quinta-feira, 31 de março de 2016

Assembleia da República lamenta morte de Castro e Brito




A Assembleia da República aprovou hoje por unanimidade um voto de pesar pelo falecimento do presidente da ACOS - Agricultores do Sul, a promotora da Ovibeja, e da Federação das Associações de Agricultores do Baixo Alentejo, Manuel Castro e Brito.

O "falecimento precoce" de Castro e Brito consiste, refere a nota de pesar, numa "perda não só para a região que serviu com empenho" mas, acima de tudo, num momento de dor para "o país que orgulhosamente defendia e promovia através da agricultura e preservação dos patrimónios".
(in Lusa)

Capa do DA desta semana


Encontro esta quinta-feira para analisar o traçado da linha ferroviária Sines-Badajoz-Évora


quarta-feira, 30 de março de 2016

Depois, ver-se-á

O Presidente da república dirigiu-se ontem, escrevo esta crónica na terça-feira, à nação para dizer que promulgou o orçamento de estado para o ano em curso.
Até aqui nada de novo, porque, aliás, o que tinha dito, publicamente, fora sempre no sentido da necessidade de haver um orçamento e, por isso, a promulgação do diploma seria mais do expectável.
Na verdade, as razões que foram apontadas pelo presidente para promulgar o documento não levantam grande controvérsia. A saber: A concordância das instituições europeias; a necessidade de um orçamento aprovado; a reposição de rendimentos e o consequente aumento do consumo gerador de receitas.
Contudo, as dúvidas levantadas pelo presidente, essas sim, deviam ser objecto de discussão nacional. A previsão orçamental será, efectivamente, executável? Ou, depois, ver-se-á. Serão necessárias medidas adicionais no lado da receita e o consequente aumento da carga fiscal? Ou, depois, ver-se-á. Serão Governo e administração pública, rigorosos na execução orçamental? Ou, depois, ver-se-á. O investimento privado aumentará? Ou, depois ver-se-á.
Ora, as dúvidas sobre o presente orçamento de Estado são significativas e pior do que isso, são preocupantes. Sem ser especialista na matéria, acho que as previsões das receitas são muito optimistas, porque se baseiam num crescimento da economia irreal e assentes em condições muito voláteis. Só um exemplo. O preço do crude. A sua cotação vinha em baixa, porém, já está novamente a subir. Já para não falar na instabilidade do mercado das matérias primas. A prudência sempre fora boa conselheira, hoje em dia, mais do que nunca.
Em todo o caso, espero, como qualquer português, que, este “inspirador modelo” de orçamento não se traduza num modelo irrecomendável e suicidário. E, que, o belo, não se venha a transformar num sapo.

José Policarpo (crónica na rádio diana)

terça-feira, 29 de março de 2016

Multidões e Silêncio – crónica em fim de Quaresma

Tivemos mais um Março violento de acontecimentos que, tendo sido em países estrangeiros, nos afectam enquanto parte de um todo, nem que esse todo se divida em duas áreas mais específicas: a Europa e a Democracia.
O atentado em Bruxelas, que não matou mais do que os que morrem às mesmas mãos noutros continentes todos os dias, trouxe o terrorismo para ao pé de nós para que uns encontrassem num qualquer céu as virgens prometidas em troca de outros poderem encher-se do poder que faz o mundo girar. As manifestações no Brasil, onde não parece haver virgens em matéria de “mãos untadas” que usam o poder para fazer girar o seu pequeno e privado mundo, expôs-nos às dificuldades de fazer vingar a Democracia a sério, e num promissor País tão novo nela.
Mas para além de todas estas questões sociais e políticas, tão importantes para a Humanidade em geral, é ao nível do indivíduo, e em cada um de nós cidadão-comum, que se voltam a criar sentimentos vários e confusos. Não só porque nem a todos apetece passar por esta vida sem se preocuparem com o resto para além do que a si-próprios diz respeito, como - a avaliar pelo rumo da escalada de violência que recomeça, evocando a barbárie da terra sem lei em que já se viveu, por muito distantes que sejam os acontecimentos - isto está tudo ligado e algum dia virá bater-nos à porta. Para além de que, se quisermos ser ainda e só cidadãos-comuns mas empenhados em exercer essa cidadania, importará viver, ensinar a viver e deixar viver de acordo com os padrões civilizacionais de que já não desejávamos, nem prevíamos, retrocessos.
Para além das ruidosas manifestações de quem se indigna e dos silêncios que, a respeito da memória das vítimas, vamos demonstrando indignados na nossa consternação, começa a ser difícil encontrarmos o modo de nos contarmos às gerações que nos trouxeram até aqui e, bem pior ainda, às que ficarão depois de nós partirmos. A educação como transmissão de valores, como abertura de caminhos a formas de pensar, agir e criar, começa a esbarrar com extremismos que nos toldam uma existência que, eventualmente, se desejaria moderada, construtiva, tolerante. Ao ritmo a que a Natureza nos ensinou a reagir ao caos para dele fazer Vida.
O Vergílio Ferreira aconselhava assim: «Falar alto para quê? Poupa as forças, fala baixo. Poderás talvez assim ser ouvido ainda, quando os outros que falam alto se calarem estoirados.» E, pergunto-me eu: e se todos cairmos estoirados, uns de tanto gritar, outros de tanto calar? E se os gritos de uns e o silêncio de outros, entre a multidão e a morte, não nos deixarem aproveitar a vida para além da sobrevida? As dolorosas dúvidas, de que podemos ir fazendo uma espécie de luto, talvez só se apaguem com aquilo que nos faz ir acalmando a dor: o tempo e o amor que dispensamos e nos dispensam. Mas e quando é em nome desta espécie de deuses – tempo e amor -, ainda que falsos mas bem, muito bem, disfarçados, é que a dor se faz? Tenho para mim que há uma única resposta à pergunta que nos resume por estes dias – “onde é que vamos parar?”. É que não pára. Nós é que saímos dela. E essa é a boa notícia. Afinal, celebrar a Páscoa teria que nos ensinar qualquer coisa, não?
Até para a semana

