quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Évora homenageia as vítimas da Inquisição nos 480 anos do "Santo Ofício"


A Câmara Municipal de Évora homenageia no próximo sábado, 22 de Outubro, as vítimas da Inquisição portuguesa, através da inauguração na Praça do Giraldo, pelas 18h, de um memorial que as recorda e lhes presta homenagem.
O ato simbólico realiza-se precisamente no dia em que se assinalam 480 anos sobre o dia 22 de Outubro de 1536, data em que foi lida na Sé de Évora perante o rei D. João III, o alto clero e muito povo, a bula papal que autorizava a instalação e funcionamento em Portugal do Tribunal do Santo Ofício.
O programa deste dia inicia-se às 17h com uma sessão solene nos Paços do Concelho, com intervenções previstas por parte de Carlos Pinto de Sá, Presidente da Câmara, e dos Professores António Borges Coelho, autor da mais completa história da Inquisição de Évora, e Fernanda Olival, responsável do centro de investigação da Universidade de Évora que se tem dedicado nos últimos anos ao estudo da Inquisição.
Após a sessão será descerrado na Praça de Giraldo o memorial que será implantado entre a Judiaria e a Igreja de Santo Antão, no local em que no século XVI a Inquisição ateou as suas primeiras fogueiras.
No programa evocativo desta data estão ainda incluídas outras iniciativas: na tarde de Quinta-feira, dia 20, é inaugurada no Museu de Évora uma exposição iconográfica, efetuada em parceria com a Biblioteca Pública, em que algumas dezenas de objetos, livros e gravuras, incluindo cartazes com o anúncio de Autos de Fé, nos permitirão um contacto com o ambiente que envolvia a atividade da Inquisição de Évora.
Aos domingos, de 23 de outubro a 4 de dezembro, decorre o ciclo de cinema vítimas de intolerância religiosa no Auditório Soror Mariana. Em cada dia é exibido um filme diferente relacionado com a temática.
Finalmente, a 16 de Novembro, terá lugar no antigo Palácio da Inquisição, sede da Fundação Eugénio de Almeida, o Seminário “Inquisição: Cultura material e quotidiano (Évora e Portugal)”, organizado pelo CIDEHUS, centro de investigação da Universidade de Évora, em que serão apresentadas e discutidas comunicações originais sobre a Inquisição de Évora. De entre estas, refira-se a relativa ao estudo dos restos mortais recentemente descobertos numa antiga lixeira do Palácio da Inquisição. (nota de imprensa da CME)

7 comentários:

  1. Não havia mais nada de interessante para comemorar???
    Levantam-se a pensar em ditaduras, deitam-se a pensar nas ditaduras.
    Até dão agasturias.

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    1. Comentário bem pateta senhor. A vida não se pauta só pelas finanças... Vá-se catar!

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    2. Albert Einstein dizia que só havia duas coisas infinitas, o universo e a estupidez humana,mas acrescentava que quanto ao universo tinha dúvidas.
      Quando lemos comentários como este damos razão ao cientista "da relatividade".
      A.E.

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    3. há que culpar sempre os outros, mesmo que seja à 500 anos! dssss

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    4. Não se festeja a Inquisição, evocam-se as vítimas que nunca devem ser esquecidas!

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  2. Não devemos esquecer nunca os crimes da Santa Madre Igreja. A Padralhada que em Évora fez fogueiras onde queimou pessoas vivas iniciou a cremação no meu país. PORCOS!

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    1. Ó palérmoides, não está em causa esquecer a história e as vitimas da Inquisição.
      O problema está em ter ou não capacidade de se pensar no futuro e trabalhar para ele!!!

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