quinta-feira, 21 de julho de 2016

Morreu o artista plástico António Inverno


É com profundo pesar que a Presidência do Instituto Politécnico de Beja comunica o falecimento do Mestre António Mendes Inverno, Comendador da Ordem do Infante D. Henrique, Artista Plástico e docente do Instituto Politécnico.
Em nome de toda a comunidade académica manifestamos a nossa profunda tristeza pela perda de um humanista que marcou de forma indelével a cultura portuguesa, e todos aqueles com quem de alguma forma privou. Um artista que, com toda a humildade e abnegação pessoal, promoveu o convívio entre grandes nomes da cultura em prol da defesa dos valores maiores da liberdade, da justiça e da igualdade.
Seguramente, a sua memória será perpetuada pela sua obra e por todos aqueles com quem conviveu e que dele guardarão as melhores recordações.
A Presidência do Instituto Politécnico de Beja apresenta as sentidas condolências à família enlutada.

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Beja: uma boa medida

Esplanadas no Centro Histórico estão isentas de pagamento
A Câmara Municipal de Beja isentou de pagamento as esplanadas no Centro Histórico. Esta medida pretende contribuir para a dinamização e valorização do Centro Histórico de Beja através do apoio aos comerciantes da cidade.

aqui: https://www.facebook.com/notes/c%C3%A2mara-municipal-de-beja/esplanadas-no-centro-hist%C3%B3rico-est%C3%A3o-isentas-de-pagamento/889043247867159

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Évora: segundo incêndio em poucos dias no Alto de São Bento


(foto Elsa Teigão, no facebook)

Bombeiros de várias corporações combatem um incêndio no Alto de São Bento, em Évora.
Inicialmente, estavam no local 75 bombeiros, apoiados por 18 veículos, um helicóptero e dois aviões.
Às 15:00, o número de bombeiros subiu para 121 e o de veículos para 33.
O alerta foi dado às 13:43. As chamam estão próximas do Convento de São Bento de Cástris.
É visível uma nuvem de fumo na zona do Alto de São Bento.
O acesso ao Alto de São Bento está cortado e a circulação está também condicionada na Estrada Nacional (EN) 370, entre Évora e Arraiolos. (aqui)

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Hoje no Convento dos Remédios


Manta de retalhos

A última crónica antes das vossas merecidas férias não poderia deixar de ser outra coisa que não fosse uma manta de retalhos.
Tantos assuntos em tão pouco tempo, tantas emoções e tantas metáforas provocadas pelo mundo do desporto, só poderiam dar nisto. Uma crónica de frases soltas e opiniões variadas.
No jogo final do europeu de futebol muitos viram um embate entre “nós” e “eles”, um momento de acerto de contas com “eles” ou uma possibilidade de chutarmos para fora de campo o nosso sentimento de inferioridade.
Eu vi um jogo em que os participantes, representando dois países europeus, eram também originários de outros continentes, com cores e credos diversos. Olhei para aquele relvado como uma mostra do que deve ser a Europa de hoje.
Aquele jogo de futebol foi a demonstração mais cabal que Marine Le Pen e os outros fascistas e protofascistas que estão no poder ou a caminho dele por esse continente fora, não fazem sentido nenhum.
Muita indignação tem dado à luz, a propósito do emprego de Durão Barroso. Acho que a indignação vem no momento errado. Deveria ter sido manifestada quando o homem foi exercer o cargo de presidente da comissão europeia, sabendo-se que exerceria o cargo em nome das “Goldman Sachs” deste mundo.
Nessa altura, quem se indignou com essa nomeação, foi acusado de falta de patriotismo, como se ter um português, um belga, um francês ou um alemão a servir os mesmos interesses fizesse alguma diferença.
Se alguma coisa está no sítio certo é o facto de, finalmente, ser a Goldman Sachs a assumir o salário do seu funcionário.
A divulgação do inquérito sobre a participação britânica na guerra do Iraque veio demonstrar mais uma vez aquilo que muitos sempre souberam.
A necessidade da intervenção militar foi sustentada numa mentira maior, construída em cima de pequenas mentiras diárias que Bush, Blair e as centrais de informação foram alimentando.
Mais uma vez a figura de Durão Barroso aparece como companheiro de viagem dos mesmos interesses, ainda que o seu salário não fosse assumido pela Goldman Sachs.
Obrigar Barroso e Portas a explicarem-se na Assembleia da República é, certamente, um imperativo mas não fará ressuscitar nenhum dos seres humanos que morreram como consequência dessa decisão insana.
Por falar em fascismos a crescer por esse mundo fora, permitam-me que tire o chapéu ao ministro Manuel Heitor, por ter afirmado alto e bom som o seu entendimento sobre as designadas “praxes académicas”, classificando-as de “práticas fascizantes”.
Também eu entendo que não há praxes boas ou más. A ideia de que um ser humano se deve subalternizar a outro porque chegou depois a algum lado ou de que a integração na “vida académica” se faz por via dessa experiência de obediência ao “mais velho”, é de facto algo de inaceitável, independentemente da forma.
Dizia-me uma menina, a propósito das praxes, que na escola dela não havia violência. Os “caloiros” só não podiam olhar os colegas mais velhos nos olhos. Uma verdadeira pacifista, portanto.
Por aqui me fico, até Setembro quando se reiniciarem as crónicas da DIANAFM e voltar a maçar-vos com as minhas opiniões que tanto vos irritam.
Até lá

