quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

A incerteza é má conselheira!

A comissão europeia ao fim de negociações aturadas com o governo português, deu assentimento ao projeto de orçamento apresentado. Porém, o primeiro-ministro e o ministro das finanças informaram o país que o primeiro esboço de orçamento era mais condizente com o seu programa de governo.
Por seu lado, a comissão apesar do “parecer” favorável, levanta muitas dúvidas quanto à execução da receita. Ou seja, os impostos e taxas a cobrar no presente ano, serão, muito, provavelmente, insuficientes para assegurarem o défice previsto.
Na verdade, a esquerda democrática e não democrática, partido socialista e os demais partidos que constituem a atual maioria parlamentar, numa coisa são o mesmo lado da moeda. Se existe uma reivindicação e a mesma tem origem no eleitorado que os possam legitimar em quanto poder, tudo, mesmo tudo, deverá ser feito para satisfazer essas pretensões. Mesmo que essas pretensões possam conduzir o país para o descrédito internacional.
De resto, por muito legítimas que sejam as reivindicações, no caso, os vencimentos dos funcionários públicos e as pensões dos reformados e dos pensionistas, as mesmas para serem satisfeitas necessitam de dinheiro, de muito dinheiro.
Ora, o dinheiro resulta dos impostos, que por sua vez têm origem no rendimento dos trabalhadores e no lucro das empresas. E, para que esta condição se verifique é necessário, que, ao mesmo tempo, a economia do país cresça sustentadamente. Com efeito, se se descurar o equilíbrio adequado entre os impostos cobrados e a criação de riqueza, o governo estará metido numa grande e complexa encruzilhada política-financeira.
Assim, o governo para levar a cabo a política que defende, como tentei demonstrar atrás, precisa de dinheiro. Deste modo, não deverá aumentar a carga fiscal, mas criar as condições politicas para que o investimento tenha lugar. Porém, não é com o aumento dos impostos e com as alterações da legislação previstos em sede da proposta de orçamento, que criará a confiança necessária para que os investidores invistam no país.
Pelo que, a prudência a isso recomenda, só resta uma solução ao atual governo para que as contas públicas não tenham o mesmo desfecho que tiveram no ano de 2011. Para tanto, deverão convencer os seus amigos de coligação, que, a realidade, não é compaginável com ideários políticos, por mais nobre que eles possam aparentar ser. É imperioso, por isso, que o governo faça uma execução do orçamento observando as regras básicas de uma gestão equilibrada e saudável e não entrar em populismos demagogos. Dar tudo e a todos. É uma má experiência, que, todos bem conhecemos, e, não foi há muito tempo.
E, por último, só para os mais distraídos, nunca é de mais relevar, em maio 2011 não havia liquidez para pagar as remunerações aos funcionários públicos e as pensões aos pensionistas. É isto que, defendem!?!

José Policarpo (crónica na rádio diana)

9 comentários:

  1. "A incerteza é má conselheira"
    Quem será o autor desta máxima sem sentido?
    (de facto "a estupidez humana não tem limites")

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  2. A retórica aqui despregada assenta no mesmo "raciocínio" simplista de sempre: "se não há dinheiro, não se pode distribuir". Por conseguinte, qualquer orçamento que reponha rendimentos, tem que aumentar receitas, sob pena de desequilibrar as contas. Fácil de entender, não é verdade? Sim, mas é falso, se o que está em causa é antes de mais reequilibrar os rendimentos entre os mais pobres e os mais ricos. Não me venham com o fantasma "roubar aos ricos para dar aos pobres". O que toda a gente pode saber é o seguinte: os mecanismos económicos "normais" e a estrutura da fiscalidade FAVORECEM os que têm rendimentos mais elevados, e certos tipos de rendimentos em particular (financeiros, etc.). Assim se explica que em plena crise (e em parte graças a ela), os mais ricos enriqueçam e os mais pobres empobreçam. O que me parece (a ver vamos!) que este governo tem, timidamente, estado a fazer é tentar redistribuir os "dinheiros" do Estado (rendimentos que dependem ou resultam da acção do Estado). Pelo que, com as MESMAS receitas e com um montante idêntico das despesas, há sempre margem para uma correcção das desigualdades. Vejam-se os escândalos financeiros: para onde vão as dezenas de milhares de milhões de dinheiro público dedicado à banca? Vejam-se os aumentos escandalosos de ordenados decididos pelo partido do Sr. Policarpo, de 5.000 para 15 ou 16.000€ mensais: mas donde vem esse dinheiro? Afinal, há ou não há dinheiro? A má gestão, diria, a gestão ruinosa, criminosamente ruinosa (veja-se o BES e agora O Baniff) a que o governo precedente se dedicou consistiu precisamente nessa opção: dar vantagens aos que mais têm, retirar os rendimentos aos que menos têm. Não Sr. Policarpo, a equação é simples, mas não é a que falaciosamente nos propõe.
    JRdS / 11-02-2016

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    1. Ao pé do outro, do da televisão, és um ZERO.......à ESQUERDA!

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    2. Diria até mais... milhões de Euros não seriam poupados anualmente se metessem uns patins em milhares de professores universitários que não pintam absolutamente a ponta dum corno e levam para casa uns 3000/4000?? Ou os administradores das empresas publicas do partido do Sr Costa, que estão agarrados ao Estado que metem dó?? Ou quantos milhões não gastou o parque escolar em repuxos e berlicoques, adjudicando aos amigos do PS as obras?? E os milhões da malvada Europa metidos em Obras de ETAR(es) obsoletas e disfuncionais, foram para os bolsos de quem?

      Não há pachorra para aturar funcionários públicos queixando-se dos outros funcionários públicos. Vão mas é trabalhar!

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  3. Quando é que vai ser o próximo resgate?
    É que eu, como funcionário público consciente das dificuldades do país, preferia mil vezes mais ir recebendo devagar a reposição do vencimento do que receber à pressa o que o Costa diz e depois vir outro resgate que me vai ao bolso o dobro.
    Vale mais o certo que o incerto.

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  4. pois eu preferia ir recebendo mil vezes mais

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  5. A junta de freguesia união de freguesias Malagueira e H.das Figueiras esta na miséria devido a dupla Russo Racha e vereador viajante Luciano e o presidente moldura Pinto de Sá.
    Os acampamentos de ciganos surgem por todo o espaço publico
    -Vista Alegre junto da escola Patrício
    -Av.Cartaxo Junior Malagueira
    -Rua do Rochedo Malagueira
    -Lateral do Aminata junto do futuro parque de campismo para caravanas
    -em frente o intermarche
    -em frente a Worten
    etc...um descalabro total por parte do presidente vereador e demais entidades com responsabilidade! A gestão comunista é boa para fomentar miséria e criminalidade é a conclusão a que se chega perante estes novos cenários!

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  6. Dos apresentadores de telejornal da RTP1, ditos "pivots",
    Rodrigues dos Santos, Tomé de Carvalho e Carlos Daniel,
    qual é que tem o sorriso mais falso?
    Mais sinistro?
    Mais canino?

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  7. A sorte é que 2017 vamos ter eleições e podemos com voto acabar com esta pouca vergonha de gestão!

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