terça-feira, 15 de novembro de 2016

Ficamos a ver passar os comboios?

Decorreu este Sábado uma Audição Pública promovida pela Assembleia Municipal de Évora para recolher mais informações acerca da passagem da linha férrea por Évora.
Recorde-se que se discute a passagem por Évora de uma linha inserida na rede transeuropeia de transportes – o corredor Sines-Caia.
Foram convidadas para a sessão, entre outras instituições e personalidades, a IP – Infraestruturas de Portugal e o Ministério do Planeamento e Infraestruturas. Foi uma sessão bastante esclarecedora, tendo ficado claro, ou melhor, ainda mais claro, que o projecto das Infraestruturas de Portugal para a reactivação do troço Évora-Évora Norte é assassino para uma parte do nosso território.
Falamos da reactivação que tem em vista a ligação entre a actual Estação de Comboios e a Estação Évora Norte, e que permitirá que dezenas de longos comboios de mercadorias, provenientes de Sines e com direção a Badajoz, passem em plena área urbana na zona nascente da nossa cidade.
Após a população se ter manifestado contra esta solução, após a Câmara Municipal se ter pronunciado no mesmo sentido, após todos os partidos terem afirmado que esta era uma solução inaceitável pois colocava em causa a segurança e a qualidade de vida de uma parte significativa da população de Évora, após o Ministério ter mandatado a IP a estudar a viabilidade desta solução, não ouvimos por parte deste Instituto Público qualquer outra alternativa que não esta.
Este é um projecto de importância estratégica para o país, mas tem também de ser um projecto com importância para o Alentejo e Évora. É triste não ter ouvido por parte da IP ou do Ministério um compromisso que esta ligação trará vantagens para a nossa região, seja pelo transporte de passageiros de e para a região, seja pelo transporte de mercadorias cá produzidas. A única coisa que ouvimos foi uma intransigência total sobre o projecto, e nada sobre quais serão os benefícios.
O país merece uma estratégia de desenvolvimento que pense em todo o país, e como tal no seu interior. O interior não pode ser visto como apenas o território que está entre o litoral e Espanha, pelo que um projecto desta dimensão tem de conter uma componente clara de valorização do território e dos seus habitantes.
Quanto ao troço Évora-Évora Norte, estou convencido que mais tarde ou mais cedo os responsáveis perceberão que a opção de reactivação do ramal de Estremoz é inviável. Caso não percebam isso, cá estaremos, para impedir tamanha obstinação.
Até para a semana!

Bruno Martins (crónica na radio diana)

2 comentários:

  1. Se estás aí para impedir «tamanha obstinação» cá estarei para fazer com que te passe tal obstipação.

    É uma tristeza ver rapazinhos como tu,com tamanha e tão tacanha visão de progresso para o Alentejo.

    Que a Senhora Presidente da Junta de Freguesia de Srª da Saúde, diga aquelas barbaridades, enfim,já sabemos que o PCP não tem melhor que aquilo e ela coitada, reproduz o que lhe dizem para dizer.

    Agora um rapaz como tu,cheio de ideias (muito baralhadas diga-se)representando um partido com tais responsabilidades neste país actualmente,vir comungar da boçalidade que os raquíticos autarcas desta cidade apresentam, para impedir que o comboio passe nesta cidade, é que é de palmatória.

    Tenho mais uns anitos que tu, por isso te digo que esta cidade moribunda, só poderá sair desta marasmo, se jovens como tu e outros, perceberem finalmente que se tem que romper definitivamente com as ideias ultra-conservadoras, aqui mantidas e preservadas quase religiosamente pelo PCP.

    Sabes que eles,na sua mediocridade não sabem ir mais além..e para além disso entendem que o Alentejo será, como sempre foi depois do 25 Abril, um feudo deles, à custa do sacrifício das suas populações.Para quÊ?...Perguntas tu...

    E eu respondo-te: Porque insistem em recuperar o Materialismo Dialéctico,à transformando os meios de produção numinstrumento unicamente controlado pelo Estado.E enquanto isso não acontecer,«ideólogos» como aqueles que se encerram conspirativamente na rua de Aviz, vociferando contra o capitalismo, farão te ti, de mim e de todos os alentejanos, aquilo que sempre fizeram de Abril para cá:Servirem-se do povo alentejano como bandeira negra da fome, miséria e sub-desenvolvimento, fruto do capitalismo.

    Eles NÃO QUEREM uma infraestrutura daquelas a passar a Évora,e atreveram-se a dizer na reunião em que estiveste presente,que os postos de trabalho a criar, fruto dessa paragem/passagem, não são significativos, (ficou implícita tal afirmação).
    Os representantes do governo e das IP, deverão ter saído daqui num fartote de rir,com a mediocridade desta gente autarca, que infelizmente gere os destinos desta terra.Pela forma incompetente com que se apresentam os argumentos para a não passagem do comboio pela cidade no local que lhe está destinado,tal como tu apresentas.

    Por isso,dou-te um conselho:Não dês passos maiores que as pernas, sobretudo quando a tua vontade de protagonismo te está a levar por caminhos que são evidentemente desprovidos de inteligência e juventude,sendo este factor, no teu caso,o mais assustador, sobretudo para ti e para o teu partido que te deveria pôr a milhas quanto antes.


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    1. Os representantes do governo e das IP, precisam de fazer o trabalho para que são pagos. O trabalho inclui o estudo de várias alternativas, com custos e benefícios de cada uma, para a passagem dos comboios. Infelizmente, como se comprovou na referida reunião, ainda não o fizeram. Esperemos que o façam rapidamente, ou que alguém lhes peça responsabilidades.

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