segunda-feira, 2 de maio de 2016

Universidade de Évora cria Cátedra de Ensino em Arqueologia Cláudio Torres


A sessão de assinatura do acordo com o Campo Arqueológico de Mértola é presidida pela Secretária de Estado da Ciência, Fernanda Rollo. A sessão terá lugar na Sala de Docentes do Colégio do Espírito Santo, em Évora, amanhã, dia 3 de maio, às 10:00h.
Com o objetivo de reforçar os programas de ensino e a investigação numa das suas áreas-âncora – o Património (material, imaterial e humano) e as Artes, a Universidade de Évora (UÉ) cria a Cátedra de Ensino em Arqueologia Cláudio Torres, homenageando o excecional trabalho desenvolvido pelo Doutor Honoris Causa pela Universidade de Évora em 2001, Prémio Rómulo de Carvalho e Prémio Pessoa, fundador e Diretor do Campo Arqueológico de Mértola.
Atualmente, três Centros de Investigação da UÉ fazem investigação de ponta neste domínio - o Laboratório Hercules, o Centro de História da Arte e Investigação Artística (CHAIA) e o Centro Interdisciplinar de História, Culturas e Sociedade (CIDHEUS). Criado em 1978, o Campo Arqueológico de Mértola conta com uma equipa de investigação multidisciplinar, nas áreas de História e Arqueologia, História Local, Património Histórico, Herança Artística e Cultural, Museologia e Antropologia Física.
No âmbito da Cátedra Cláudio Torres, prevê-se que a intersecção entre as valências e competências existentes nas duas instituições se traduza num reforço da qualidade dos programas de ensino em Arqueologia da UÉ, contribuindo, ainda, para a consolidação dos trabalhos de investigação conjuntos.
Mais de onze mil sítios arqueológicos estão inventariados, pela Direção Geral do Património Cultural, na região Alentejo, constituindo um recurso fundamental para a construção do conhecimento sobre a evolução do território, da paisagem e da cultura da região. O reforço desta área exige o alargamento das colaborações interinstitucionais, maximizando resultados, pelo que nesta mesma data será, simultaneamente, assinado um acordo específico com a Direção Regional de Cultura do Alentejo.
A sessão de assinatura do acordo com o Campo Arqueológico de Mértola é presidida pela Secretária de Estado da Ciência, Fernanda Rollo. A sessão terá lugar na Sala de Docentes do Colégio do Espírito Santo, em Évora, amanhã, dia 3 de maio, às 10:00h. (Nota de Imprensa da UE)

2 comentários:

  1. O primeiro offshore foi Moscovo em 1936
    O governo republicano, temeroso de que as reservas nacionais de ouro pudessem cair nas mãos dos rebeldes nacionalistas do General Franco, que assediavam Madrid, resolvera proteger o tesouro espanhol confiando-o à “salvaguarda” de Josef Stalin, ditador da Rússia, na época incensado como “guia genial dos povos” pela esquerda bolchevista.
    A transferência do ouro e da prata dos cofres do Banco de Espanha foi ordenada por um decreto secreto de 13 de setembro de 1936, firmado pelo Presidente Manuel Azaña e pelo Ministro da Fazenda Juan Negrín.
    Stalin não se fez de rogado, e imediatamente acionou o serviço secreto comunista para providenciar a transferência, antevendo a chance de engordar o tesouro moscovita com 725 toneladas de ouro espanhol. O agente Orlov, com a colaboração do governo republicano, desencadeou a operação. O ouro achava-se guardado em Cartagena, porto mediterrâneo, em paióis de munição subterrâneos da Marinha, acondicionado em mais de 10.000 caixas, cada qual contendo 65 quilos do precioso metal. Por isso foi necessária a participação de outra autoridade espanhola, o Ministro da Marinha e da Aeronáutica, Indalécio Prieto.
    Decidiu-se que a preciosa mercadoria seria despachada em cargueiros russos, que seriam escoltados por navios de guerra espanhóis, até o porto soviético de Odessa, no Mar Negro. O tempo urgia, pois se a notícia transpirasse o comboio seria fatalmente interceptado pela Alemanha ou Itália fascistas, aliadas de Franco.
    Orlov requisitou todos os navios russos que chegavam a Cartagena trazendo material bélico para os republicanos, bem como a equipagem de uma brigada de tanques soviéticos, desembarcada duas semanas antes, comandada pelo Coronel S. Krivoshein. Este providenciou vinte caminhões militares, dirigidos por tanquistas russos disfarçados de soldados espanhóis, que passaram a efetuar o traslado das caixas durante a noite, entre o depósito e o porto, num trajeto de duas horas. O carregamento dos caminhões era efetuado por sessenta marinheiros espanhóis.
    A operação durou três noites, do ocaso ao amanhecer, fazendo-se inteiramente no escuro, devido ao blecaute imposto pelos bombardeios alemães. Malgrado estes, que chegaram a atingir um navio espanhol atracado ao lado dos cargueiros russos, o carregamento do ouro foi completado com sucesso, e quatro embarcações soviéticas zarparam para Odessa, levando nos porões o tesouro acumulado, durante séculos, pela nação espanhola.
    Pouco antes da partida, um dirigente do Tesouro espanhol exigiu de Orlov o recibo de 7.800 caixas de ouro que este declarava haver embarcado, mas o agente russo, obedecendo às matreiras ordens de Stalin, disse não estar autorizado a fornecê-lo, sugerindo-lhe que mandasse um representante do Tesouro acompanhar a carga, a bordo de cada um dos quatro navios. E assim foi feito. Quando chegou a Odessa, o ouro foi desembarcado por um exército de agentes da NKVD, disfarçados de estivadores, e imediatamente despachado por trem para Moscou. Tanto o porto quanto a ferrovia foram isolados por tropas especiais.
    Assim que viu o tesouro trancado nos cofres russos, Stalin ofereceu uma grande festa aos chefes do partido e aos dirigentes da NKVD, para comemorar o êxito do golpe. O ditador estava exultante com a façanha, que certamente lhe despertou lembranças dos tempos em que assaltava bancos para angariar fundos para a causa comunista. Nikolai Yejov, chefe da NKVD, ouviu-o declarar: “Nunca mais verão esse ouro, como não vêem as próprias orelhas”.
    O ouro, à época no valor de 600 milhões de dólares (hoje valeria mais de cinco bilhões) jamais voltou.

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  2. QUE HISTÓRIA LINDA!...

    A. Gomes

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