terça-feira, 30 de agosto de 2016

Filme sobre a vida e obra de José Mário Branco esta quarta-feira em Évora


“Mudar de Vida: José Mário Branco, Vida e Obra”, de Pedro Fidalgo e Nelson Guerreiro (115 minutos),Praça do Sertório, 31 de Agosto, às 21,30h

Seguindo José Mário Branco em ensaios, gravações de discos, concertos e conversas, os realizadores constroem um retrato do artista que, em conjunto com outros, vincaram na arte o movimento de protesto com as músicas de intervenção – não se esqueça o tema maldito “FMI” que José Mário Branco, enquanto autor, proibiu até de ser emitido nas rádios.
Neste documentário, o artista fala de problemas encontrados em “ser português”, na emigração, pobreza e crise, que parece ter chegado há décadas para permanecer, sempre a mesma.

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

A Câmara de Évora é a autarquia alentejana com maior prazo médio de pagamento de facturas

A Direção Geral das Autarquias Locais divulgou recentemente a lista dos municípios portugueses com prazo médio de pagamento superior a 60 dias no final do 2º trimestre de 2016.
Num universo de 305 municípios, 74 têm um prazo médio de pagamento superior a 60 dias, sendo que 9 são municípios alentejanos.
O Município Alentejano que mais demora a pagar é Évora, seguindo-se Alandroal e Mourão. 

Empresa de comunicação social de Évora motiva queixa da CGTP por fraude ao IEFP



"Trata-se da empresa Costa, Calado, Pina e Associados Lda, que integra um grupo de comunicação social em Évora que tem também a Tribuna Alentejana e uma rádio", identificou Arménio Carlos, em declarações aos jornalistas depois de uma reunião, a seu pedido, com o presidente do IEFP, António Valadas da Silva.
O jovem, um licenciado de 26 anos, que acabou por rescindir o contrato de estágio, era obrigado a devolver à empresa grande parte do montante relativo à bolsa que devia receber.
Os registos das contas bancárias mostram, segundo Arménio Carlos, que inicialmente a empresa exigiu ao estagiário que lhe entregasse 450 euros e nos restantes meses 350 euros.A CGTP apresentou ao presidente do IEFP toda a documentação da denúncia que recebeu do jovem e vai também entregá-la ao Ministério Público para que possa atuar.
O Instituto do Emprego assegura que "tudo fará para que os beneficiários destas medidas, que se encontrem em situações de estágios feridos de ilegalidade, sejam acompanhados pelos serviços de forma próxima". Alternativas serão apresentadas para que o percurso dos estágios seja continuado "dentro da exigida normalidade."
Contactado por telefone, o jovem em causa, João Pereirinha, disse à agência Lusa que deu conta de todos os pormenores da situação ao IEFP, mas até agora não obteve resposta.

Évora: só o sr. vereador parece não ver a necessidade da passadeira que não existe, mas devia existir, no parque industrial...

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Comunicado: PSD de Évora exige à CME urgência na limpeza e manutenção dos espaços públicos

A limpeza e o asseio em Évora bateram, definitivamente, no fundo!

Nos últimos anos o PSD de Évora chamou várias vezes a atenção para a limpeza e salubridade da nossa cidade, quer durante a gestão do PS, na qual era habitual ver-se o Centro Histórico de Évora repleto de lixo e sujidade nas ruas e espaços públicos, quer também durante a gestão da CDU, com o cenário diário de lixo acumulado junto aos contentores subterrâneos e mesmo em plena rua, apesar de ter realizado algumas operações de cosmética com relevante mediatismo que, pontualmente, melhoraram o aspeto geral.
Todavia, parece-nos que durante estes últimos meses a limpeza e o asseio em Évora bateram, definitivamente, no fundo.
Para além do cenário a que infelizmente já nos vamos habituando das ruas sujas, repletas de beatas e outro lixo, dos contentores com lixo acumulado em vários locais e com um cheiro nauseabundo, note-se ainda o estado em que se encontram alguns ícones da cidade, como seja a Fonte da Praça do Geraldo, o pequeno monumento da UNESCO na Rua João de Deus, entre outros.
Évora não é só Centro Histórico - apesar da sua importância e deste ano se comemorar precisamente os 30 anos da sua classificação pela UNESCO, razão acrescida para um especial cuidado. Os bairros da cidade estão completamente abandonados, com os passeios cheios de erva e lixo (onde a manutenção é apenas feita pelos seus habitantes, e na falta destes, o cenário é degradante), o pasto enorme que ainda não foi gadanhado nos terrenos baldios ou públicos, com evidente perigo de incêndio (conforme foi exemplo o Alto de S. Bento), os parques de estacionamento públicos também eles em estado deplorável, espaços ajardinados desleixados, entre outros. Basta circular, p.e., pelo Bairro das Nogueiras, pelo Bairro de Almeirim, pelo Bairro da Malagueira, pelo Bairro da Casinha, entre outros.

