quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Évora a ver passar comboios?


COMUNICADO

Desde há alguns meses que se tem feito silêncio sobre o andamento dos trabalhos que deveriam ser levados a cabo pelo Grupo de Trabalho constituído pela Infraestruturas de Portugal e pela Câmara Municipal de Évora, com vista a avaliar, designadamente, as alternativas ao traçado da linha ferroviária Sines-Caia, que aproveita a linha já existente e desactivada na parte oriental da cidade com o atravessamento da malha urbana de Évora.

Silêncio tanto mais inexplicável quando, por um lado, o mandato deste grupo apontava para a apresentação de conclusões num prazo curto e, por outro, a rejeição do traçado definido pela Infraestruturas de Portugal concitou o acordo da maioria dos cidadãos, que se mobilizaram em Movimento, das forças políticas e das autarquias afectadas.

Por isso o Bloco de Esquerda, através do seu deputado Heitor de Sousa, interpelou hoje 14 de Setembro, na Assembleia da República o Ministro do Planeamento e Infraestruturas sobre o andamento dos trabalhos do referido grupo. 

Em resposta às perguntas do Bloco de Esquerda o Ministro informou que a análise que está em curso incide sobre todas as possíveis soluções e alternativas para o funcionamento do transporte de mercadorias e, também, de passageiros nesta ligação internacional e que o Grupo de Trabalho continua a funcionar, sendo dirigido pela Infraestruturas de Portugal;
O Ministro assegurou ainda que quando essa avaliação estiver concluída todas as entidades e cidadãos serão informados e serão chamados a participar do processo de discussão pública das conclusões da avaliação.

A questão do traçado com o atravessamento da cidade não é a única que se levanta e que preocupa o BE, havendo que garantir que esta ligação ferroviária seja construída em via dupla, que constitua, efectivamente, um motor de desenvolvimento para a região e que assegure a ligação não apenas para mercadorias mas também para passageiros.

Como ficou demonstrado, a participação e mobilização dos cidadãos tem-se revelado essencial em todo este processo, pelo que importa que quaisquer iniciativas que sejam desenvolvidas ou quaisquer propostas de solução que sejam equacionadas cheguem ao conhecimento da população, num tempo que permita o debate efectivo e não um simulacro de consulta às populações. Por isso, esperava-se que a Câmara Municipal de Évora, enquanto parte do Grupo de Trabalho, mantivesse informados os eborenses, o que não tem acontecido.

Pela parte nos cabe, o Bloco de Esquerda continuará empenhado em que seja encontrada uma solução que, definitivamente, resolva as questões suscitadas e em manter informados os cidadãos das iniciativas que desenvolva.

Évora, 14 de Setembro de 2016
A Comissão Coordenadora Distrital de Évora do Bloco de Esquerda
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8 comentários:

  1. Bem vindos ao mundo real. Finalmente o BE acordou para um problema que influenciará decisivamente o futuro de Évora: o comboio e seu traçado em área urbana.

    Do pouco que foi concretizado, estou completamente de acordo em garantir que esta ligação ferroviária seja construída em via dupla, Eu diria que, pelo menos, não ficasse inviabilizada no futuro a construção da via dupla. Uma das várias razões porque o traçado urbano não deve ser o adoptado, pois impede uma futura duplicação.

    A utilização do ramal de reguengos (em vez do ramal de Estremoz) permite, agora ou no futuro, a duplicação da via, evitando ao mesmo tempo os principais constrangimentos do atravessamento de bairros consolidados.


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    1. Concordo a 100% com a via Dupla.Com a Esquerda a governar espera-se uma nova crise em Portugal com uma diferença da do Sócrates, mais grave e duradoura.
      Por isso é justo que façam via Dupla para o pessoal que quer trabalhar se raspar para a emigração mais rapidamente.

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    2. 14:32
      Caro senhor,
      para que saiba, a crise que assola Portugal e o Mundo, não foi criada pela esquerda e, muito menos pela esquerda de Portugal.
      A crise que assola Portugal e o Mundo é crise global do sistema capitalista, com origem nas trafulhices do capital financeiro, que começou (não por por acaso), nos Estados Unidos em 2006, com a chamada crise do subprime.
      Essa crise gerada na banca (com os bancos nacionais todos falidos, se excepção) tem vindo a ser exportada para os estados periféricos através de outra trafulhice: a chamada dívida pública. Esta foi a forma de colocar as populações e os trabalhadores a pagarem a crise dos capitalistas.
      Como é bom de ver nada disto tem a ver com esquerda...
      Se não quiser ser um mero peão desta engrenagem, aprenda a raciocinar perante os factos, se o quiser perceber. Mas, po favor, não acuse, só porque ouviu qualquer coisa parecida na Televisão á de casa.

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  2. Que arrogância!
    Dou-lhe os parabéns por estar sempre acordado enquanto os outros estão sempre a dormir!

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  3. Ora deixa lá ver, ora deixa lá ver: se se vier a fazer a tal linha e alguma coisinha não fôr como o Bloco-que sabe-tudo diz que as coisas devem ser, de quem será a culpa ?De quem? O "A cinco tons" como órgão oficioso do BE já sabe de quem será a culpa…
    E você, leitor avisado, já sabe?
    Esta postura começa a parecer troglodita; mas "chic" e muito alternativa.
    LC

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  4. Todos têm razão e nenhum diz coisa com coisa.
    Hora vejamos se utilizarem a linha de Estremoz é só reconstruir mas se assim não for vão ter que comprar terreno para que a linha passe por outro lado e aí as coisas começam a doer onde vão buscar dinheiro,estarão dispostos a um aumento de impostos,é o que parece.
    O que fariam com a linha de Estremoz outra ECOPISTA?
    Será que com mais umas ECOPISTAS vamos ficar mais ricos não vejo como.

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    1. «Hora vejamos ...»

      Se há dois ramais que saem de Évora, o de Estremoz e do Reguengos, porque razão diz que vão ter de comprar terreno se não utilizarem a "linha de Estremoz"?
      Se utilizarem o Ramal de Reguengos não precisam de comprar terreno, pois não?

      Mas a questão da compra é uma falsa questão. A partir da herdade Sousa da Sé (antigo apeadeiro da Sousa da Sé) serão construídas mais de 90 KM de linha totalmente nova, até à fronteira espanhola, em TERRENOS QUE TERÃO DE SER COMPRADOS.

      Mesmo admitindo outra solução fora dos ramais existentes, em que seria necessário comprar terreno, porque razão, em quase 100 KM de linha nova, seria tão difícil comprar terrenos para os primeiros 5 ou 6 km. Ainda por cima quando se sugere que esses terrenos deverão ser em áreas rurais, ou seja, muito mais baratos que em áreas urbanas.

      PS: Já agora, que está tão preocupado com o uso do Ramal de Estremoz, caso se venha a optar por outro corredor, o que acha que deve ser feito no Ramal de Reguengos se a opção vier a ser pelo Ramal de Estremoz?

      Caro comentador, à próxima ao menos leia e reflita sobre o que outros escreveram antes de si.

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  5. O que é que o Bloco tem feito? Expliquem-me lá porque ainda não dei por nada. Deve ser como a história do Centro Comercial das Portas de Aviz, falaram falaram mas nas reuniões públicas nem os ouvi piar. Acham que lhes basta publicar uns textozinhos sobre as questões e que assim enganam o zé povinho ? Ora, vá lá, não nos substimem, Mexam-se ! Não estão no governo ? É hora de puxarem os cordelinhos em defesa dos eborenses. Já basta de conversa mole.

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