terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Património da Humanidade: falta ainda o montado, depois a açorda e, depois, quem sabe?, os alentejanos


O Comité Intergovernamental para a Salvaguarda do Património da UNESCO, reunido em Windhoek, capital da Namíbia, acaba de classificar a arte chocalheira portuguesa. Esta é uma classificação em tudo diferente da lista do Património da Humanidade que classificou o património construído em Évora (Centro Histórico) e em Elvas (conjunto de fortificações), mas semelhante à do cante alentejano (Património Imaterial da Humanidade), uma vez que se destina a tradições que é necessário serem salvaguardadas, de forma urgente, dado correrem o risco de extinção. 
Só não havendo Património Mundial Gastronómico é que se percebe que a açorda (ou açordas?) sempre tão saudada pelos alentejanos não seja ainda Património da Humanidade. Mas pelo caminhos que a região leva bem melhor seria que os técnicos e especialistas de serviço fossem preparando a candidatura de classificação (não se sabe bem a quê) dos alentejanos - em ritmo de destruição e desaparecimento acelerado às mãos de quem nos vai desgovernando.

CJ

2 comentários:

  1. Mais um exemplo da parolice portuguesa.
    Tudo tem de ser património, todos os imbecis têm de figurar no Guiness, seja pela razão que for (normalmente das mais alarves, como o imbecil que mais piercings consegue espetar no nariz ou o que tem os ténis mais malcheirosos).
    Mas o que ganhamos, verdadeiramente, com os patrimónios e os guinesses? Nada, rigorosamente nada. Peneiras vãs e parolas...bem portuguesas.

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  2. A açorda alentejana faz parte da dieta mediterranica que é património mundial há três ou quatro anos

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