sábado, 27 de fevereiro de 2016

Câmara de Évora contesta traçado ferroviário da linha Sines-Badajoz


A Câmara Municipal de Évora contesta o traçado que a empresa Infraestruturas de Portugal (empresa pública que resulta da fusão entre a REFER e Estradas de Portugal) pretende impor a Évora na zona urbana (Sra. da Saúde) para o comboio de mercadorias Sines-Badajoz e avança com pedido de audiência ao Ministro da Tutela, a proposta do Presidente do Município eborense, Carlos Pinto de Sá, mereceu aprovação unânime na reunião pública de 24 de Fevereiro. 
Como explicou o autarca, trata-se de um traçado que, caso se viesse a concretizar, traria significativos prejuízos para a cidade e para a qualidade de vida dos seus habitantes. Salientam-se o elevado número de comboios a atravessar a zona urbana, tanto no período diurno como noturno, o isolamento de bairros, a afetação da tomada de vistas sobre a cidade e o comprometimento do crescimento da cidade para Nascente.
O Município de Évora, assegurou Carlos Pinto de Sá, não pretende por em causa a linha de mercadorias, que considera essencial ao desenvolvimento do território, mas sim encontrar uma solução que seja compatível com a cidade e a qualidade de vida dos seus habitantes.
O Presidente do Município apresentou o documento aprovado por unanimidade na reunião do Conselho Geral da Associação Nacional de Municípios Portugueses sobre a apreciação da proposta de Orçamento de Estado. Realçou os aspetos positivos desta e também alguns pontos que merecem preocupação dos autarcas, como por exemplo o não cumprimento integral da Lei das Finanças Locais. Como aspetos positivos salientou que não serão retiradas as receitas do IMT aos municípios, que haverá uma exceção ao limite de endividamento no que se refere a projetos candidatados a fundos comunitários e a reposição da salvaguarda do IMI, assumindo também o Governo os custos da ADSE em relação ao Serviço Nacional de Saúde. A eliminação das isenções de IMI e IMT para os fundos imobiliários e a contratação de algum pessoal por parte dos Municípios, em determinadas circunstâncias, são outros dos aspetos destacados.
Foi aprovado por unanimidade o edital e a planta da Feira de S. João 2016, certame a ocorrer de 23 de Junho a 3 de Julho inclusive, no Rossio de S. Brás, e na presente edição sobre a temática “Évora - 30 Anos de Património Mundial”.
A Câmara aceitou duas doações em relação às quais deixou um agradecimento: uma feita pela Galeria TEOARTIS de um conjunto de obras realizadas pelos participantes do 16º Encontro Internacional de Arte Jovem – Évora 2015; e outra, de livros infanto-juvenis à Biblioteca Itinerante “Loja dos Sonhos”, feita por Gilberto Miguel Trigueirão Castelos.
A proposta de adesão ao movimento AMALENTEJO foi aprovada com os votos favoráveis da CDU, as abstenções do PS e o voto contra do PSD. Este movimento, cuja Comissão promotora agrupa autarquias, instituições e organizações de todo o Alentejo e dos mais variados quadrantes políticos, procurará defender questões como a necessidade do desenvolvimento económico e social do Alentejo; a valorização e defesa do Poder Local Democrático; e a defesa da regionalização administrativa do continente. (Nota de imprensa da Câmara)

10 comentários:

  1. É por estas e outras semelhantes que nada se faz em Évora. Então a linha não está lá há mais de cinquenta anos? Agora o que há a fazer é reabilitá-la. Há que fazer desníveis nas respectivas passagens, tal como já aconteceu na antiga estrada de Beja. Se os próprios bairros (Srª Saúde, Comenda, etc, já estão construídos tendo em conta a respectiva linha, qual o mal de agora para diante?
    São uns empatas é o que são, já lá dizia o outro nem fazem nem deixam fazer.
    Du Agris

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  2. Esta gente anda sempre à procura de desculpas para não fazerem nada nesta terra.
    É assim que escondem a sua incapacidade:Limitam a acção dos outros para não terem trabalho.
    Cambada de incompetentes.

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  3. A cambra de evra a contestar e a manter as ruas um bocadinho mais limpas é muita boa!

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  4. Falar sem conhecer o que está em causa dá nisto: comentários despropositados.
    O que está em causa é fazer passar pelo antigo ramal de Estremoz uma verdadeira autoestrada ferroviária, acabando com o acessos de todos os bairros existentes a nascente do ramal, à cidade. Coisa pouca, não é? Ah, e prevê-se a passagem de dezenas de composições (com perto de 750 metros) dia e noite.

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    1. Mas quem lhe disse isso? Claro que irão fazer passagens de desniveladas, tal como já o fizeram na antiga estrada de Beja, se não conhece vá lá ver e fale depois. Você conhece Lisboa? Vá ver quantos comboios passam pelo centro da cidade. Desde os que partem da estação dos Restauradores, Santa Apolónia e Estação do Oriente.
      Já parece o "vozeirio" que se fez sentir quando foi do aterro municipal, ele era centenas de camions diariamente, ele era o cheiro, etc, etc. Afinal a obra já funciona há mais de uma dezena de anos e ainda ninguém deu por nada.
      É só ideias destrutivas.
      Du Agris

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    2. Reactivar a passagem de comboios pelo interior da cidade ´
      e uma estupidez monstruosa.
      Basta ir perguntar aos cidadãos que já ficaram do outro lado da linha. Se ficaram mais perto ou mais longe da cidade. Se algum deles usa as escadas e os elevadores que o estado teve que pagar, para nada.
      Basta fazer as contas, quanto custa a reconstrução da linha, com as passagens superiores e inferiores, e com a perda de qualidade de vida, e quanto custa a construção de uma linha afastada da zona urbana.
      Basta comparar o valor do investimento numa linha entalada entre edifícios, e o valor do investimento numa linha livre de condicionantes.
      (os projectos da REFER, são grandes negócios para os próprios técnicos da REFER; o interesse publico está ao serviço da corrupção; lembrem-se dos negócios do sucateiro Godinho com os responsáveis da REFER; já algum foi julgado e condenado?)

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  5. Um traçado para comboio de mercadorias a atravessar a cidade é um CRIME.

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  6. 60 comboios diários de mercadorias a passarem junto a centenas de moradias,este projeto já vem do tempo de Sócrates e o executivo anterior nada fez para afastar a passagem da linha da área urbana.

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  7. Antes de fazerm casas e quintinhas a linha ja existia para que servem as pontes aereas ' nao. Fazem nem deixam fazer por isso temos a cidade que temos' mas tenho esperancas que este nosso presidente nao se deixe levar por um grupo de pessoas que nada fazem na vida mas como tem patrimonio nesas zonas nao acham piada embora uma dessas figuras a pouco empresario agora um ze ninguem ate tem insuficiencia economica essas coisas sim deviam ser vistas cambada de gatunos. Deixem a nossa cidade ser uma cidade igual a tantas outras que mal faz termos o prolongamento da linha ate Badajoz. Cambada de parvos

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  8. O que vou aqui comentar nada tem ver com o que aqui se comenta mas no caso da
    Da linha ir ate Badajoz podem dar trabalho a esse Ze ninguem que nada tem nas financas pois claro esta no nome de outra pessoa para nao pagar aos fornecedores e para quem ele trabalhou morreu o pai, e os desgracados ficaram sem dar comida aos filhos, em breve espero que tudo seja descoberto as financas nao dormem e nao
    Vao ser sempre os mesmos a pagar os impostos que chulos como. Estes nao pagam' ainda tem a pouca vergonha de estar presente na reuniao sera que foi de burro....

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