A Comissão Política de Secção do PSD de Évora não pode deixar de chamar a atenção da comunidade em geral para esta triste realidade, reclamando do Município de Évora a urgência na limpeza e tratamento dos espaços públicos e ajardinados de sua responsabilidade.
  
Évora, 24 de Agosto de 2016
 

Comissão Politica de Secção do PSD de Évora

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Palavras Andarilhas e Festival Contos do Mundo começam amanhã em Beja


Na primeira edição O Festival de Contos do Mundo terá o coração no Jardim Público e no Centro Histórico, desdobrando-se pelas freguesias rurais – com os Contos d’Ir Ò Fresco – e levando ainda os contos a lares e centros de dia.
O Festival traz, pela mão de contadores de histórias, artistas e músicos do mundo, palavras e sonoridades que nos surpreendem pela semelhança ou pela diferença, que nos falam de outros lugares e de outros sonhos nos quais somos capazes de nos rever na diversidade. São imaginários que nos chegam de Portugal, de Espanha, de Itália, de Marrocos, do Mali, de São Tomé, de Cuba, da Argentina, do Brasil e do Japão e que prometem
Entre muitas outras atividades, a programação propõe, nos fins de tarde, sessões de contos e espetáculos dirigidos a públicos de todas as idades pelas sombras e recantos do Jardim Público. Entre uma atividade e outra, é possível visitar as instalações/exposições e o Mercado Andarilho, com artesãos e livreiros.
Para as noites frescas do festival, a programação propõe a cumplicidade das sessões de contos passadas na companhia dos contadores de histórias que chegam de toda a parte. Entre as muitas sessões que nos vão aconchegar durante as noites do festival, destacam-se: as palavras de Manuel Garrido e a música da kora de Ibrahim Diabaté, que nos trazem uma grande epopeia mandinga na noite do dia 24; o passeio do Coro dos Sonhadores – desde o Castelo até o Jardim Público onde terminaremos a noite de 25 em roda com Estes contos que nos unem; as histórias berberes de Mohamed M. Hammu; a delicadeza das histórias com objetos do espanhol Rodorín na noite de 26; o encontro das tradições portuguesa, brasileira, cubana, são tomense e japonesa pela mão de Vitor Fernandes, António Fontinha, José Mauro Brant, Cláudia Fonseca, Corália Rodriguez, Ângelo Torres e Yoshi Hioki, a partir de 24 de Agosto.
A programação propõe ainda experiências artísticas que cruzam muitas linguagens e olhares como é o caso de Pasta e Basta – Um mambo italiano, espetáculo de Giacomo Scalisi e em co-criação com Miguel Fragata e Afonso Cruz que se apresenta nos dias 25, 26 e 27 e que estreia em Beja, no dia 28, uma versão para os mais novos, numa sessão especial para crianças a partir dos 3 anos.
As apresentações de livros, de projetos, os espetáculos de poesia, as pequenas exposições e instalações convidam a circular entre o Teatro Pax Julia, a Biblioteca e o Jardim, na procura destas vozes e destas histórias.
O Festival de Contos do Mundo encerra a 28 de Agosto com duas vozes de forte identidade: as histórias de Jorge Serafim e as músicas de Celina da Piedade, num serão de domingo, já quase a cheirar a fim de férias, mas remoçados com tantas vozes, histórias e sonoridades.
Uma iniciativa da Câmara Municipal de Beja co-financiada pelo Alentejo 2020 através do FEDER.
Datas: de 24 a 28 de agosto.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Évora: a cidade cheia de turismo e de lixo



Foto que circula no facebook com o titulo o meu jardim e que jardim!

O turista é lhe servido este cartaz por vários pontos de recolha de lixo, não falando do cheiro pestilento que sai destas caixas de lixo.
Junta-se anarquia dos automóveis por cima de tudo e circulando por todo o lado, as vezes em velocidade alta. Para quando limitar o CH a moradores e cargas e descargas com horário estipulado?
É uma lastima juntar à degradação dos edifícios e às lojas fechadas mais estes dois cenários típicos de África.
O presidente e os seus vereadores andam a pé pelo menos no acesso à praça do Sertorio e devem ter olhos e nariz ouvidos para tomar acção.

