quarta-feira, 10 de agosto de 2016

(Haja calma!) Câmara de Évora confirma: em 2017 é que vai ser!


Enquanto continua a receber um grande número de visitantes seduzidos pelo património construído, Évora projeta já a animação do próximo ano.
Nesse sentido o Município, em articulação com diferentes agentes culturais da cidade, submeteu uma candidatura ao “Programa operacional Alentejo 2020”, a que deu o nome abrangente de “confluências”. Pretende-se com este projeto que confluam para um festival de cultura dez marcas reconhecidas na região, no país e no estrangeiro e que estão bem associadas à identidade deste território: A BIME – Bienal de Marionetas de Évora, ou a “Escrita na Paisagem” são apenas duas das dez apostas que se pretende fazer revitalizar.
A candidatura, cuja aprovação é aguardada para o início do próximo outono, tem como objetivo “promover a conservação e valorização dos ativos histórico-culturais para consolidar a Região como destino turístico”, desvalorizando o requisito inicial de marcas novas, já que essas (caso fossem criadas) não teriam condições para confirmar a maturidade e reconhecimento também exigidos.
Convictos do potencial da candidatura apresentada, que inclui e interrelaciona dez grandes eventos, com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento do território e da região, a Câmara Municipal e os agentes envolvidos reuniram-se nos Paços do Município, tendo declarado a sua vontade de afirmar e sublinhar nas várias sedes possíveis a importância estratégica do programa “confluências”.

Tanto da parte dos agentes culturais envolvidos como da Autarquia, a expetativa face à aprovação é elevada. Eduardo Luciano, Vereador do Pelouro da Cultura, afirmou no momento da submissão da candidatura “Confluências”, “esperar que seja viabilizada a possibilidade de, a partir da relação entre os patrimónios e as práticas artísticas da região com os públicos existentes e em formação, ser dada a possibilidade de promover o desenvolvimento estruturante no território". (nota de imprensa da CME)

5 comentários:

  1. Estamos fartos de propaganda! Os eborenses desejam que este Sr. Luciano desapareça da Câmara. Chateia ouvi-lo !

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  2. Na qualidade de dirigente da Associação Musical de Évora – Eboræ Mvsica, participei numa reunião de agentes culturais locais, no passado dia 4 de Julho, a convite da Câmara Municipal de Évora.
    Na agenda figurava o projecto de uma candidatura ao PO Alentejo 2020 (Eixo 6.3), dependendo a sua viabilidade do possível consenso entre alguns dos promotores culturais da cidade – cujo critério de selecção se mantém ininteligível, para mim, até ao dia de hoje – sendo certo que, entre os presentes, se encontravam os responsáveis por todos os eventos culturais cíclicos, com lastro histórico na cidade, com a única excepção do PIM/Semana dos Palhaços.
    A saber:
    • João Paulo Macedo/FIKE;
    • Luís Pereira e Susana Russo/Associação cultural do Imaginário/Jazz na Cidade;
    • José Alberto Ferreira/Colecção B/Escrita na Paisagem;
    • José Russo/CENDREV/BIME;
    • José Elizeu Pinto (eu próprio) e Paulo Aldeagas/Eboræ Mvsica/Jornadas Internacionais de Música da Sé de Évora;
    • Joana Dias/É Neste País/Contanário deveria ter estado presente, o que não aconteceu devido a um lapso na convocatória, sendo o único promotor que não cumpria o “critério histórico”.
    Pela CME estavam presentes o assessor para a cultura Luís Garcia e o economista Telmo Rocha, bem como a socióloga Paula Sofio, especialista em fundos comunitários, cedida pela ADRAL, com o propósito especifico de assessorar a elaboração da putativa candidatura.
    A reunião iniciou-se com o esclarecimento de que o eixo a que seria submetida a candidatura é vocacionado para o financiamento de projectos no sector turístico (e não cultural, como inicialmente supúnhamos) sendo imperativo – e requisito básico de elegibilidade – que as acções candidatadas não tivessem antecedentes, sido objecto de financiamentos em edições anteriores ou inscritas em ciclos de realização periódica.
    Ora as exigências requeridas pareciam contrariar, desde logo, a própria natureza das acções que os promotores presentes traziam em carteira para integrar a candidatura. Para contornar este “pecado original” foi sugerida a dissimulação dessas actividades, sendo proposta a sua simples redenominação, como forma de as tornar elegíveis.
    Logo ali, tive oportunidade de questionar a bondade da proposta, considerando pueril o expediente que, previsivelmente, não resistiria ao escrutínio inicial dos avaliadores.
    Não sei o que se passou nas reuniões subsequentes – a terem sido realizadas – pois não voltei a acompanhar esse dossier, em nome da associação que então representava, desconhecendo o encaminhamento posterior da candidatura, sendo certo que a Eboræ Mvsica integrou o conjunto dos promotores culturais que viriam a dar-lhe corpo.
    No rescaldo desta operação fica-me a dúvida, não apenas sobre a viabilidade desta candidatura, mas também da sua credibilidade e, até mesmo, da convicção do seu promotor institucional – a Câmara Municipal de Évora – na possibilidade da sua concretização, para já não mencionar a capacidade efectiva de esta suportar os 15% da contrapartida nacional que lhe cabem no financiamento do projecto, quando é pública e notória a sua incapacidade para se associar ao esforço financeiro das actividades culturais que, bem ou mal sucedidas, têm sido realizadas no concelho desde a sua captura pelo PAEL.
    Évora, em 11 de Agosto de 2016.
    José Elizeu Pinto

