terça-feira, 17 de maio de 2016

Governo admite comboios de passageiros (e não só de mercadorias) entre Évora e Caia


Segundo o jornal Público o governo admite a circulação de comboios de passageiros entre Évora e Badajoz (ligando assim Lisboa a Madrid por linha férrea). Neste caso, para servir os passageiros, a linha Évora-Caia terá necessariamente que atravessar a cidade. Ou não?
"Apesar de vocacionada para o transporte de mercadorias, a linha Évora – Caia deverá ter comboios de passageiros que darão ligação em Badajoz aos comboios de alta velocidade para Madrid. Segundo o Ministério do Planeamento e das Infraestruturas, Lisboa ficará a duas horas de Badajoz e Évora a apenas 30 minutos.
Esta é a resposta do governo à contestação do município de Évora ao traçado da linha, que aproveita um canal ferroviário já existente na parte oriental da cidade. Os moradores temem pelos impactos negativos que a passagem dos comboios possam provocar nos bairros junto à via férrea, mas, em resposta a perguntas do PÚBLICO, o Ministério do Planeamento e das Infraestruturas diz que não há razões para isso."

27 comentários:

  1. É isto o Comunismo para onde caminhamos?
    http://24.sapo.pt/article/sapo24-blogs-sapo-pt_2016_05_17_600762014_nunca-mais--imprensa-chinesa-considera-revolucao-cultural-um-erro

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  2. O governo dá uma no cravo outra na ferradura.
    Uns (ministro e secretário de estado) dizem para CS que vão estudar alternativas ao corredor que atravessa a cidade. Outros (ex-Refer) parecem mandar e decidir que o comboio vai manter-se no actual traçado, lixando-se para a cidade e para os moradores.
    Vamos lá ver com isto acaba e quem, afinal, manda na coisa.

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  3. A alteração ao traçado previsto, diz o governo, representaria uma acréscimo de custos na ordem dos 15 a 25 milhões de euros para um projecto que está orçado (só na reabilitação dos nove quilómetros de linha desactivada) em 20,2 milhões. “Iria ainda colocar em risco o processo de licenciamento ambiental de toda a ligação Évora – Elvas, obrigando pelo menos a um novo processo de avaliação de impacte ambiental autónomo”, diz a mesma fonte. “Só entre contratação, estudos, processos de avaliação e pós-avaliação ambiental e projectos, estima-se que o atraso na construção poderia exceder os três anos, comprometendo irremediavelmente o financiamento comunitário e pondo em causa a concretização do projecto estratégico para o país que é a ligação Sines – Elvas”.
    Não adianta agora o pcp andar com historias da carochinha nem os camaradas a largar postas de pescada!

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    1. «A alteração ao traçado previsto, diz o governo, representaria uma acréscimo de custos na ordem dos 15 a 25 milhões de euros»

      Se fizeram estudos de corredores alternativos, como diz a CS que o governo disse, porque não os apresentam à população? Será porque estão, pura e simplesmente, a MENTIR?

      Sem ver esses pretensos estudos não acredito nesses números. Duvido mesmo que mudar da linha de Estremoz, para a linha de Reguengos seja mais dispendioso. Ao contrário, o traçado pela linha de Reguengos exige muitíssimo menos obras de arte e consequentemente será mais barato (ou, no mínimo, será de valor equivalente). Enquanto não mostrarem os ditos estudos não acredito nesses números.

      E, para já apenas concluo, que muito mal anda um governo, ou suas organizações, quando necessita de recorrer à mistificação e à mentira.

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  4. Cambada de gentinha burra! Desculpem, mas vai mesmo assim! Então mas qual é o mal do troço atravessar a cidade? Ruído? Hoje existem barreiras de insonorização eficazes, que resolvem esse problema... Corta os acessos aos moradores? Estão previstas passagens aéreas e subterrâneas.
    Caramba, que só sabem dizer mal do trabalho dos outros, mas depois vê-los a fazer alguma coisa de concreto, é o drama...

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    1. «Cambada de gentinha burra!»

      Devias ter mais cuidado antes de chamar burros a outros. Sobretudo quando escreves um comentário ignorante sobre um assunto que obviamente desconheces. O que está em causa vai muito para além do ruído e das vibrações provocadas pelos comboios. O traçado proposto, que compromete o crescimento natural da cidade para Nascente, só seria aceitável se não existissem alternativas. E elas existem.

      Uma cidade como a de Évora não pode estar sujeita aos ditames de um grupo de burocratas confortavelmente instalados nos gabinetes da ex-Refer, que se estão borrifando para as populações. Mesmo que o traçado alternativo custasse mais 15 milhões de euros, o que duvido, eles devem ser gastos porque o são em beneficio da população. Aliás, numa obra que deve orçar em mais de mil milhões de euros, 15 milhões de diferença (+1,5%), será uma pequeníssima gota de água.