Eduardo Luciano (crónica na radio diana)

quarta-feira, 13 de julho de 2016

A bem da pátria

A vitória da selecção portuguesa no campeonato europeu de futebol, talvez devesse constituir uma importante lição para todos nós.
No início desta competição e a propósito dos vários empates obtidos pela selecção nacional, não faltaram as criticas do costume vociferadas pelos arautos da desgraça, que invariavelmente estão soldo de alguns interesses instalados e, que, reiteradamente, questionam o futebol praticado e pondo em causa as escolhas do seleccionador.
Confesso que não percebo nada de futebol, mas sei verificar quando um jogador está “fora de jogo”. Portanto conheço muito pouco para me pronunciar sobre as escolhas do seleccionador no que toca aos jogadores por ele eleitos e muito menos para alvitrar sobre as diferentes tácticas adoptadas. Porém, posso e devo reconhecer que esta selecção ao contrário das outras selecções, esteve sempre focada no mesmo objectivo e quando assim é, ficou, aliás, inequivocamente demonstrado, os grandes feitos são alcançáveis como foi o exemplo deste inigualável feito para o nosso futebol.
Dizer isto, serve, pelo menos para mim, que trabalhar sobre uma planificação sem ceder a pressões venham elas de onde vierem, é meio caminho para o sucesso. Foi este o caminho escolhido pelo seleccionador Fernando Santos, pela Federação portuguesa de futebol e sem dúvida alguma pelos intérpretes, que são e foram os jogadores que compõem a actual selecção nacional.
Na verdade, este grandes portugueses demonstraram à saciedade, pelo menos àqueles que há muito nos querem fazer de parvos e tontos, sobretudo os que têm “palco” mediático que, os interesses particulares, de alguns presidentes, empresários e dos que gravitam indecorosamente à volta da industria do futebol, deverão ser afastados na medida do possível, para que o futuro do futebol sénior, seja tão brilhante quanto foi esta conquista.
Por outro lado, quero aqui enaltecer a grande atitude demonstrada pelo seleccionador Fernando Santos no confronto com a comunicação social. Este grande senhor esteve sempre à altura dos momentos e das perguntas que lhe foram dirigidas, sobretudo àquelas que compreendiam uma critica ao seu trabalho enquanto profissional de futebol.
Por fim, a lição dada por estes homens que, também são nossos compatriotas, não deverá passar ao lado das nossas consciências. Porque o sucesso só é alcançado quando a maior parte dos envolvidos ruma para o mesmo lado. Temo que, enquanto país, não estejamos a fazer o que deva ser feito.
Boas férias!