Cláudia Sousa Pereira (crónica na rádio diana)

Morreu Manuel Castro e Brito


Morreu esta madrugada, de doença súbita, Manuel Castro e Brito. O histórico dirigente da ACOS e da Ovibeja tinha 65 anos. Durante o dia serão marcadas as  cerimónias fúnebres de que o acincotons dará conta. À família enlutada os nossos mais sentidos pêsames.

Nova Actualização: O presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, de cuja candidatura Manuel Castro e Brito tinha sido mandatário distrital enviou uma mensagem de condolências à família e vai estar presente no funeral do dirigente da ACOS que se realizará, segundo novas indicações, às 12,15 horas, sendo antecedido às 11,30 horas de missa de corpo presente.

aqui: http://www.lidadornoticias.pt/ultima-hora-faleceu-esta-madrugada-o-eng-manuel-castro-brito/

quinta-feira, 24 de março de 2016

Alentejo: movimento quer a regionalização e vai realizar Congresso em Tróia a 2 de Abril


O Alentejo quer a regionalização já e este vai ser o tema central do congresso “Mais poder local, mais democracia, melhor Alentejo” que se debruçará sobre poder local e regional, no próximo dia 2 de abril, em Tróia.
São mais de 80 as instituições alentejanas que defende a criação da Comunidade Regional do Alentejo, a regionalização, prevista na Constituição há 40 anos.
A criação da Comunidade Regional do Alentejo, uma regionalização provisória e de carácter transitório, vai constar do texto de proposta de declaração final do referido congresso.
A “declaração de Tróia” quer que municípios e freguesias, tenham um papel mais efetivo de decisão e coordenação das políticas que dizem respeito ao Alentejo e pretende colocar novamente a regionalização na agenda política, exatamente no dia em a Constituição da República Portuguesa celebra 40 anos.
Este congresso é organizado pelo Amalentejo, um movimento que pretende promover o desenvolvimento económico e social do Alentejo que reúne municípios, freguesias, sindicatos ou associações da sociedade civil, além de 300 personalidades reconhecidas como Rui Nabeiro, o general Pezarat Correia, Janita Salomé ou Ana Costa Freitas, reitora da Universidade de Évora.
O programa do congresso será composto por três painéis e ideias-chave: as autarquias locais são agentes de desenvolvimento insubstituíveis; falta concretizar um dos patamares do poder local, as regiões administrativas; e mostrar as vantagens da regionalização através das experiências de outros países da Europa.
Convidados para participar neste congresso estão representantes de quatro regiões administrativas de Espanha, Itália e França.


Capa do DA desta semana


quarta-feira, 23 de março de 2016

Por acaso ou não, é da humanidade!

O dia 28 de Março é o dia nacional dos centros históricos e é assinalado na próxima segunda- feira. Esta efeméride faz vinte e três anos no em curso, porque é assinalada anualmente desde do ano 1993, ano da sua criação. E, é comemorado no dia 28 de Março, porque é a data do nascimento de Alexandre Herculano.
No que diz respeito às particularidades e especificidades do centro histórico da cidade de Évora, é de salientar que é o maior e talvez o mais importante dos centros históricos do nosso país com a classificação de património da humanidade. Tem uma área de 107 hectares, podia compreender, para que se tenha noção da grandeza, mais de cem campos de futebol de onze.
Na verdade, o centro de histórico de Évora tem uma extensão verdadeiramente considerável e a sua monumentalidade é constituída por vestígios históricos de várias civilizações. Da romana, passando pela celta, árabe, judaica e cristã. Por isso, é inquestionável a sua importância histórica e patrimonial.
Contudo, o centro histórico de Évora tem o seu casario visivelmente degradado e a necessitar de obras de requalificação e reabilitação. O número de edifícios e de casas, que, apresentam sinais exteriores de degradação, é considerável. E, se não forem intervencionados, dificilmente, terão qualquer utilidade, seja para a habitação, seja para o comércio.
Pelo que, se nada for feito no sentido de inverter esta situação, o centro histórico de Évora “morrerá”. Ficará, por isso, sem residentes e deixará de ser procurado pelos turistas. Quer sejam nacionais, quer sejam estrangeiros.
Ora, há muitos exemplos de políticas e práticas que foram levadas a cabo pondo fim à degradação dos centros históricos em várias cidades, não só lá fora como, também, no nosso país. Por isso, resta colocar a pergunta certa: O que está à espera a Câmara Municipal de Évora para iniciar e liderar o processo de combate à degradação do nosso centro histórico, que, por acaso ou não, até é da humanidade?

