segunda-feira, 18 de abril de 2016

Más Ligações

Não posso deixar de me associar a um conjunto vasto de cidadãos e cidadãs eborenses que se têm vindo a manifestar contra a decisão da Infraestruturas de Portugal em reactivar a ligação ferroviária no Ramal de Estremoz.
Esta reactivação tem em vista a ligação entre a actual Estação de Comboios e a Estação Évora Norte, permitindo que dezenas de longos comboios de mercadorias, provenientes de Sines e com direção a Badajoz, passem em plena área urbana na zona nascente da nossa cidade.
Estamos a falar de mais de 50 comboios diários a passar junto a casas de dezenas de famílias, contribuindo para uma clara degradação da sua qualidade de vida.
Esta é uma péssima solução a vários níveis:
* Além de provocar o isolamento de várias habitações, através da extinção de estradas e condicionando o desenvolvimento de novas ligações viárias e a mobilidade das populações, a passagem constante destes comboios irá provocar ruído e trepidações constantes.
* Violará aquilo que é expectável para uma cidade Património Mundial da UNESCO pois poderá reduzir a tomada de vistas sobre a cidade. Tudo o que menos precisamos é de mais esta machadada, depois da previsível construção de um empreendimento comercial também junto ao Centro Histórico.
* Também a nível económico não parece uma boa solução, pois vai exigir grandes obras de reparação e manutenção da rede pública de saneamento que atravessa a zona, além de impedir, no futuro, a expansão desta via ferroviária para outros fins.
Fez bem a Câmara Municipal, por unanimidade, em se manifestar contra esta solução, a pedir audiência ao Ministro das Infraestruturas e Planeamento e à Administração da Empresa, e em mostrar que existem alternativas que não prejudiquem as populações (social e ambientalmente), mas que ainda assim garantam a ligação ferroviária.
Fez muito bem um conjunto de cidadãos e cidadãs ao criar um movimento, denominado “Movimento de Cidadãos Évora Unida”, que se encontra a sensibilizar a população para esta problemática,e ao lançar uma petição pública, a qual convido todos os ouvintes e leitores a assinar.
Até para a semana!

Bruno Martins (crónica na rádio diana)

17 comentários:

  1. viva o colectivo!!

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  2. Onde andava o jovem Bruno quando autarquia autorizou isto????

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  3. Em 2007 o governo de Sócrates aprovou o traçado da linha de mercadorias,a gestão da cãmara Socialista não tomou nenhuma iniciativa.Numa das assembleias de Freguesia da Senhora da Saúde a bancada CDU criticou o traçado por ele prejudicar as populações ,as bancadas das outras forças pautaram-se pelo silêncio.Com o governo de Passos o processo foi "congelado.O atual executivo anunciou o retomar do processo mantendo o mesmo traçado.A nova maioria na cãmara reagiu de imediato,colocando -se ao lado dos cidadãos na defesa da qualidade vida e juntos exigir uma alternativa ao traçado.

    É bom lembrar que na página da comunidade europeia existe outro traçado que passa a algumas centenas de metros das chamadas quintinhas dos médicos.

    Que interesses levaram para mudar o traçado do corredor Atlântico pelo antigo governo de Sócrates e o Silêncio da maioria Socialista na cãmara da altura ?

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  4. A atenção da CME

    Urge repavimentar alguns troços de várias ruas,estão bastante esburacadas,o risco de acidente é enorme.

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  5. O governo Socialista (Sócrates) e a cãmara Socialista defenderam o traçado,até porque ele foi projetado por correligionários do partido.

    A cãmara na altura defendeu o interesse de alguns em prejuízo de uma Cidade.

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  6. Quando esta solução foi aprovada e incluída no Plano de Urbanização pela equipa de políticos e técnicos apaniguados do Dr. José Ernesto (desprezando a solução que estava prevista pela câmara anterior), não houve discussão publica nem a câmara alertou nem acautelou as consequências negativas para a qualidade de vida dos cidadãos, nem para os custos, nem para as limitações técnicas e funcionais.
    O Dr. José Ernesto e respectivos apaniguados, incompetentes e desleixados, aceitaram as condições da Infraestruturas de Portugal, ou lá o que era na altura, sem estudo nem discussão.
    Bem haja a câmara actual que nos está a defender destes abusos e incompetência.