José Policarpo (crónica na radio diana)

terça-feira, 12 de julho de 2016

Balanços

Ainda na ressaca do maior espectáculo desportivo de uma Europa politicamente com os níveis de fairplay tão rasteiros, chegamos ao fim de mais uma série de crónicas.
É, pois, altura de alguns balanços. Foi uma série de crónicas marcada por um dos acontecimentos mais significativos do panorama cultural português, ou não tivesse, por exemplo, a honra de ter tido como seu principal comissário Eduardo Lourenço, e que foram as comemorações do centenário de nascimento de Vergílio Ferreira. Évora é indelével da sua vida e importava Évora não o esquecer. Uma vida que ficou também, e para todos os que sejam ensinados a chegar-lhe, na sua enorme obra filosófica e literária. E os que lhe reconhecem isto mesmo festejaram-no, que foi o que também fez a Rádio Diana com esta série de crónicas que utilizou, impreterível e semanalmente como inspiração, citações suas.
Foi o ano em que a nível nacional, as Esquerdas se uniram a um Partido que não é, de certeza, de Direita para permitir um Governo a que, à falta de nome para surpresa tal, ganhou o de Geringonça, num baptismo que acabou por se tornar carinhoso quando, no início, parecia querer fadar à nascença para o insucesso. E ela está na mão de alguns, dos verdadeiros “engenhocas” que sabem da coisa, mas também dos que fazem que sabem mas não atrapalham, e dos perigosos, os que poderão arrumá-la a um canto qual Bela Adormecida, e que são os que achando que é mais do mesmo não largam os velhos paradigmas de fazer política à medida de interesses próprios e não num prêt-à-porter que a Democracia, com todos os seus defeitos, nos oferece. Uma situação que, esses mesmos profetas demagogos da desgraça que querem meter no mesmo saco três forças políticas com identidades diferentes, até como as duas a que geralmente pertencem tais profetas; uma situação que localmente não faz nem uns ficarem mais rubros para ganharem votos, nem outros empalidecerem só para os manterem, mas sim porque isto de estar no governo fia mais fino e afina por outro diapasão.
A avaliação, que é o que normalmente acontece em dia de eleições, terá de ser não entre promessas vagas do que será feito mas na atenção às atitudes da responsabilidade que são exercer o poder ou estar na oposição. E os Portugueses, como os Eborenses aliás, talvez devessem ficar mais atentos efectivamente aos comportamentos não só dos que governaram e agora se opõem, como dos que antes se opuseram e agora governam. E que dessa atenção pudessem concluir o que quem é governado, e não os que militam nuns e noutros de forma particular, e mesmo natural no que toca a ter uma agenda para o sucesso de uns ou outros, entendam como melhores para ser governo ou oposição.
Enfim, a crónica já vai longa e ficaríamos aqui o resto do dia a falar disto e daquilo, como num serão quente e quieto desses que acontecem no interior do nosso país, de Norte a Sul. E não gostava de encerrar a série sem, pelos afectos, esses que também contaminaram a versão “para o Povo e para as Criancinhas” de fazer política e têm no novo PR um ícone, escolher uma citação de Vergílio que, dizendo respeito ao íntimo, põe a nú a falácia das palavras transformadas em metáforas mortas que nos tentam enformar os neurónios e manter-nos sossegadinhos dentro da caixa. Escreveu um dia uma pergunta de que gostei muito e me ensina a ir fazendo balanços de vida que, como todas as outras e as dos outros, quantos mais princípios e fins tiver mais aprendizagens nos proporciona. E assim me despeço, citando: «Se não há amor como o primeiro, porque é que ele não é o último?»
Até setembro.

Cláudia Sousa Pereira (crónica na radio diana)

segunda-feira, 11 de julho de 2016

MINISTRO DA CULTURA HOJE EM ÉVORA


PRESTAR CONTAS AOS PORTUGUESES
CONVITE
No fim da primeira sessão legislativa da atual legislatura, é tempo de prestar contas sobre a atividade do Governo do PS.
O Partido Socialista convida-o a participar numa sessão de esclarecimento com a presença do Ministro da Cultura, Luís Castro Mendes, no Palácio D. Manuel (Jardim Público de Évora), em Évora, hoje, dia 11 de Julho, pelas 21horas.
PARTICIPE. 
CONTAMOS CONSIGO!