José Policarpo (crónica na radio diana)

Évora: hoje na Igreja de São Vicente, às 21,30h

S A N G U E


O cartoon desta quarta-feira, dia 23 de março, no JN/Anibal Fernandes

Madrid
Paris
Bruxelas
só chora vileza humana
só estranha mazelas
só se admira
quem nunca viu
ou nada sabe delas
:
Homs Aleppo
Bagdad Mosul
Palmira

António Saias (aqui)

terça-feira, 22 de março de 2016

Da humildade ao orgulho

As palavras e os conceitos também são como o tamanho das saias e a largura das calças, e até os mais universais assumem, como o estilo clássico, variantes e ocorrências que parecem tendências do pronto-a-vestir. Confesso que acho o facto divertido (não valia a pena entristecer-me, o que até podia acontecer) e mesmo muito estimulante no jogo das interpretações de que alguns conhecem as regras.
Duas dessas palavras que tenho ouvido muito, e estão ao que deduzo na moda, são humildade e orgulho. Às vezes até sentidas por, ou pelo menos a designar sentimentos de, uma mesma e só pessoa. Todavia elas são, na sua definição mais básica, profundamente contraditórias, mesmo se a humildade for uma obrigação óbvia perante algo realmente maior, ou se o orgulho nascer à boleia de uma simpatia convencional. Das duas, uma, e numa situação simples e sem rodeios: ou esvaziamos de humildade ou inchamos de orgulho. Parecia-me haver aqui motivo de reflexão, o que lá fui fazendo.
À distância de um clique, podemos encontrar várias definições para os dois conceitos. Sem evidentes controvérsias, uma definição de humildade pode ser a da “qualidade de quem age com simplicidade, uma característica das pessoas que sabem assumir as suas responsabilidades, sem arrogância, prepotência ou soberba. (…) uma qualidade bastante positiva e benéfica, onde ninguém é pior ou melhor do que os outros(…). (…) um sentimento de extrema importância, porque faz a pessoa reconhecer as suas próprias limitações, com modéstia e ausência de orgulho.” Já orgulho, de que aliás se sugere logo a seguir a consulta, surge como “um termo pejorativo quando se refere a um sentimento excessivo de contentamento que uma pessoa tem a respeito de si mesma, de acordo com as suas características, qualidades e ações” e, quando “se refere à dignidade de uma pessoa ou ao sentimento positivo em relação a outro indivíduo, o orgulho é um sentimento positivo.” Posto isto, dizermos que somos humildes é sermos orgulhosos num mau sentido. Termos orgulho em alguém é sermos humildes perante essa pessoa, reconhecendo-lhe talvez até um valor superior ao seu, mas por fruto da nossa própria avaliação. Não é simples, nem tinha de ser. Dá que pensar, que é o que se deve fazer antes de falar em determinadas situações, nomeadamente em público.
O Vergílio Ferreira dizia que «Há muita gente que é um poço de orgulho. Só não tem águas para o alimentar.» Presumindo que aqui se possa até espelhar o orgulho noutrem (eu sei, eu sei que o tiro seria mais certeiro e mordaz, mas adiante) subsiste o perigo deste orgulho bom se transformar em menos bom por menos altruísta. Numa situação, por exemplo, em que a pessoa que se orgulha se mistura com os feitos do outro, como se ela mesma fosse o outro, enchendo o seu poço com água alheias, portanto. Mas enfim, diz quem sabe, que é quem estuda personalidades e comportamentos, que estes casos são raros pelo que devemos, às tantas, ficar tão só e humildemente contentes e agradecidos quando alguém fica orgulhoso com o que fazemos, sobretudo quando os envolvemos no motivo desse orgulho.
Nada do que aqui fica dito, provavelmente, mudará hábitos de expressão que, tantas vezes, adquirimos sem pensar muito neles. Mas como se costuma dizer que o diabo está nos detalhes, o alerta pode vir a ter a sua utilidade. Até para a semana e boa Páscoa, que é tempo dela.

Cláudia Sousa Pereira (crónica na rádio diana)

segunda-feira, 21 de março de 2016

Évora: pavimento danificado junto à Lagril



Agradecia que a Câmara Municipal de Évora tomasse as devidas diligências em terminar a reparação da via juntamente à Lagril em Évora porque é inadmissível que a mesma esteja assim hà uma semana e por mais cuidado que passemos com as viaturas batem por baixo principalmente viaturas mais baixas e que depois não querem assumir os estragos nas mesmas. É bom que esta situação seja resolvida antes que haja problemas, porque aí não têm desculpas porque se têm a calçada retirada ao lado já tiveram tempo para terminar o arranjo definitivo... Porque se tiver o azar de danificar alguma coisa à minha carrinha de certeza que as coisas não ficarão por aqui porque se pagamos os impostos é para termos condições dignas de circulação. Obrigado e tenham cuidado para não acontecer o que me aconteceu...