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    1. «Não sei o que se passou nas reuniões subsequentes – a terem sido realizadas – pois não voltei a acompanhar esse dossier, em nome da associação que então representava, desconhecendo o encaminhamento posterior da candidatura, sendo certo que a Eboræ Mvsica integrou o conjunto dos promotores culturais que viriam a dar-lhe corpo.»

      Uma pequena dúvida que me surgiu da leitura do texto:
      - porque não tentou saber o que se passou posteriormente, junto da "associação que então representava", antes vir mandar uma 'bocas' para a praça pública?

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  3. A orgia festeira ai esta pela mão do cérebro Russo e do líder vereador viajante,limpeza ZERO requalificação ZERO venha a musica e siga o baile.

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  4. Este comunicado da Câmara de Évora é inenarrável e, face às criticas que têm vindo a público nos últimos dias sobre a (falta) de uma politica cultural da CME, contra todas as promessas feitas em contrário durante a campanha eleitoral, pretende a autarquia lançar uma cortina de fundo remetendo tudo para um hipotético 2017, ano de eleições.
    Mas vejamos em pormenor o que diz a CME. “O Municipio em articulação com diferentes agentes... pretende-se com este projeto que confluam para um festival de cultura dez marcas reconhecidas na região, no país e no estrangeiro e que estão bem associadas à identidade deste território.”
    Para além da BIME e da escrita na paisagem que outras marcas são essas? José Pinto identifica também (mas a Câmara não) outros intervenientes numa eventual reunião que terá havido em Julho (uma reunião para decidir um programa destes???!!!): Fike, Imaginário, Eborae Musica, É Neste País ( o, desde as últimas eleições autárquicas, incontornável “É neste país...”). Faltam quatro, apesar de tudo.
    Mas seria bom saber que reuniões existiram, quem protagoniza a candidatura, que autonomia tem cada um destes projectos ou como foram formulados os convites.
    E atendendo-nos às palavras de José Pinto, sobre a fraca sustentabilidade da candidatura, saber se há ou não Plano B para o caso deste projecto não ser financiado e, sendo-o, onde vai a Câmara, sempre tão mísera de meios para apoiar os agentes, buscar os 15 por cento de comparticipação. E havendo essa verba saber se ela não seria melhor gasta subsidiando, através de protocolos sutentados, a actividade dos grupos de índole cultural sedeados em Évora em vez de a utilizar duma assentada num festival de contornos tão difusos em que na divisão de verbas, se for como em episódios recentes, caberá sempre mais aos filhos e menos aos enteados.
    A cultura em Évora já merece transparência e não os arranjinhos do costume entre os apoiantes da Cdu e do PCP e a Câmara em funções. Os vasos comunicantes entre pessoas e entidades, nas quais o que conta são os vínculos e simpatias partidárias, e a Câmara Municipal estão a tornar-se por demais evidentes. É chocante que, também neste campo, pouco separa a prática do PCP da do PS quando toca a servir as respectivas clientelas partidárias.

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