Joaquim Teigão (enviado por email)

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Évora: BE lança campanha sobre "promessas não cumpridas" da Câmara CDU




São três cartazes, sob o lema "Évora Consegue Bem Melhor", que estão a ser divulgados pelo Bloco de Esquerda de Évora, sobre temas tão diversos como a limpeza, o Centro Histórico ou as acessibilidades, confrontando as promessas inscritas no Programa Eleitoral da CDU e a realidade.
aqui: https://www.facebook.com/evora.be

domingo, 14 de agosto de 2016

Évora à calma inaugura esta segunda-feira exposição de fotografia




“Caminhantes Sem Voz” são os ciganos do Alto Alentejo que Adalrich Malzbender guardou com a sua câmara e que agora nos mostra numa exposição de fotografia que tem feito um percurso notável por diversos países.
Adalrich Malzbender é um médico alemão que casou com uma alentejana de Portalegre, mas que se apaixonou também pelo Alentejo. Encantou-se com as planícies, as vilas e aldeias, e sobretudo com as gentes. Há 40 anos que se dedica à fotografia, mas há cerca de 30 deixou-se seduzir por um grupo de ciganos que ocupava uma quinta abandonada perto de Tolosa. Aos poucos foi conseguindo ganhar-lhes a confiança e o resultado foi o conjunto de registos que temos a possibilidade de apresentar.
A Câmara Municipal de Évora e as 3 Uniões de freguesia urbanas conseguiram trazer para Évora esta exposição que sublinha a diversidade cultural do programa “Évora à Calma”. Estará repartida por três locais diferentes: a Biblioteca Pública, a galeria do Palácio do Barrocal e o Espaço Habévora na Cruz da Picada, podendo ser visitada até 16 de Outubro.
A inauguração, que terá uma componente cultural, acontece já na próxima segunda-feira, feriado de 15 de Agosto, nos três locais em sequência:
Às 16h na Biblioteca Pública de Évora com “Palavras Lidas” por José Russo;
Às 17h no Palácio do Barrocal (INATEL) com “Bonecos & Campaniça”;
Às 18h no Espaço Habévora da Cruz da Picada com “Mísica Cigana”.

(nota de imprensa da CME)

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Resumo dos principais assuntos tratados na Reunião Pública da CME de 10/08/2016


O Presidente da Câmara informou formalmente o Executivo Municipal sobre a obtenção do Visto Prévio do Tribunal de Contas para os três contratos de empréstimo previstos no quadro do plano de saneamento financeiro para o Município de Évora. Segundo Carlos Pinto de Sá, tratou-se de um passo fundamental no caminho da recuperação financeira da Autarquia, uma vez que permitirá maior autonomia e consequente capacidade negocial na redução da dívida, para além de permitir também o recurso a ferramentas de gestão interna mais eficazes.
A Câmara tomou conhecimento sobre a decisão do Governo de avançar com a construção da variante à EN 256, que inclui a nova ponte sobre o Rio Degebe na zona do Albardão. O Presidente da Câmara esteve presente em Reguengos de Monsaraz na assinatura do Auto de Consignação da Empreitada e depois no local da obra, onde decorreu a cerimónia oficial com a presença do Ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Carlos Santinho Horta. O investimento previsto é de três milhões de euros e prazo de execução de 300 dias, com início dos trabalhos já no próximo dia 16 de Agosto.
Foi aprovada por unanimidade a abertura de concurso para atribuição de licenças de Guarda Noturno. Nesta fase as licenças serão para seis zonas, abrangendo três uniões de freguesias: União de Freguesias de Évora, Malagueira e Horta das Figueiras e ainda Bacelo e Srª da Saúde.
Aprovada também por unanimidade a requalificação de um terreno baldio na Horta das Figueiras junto à Rua General Humberto Delgado. O projeto, que foi discutido no local com a população, prevê a construção de uma área verde com zona de estadia e local para prática de desporto informal. O investimento foi estimado em cerca de 21.600 euros, ficando a manutenção a cargo da Junta de Freguesia.
Foi deliberada por unanimidade a abertura de concurso público para a empreitada de conclusão das infraestruturas do loteamento das Villas do Alcaide, no Bairro de Almeirim. Eduardo Luciano, Vereador do Pelouro da Gestão Urbanística, sublinhou a importância desta deliberação que permitirá, ao fim de vários anos de impasse, intervir nos espaços exteriores do loteamento e terminar as respetivas obras.
A Câmara deliberou ainda por unanimidade aprovar um voto de saudação ao jovem eborense Miguel Encarnado, que se sagrou Campeão do Mundo Sub-18 na modalidade de Pesca Desportiva de Rio. (nota de imprensa da CME)

Esclarecendo a nota da CME sobre o programa "confluências"