(informação PS)

sábado, 9 de julho de 2016

Clube "escaldado" uma vez não tem medo de se "escaldar" outra vez?


INVESTIDORES AFRICANOS QUEREM LUSITANO NA 1ª LIGA |
O Lusitano Ginásio Clube, mais conhecido por Lusitano de Évora, vai transformar-se em Sociedade Anónima Desportiva – SAD e conta com investidores de S. Tomé e Príncipe.
O histórico clube alentejano – fundado em 1911 – será assim alvo de uma reestruturação que pretende colocá-lo na 1ª Liga num prazo de 8 anos. E

O responsável pelo projeto são Nuno Madeira Rodrigues – ligado ao direito imobiliário ligado e a projetos turísticos em São Tomé e Príncipe - e Duarte Machado, jogador do clube e que será também dirigente da SAD, a par de Murteira Nabo (CEO da Galp). Francisco Frasquilho (AICEP), Rita Nabeiro (grupo Delta) e Seia da Silva (presidente da Região de Turismo do Alentejo) que deverão também integrar a SAD verde e branca.
O presidente do clube é Luís Valente e o orçamento para a época que se avizinha será de 80 mil euros. O plantel 2015/16 terá já três internacionais são-tomenses.
O Lusitano – que na década de 50 fez parte da elite do futebol nacional – tem um défice financeiro de cerca de um milhão de euros, pelo que o objetivo inicial passa pelo saneamento financeiro e pela dinamização do centro de estágio da Silveirinha, casa da seleção nacional no estágio de preparação para o Mundial da Alemanha, em 2006.

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Se eu (ainda) fosse…

Qual de nós nunca ouviu a frase “se fosse eu que mandasse…”, dita em tom de quem sabe mais que toda a gente, de quem é mais inteligente que dois terços da população mundial, de quem teve o azar de ninguém se lembrar de si para exercer aquele cargo de que dependia aquela decisão.
Erradamente e por preconceito, atribuímos essa expressão a pessoas que exercem profissões onde a conversa de “encher chouriços” é essencial para manter a comunicação com o cliente, quer ele queira ou não, seja na cadeira de uma cabeleireira, no interior de um táxi ou na mercearia do bairro enquanto se corta o bacalhau.
Esta semana foi o preconceito finalmente desmontado quando uma senhora produziu a afirmação: "se eu ainda fosse ministra das Finanças, garanto, esta questão não se estaria a colocar a Portugal neste momento", referindo-se à possibilidade de serem aplicadas sanções a Portugal por incumprimento das metas do deficit.
Ficou claro que a conversa de “encher chouriços” sobre o que aconteceria “se eu fosse…” não é apanágio desta ou daquela profissão ou extracto social, mas apenas muleta de quem, não tendo poder para decidir, pode dizer tudo o que lhe aprouver num exercício de faz de conta inconsequente.
Neste caso a proclamadora da afirmação tem toda a razão quando afirma que se ainda fosse ministra, a União Europeia não estaria a colocar a hipótese de aplicar castigos aos portugueses por causa do deficit excessivo, podendo usar como base do seu argumento o facto de sempre ter sido ultrapassado a meta do sacrossanto deficit e nunca no seu consulado ter Portugal sido alvo de qualquer sanção.
Também sabe a senhora que as razões para tal complacência se devem às certezas de Bruxelas que, com deficit excessivo ou não, o Governo de que a senhora fazia parte tudo faria para espremer os portugueses, que vivem ou viveram do trabalho, até às últimas gotas de sangue suor e lágrima e que por isso o caminho seria sempre o do sucesso… para alguns.
Correspondendo, por isso, à verdade a afirmação da senhora, não deixa de ser conversa de “encher chouriços”, tendo em conta que a senhora já não é, seja lá o que for.
Numa viagem de táxi mais longa ou numa espera mais demorada no cabeleireiro, a senhora poderia continuar o exercício do “se eu ainda fosse ministra”, afirmando que os rendimentos jamais seriam repostos, as horas de trabalho na função público jamais voltariam a ser trinta e cinco, a luta dos estivadores acabaria em despedimento colectivo, o ensino privado continuaria a ser escandalosamente financiado pelo Estado onde isso não é necessário, o buraco de três mi milhões na CGD não se descobriria, o serviço nacional de saúde continuaria a ser meticulosamente desmantelado e os Orçamentos de Estado continuariam a violar a Constituição.
O problema do exercício do jogo do “se eu fosse” é que não passa de um lamento sem consequência possível porque, de facto, não é.
Eu também gosto de brincar ao exercício do “se nós fossemos” e gosto de pensar que “se fossemos governo” a recuperação dos retrocessos impostos pelo governo PSD/CDS seria mais rápida e com mais ganhos efectivos para aqueles que por ele foram esmifrados.
Portanto, ainda bem que já não é, por vontade do voto dos portugueses, ainda que isso nos custe uma inqualificável chantagem sobre as opções que livremente tomámos.
Claro que lá em Bruxelas um qualquer eurocrata a viajar num qualquer táxi dirá, em conversa de “encher chouriços” durante uma viagem mais ou menos longa, “se fosse eu que mandasse voltava a colocar a Maria Luís Albuquerque como ministra das finanças do governo português”. Vale o mesmo do que quando eu digo “se eu fosse o Fernando Santos, punha o Renato Sanches a defesa direito”. Conversa de produzir enchidos… nada mais.