    Quanto às consequências para a qualidade de vida dos cidadãos, aos custos para o erário público, e à funcionalidade urbana, basta analisar e avaliar as passagens superiores que já fizeram, e que também foram aprovadas e aceites pela canalha do Dr. José Ernesto.

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  7. Basta de paleio,este traçado (2007) foi elaborado para satisfazer alguns interesses particulares,não foi por acaso que foi autorizado a construção de um conjunto de vivendas na zona projetada pela comunidade europeia para a passagem do linha de mercadorias.

    As construções ficam próximas do bairro da Caeira,está tudo dito.

    Amiguismo em vez de defesa da Cidade.

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  8. Sempre que se tenta trazer algum progresso à cidade, aparecem logo os velhos do Restelo... Já não há paciência para esta gentalha de Esquerda, pá! Só lhes interessa terem um povo burro e estúpido, para poderem manipular a seu bel prazer. Emigrem, pá...

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  9. qual interesse de alguns? nesta localidade, são só teorias da conspiração! foi a solução mais barata, por cima da antiga

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    1. «foi a solução mais barata, por cima da antiga»

      1. A nova linha ferroviária de Évora para Badajoz, terá cerca de 100 Km. Será toda nova com excepção dos primeiros 4 ou 5 Km a seguir à estação de Évora. Ou seja: mais de 90 Km são em traçado e linha completamente novos.

      2. Mas, se a questão decisiva para a NOVA LINHA é aproveitar esses 4 a 5 Km, de forma a obter "poupanças" na obra, porque não aproveitar o troço do antigo Ramal de Reguengos, até ao IP2 e daí derivar para S. Miguel de Machede, retomando o traçado previsto?

      3. Não seria esta, afinal, a solução MAIS BARATA, pois evitaria a construção de meia dúzia da passagens desniveladas para automóveis e peões?

      4. Não seria esta, afinal, a solução que melhor serviria a população eborense e evitaria os constrangimentos (e avultados custos!) das passagens desniveladas?

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    2. essa parece ser a melhor solução, mas em 2007 não havia IP2 nenhuma

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    3. 09:33
      Neste caso o IP2 é apenas uma referência, para se entender o possível traçado ferroviário em direção a Espanha.
      Em 2007, já cá estava a linha de reguengos e todos os constrangimentos da linha de estremoz. Só faltou alguém da CME a pensar no assunto e a preocupar-se com os cidadãos e o funcionamento da cidade de Évora. Aí sim, residiu o problema...

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  10. HIPOCRISIA

    Patinho reúne-se com ministro devido ao troço do comboio de mercadorias.

    Por onde andou desde 2007?

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  11. 13:22,progresso da cidade?

    comboio de mercadorias de vinte em vinte minutos a atravessar a Cidade?

    Tenha dó..........em pleno séc.xxi......

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  12. Em nome do "progresso" não se pode DESTRUIR a Vida dos Cidadãos.

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  13. Na politica não pode valer Tudo.O traçado da linha de mercadorias é da responsabilidade de um Governo Socialista (2007),nenhum dirigente regional do PS na altura criticou o traçado,pelo contrário a gestão socialista da câmara de Évora concordou.A atitude do dirigente distrital é de pura hipocrisia e até cínica,se quer ser candidato a alguma autarquia do Distrito tudo bem,não use o descontentamento dos Eborenses, Mais que Justa por uma medida de um Governo do PS como rampa de lançamento a uma possível candidatura.

    Na politica não devia Valer Tudo.

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  14. 16:48,essa solução nunca interessou a alguns proprietários de quintinhas,para inviabilizar essa solução começou-se a construir junto ao bairro da Caeira dezenas de moradias.

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