Tiago Boaventura (aqui)

sexta-feira, 18 de março de 2016

Sketchers desenham Évora


Nos dias 18, 19 e 20 de Março a comunidade de desenhadores "Évora Sketchers" irá promover o encontro "Desenhar Évora". Neste encontro, além dos desenhadores eborenses, são esperados vários participantes pertencentes ao colectivo Urban Sketchers Portugal e possivelmente também a participação de Urban Sketchers espanhóis. Este encontro, como todos os que já aconteceram, está aberto a todos aqueles que nele quiserem participar bastando para isso aparecer num dos locais à hora programada.

Programa:
Dia 18 – 6ª feira 
Recepção aos participantes que nos visitam
18 horas_local de encontro: Templo Romano

Dia 19 – Sábado 
Manhã : “Acrópole de Évora”
10 horas_ local de encontro: Templo Romano

Tarde: “Centro Histórico”
14:30 horas_ local de encontro: Chafariz da Praça do Giraldo

Dia 20 – Domingo “Jardim Público e Monumentos circundantes”
10 horas_local de encontro: Palácio de D.Manuel

Capa do DA


quinta-feira, 17 de março de 2016

A cidade e as árvores (acerca do debate de ontem sobre as árvores cortadas no Bairro Frei Aleixo)

Plátanos podados

Árvores cortadas em Évora no Frei Aleixo

Teve lugar ontem o debate organizado pela Associação “Colecção B”, com iniciativa de Fernando Moital e Miguel Cintra, a propósito do abate de algumas árvores numa rua do Bacelo. Ambiente cordial, as pessoas escutaram o que as outras tinham para dizer, ninguém ficou sem poder exprimir-se. Presentes estavam também a presidente da Junta de freguesia do Bacelo e o presidente da CME, Dr. Pinto de Sá.
A questão inicial – devia-se ou não abater aquelas árvores – desembocou em duas vias: as razões invocadas por aqueles cidadãos que solicitaram à CME o abate, e por quem decidiu realizá-lo, por um lado, e o próprio processo de consulta, de participação e de decisão.
A primeira tem que ver com o lugar das árvores na cidade: que árvores (espécie), em que sítio são plantadas (passeio? Faixa de rodagem?), os efeitos das raízes sobre as estruturas existentes (muros, perfil dos passeios, canalizações de água, gás, etc.). O que foi exposto mostra uma divergência profunda entre os vizinhos imediatos das árvores e os defensores das mesmas. Os vizinhos apontam para empedrados levantados pelas raízes que tornam certos passeios impraticáveis, pelo estreitamento dos passeios pelas cladeiras, pela acumulação de folhas nos seus quintais, nos ramos que caem sobre as viaturas por não serem as árvores devidamente podadas, etc., etc.
De acordo com as pessoas favoráveis ao abate, um dos problemas que a presença daquelas árvores naqueles locais agrava (problemas que têm também outras causas) é o da mobilidade. As pessoas com mobilidade reduzida não podem utilizar uma cadeira de rodas naqueles locais e são atiradas para a faixa de circulação automóvel, o mesmo acontecendo com os carrinhos de bébé e os peões com dificuldades de locomoção.
Os oponentes ao abate invocam a necessidade de ter sombras nas ruas especialmente durante o Verão, o efeito paisagístico (estético) que produz a presença de árvores, sem falar do seu papel enquanto “sumidouros de CO2”.
A segunda linha de debate disse respeito ao processo de decisão, que os oponentes ao abate consideram pouco ou nada participativo. Colocou-se a questão da legitimidade da decisão se for fundamentada apenas na opinião dos vizinhos imediatos das árvores (e, admitamos, na percepção que eles têm dos seus interesses), tratando-se dum espaço público, dum bem público, que não satisfaz apenas necessidades dos vizinhos mais próximos, mas também duma população que utiliza as ruas e tem legitimidade para se pronunciar em qualquer arbitragem entre um conjunto de inconvenientes e o correspondente conjunto de vantagens da presença das árvores.
Os eleitos presentes afirmaram que tinham escutado com interesse as ideias expostas, e o presidente da CME explicou a posição da Câmara, admitindo que poderia ter sido feita uma melhor informação junto dos cidadãos, mas assumindo que a decisão terá sido fundamentada por estudo técnico e por uma consulta junto dos habitantes no local.
Foram evocadas as causas das inúmeras situações de conflito entre a presença das árvores e a vida quotidiana dos habitantes, e não apenas daqueles que vivem na vizinhança imediata. Certas avenidas foram evocadas como exemplos da completa inadequação dos plátanos deixados crescer sem limites, sem cuidados de poda e manutenção, com passeios esventrados, telhados entupidos com folhas, poeiras, alergias etc. Exemplos numerosos, que mostram que a convivência com as árvores não pode ser pensada em abstracto (“uma árvore está sempre bem onde está”…), mas sim em função do local exacto (passeio? Com caldeira no passeio? Perto das fachadas?). Em função, também, da espécie: será que quem decidiu há décadas plantar plátanos pensou no porte dessas árvores e nas consequências práticas decorrentes? Será que certas espécies “decorativas” exóticas estão mesmo adaptadas ao uso que delas fazemos ou esperamos?
Como proceder para remediar as situações causadas pelos plátanos na cidade, sabendo que os há que são centenários, por um lado, e que a plantação de árvores jovens para substituí-los só resultará em sombra e conforto dentre de uma a duas décadas? Uma solução apontada por alguns dos presentes foi a da substituição progressiva (uma em cada duas árvores?); outra, aliás compatível, foi a da “educação” das formas gigantes actuais (fruto do abandono da árvore ao crescimento espontâneo, sem poda de formação), procedendo à redução imediata do porte dos plátanos.
Sugeri que fosse pensado e posto à discussão pública um plano estratégico de re-arborização da cidade de Évora: pensar de modo integrado o lugar das árvores na cidade. Na minha opinião, Évora precisa de mais árvores, porque é uma cidade que certos visitantes conhecedores consideram commo exageradamente “mineralizada” (muita pedra, pouca verdura), coisa que infelizmente podemos confirmar todos os dias. E certas intervenções, como a que foi assinalada no “acincotons” e evocada de novo ontem por um interveniente, a saber, a destruição das árvores na esplanada do palácio da Inquisição, deveriam, também elas, ser proscritas.
No total, um debate cidadão cordial, aberto e certamente útil. Parabéns aos que tomaram a iniciativa.


