de seguirem políticas próprias, criando oligarquias que apenas têm que obedecer cegamente à voz do dono numa destruição completa da democracia expressa pelos votos dos cidadãos. A esta Europa só se pode dizer não. Já fui euro optimista, já tive um sonho de uma Europa social onde não existissem pobres, nem guerras. Onde a livre circulação de pessoas e bens fosse efectiva. Onde pudesse jurar a cidadania europeia em par com a nacional. Hoje sou forçado a lutar contra o imperialismo de Bruxelas. Quem foi que destruiu a Europa que sonhei? O Partido Popular Europeu e o grupo de Socialistas & Democratas, que seguem o mesmo caminho. O que falta na Europa? Que o caminho volte a ser o do verdadeiro socialismo democrático, mas parece já tarde para remendar um barco que já mete água por todos os lados.

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    1. Queres mais mama? Vai trabalhar.

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  6. E porque não no Parque de Ciência e Tecnologia do Alentejo? ou na Embraer?

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  7. A cerimónia realizou-se em Évora por decisão do Senhor Presidente da Republica,o "fechar" a Cidade foi decido pela segurança de Portugal e do Chile.

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