segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Um monumento à inacção autárquica no Centro Histórico de Évora


Já há algum (bastante!) tempo que dois dos arcos junto à Praça do Giraldo, em Évora, apresentam este aspecto, escorados, tal o seu estado de degradação. Pouco tempo após este executivo ter ganho as eleições autárquicas, há pouco mais de dois anos, numa acção mediática a que compareceu a quase totalidade do elenco camarário foi anunciada a limpeza e renovação das arcadas. Durante algum tempo viram-se por ali alguns trabalhadores da Câmara, mas depressa foram deslocados para outros serviços mais prementes. E as arcadas ficaram como sempre estiveram, nestes últimos anos - a precisarem desesperadamente de uma intervenção de fundo e não de "lavagens de cara" simbólicas.
Em Março deste ano a Câmara - numa sessão que decorreu no próprio gabinete do Presidente - assinou um protocolo com a Direcção Regional de Cultura e a óptica Havaneza para recuperação das arcadas frente a esta loja carismática da cidade. Segundo a notícia que a CME divulgou na altura "A assinatura deste protocolo de cooperação,(...) reveste-se de uma extrema importância uma vez que é necessária uma intervenção urgente de consolidação do referido pilar e respetivos arcos da fachada principal de modo a garantir-se a sua estabilidade e funcionalidade."
Passou quase um ano, passaram as celebrações do 29º aniversário do Centro Histórico de Évora como Património da Humanidade e os andaimes lá continuam a escorar as arcadas, quase transformados eles próprios em arte urbana - e a testemunharem o esquecimento a que o Centro Histórico de Évora tem sido votado nestes últimos - muitos - anos. Um esquecimento e um abandono que teimam em persistir.

12 comentários:

  1. Estes dois arcos são a montra do (des)governo a que a cidade está condenada. Ladrão atrás de ladrão, que só se preocupa com o seu bolso ou com o de amigos. Cidade de gente burra que emprenha pelas orelhas, e dá o voto à cigarra, quando o devia dar à formiga. Só têm o que merecem...

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  2. O vereador do pelouro Eduardo o viajante não tem vagar,temos pena!

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  3. Gostaria de saber de quem é o arco; é que o dono é que deve mandar arranjar aquilo, pois como está é um perigo para quem ali passa. E se houver um acidente, quem é o responsável?

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    1. Uma questão muito pertinente! ... Às vezes nem tudo é o que parece ...

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  4. Os Arcos vão ser arranjados pelo dono. Aguardam parecer da Direcção de Cultura.

    PS:
    É sempre interessante assistir à "isenção" e "conhecimento" deste blogue quando se trata de insinuar ou atacar certas forças políticas. Nunca sabem nada, ou conhecem apenas uma parte da verdade. Pelos vistos não sabem que existe uma DUPLA tutela sobre o Centro Histórico: a da Câmara Municipal e a da Direcção de Cultura. Ambas com iguais competências e responsabilidades na conservação do CH.

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  5. 01:22
    O dono do arco???
    Entao o Patrimonio nuns casos é da edilidade que o enfeita com palavras ocas e noutros é do «dono»??

    Mas porque nasci eu nesta pasmaceira meu deus????

    Tirem-me daqui...

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  6. Meu caro, o arco é do proprietário do resto do edifício. Ao contrário do que muita gente pensa (e verbaliza aqui), a câmara municipal não tem que andar a destacar os seus trabalhadores para oferecer serviços gratuitos que deveriam ser pagos por particulares (embora nós saibamos que isso acontece com maior regularidade do que se pensa, mas isso é outra história...)
    A função da câmara aqui é chamar o proprietário à atenção para as suas responsabilidades com a manutenção do imóvel. No entanto, e como é do conhecimento geral, a câmara vende-se por cinco tostões e um par de badalos, e, por isso, prefere baixar a calcinha, do que ir "ofender" o todo-poderoso proprietário, que pode, sei lá, deixar de votar neles. Deus nos livre!
    E assim, pagamos todos nós com os nossos impostos, enquanto que aquele proprietário vai vendo o seu património sendo recuperado, sem ter de desembolsar um tostão...
    P.S. à atenção da Câmara Municipal: a minha horta precisa de ser cavada. Façam favor de enviar 4 trabalhadores camarários na próxima quinta feira para que o serviço seja feito. Só peço que não mandem daqueles que costumam andar aqui a varrer as ruas. Iam passar o dia todo parados a fumar e a falar mal do chefe, e eu ia ficar com a horta por cavar...

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    1. Concordo a 100% com o seu comentário. Há que chamar os bois pelo seu nome. Isto de ter de ser a Câmara, esta ou outra, em reparar coisa de privados, é o mesmo que por tudo e por nada as pessoas pediram indemnizações ao estado, por exemplo,um policia dá uma carga de porrada num gatuno apanhado em flagrante delito, este queixa-se e o estado vá de o indemnizar... Por estas e por outras é que a extrema direita está cada vez mais arrogante....

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    2. E porquê apenas a Câmara e não a Direcção de Cultura?
      Será que desconhece que graças a uma lei absurda de 2001 (no tempo em que Carrilho era ministro da Cultura), a Direcção Regional de Cultura divide com a CME as responsabilidades de gestão do Centro Histórico de Évora?

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  7. A Camara tem um serviço muito bom...de noticias

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  8. Um pouco de seriedade e menos ignorância também não ficavam nada mal.
    Ao "a cinco tons" que levantou a questão nos moldes em que o fez, sabendo, provavelmente , mais do que aquilo que disse e insinuou e ao(s) comentador(es) das 17:32, das 19:33 e das 22:42 que seguiram a mesma linha ou ficaram incomodados com a pertinência do terceiro comentador e os esclarecimentos seguintes, pede-se um pouco mais de cuidado com a incontinência mental pois que nem todos os que aqui vêm ler são completamente destituídos. E não deve valer tudo.
    Particularmente aos donos do blog, que sabemos quem são e queremos tê-los como "comunicantes sérios" pede-se que não levem tão ao rés-do-chão a sua campanha permanente contra a câmara. Façam política mas não a este nível.
    Manuel J. C. Branco

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  9. Que começou a fazer obras em propriedade privada foi a autarquia ou pintar e rebocar os arcos foram avisados que a execução ia trazer problemas custos com o proprietários em casos graves como era já observado.Pararam com os trabalhos do lado da autarquia porque perceberam que deviam primeiro ter notificado os donos se os mesmos não reparem-se autarquia substitui-aos e cobrava o valor por via judicial.Simples mas temos pintos a governar capoeiras e dá nisto!

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