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    2. O crescimento da cidade para Nascente é um erro a vários níveis. É para Poente que esta deverá crescer, a confirmar-se o Centro Comercial, o novo hospital, e sobretudo pela proximidade à zona industrial, principal local de da maior parte dos postos de trabalho da população.
      É por se irem adicionando gotas de água, que muitas vezes (praticamente sempre) nos deparamos com derrapagens orçamentais. E todos sabemos que acaba por pagar essas derrapagens... A colocarmos os interesses da população vs a contenção de custos, na balança, vemos claramente que a contenção tem um peso muito superior.
      A menos que sejas proprietário de alguns terrenos localizados nessa "alternativa", e estejas já a cheirar parte desses 15 milhões...

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    3. «O crescimento da cidade para Nascente é um erro a vários níveis»
      Esqueceste foi de explicar porquê...
      A verdade é que é a Nascente que existem todas as condições físicas e de infraestruturas para a cidade crescer naturalmente e com menores custos. A localização do Hospital a Poente é dos erros que iremos pagar caro, se se concretizar naquela localização. Era a Nascente da Cidade que devia ser localizado. Serviria melhor a população da cidade e o conjunto da Região que irá servir.

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  5. Oh idiota das 18,53 os comboios vem de Sines trazem tudo o que é matéria, algumas tranquitanas da china e outras inflamáveis e perigosas. No meio da cidade? Só os idiotas não vêem o perigo! A Protecção civil fez um estudo, que foi feito no tempo do PS que diz que caso exista um problema na linha que se pretende construir o impacto vai ate ao Templo Romano! Nunca pensam no futuro só conseguem ver o agora, gente estúpida!

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  6. o problema mesmo é o Estudo de Impacte Ambiental, um novo EIA seriam mais 4 ou 5 anos de papeis ate a decisão, e depois os €€ comunitários desapareciam

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    1. Comecem a obra a partir de Badajoz, enquanto fazem os estudos destes 10 Km próximos de Évora (que podem muito bem ser feitos em menos de um ano). O que não se pode é sacrificar toda uma cidade e sua população, durante décadas, com essa pobre a argumentação.

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    2. EIA em 1 ano? nem sabes o que dizes, isto não é argumentação, é a realidade do país onde vives, não gostas, muda-te

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  7. Os Comunas são com o outro, nem fazem nem saem de cima. Então vamos lá a ser sérios, há quantos anos existe aquela linha ferroviária?, certamente há mais de sessenta ou setenta anos, e quantas casas existiam nessa altura? ZERO, era uma zona deserta, aliás antes dos anos 40 Évora fora de portas (muralhas) era campo. Então quem está mal, é a linha férrea ou foram as especulações imobiliárias que aproveitaram todos os metros de terreno livre (inclusive junto às linhas ferroviárias) para ai construírem casas.
    Deixem-se de conversas, e deixem trabalhar quem quer, reconstruam lá a porra da linha até Badajoz, pois como o TGV já era, ao menos que seja aproveitada a existente, para podermos em duas três horas podermos ir às compras ao Corte Inglês genuíno, ou seja o de Madrid. Assim, como assim, não faltará muito para que Madrid venha a ser a capital da Ibéria.
    Du Campo

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    1. Du Campo,

      devias saber que além do Ramal de Estremoz também existe o Ramal de Reguengos. E a questão está exactamente na opção do ramal de Estremoz (com graves implicações no desenvolvimento da cidade) e não do Ramal de Reguengos (com muito menos problemas).

      Ninguém diz que não quer o comboio. O que se reclama é a necessidade de se estudarem TODAS as hipóteses, para que se possa OPTAR pela menos gravosa para a cidade e para as populações.

      Até agora ainda não vi ninguém apresentar factos e números que digam que a opção da nova linha de comboio pelo Ramal de Reguengos (até ao IP2, desviando-se daí em novo traçado para S. Miguel de Machede) não é melhor que o Ramal de Estremoz (e creio que também mais barata).

      Por isso, Du Campo, seria melhor que tentasses informar-te melhor antes de destilares esse ódio que te cega e tolda o raciocínio.

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    2. O que é notável é como a extrema direita assume a sua ignorância e reaccionarismo.
      Para essas bestas, as cidades não deviam desenvolver-se e crescer.
      Para esses cretinos a humanidade devia permanecer na Idade da Pedra, e a lei devia ser a do cacete.
      Desviar a linha para quê? Quem se sentir mal que se mude.
      Que mande quem tem poder e não quem tem razão.
      Não é preciso ter razão. Não é preciso discutir racionalmente. O que é preciso é ter o cacete.

      São estes f. da p. que mandam na Europa.
      São estes energúmenos que estão a restaurar o nazi fascismo.
      São estes selvagens que nos estão a destruir.

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    3. 9,39

      Perante a tua argumentação faço-te uma pergunta; utilizando o ramal de Reguengos, como dizes, e sendo a linha também para passageiros, onde ficaria então a estação de comboios? Na cidade ou fora dela? Dá-me a impressão que tens ali para baixo algum terreno com o qual queres especular. Será?
      (Mesmo sendo só de mercadorias, Évora só teria a ganhar mantendo uma estação na cidade, para poder aproveitar a ferrovia...senão ficaria a ver passar comboios e apenas a apanhar bonés).