Na qualidade de dirigente da Associação Musical de Évora – Eboræ Mvsica, participei numa reunião de agentes culturais locais, no passado dia 4 de Julho, a convite da Câmara Municipal de Évora.
Na agenda figurava o projecto de uma candidatura ao PO Alentejo 2020 (Eixo 6.3), dependendo a sua viabilidade do possível consenso entre alguns dos promotores culturais da cidade – cujo critério de selecção se mantém ininteligível, para mim, até ao dia de hoje – sendo certo que, entre os presentes, se encontravam os responsáveis por todos os eventos culturais cíclicos, com lastro histórico na cidade, com a única excepção do PIM/Semana dos Palhaços.
A saber:
• João Paulo Macedo/FIKE;
• Luís Pereira e Susana Russo/Associação cultural do Imaginário/Jazz na Cidade;
• José Alberto Ferreira/Colecção B/Escrita na Paisagem;
• José Russo/CENDREV/BIME;
• José Elizeu Pinto (eu próprio) e Paulo Aldeagas/Eboræ Mvsica/Jornadas Internacionais de Música da Sé de Évora;
• Joana Dias/É Neste País/Contanário deveria ter estado presente, o que não aconteceu devido a um lapso na convocatória, sendo o único promotor que não cumpria o “critério histórico”.
Pela CME estavam presentes o assessor para a cultura Luís Garcia e o economista Telmo Rocha, bem como a socióloga Paula Sofio, especialista em fundos comunitários, cedida pela ADRAL, com o propósito especifico de assessorar a elaboração da putativa candidatura.
A reunião iniciou-se com o esclarecimento de que o eixo a que seria submetida a candidatura é vocacionado para o financiamento de projectos no sector turístico (e não cultural, como inicialmente supúnhamos) sendo imperativo – e requisito básico de elegibilidade – que as acções candidatadas não tivessem antecedentes, sido objecto de financiamentos em edições anteriores ou inscritas em ciclos de realização periódica.
Ora as exigências requeridas pareciam contrariar, desde logo, a própria natureza das acções que os promotores presentes traziam em carteira para integrar a candidatura. Para contornar este “pecado original” foi sugerida a dissimulação dessas actividades, sendo proposta a sua simples redenominação, como forma de as tornar elegíveis.
Logo ali, tive oportunidade de questionar a bondade da proposta, considerando pueril o expediente que, previsivelmente, não resistiria ao escrutínio inicial dos avaliadores.
Não sei o que se passou nas reuniões subsequentes – a terem sido realizadas – pois não voltei a acompanhar esse dossier, em nome da associação que então representava, desconhecendo o encaminhamento posterior da candidatura, sendo certo que a Eboræ Mvsica integrou o conjunto dos promotores culturais que viriam a dar-lhe corpo.
No rescaldo desta operação fica-me a dúvida, não apenas sobre a viabilidade desta candidatura, mas também da sua credibilidade e, até mesmo, da convicção do seu promotor institucional – a Câmara Municipal de Évora – na possibilidade da sua concretização, para já não mencionar a capacidade efectiva de esta suportar os 15% da contrapartida nacional que lhe cabem no financiamento do projecto, quando é pública e notória a sua incapacidade para se associar ao esforço financeiro das actividades culturais que, bem ou mal sucedidas, têm sido realizadas no concelho desde a sua captura pelo PAEL.
Évora, em 11 de Agosto de 2016.

José Elizeu Pinto (aqui)

A 18 de Agosto, lua cheia nos Almendres


Alentejo: BE quer explicações de autarcas de Sines (PS) e Santiago do Cacém (CDU) que foram ver a bola com a GALP


Em comunicado, o Bloco de Esquerda (BE) alega que "Álvaro Beijinha, da CDU, e Nuno Mascarenhas, do PS, presidentes das Câmaras de Santiago do Cacém e Sines também não tiveram pejo em aceitar o convite da Galp para assistirem em Lyon a um jogo do europeu de futebol".
Tendo em conta que a empresa "lhes pagou a viagem", os bloquistas consideram a situação uma "reprovável promiscuidade entre o poder local e esta empresa gigantesca".

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

(Haja calma!) Câmara de Évora confirma: em 2017 é que vai ser!


