sexta-feira, 27 de maio de 2016

De equívoco, em equívoco

A actual governação liderada pelo partido Socialista comprometeu-se em repor as trinta cinco horas semanais na função pública.
Não tenho nada contra os funcionários públicos, até porque há funções nos regimes democráticos que só deverão ser asseguradas pelo Estado. Refiro-me, nomeadamente, às funções de soberania; Justiça, defesa, segurança e representação do Estado.
Porém, determinar a reposição do número de horas semanais significando esta situação a diminuição da carga horária para os funcionários públicos, sem um estudo que indique e sustente o que representa na despesa do orçamento de Estado esta medida. No mínimo, seria negligente. Será que os nossos governantes não veem isso? Ou, será, então, que nos querem tomar por parvos?
Na verdade, em minha opinião, a questão não deverá ser analisada do ponto de vista da justiça. Se é justo ou não a reposição daquilo que foi retirado. Claro que, o justo, é dar aquilo que é devido a cada um, sendo esta a definição de Justiça. O problema, no entanto, não reside no que é devido, mas no que pode ser realizado e executado. O certo é que o país está falido e não pode gastar o que gasta. Por outro lado, as instituições financeiras não emprestam dinheiro a juros comportáveis aos países que não têm as contas equilibradas.
Dito isto, as esquerdas radicais a quem o actual partido socialista se juntou, proclamam e clamam mais direitos e só direitos. Todavia, não conseguem explicar aos portugueses, pelo menos aos conscientes e responsáveis, como e onde, encontrarão o dinheiro para realizarem um aumento significativo da despesa pública. Porque diminuir a carga horária, representa, na generalidade das situações, a contratação de mais pessoal para assegurar as horas dispensadas. E, mais pessoal, significa mais dinheiro. Ou, estarei equivocado?

José Policarpo (crónica na radio diana)

4 comentários:

  1. Ora essa, não está nada equivocado! Quem pensa como você é "consciente e responsável"; quem pensa de outra maneira é "radical".
    Bela "cabeça"…
    RD

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  2. "determinar a reposição do número de horas semanais significando esta situação a diminuição da carga horária para os funcionários públicos, sem um estudo que indique e sustente o que representa na despesa do orçamento de Estado esta medida. No mínimo, seria negligente."
    Mas DESONESTO foi quem aumentou a carga horária dos funcionários públicos, com o argumento de "poupar despesas do estado", e ao mesmo tempo
    1
    isentou e permitiu aos ricos e apaniguados a fuga ao pagamento dos impostos;
    2
    passou as dividas dos gatunos da banca para o encargo do estado;
    3
    vendeu os bens do estado ao desbarato e comprometeu o estado com contratos ruinosos;
    3
    aumentou a dívida do estado através empréstimos e negócios ruinosos, swaps e quejandos, com os agiotas da finança, que são os actuais patrões dos mesmos ministros das finanças que celebraram esses contratos;
    4
    e depois gastou o orçamento do estado, suportado pelos funcionários públicos, para pagar as dívidas dos gatunos, e para subsidiar os respectivos negócios, nomeadamente os colégios dos padres.

    São desonestos e gatunos, ou estarei equivocado?

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    1. Tu não estás equivocado, tu estás amanhado com o ordenado que recebes do Estado e estás convencido que a mama nunca se vai acabar. Estás convencido que os patrões estão cheios de dinheiro e vão continuar a pagar chorudos impostos para te sustentar a ti e a todos os que recebem do Estado. Mas tu estás redondamente enganado. Os patrões estão falidos e já não te podem pagar mais impostos. Tu também vais à falência. E mesmo que estejas alinhado na ideia do teu partido de destruir os patrões todos para virem a seguir os amanhãs que cantam, também estás enganado, porque nesse regime o teu partido quer escravizar todos os portugueses que não sejam comunistas e os portugueses, isso nunca vão permitir que o teu partido faça. Nunca, fica sabendo, nunca. Ouve bem, nunca.

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  3. Equivocado é favor...

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