Eduardo Luciano (crónica na rádio diana)

Terrenos para centro comercial às Portas de Avis sem interessados


Os terrenos da Câmara de Évora junto às Portas d'Avis para a construção de um centro comercial não foram vendidos, já que não foi apresentada qualquer proposta no concurso público.
"Apesar de termos tido vários contactos, mostrando interesse no terreno, não houve apresentação de propostas. O concurso ficou deserto", revela o presidente do município.
O concurso público foi lançado em fevereiro e o prazo para a entrega de propostas terminou na passada terça-feira sem que tenha sido apresentada qualquer oferta.
Carlos Pinto de Sá adianta que o município está "a tentar perceber as razões pelas quais o concurso público ficou deserto" para, depois, "ponderar o que deverá fazer" em relação ao terreno.
O autarca diz que mantém a sua preferência pela localização de um centro comercial junto ao centro histórico e admite lançar novo concurso público.
"Não está afastada essa hipótese, mas haverá eventualmente outras", afirma, sem concretizar.
O terreno tinha um valor base de 4,4 milhões de euros.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Estreia hoje na Bruxa Teatro

Exames

Está na altura de lançar pautas e apeteceu-me falar de exames, até a pensar nas práticas de avaliação a que, actualmente, somos todos tão chamados a fazer para escrutinar medidas e condicionar, com escolhas ou até mesmo com outro tipo de pressões, aqueles que exercem cargos de gestão e direcção. O que, diga-se de passagem, testa muito mais a resistência do que outra qualquer competência, eventualmente até mais benéfica para aqueles e aquilo que se gere ou dirige.
Aprendi a pensar que os momentos de avaliação são uma espécie de competição individual para a qual treinamos, mais ou menos afincadamente, e cruzei-me várias vezes com alunos que eram muito melhores nos treinos do que nos resultados que obtinham nas competições. Daí que o treino seja, ao longo de um processo de construção e evolução, de facto o principal. Não com vista ao exame, mas como verdadeira intenção de formar essas pessoas. Talvez seja por isso que faço tudo o que está ao meu alcance para evitar que os alunos vão a exame, preferindo que estejam nas aulas e possamos puxar uns pelos outros.
Se também me parece óbvio agora, ao fim de umas décadas de vida, que os resultados acontecem muito mais devido ao trabalho do que à sorte, apesar de haver momentos de sorte, porque os há, que também deram muito trabalho, a satisfação pessoal não se pode (numa vida tão curta e tudo, que é o que quem se dá bem com ela nunca, nem centenário, nega) limitar-se a um único momento. Ainda que numa vida haja o que chamamos momentos únicos, porque também os há, mesmo não sendo realmente nem inéditos, nem exclusivos.
