sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Infelizmente, Não!

Entrámos em 2017 e será um ano marcado politicamente pelas eleições autárquicas, e, por esse motivo, tinha pensado iniciar as minhas crónicas com algumas reflexões sobre aquilo que penso para que a cidade e o concelho de Évora sejam lugares onde todos possam viver com a qualidade de vida que merecem.
Sejam as pessoas a título individual, como sejam as pessoas coletivas, empresas e instituições. Porém, o presidente da república na sua mensagem de ano novo realçou um aspeto da nossa vida em comunidade, que não quero deixar de comentar.
Na mensagem dirigida aos portugueses o Presidente da República, entre outras coisas, afirmou que a atual governação tinha contribuído para que houvesse um clima de paz social no país. Com isto, o presidente, na interpretação que faço da afirmação, pretendeu dizer que a agitação social/sindical no último ano baixou significativamente, em comparação com o ano transato. Refiro-me ao último ano da governação liderada por Pedro Passos Coelho.
Pelo que, esta afirmação só em parte pode ser considerada verdadeira. A aparente paz social que vivemos em 2016 resultou inequivocamente, pelo menos do meu ponto de vista, do silêncio dos movimentos sindicais liderados pelos comunistas Arménio Carlos da Intersindical e do afamado português Mário Nogueira, da frenprof. Estes dois senhores têm uma “clientela” de muitos milhares de pessoas, todas elas dependentes do orçamento de Estado.
Ora, a atual governação liderada pelo Partido socialista, para além das reversões das reformas encetadas pelo anterior governo, nas áreas dos transportes, saúde, trabalho e educação, focalizou a sua atuação na reposição de direitos, sobretudo, às pessoas que são defendidas pelos sindicatos tutelados indiretamente pelo partido comunista. O preço da paz social referida pelo presidente reside neste embuste, nesta ficção, e, terá, certamente, um preço e um custo incalculável para o país.
Na verdade, o atual governo levou-nos para o caminho do endividamento e perdeu as oportunidades dadas pela conjuntura externa que vivemos. Como é sabido, o preço do dinheiro é baixo, como, também, é baixíssimo o preço do petróleo. Não tendo também criado o governio as condições para o investimento público. Os números de 2016 são realmente baixos, sobretudo, para quem, como os partidos de esquerda, estão sempre a clamar pela bondade deste investimento.
Dito isto, esta paz social é aparente, por ser fictícia, porque a realidade financeira e económica do país é outra. A devolução de direitos e de rendimentos ao ritmo a que fora feita e do modo como foi feita, terá uma consequência na despesa pública insustentável. Se o país tem um crescimento económico muito baixo, como poderá pagar este custo. O desfecho, portanto, só poderá ser um. E, não será uma boa coisa. Infelizmente, não.

José Policarpo (crónica na radio diana)

3 comentários:

  1. Pelo menos podia escrever um bocadinho melhor, não?

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    1. Concordo consigo nisso da escrita, mas o Policarpo está cheio de razão.
      A política do Tó Costa vai dar um pum nas finanças de Portugal.
      E depois? Outro resgate?
      O povo português só vai aprender quando não tiver dinheiro para gastos.

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  2. Só um bocadinho melhor?
    Então o homem começa no paragrafo 1 por dizer que vai pintar de branco e depois acaba por não pintar nada, esquecendo-se da tinta e da trincha...
    Inacreditável. Quem não aprende, não é por má formação nem mau caráter, é simplesmente por incapacidade.
    Enfim.

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