José Rodrigues dos Santos, 
Évora, 17 de Março de 2016.

quarta-feira, 16 de março de 2016

(Évora) Debate esta noite na ISV: As árvores também se abatem?


Hoje, às 21,30H, na Igreja de São Vicente (colecção B)


Vamos falar de árvores, ambiente e qualidade de vida? Uma conversa urgente, a propósito do recente abate de árvores na rua Frei Aleixo, em Évora.


"É já dia 16/3 pelas 21h30 na Igreja S. Vicente/Colecção B, aqui em Évora, vamos falar de árvores, ambiente e qualidade de vida. Uma conversa urgente, a propósito do recente (e recorrente) abate de árvores na rua Frei Aleixo (ZAPA- Zona de Abate Programado Arbóreo aqui no googlemaps: https://www.google.com/maps/d/edit…).
À boleia das, por enquanto imóveis árvores, discutiremos o simbolismo da cidade que se afirma de gestão participada e educadora; e da forma como nos(não) implicamos na vida da cidade.

Estão todos convidados a participar. Com ideias, diferenças, (con/di)vergências, o que for! Porque o importante é participar(mos) e estarmos conscientes do nosso superpoder enquanto cidadãos mobilizados por uma cidade/sociedade melhor.
Apareçam, se puderem!

Abç
Fernando Moital"
aqui: https://www.facebook.com/events/1697240480552764

relacionado: http://www.cincotons.com/2016/03/crime-ambiental-em-evora.html
https://crowdreciclyng.wordpress.com/2016/03/12/historia-o-tragedia-de-un-arbol-en-la-ciudad/

terça-feira, 15 de março de 2016

Manhas

Estamos num país em que daqui a pouco todos nós, sem monopólio só de alguns, vamos poder celebrar mais um ano Abril e a Liberdade.
Estamos no Alentejo, onde antes se tingiu de vermelho uma população que gritava com a cor o que a voz calava. Estamos numa sociedade em que todos, e cada qual, ganharam a possibilidade e os meios de poder dizer ou escrever, poder-se fazer ouvir ou escolher não o fazer, numa rede de comunicação acessível e sem filtros. Pois estando nestas circunstâncias, não é que se fala, a propósito do que diz uma só alma do Alentejo e dos que cá nasceram e gostam de o lembrar, em queimar um livro ou espatifar o seu autor?
Não me admiro com quem destile um pouco de indignação como uma interjeição, e não me espanta que o faça quem costuma também ocupar a vida fora das modernas redes sociais a opinar sobre tudo o que lhe parece, mesmo não sabendo o que é. Posso perceber que o faça quem não tenha o poder de utilizar o poder que tem ao seu alcance de ignorar, e utilize, elaborando-a em palavras, a reação mais básica, e dizem que saudável, de quem atira um valente palavrão depois de uma topada do dedo mindinho do pé na esquina do móvel. Mas não entendo quem se dê a tanto trabalho por algo que quer ver desaparecer ou tornar insignificante.
Talvez seja por me sentir mais da Humanidade do que da longitude cruzada com a latitude. Talvez seja por gostar de me encontrar gestos, expressões, práticas que reconheço comuns a alguns com quem cresci, ou com quem convivo há anos, e diferentes de outros com quem escolho estar. Talvez por estar numa fase em que os filhos, frutos do que também deles fiz, normalmente optam depois de pensar e que, quando não o fazem, ou reconhecem uma sorte irrepetível ou reconhecem a má escolha em si antes de a procurar nos outros. Talvez por não me sentir ofendida quando me insultam aqueles de quem um elogio me faria desconfiar muito mais do que ao insulto. Talvez pela intolerância com as minhas imperfeições que me fazem tolerar as imperfeições dos outros, o que não quer dizer que me queira misturar com quem obviamente não se quer misturar comigo. Talvez por tudo isto, ou por algo que não consigo explicar, mais do que ouvir só mais um a dizer umas coisas, fiquei espantada com a onda de indignação contra um cronista que escreveu um livro e que alguns, ainda não o tendo lido, vilipendiam, dando-lhe um capital de queixa equiparado ao do nosso Nobel da Literatura em tempos de um tal Sousa Lara, num Abril dos idos anos de 1992, a propósito do Evangelho Segundo Jesus Cristo.
O Vergílio Ferreira, que tinha esse tremendo hábito de pensar e de, depois de o fazer, escolher bem as palavras para o dizer, escreveu uma vez este pensamento: «Para ajuizar do que é inferior é preciso ser-se superior. É por isso que um imbecil facilmente se julga um génio.» Duas frases que não deixam de fora nenhum dos protagonistas de mais um episódio em torno dos livros em Portugal. Isto diz bem da falta de educação, também literária, da nossa Democracia. Mãos à obra, então!
Até para a semana.