O Vergílio Ferreira escreveu que «Há o desejo, que não tem limite, e há o que se alcança, que o tem. A felicidade consiste em fazer coincidir os dois.», o que na era da busca da felicidade a que parece termos chegado, nesta tão rápida evolução da ciência e da técnica, e que nos deixa tempo para pensar na melhor maneira de elas usufruirmos, me pareceu conselho sábio. Muito até ao arrepio das igualmente actuais palavras de estímulo que profere quem acha que tem e pode ter vocação para treinar gente feliz, por cima de toda e qualquer circunstância. É que esse tipo de estímulo pode mesmo ser tão exagerado que passem, os que a eles são sujeitos, para o lado oposto, o da frustração. E nada disto, afinal, serve para melhorar o que é o optimismo e o mais recentemente baptizado conceito de auto-estima.
Numa era em que o que podemos ter é muito mais acessível, quando abençoados pelo deus-dinheiro, do que o que podemos ser – basta ver como nos impingem o supérfluo com tanta facilidade e tentam que se contorne o menos bom com a possibilidade de sermos mais felizes com esse supérfluo, tornando-o imprescindível – resistir e viver melhor só deve poder encontrar-se em nós mesmos e na responsabilidade pessoal que cada um de nós, com a ajuda dos outros porque a solidariedade é que também nos permite vivermos em sociedade, treina quando vive. A ideia do Juízo Final que as religiões todas apregoam é esse exame final. Os métodos de treino é que não são os mesmos, mesmo com códigos gémeos. E muitos desses métodos, como sabemos pelas notícias que nos chegam todos os dias, são inimigos do homem e da vida em sociedade.
Até para a semana.

Cláudia Sousa Pereira (crónica na radio diana)

terça-feira, 5 de julho de 2016

Feira de Évora (uma breve amostra das fotos do executivo publicadas nos sites oficiais da CME)

Prémio Revelação
"A Câmara de Évora vai lançar um grande debate sobre o futuro da Feira de São João"


Prémio "Não há festa como esta"


Prémio: "Somos todos Isaltino"


Prémio "Eu também quero"


Prémio Bertolt Brecht 
"Sem o ministério da agricultura o trigo cresceria certamente para baixo em vez de para cima"


Prémio "Isaltino 2"


Prémio "Desporto é comigo"


Prémio "Que prémio ganharam estes senhores aqui ao lado?"


Prémio "Nem as marchas me escaparam"


Prémio "Por onde terei andado que ninguém me viu?"


Prémio PCP: "Desta vez o vereador Luciano ficou de fora"

(foto CDU)

Prémio Novas tecnologias "Ainda faltava esta"


(fotos publicadas pela Câmara Municipal de Évora e uma pela CDU Évora, cujo contributo para este álbum agradecemos. Ficaram muitíssimas de fora. Tentaremos ser mais abrangentes em edições futuras.).

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Évora S.A.