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    4. Tu não fazes mesmo ideia do que é a Extrema Direita actual, pois não? Nota-se...

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    5. 17:18
      A Estação de passageiros vai manter-se no local onde está, quer seja utilizado o Ramal de Estremoz ou o Ramal de Reguengos.

      Quanto a terrenos para especular, a custa da via férrea, vê-se que não percebes nada do assunto. É pura ignorância sobre os processos que levam à especulação dos solos e sobre os condicionamentos duma ferrovia.

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    6. De facto não faço ideia. Só sei o que ouço e vejo nas notícias.
      Se estás bem informado, se conheces a extrema direita actual, diz-nos lá qual é a tua ideia da coisa?

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    7. Por acaso, já defendi essa Hipótese quando esta polémica se iniciou. Sim talvez, e digo talvez, porque estas questões por vezes são mais complexas do que o Zé povo pensa. Vamos por partes, em vez do comboio seguir pela linha de Estremoz, seguiria pela antiga linha de reguengos, até encontrar o traçado do IP2, a partir dai seguiria essa via, até encontrar a linha de Estremoz logo a seguir à actual passagem de nível da estrada da Azaruja, antes da futura ligação do troço da IP2. Até concordo, casa essa alteração não venha a atrasar todo o processo, e depois, não sei se será possível aquelas duas infraestruturas seguirem em paralelo. Mais, será que já alguém sugeriu essa possibilidade às respectivas autoridades?, depois há que saber quais os custos que esta solução acarretaria, não esquecer as obras de arte que terão de ser re-estudadas. Já não falando nos custos de expropriações, pois não sei até que ponto não seria necessário alargar a faixa para que as duas infraestruturas possam coincidir.
      Concluindo, soluções até há, no entanto temos de ter em conta o Timing, para o aproveitamento dos fundos comunitários, bem como qual o valor suplementar nesta solução?.
      Du Campo

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    8. 17;18

      Ó inteligente, diz-me lá então: se houver passageiros entre Évora e Caia, onde é que esses passageiros entram no comboio se ele passar na antiga linha de Reguengos? Explica-me lá - entram na Estação actual, bem podem entrar. E como é que vão para o Caia se a linha passar a três, quatro, cinco ou seis quilómetros? Queres que te faça um desenho? Porra, que és burro!

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    9. Du Campo,
      Vamos por partes:
      1. tanto a ramal de Estremoz como o Ramal de Reguengos vão desaparecer enquanto vias ferroviárias.
      2. O novo traçado Évora-Badajoz (cerca de 100 Km) será completamente novo, com excepção dos primeiros 6 ou 7 Km, que aproveitam o canal do Ramal de Estremoz, até ao IP2. A partir daí desce num canal a expropriar, em direcção a S. Miguel de Machede e segue por Redondo, Vila Viçosa/Borba, Elvas e Badajoz.
      3. Se este traçado for visualizado num mapa, facilmente se percebe que o aproveitamento do Ramal de Regungos até ao IP2, e daí em direcçao a S. Miguel de Machede, retomando o traçado previsto, seria muito melhor para a cidade e para a população. Creio mesmo que seria mais barato, pois ao nao atravessar a zona nascente da cidade evitará várias obras de arte e várias passagens para peões (pelos menos umas seis)
      4. Se a decisão final for pelo Ramal de Estremoz, acresce um problema grave para o futuro da ferrovia, pois será praticamente impossível a duplicação da via, imprescindível para a rentabilização do porto de Sines e respectivo escoamento de mercadorias para a Europa.

      O que está a ser congeminado, a pretexto da pressa, parece uma grande trapalhada. Uma trapalhada que se evitaria se a opção fosse pelo Ramal de Reguengos.

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    10. 19 maio, 2016 00:13
      Acho que para ti, nem com desenhos lá vais...
      E, o pior, é que insistes em chamar burros aos outros.

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  8. Artigo de Santana Castilho no aventar

    https://aventar.eu/2016/05/18/os-contratos-de-associacao-o-presidente-o-cardeal-e-ja-agora-o-papa/

    Ora aí esta a extrema direita a roubar o que é de todos, com argumentos falaciosos, com mentira e demagogia, com o apoio dos lacaios das televisões e dos jornais.
    P. que os p.

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  9. Artigo de João Mendes no aventar

    https://aventar.eu/2016/05/19/portugal-sob-chantagem-e-ameaca-da-direita-europeia-com-o-alto-patrocinio-de-pedro-passos-coelho/

    Ora aí esta a extrema direita a roubar o que é de todos, com argumentos falaciosos, com mentira e demagogia, com o apoio dos lacaios das televisões e dos jornais.
    P. que os p.

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  10. Se os comboios param na Estação de Évora, com certeza não vai passar junto da habitações a 100 à hora.
    Mas isso digo eu que sou tudo o que os comentadores anteriores chamaram uns aos outros.

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    1. Os comboios que param na estação, não vão circular a 100 à hora, o problema é que a maioria não pára na estação...
      ...
      Percebeste ou precisas de um desenho?

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