Enquanto continua a receber um grande número de visitantes seduzidos pelo património construído, Évora projeta já a animação do próximo ano.
Nesse sentido o Município, em articulação com diferentes agentes culturais da cidade, submeteu uma candidatura ao “Programa operacional Alentejo 2020”, a que deu o nome abrangente de “confluências”. Pretende-se com este projeto que confluam para um festival de cultura dez marcas reconhecidas na região, no país e no estrangeiro e que estão bem associadas à identidade deste território: A BIME – Bienal de Marionetas de Évora, ou a “Escrita na Paisagem” são apenas duas das dez apostas que se pretende fazer revitalizar.
A candidatura, cuja aprovação é aguardada para o início do próximo outono, tem como objetivo “promover a conservação e valorização dos ativos histórico-culturais para consolidar a Região como destino turístico”, desvalorizando o requisito inicial de marcas novas, já que essas (caso fossem criadas) não teriam condições para confirmar a maturidade e reconhecimento também exigidos.
Convictos do potencial da candidatura apresentada, que inclui e interrelaciona dez grandes eventos, com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento do território e da região, a Câmara Municipal e os agentes envolvidos reuniram-se nos Paços do Município, tendo declarado a sua vontade de afirmar e sublinhar nas várias sedes possíveis a importância estratégica do programa “confluências”.

Tanto da parte dos agentes culturais envolvidos como da Autarquia, a expetativa face à aprovação é elevada. Eduardo Luciano, Vereador do Pelouro da Cultura, afirmou no momento da submissão da candidatura “Confluências”, “esperar que seja viabilizada a possibilidade de, a partir da relação entre os patrimónios e as práticas artísticas da região com os públicos existentes e em formação, ser dada a possibilidade de promover o desenvolvimento estruturante no território". (nota de imprensa da CME)

sábado, 6 de agosto de 2016

Câmara Municipal de Évora: em 2017 é que vai ser!



Quem defende que o investimento na cultura é essencial em Évora, não pode deixar de considerar, no minimo, espantosa a actuação da actual Camara Municipal sustentada pela CDU, apesar da propaganda com que entope diariamente as redes sociais.
Quando o actual executivo tomou posse, a cidade contava com algumas realizações regulares, âncoras da actividade cultural. A CDU criticava ( E BEM!) o anterior executivo municipal pela falta de visão e politica cultural e sobretudo pela falta de apoio aos agentes culturais da cidade para que essas realizações pudessem desenvolver-se.
Mas vejamos o que aconteceu com a actual gestão de Pinto de Sá:
- BIME - a bienal de marionetas, com tradições firmadas, não se realizou em 2015 porque não havia ainda fundos comunitários disponíveis, pssaria para 2016 ...em 2016 da BIME nem o cheiro...
- FIKE - festival de curtas metragens de Évora. O 13º festival já foi feito também em Beja e o 14º será também em Portalegre. Porquê? porque não há apoios suficientes em Évora
- Semana dos palhaços - com uma "escola de palhaços" de nível internacional. Em 2016 mudou-se para as Caldas da Rainha e veremos se não fica por lá. Porquê? Porque por lá haverá os apoios que por cá faltam 
Isto para não falar na ópera bufa em que se transformou a existência de cinema.
Em 2014, primeiro ano de mandato, a CME promoveu o Cenas ao Sul, sendo certo que foi uma associação quem assumiu a responsabilidade da contratualização dos apoios financeiros, apesar de pouco riscar no tocante à escolha de espectáculos e a cachets. Houve algum envolvimento dos agentes culturais, "ma non tropo" para a amalta não começar a ter ideias ....Avaliação desta realização: estamos à espera ainda; 
Em 2015 o figurino foi ainda mais "balseiro" . As Cenas ao Sul, foram de facto verdadeiras cenas: pagaram as 3 juntas de freguesia da CDU e o Turismo e decidiu a Camara: Agentes culturais? Ninguém os ouviu, participaram apenas alguns e em processos pouco transparentes ....aliás consolidou-se o figurino "artistas sim, mas os nossos"; avaliação pública, ainda está por fazer; justificações quanto às relações entre quem contrata e quem é contratado não existem.
E 2016 é o ano da Calma... todos à calma, com muita calma...mas em lamentável circuito artistico mais que fechado, isto para não dizer que são sempre os mesmos, num exercício que começa a ser penoso.
Dir-se-á: a CME está falida...não há dinheiro. 
É verdade...mas só é verdade parcialmente, porque - como a CDU dizia antes e bem - não é só não haver dinheiro, é saber quais as escolhas, as opções politicas que se fazem com o pouco dinheiro que há. 
Ah!!! Mas tenhamos esperança...vem aí 2017! E em 2017 é que vai ser!! 
Em ano de eleições podiam lá desperdiçar-se munições..
Em 2017 até o Cinema Central será noticia.
Os fundos do Alentejo 2020 podem dar uma mãozinha...e se não for pela cultura será pelo turismo!

Maria Helena Figueiredo (ex-candidata do BE à Câmara de Évora)