Cláudia Sousa Pereira (crónica na radio diana)

Nova proprietária do Centro Comercial no Parque Industrial espera "abrir ao público já nos primeiros meses de 2017"


Em reunião pública de 9 de Março, a Câmara Municipal de Évora aprovou por unanimidade o início do procedimento de elaboração do Regulamento Municipal para Funcionamento do Programa de Atividades Complementares e de Apoio à Família. Este programa destina-se a responder às famílias que têm crianças no pré-escolar público e precisam de os manter seguros e ocupados até poderem ir buscá-los após o trabalho, tanto no período letivo como no de pausa letiva.
A proposta de criação do projeto de voluntariado “Mais Próximo de Todos” também mereceu aprovação unânime. Com esta decisão pretende-se a integração de voluntária/os no serviço da Divisão de Educação e Intervenção Social (DEIS), com a possibilidade de colaborar em atividades do Centro de Convívio Municipal, no referido projeto e ao nível dos instrumentos de planeamento. O “Mais Próximo de Todos” tem como principais objetivos promover o desenvolvimento de projetos e atividades da DEIS no âmbito do envelhecimento populacional; gerar uma maior interligação entre munícipes e a autarquia através do trabalho conjunto e incentivar a participação dos munícipes na intervenção social autárquica.
Foi aprovado por unanimidade a ratificação do despacho do Presidente de emissão de licença especial para conclusão das obras de construção do empreendimento comercial inacabado na zona de Almeirim, prevendo a nova dona, a Ares Capital, ter o espaço disponível ao público já nos primeiros meses de 2017.
No período antes da ordem do dia, o Presidente do Município, Carlos Pinto de Sá, comentou ainda a reunião realizada em Lisboa com os responsáveis máximos do Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ) sobre a gestão do novo Complexo Desportivo junto ao antigo Hipódromo de Évora, propriedade do referido instituto.
Ficou acordado que um grupo de trabalho conjunto elaborará um documento referente aos termos em que será gerido o Complexo, o qual se prevê vir a abrir logo que estejam acertados tais pormenores.
O Presidente Carlos Pinto de Sá registou que decorreu no dia 9 a tomada de posse do novo Presidente da República, deixando votos que defenda e faça cumprir a Constituição. O autarca fez ainda referência às comemorações em Évora do Dia Internacional da Mulher e importância desta data de luta pela igualdade de direitos.
A Vice-Presidente, Élia Mira, deu conta da vasta e diversificada programação do Mês da Juventude, o qual decorre ao longo do corrente mês e convidou à participação nas iniciativas. (Nota de imprensa da CME)

segunda-feira, 14 de março de 2016

Ecopista de Évora: mais cavalos do que bicicletas...


Hoje na ecopista, cruzei-me com mais cavalos que bicicletas, será que o regulamento foi alterado e agora o que é mesmo proibido é andar de bicicleta ?

José Carrilho (aqui)

Um Novo Ciclo

O Orçamento para 2016 foi aprovado na generalidade e, na especialidade, continua a conseguir incorporar algumas melhorias. Não é o Orçamento que quereria para o meu país, porque não é um Orçamento que permita fazer crescer a economia com o valor do trabalho, permitindo gerar emprego.
Sabemos que tal não será possível sem uma renegociação da dívida, sem conseguir transferir o peso dos juros agiotas para um verdadeiro investimento em sectores estruturais do país.
Ainda assim, este é um Orçamento que permite devolver rendimentos e quebrar com o ciclo que PSD e CDS tinham vindo a imprimir no nosso país. Houve quem lhe chamasse ciclo de empobrecimento. E foi, para uma grande maioria, mas empobrecer foi coisa que não aconteceu ao sistema financeiro nos anos em que PSD e CDS governaram.
Fico feliz por ter sido possível um acordo à esquerda que sustentasse um governo e um orçamento. Este acordo fez a diferença a vários níveis:
- Desde logo, com o aumento do salário mínimo nacional. Nem PSD/CDS, nem PS o programaram. O acordo permitiu que este subisse, desde já, para os 530€, prevendo-se o aumento para os 600€ ao longo da legislatura. É curto? Sim. Faz a diferença em relação ao passado? Faz sim;
- Permitiu, ainda, um maior ritmo na reposição dos salários na função pública. Este ano serão repostos salários num total de 447 milhões de euros, mais 90 milhões do que o PS propunha antes das eleições e mais do dobro que PSD e CDS prometiam;
- Ao nível das pensões, se com PSD/CDS o corte era certo, com o PS prometia-se o congelamento, lembram-se? O acordo à esquerda permitiu o aumento de 80 milhões de euros nas pensões. Este valor não permite um aumento significativo, mas é uma diferença positiva;
Diferenças existem, também, ao nível do Complemento Solidário para Idosos, que será aumentado já este ano;
Aliás, só neste Complemento, Rendimento Social de Inserção e Abono de Família, serão devolvidos às famílias mais de 135 milhões de euros, enquanto que o corte nas taxas moderadoras equivalerá a mais de 35 milhões. O sistema das taxas moderadoras passou a ser perfeito? Não. Mas foram introduzidas mudanças muito interessantes, das quais destaco o fim destas taxas para doentes que sejam encaminhados pelos cuidados de saúde primários ou pela linha de Saúde24;
Existem muitas mais diferenças, mas queria apenas destacar que apesar da receita com impostos indirectos subir 300 milhões de euros, as receitas fiscais do IRS descem mais de 450 milhões. Além disso, é um prazer ver que o sector financeiro e os fundos imobiliários contribuirão com mais 350 milhões de euros.
Sim, existe a inversão de um ciclo. Sim, é um prazer ver um Orçamento, ao fim de muitos anos, que não prevê qualquer privatização. E sim, fica a maioria a ganhar em detrimento de uma pequena minoria. Este é um Orçamento aceitável, mas que deve ser encarado apenas como o início. Continuemos a fazer caminho...