No passado dia 24 de Junho, o Sr. Presidente da Câmara Municipal de Évora afirmou em entrevista à Rádio Campanário que a conclusão do Évora Shopping, centro comercial que está em construção na zona industrial, não é incompatível com a existência de um Centro Comercial às Portas de Avis, dado que são projectos com dimensões diferentes.
Um executivo que sempre disse que não promovia centros comerciais, que sustentou a decisão de venda de terrenos municipais para a construção de um grande empreendimento comercial num estudo que diz claramente que apenas um centro comercial é viável, vem agora defender claramente e publicamente a existência de dois centros comerciais.
Esta foi uma das razões que me levou a questionar o Sr. Presidente da Câmara na última reunião da Assembleia Municipal. Não me faz qualquer sentido que depois de apoiar a decisão de venda de terrenos municipais à porta do Centro Histórico num estudo que diz que apenas é viável uma grande superfície comercial em Évora, estando esta viabilidade condicionada a várias condições, o executivo municipal venha agora defender a existência de duas superfícies comerciais de grandes dimensões. Triste figura que foi feita pelo Sr. Presidente, que traiu a palavra dada aos munícipes, e que na mesma entrevista surge a afirmar que espera que os terrenos sejam vendidos. Utilizar uma entrevista para tentar vender terrenos é estranho. Muito mais estranho é promover a venda depois de ter afirmado uns meses antes que apenas um centro comercial é viável.
Aproveitei, ainda, para questionar Carlos Pinto Sá sobre a entrevista que deu ao jornal Expresso a 2 de Abril deste ano onde afirmou de forma categórica que a venda de terrenos para este fim só avançou porque após discussão pública apurou-se que a população preferia ter um centro comercial junto ao centro histórico. Para quem esteve em todas as sessões públicas promovidas pela Câmara Municipal e pelo grupo Pro Évora, a única conclusão possível a retirar é exactamente a oposta. É, realmente, incrível como conseguiu o executivo chegar a esta conclusão e fazer tal extrapolação!
Era de esperar que todo este filme desse para o torto. A decisão de viabilizar, pela venda de terrenos, um centro comercial às portas do centro histórico era questionável. Decisão tanto mais questionável quando a licença de construção de um outro Centro Comercial no Parque Industrial da cidade se encontrava válida e, apesar da obra se encontrar parada, já circulavam rumores de que haveria interessados no seu relançamento.
Perante estas e outras perguntas, o Sr. Presidente foi prepotente e recusou-se a responder à maioria delas. Apenas afirmou que a Assembleia Municipal já tinha aprovado a venda de terrenos e que o assunto estava encerrado. Lamento imenso esta atitude e esta irresponsabilidade. Lamento porque ainda iríamos a tempo de evitar o descalabro para a cidade, para o seu ordenamento, comércio local e dinâmicas do Centro Histórico. Lamento que esta atitude possa levar a que um grupo grande de cidadãos e cidadãs possa vir a ter razão tarde de mais.
É tudo demasiado incompreensível à luz de uma governação local de esquerda.
Até para a semana, esperando sinceramente que para a semana já não sejam três os centros comerciais que o executivo acha viáveis.

Bruno Martins (cronica na radio diana)

Na 4ª feira em Évora, Aquecimento Global é tema de seminário



No Palácio D. Manuel, esta quarta-feira: Aquecimento Global é tema de seminário. Às 16 horas.

“O Aquecimento Global e a Previsão de Clima” é o tema de um seminário promovido pelo Projecto ALOP (ALentejo Observation and Prediction system) e pelas comissões de curso do 3º ciclo em Ciências da Terra e do Espaço e do 2º ciclo em Ciências e Tecnologias da Terra, da Atmosfera e do Espaço, que terá lugar na próxima quarta-feira, dia 6 de Julho, no Palácio D. Manuel, a partir das 16h00.
O investigador do Jet Propulsion Laboratory (JPL)/Nasa, João Teixeira, será o orador principal do seminário, que conta com o apoio da Câmara Municipal de Évora. Segundo os organizadores, neste seminário serão revistas as mais recentes observações do Clima e as teorias que explicam estas mudanças climáticas. Em particular, serão discutidas as mais recentes previsões do Clima e as suas implicações.
“O clima da Terra tem desempenhado ao longo dos tempos um papel determinante na história da espécie humana. Nas últimas décadas temos vindo a detetar mudanças significativas no clima da Terra. Estas mudanças climáticas parecem estar seriamente relacionadas com atividades humanas”, esclarecem.

Anybody home? Exposição de fotos de José Pinto Sá é inaugurada hoje


Anybody home? 

Onze fotografias de um país desalegre

Exposição de fotografia de josé pinto sá, na Igreja de São Vicente

Inauguração: sefunda-feira, 4 de julho, 17h 

Imagens de estrada, registadas durante um mês de deambulação esporádica e aleatória por Portugal.

aqui: https://www.facebook.com/events/1566092393691786/

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Assembleia Municipal: BE quer "manter o debate aberto" sobre a venda dos terrenos à Porta de Avis



