segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Caminho público pedestre Évora-Valverde foi fechado há dois anos perante a passividade da CME


Faz hoje precisamente dois anos que, a 7 de Dezembro de 2013, foi fechado com arame farpado o antigo caminho que ligava Évora a Valverde e que passava em diversos troços pela antiga estrada romana entre Évora e Alcácer do Sal. Muito usado pelos amantes da natureza e pelos betetistas este caminho foi fechado pelos proprietários dos terrenos com a conivência da Câmara Municipal de Évora que nada fez para alterar a situação. Uma petição dirigida aos proprietário e à Câmara de Évora exige agora a reabertura deste caminho público antiquissimo e onde foi feito um assinalável investimento de sinalética em anos transactos.

Cerca, pedras e uma vala. O caminho do Monfurado que durante décadas levou milhares de betetistas, mas também turistas, entre Évora a Valverde, foi fechado. No interior desta propriedade ficaram, como todos nós sabemos, equipamentos construídos pelo município, como por exemplo uma ponte.
Localização: entre Évora e o Sitio de Monfurado, no limite oeste do concelho.
Comprimento: 88 km
Utilização: pedonal, bicicleta, meios de transporte não motorizados
Infra-estruturas: sinalização direccional, pontos de informação e parques de merenda nas povoações.
Pavimento: saibro nos caminhos rurais e betuminoso nos caminhos municipais
Meio Natural: Sitio de Monfurado, inserido na Rede Natura 2000. Área dominada por importantes montados de sobro e azinho, bastante bem conservados, numa região tipicamente mediterrânica. É uma zona de grande importância para a conservação de diversas espécies de morcegos
Património cultural: Conjuntos urbanos de Évora, Valverde, Guadalupe, Boa Fé e S. Sebastião da Giesteira.
Património histórico: na beira dos percursos, encontram-se muitas construções de variadas idades, desde o Neolítico até à actualidade.
Nível de dificuldade: variável, com as maiores inclinações nos troços entre as Ribeiras de S. Brissos e de Valverde, em especial entre Valverde e os Almendres.
Ligações: a rede de Percursos de Monfurado estende-se pelo Concelho de Montemor-o-Novo. Em Évora, tem proximidade a outros Percursos Ambientais.
Cartografia: Cartas Militares 1:25.000 n.ºs 447, 448, 458, 459, 460 do Instituto Geográfico do Exército.
Betetistas e amantes da natureza, vamos assinar e voltar a ter o trilho. não vamos ficar calados.
Os Percursos Ambientais de Monfurado constituem um conjunto de variados caminhos públicos, rurais ou municipais, que interligam as povoações do Concelho. Estes Percursos criam uma rede que permite o acesso a áreas de interesse cultural, ambiental e paisagístico de Évora, como os monumentos megalíticos existentes nesta área e o Sítio de Monfurado, lugar classificado como pertencente à Rede Natura 2000.
Todos os caminhos acessíveis a pé ou de bicicleta deixaram de existir desde 7 de Dezembro de 2013.

7 comentários:

  1. Foi antes o Ernesto, e é agora o Pinto de Sá. Todos baixam as calcinhas. Já assinei a petição, e ainda estou à espera desse resultado. Fica a sugestão para os ciclistas que queiram usar o percurso: levem um alicate de corte no bolso...

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    1. O Ernesto já não estava na CME quando o caminho foi corto, foi aliás ele que o mandou sinalizar e conservar.

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  2. Foi um ato criminoso e ilegal mas para a nossa autarquia dá muito trabalho e é melhor ficar assim.

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  3. Assusta-me o meu povo e de manias, agora e correr fazer caminhadas ou bicicleta. Todavia nao leem, desde que o texto tenha mais de 5 linhas, acham intragavel, mas se for uma marotona é cool. Somos so corpo, cerebro de 90% nao existe para pensar, depois qualquer xico esperto os engana adoram ser nescios

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    1. Não entendi??? será que sou eu o néscio, ou o seu post não tem pés nem cabeça. De que lado está, dos aldrabões e vigaristas que fecharam uma estrada centenária?.

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  4. A Câmara CDU faz tanto como o Governo PS vai fazer.

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  5. Fizeram (PS/PSD) uma Lei que dá poder aos latifundiários para cortar os caminhos de uso público, que atravessam as suas herdades. A tal lei prevê que a única forma de contestar os latifundiários é através de uma acção judicial.

    Neste blogue FINGEM desconhecer a tal lei absurda e cascam na Câmara Municipal. Estamos conversados sobre a bondade do escriba.

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