Bruno Martins (crónica na rádio diana)

sexta-feira, 11 de março de 2016

Capa do DA desta sexta-feira


Crime ambiental em Évora

Março, mês de quê?...

---------- Forwarded message ----------
From: miguel cintra <miguelcintra@gmail.com>
Date: 2016-03-10 17:32 GMT+00:00
Subject: Crime ambiental em Évora - Mortes - pequeno balanço
To: Municipio Evora - Eleitos <cmevora@cm-evora.pt>, Municipio Evora - Eleitos <presidencia@mail.evora.net>, Municipio Evora - Eleitos <cpintosa@cm-evora.pt>, Municipio Evora - Eleitos <hortarodrigues@cm-evora.pt>, Municipio Evora - Eleitos <luciano.ed@cm-evora.pt>, União Freguesias Bacelo e Sra Saude <geral@uniaof-bacelosaude.pt>

Ex.mos Senhores, 

A propósito do crime ambiental que está a ser perpetrado por estes dias (iniciou-se ontem, e estimo que deva prolongar-se até 6ª feira) na Rua Frei Aleixo em Évora, Freguesia do Bacelo, dou conta a V. Exas de que:

- a operação de abate de árvores se tem desenrolado em muito bom ritmo, e deve saudar-se a quantidade de meios humanos e materiais que tem estado envolvido nesta operação de limpeza a que não escapa (não sei se V. Exas têm conhecimento!) a Magirus de Évora.
- dado o adiantado da hora os zelosos funcionários já devem estar a gozar o seu merecido descanso. O dia foi longo.
- mortes a celebrar/lamentar (de acordo com o ponto de vista e opinião de cada um) - 17
- teimam em manter-se de pé - 18

Aproveito a oportunidade para enviar mais fotos que, por certo, encherão as páginas dum próximo boletim municipal. (Poupa-se no fotográfo!)

Sem mais de momento, resta a promessa de vos brindar, finda a empreitada, com um belo conjunto de fotos, a que não faltarão, a luz, a cor, a alegria das gentes, eu sei lá que mais.... que por certo, todos poderemos testemunhar muito proximamente na nossa rua .

Bem haja, 

Miguel Cintra (por mail)

ps. Para que a comunidade se possa associar a esta iniciativa e juntar-se aos festejos para os quais, por certo, já estarão mesmo, a ser feitos convites envio em bcc para a minha lista de contactos.

Em baixo, rua limpa. Finalmente!


Em baixo, parte do que ainda resta das árvores, às 16h e 25 minutos do dia 10 de Março de 2016, contra as quais corre processo por alegada suspeita de serem as causadoras próximas de pelo menos 3 fissuras num muro que só tem 200 metros de comprimento e 40 anos de idade. Quanto aos desnivelamentos causados em passeios e macadame é bom nem falar... 




quinta-feira, 10 de março de 2016

Acabou?

Acabou! Acabou o mandato de Aníbal Cavaco Silva como Presidente da República. Foram dez anos em que a atitude e as escolhas políticas do titular do mais alto cargo da nação, apontaram sempre no mesmo sentido e em prejuízo dos mesmos.