Sobre os Centros Comerciais e a Acção do Município de Évora

O Bloco de Esquerda tem condenado a decisão do Executivo Municipal de venda de terrenos públicos às Portas de Avis para a construção de um Centro Comercial, o que constitui um ataque ao valor patrimonial de toda a zona envolvente e à própria classificação do Centro Histórico como Património da Humanidade, como pelo efeito devastador que vai ter sobre o pequeno comércio tradicional desta zona da cidade. 
Decisão tanto mais questionável quando a licença de construção de um outro Centro Comercial no Parque Industrial da cidade se encontrava válida e, apesar da obra se encontrar parada, circulavam rumores de que haveria interessados no seu relançamento. 
A Câmara Municipal sempre sustentou que a construção de um centro comercial em Évora era uma inevitabilidade e que, sendo inevitável que tal viesse a acontecer, a localização junto ao Centro Histórico era a melhor para proteger o próprio Centro Histórico. 
Defendeu o interesse da construção de um centro comercial em Évora e às Portas de Avis enquanto projecto de influência e impacto regional e não apenas local. 
Sustentou essa posição num estudo de 2007, que não quis actualizar, encomendado pelo então executivo à Prof. Teresa Barata Salgueiro da Faculdade de Letras de Lisboa. A Câmara Municipal publicita esse estudo na sua página institucional na internet, conjuntamente com o anúncio do concurso para venda, o que certamente faz para mostrar a bondade da decisão. 
Ora esse estudo clara e inequivocamente conclui que não há capacidade para mais do que um centro comercial, que Évora apenas poderá acolher um centro comercial “sem pôr em causa o desenvolvimento sustentável do tecido comercial do centro histórico”. 
Apesar da aprovação da venda pela Assembleia Municipal em 21 de Dezembro de 2015 e da alegada urgência em decidir em 2015 o negócio, a Câmara Municipal veio quase 2 meses depois, em 10 de Fevereiro de 2016, a abrir o concurso para venda dos terrenos municipais. Isto quando se tornava conhecida a renovação, pela mesma Câmara Municipal, da licença de construção do Centro Comercial no Parque Industrial e a sua previsível abertura em 2017. 
A 2 de Abril de 2016, o Sr. Presidente da Câmara afirmava em entrevista ao jornal Expresso que o processo de venda de venda de terrenos municipais junto às Portas de Aviz, para viabilizar um Centro Comercial, já havia sido iniciado em 2013. Muito estranhamos não nos termos dado conta de tão antiga pretensão. Tendo o actual executivo tomado posse em finais de 2013, seria muito importante que tivesse dado conhecimento da forma como se iniciou então este processo. 
Estranhamos ainda mais que nesta mesma entrevista, Carlos Pinto Sá afirme de forma categórica que após discussão pública apurou-se que a população preferia ter um centro comercial junto ao centro histórico. Para nós que participámos em todas as sessões públicas promovidas pela Câmara Municipal e pelo grupo Pro Évora, a única conclusão possível a retirar seria exactamente a oposta. Incrível como conseguiu o executivo chegar a esta conclusão e fazer tal extrapolação! 
No final da passada semana, a 24 de Junho, o Sr. Presidente da Câmara Municipal afirmou em entrevista à Rádio Campanário que a conclusão do Évora Shopping não é incompatível com a existência de um Centro Comercial às Portas de Avis, dado que são projectos com dimensões diferentes. Um executivo que sempre disse que não promovia centros comerciais, que sustentou a decisão de venda de terrenos municipais para a construção de um grande empreendimento comercial num estudo que diz claramente que apenas um centro comercial é viável, vem agora defender claramente e publicamente a existência de dois centros comerciais. 
Ou afinal a venda de terrenos municipais já não se destina a viabilizar um empreendimento de influência regional? É então o quê? 
Ontem na Assembleia Municipal o Sr. Presidente deu respostas pobres, fugiu às questões e afirmou que o assunto está encerrado porque a Assembleia Municipal já se pronunciou. Lamentamos esta atitude, porque consideramos que existem ainda muitas questões por responder. A maioria não quer que o assunto seja debatido. Da nossa parte prometemos manter o debate aberto enquanto não houver total transparência e resposta a todas as questões que acharmos por bem colocar. 

O membro da AME eleito pelo Bloco de Esquerda, 

Bruno Martins


"João Tavares": em Évora, 90 dias já não são 90 dias?