Dez longos anos, que pareceram séculos, de uma forma de exercer o poder que se aproximou, na atitude conservadora e cinzenta, dos anos de chumbo da ditadura fascista que durou metade do nosso século vinte.
Discordo dos que dizem que Cavaco era uma figura fria e distante. Pergunte-se aos seus correligionários se alguma vez sentiram distância ou frieza, ou se lhes faltou a solidariedade da parte do anterior Presidente. Pergunte-se a figuras como Sousa Lara se não sentiram o conforto da atitude vingativa, no momento da condecoração que faria corar de vergonha qualquer um, que não o homem que nunca tem dúvidas e que raramente se engana.
Claro que foi frio e distante para os interesses da maioria, da mesma forma que foi próximo e caloroso na protecção dos interesses de classe que sempre defendeu, mas isso não é de estranhar. É a natureza da coisa.
Nos quarenta e dois anos de democracia, o anterior Presidente exerceu o poder durante vinte por vontade do povo com direito a voto. Disputou seis eleições e ganhou cinco.
Quando abandonou o cargo de primeiro-ministro, ao fim de dez anos, houve uma espécie de sensação de libertação e a imagem de Cavaco estava pelas ruas da amargura.
Volvidos dez anos, uma espécie de amnésia geral apoderou-se dos eleitores que olharam para a figura como alguém com a necessária sisudez para ocupar um cargo ainda mais elevado na hierarquia do Estado.
Sai, ao fim de mais dez anos, com os níveis mais baixos de popularidade atingidos por um Presidente da República e poucos serão os que não se sentem aliviados por se verem livres daquela forma de fazer política e, no entanto, escolheram uma versão sorridente e mais competente, do ponto de vista da comunicação, daquele que gostaram de se ver livres.
Alguém distraído poderá questionar-se que fatalidade é esta que leva a maioria a escolher o que parece odiar e a odiar o que parece escolher. 
Não é uma fatalidade e muito menos algo de estranho ou incompreensível. É, antes de mais, uma questão de condicionamento da escolha por quem tem os meios de influência para a criação de opinião numa maioria que, quando afirma que pensa pela sua cabeça está a pensar com a cabeça dos comentadores de serviço a aceitar de forma acrítica todas as certezas que lhe vão impingindo.
Há uma indústria que fabrica sabonetes e há uma indústria que os torna bem cheirosos para serem consumidos. Depois, quando o consumidor descobre que afinal não cheira assim tão bem, mudam-lhe a forma, trocam a embalagem e voltam à arte de convencer que aquele é que é o tal.
Quem controla as duas “indústrias” controla o acesso ao poder, criando as alternâncias necessárias para afastar as alternativas do exercício do poder.
Mas não pensemos mais nisso, porque hoje é dia de festa. Festejamos o primeiro dia sem o velho sabonete, ignorando que na embalagem do novo está a mesma marca do anterior. 
Até para a semana


Eduardo Luciano (crónica na radio diana)

Évora: Ciganos d'Ouro, no 25 de Abril, na Praça do Giraldo


Foi hoje anunciado, pelo próprio grupo, através da web, que vão ser os "Ciganos d'Ouro" a animar musicalmente a Praça do Giraldo nas comemorações do 25 de Abril, na noite de 24 para 25 de Abril.

quarta-feira, 9 de março de 2016

Cumprir e fazer cumprir

O professor Marcelo Rebelo de Sousa toma hoje posse como presidente da república e será o sexto presidente em democracia. Para além do primeiro mandato presidencial, por razões que se prenderam com a consolidação do regime democrático, na minha opinião, é o mandato que compreenderá mais desafios e será o mais complexo.
Na verdade, o país, como é conhecido por todos, vive momentos de grandes dificuldades financeiras, económicas e politicas. As financeiras estão ligadas ao excesso de endividamento público e privado. Esta situação traz-nos dificuldades acrescidas junto dos credores financeiros ao nível das taxas de juro e problemas sérios na obtenção de crédito. Por seu lado o investimento estrangeiro caiu a pique nos últimos meses, derivado, segundo os especialista nesta área, às medidas anunciadas pelo actual governo no aumento da despesa pública e consequente aumento das receitas por via dos impostos indirectos, sobre o património e sobre os combustíveis.
Relativamente à instabilidade politica esta resulta do facto da actual governação necessitar do apoio parlamentar das forças politicas contra a Europa e contra a moeda única. Refiro-me ao Bloco de esquerda, Partido Comunista e o Partido Ecologista os Verdes. Estas forças defendem políticas de afrontamento e desafio permanente contra o Capital, não percebendo ou fazendo de conta que não percebem, que, um país, que depende do crédito deverá consolidar as suas contas públicas e ser prudente na despesa que faz.
Por outro lado, o país está, marcadamente, divido entre aqueles que dependem da despesa do Estado e aqueles que pretende um Estado menos pesado e que necessite de menos impostos. Com efeito, esta divisão tem sido acentuada pela abordagem, que, no meu ponto de vista é errada, é feita pela atual governação no que respeita às políticas de austeridade, não percebendo que a austeridade é instrumental para que o país possa sair da crise onde se encontra e, não um fim em si.
Por tudo isto, o Presidente Rebelo de Sousa terá um papel fundamental nos próximos meses no sentido de não permitir que o país percorra os caminhos malfadados que nos conduziram até à crise de 2011. Para tanto, só basta cumprir e fazer cumprir a Constituição da República e, com isso, defender o regular funcionamento das instituições.

José Policarpo (crónica na radiodiana)

terça-feira, 8 de março de 2016

Dia Internacional da Mulher: Maria Liberdade

clique no cartaz para ler

Maria Liberdade

Porque as amarras continuam
Subtis em vez de descaradas
Devastadoras sem notoriedade
Reproduzindo-se nos vãos silêncios
E nas cumplicidades mal ditas

O caminho é para trilhar
A dignidade para afirmar
março e o equinócio para reescrever.

Dores Correia 

7 de março 2016

aqui