segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Não queremos ser manipulados


Abalados pelo choque do horror, pela pena e pela compaixão pelos mortos e feridos – podíamos ser nós, podia ser eu, podiam ser os nossos amigos próximos – assistimos ao cortejo habitual das vociferações, das gesticulações, das grandes ameaças no vazio.
Todos sentimos que as polícias têm que fazer o seu trabalho, que a justiça deve poder julgar os crimes. E é porque todos o sentimos que é tão fácil gesticular – enviar a tropa, milhares de soldados que nada sabem de terrorismo urbano, bombardear meia-dúzia de posições do Estado Islâmico (EI), decretar estados de emergência – cujo efeito é, como se costuma dizer “psicológico”. Ou seja, manipulatório, porque o que falta é agir de verdade e não manipular as nossas “psicologias”. Sabemos, pelo contrário, que coisas essenciais nos escapam: praticamente todos os terroristas que cometeram os últimos atentados em França (Merah em Toulouse, Coulibaly and Co. em Janeiro contra o charlie Hebdo, e agora os de Novembro), todos, dissemos, estavam referenciados como a) terroristas, b) formados nos campos do Médio Oriente e Afeganistão para matar, e c) capazes de agir em qualquer momento. Muitos deles com fichas “S” (especiais Segurança do Estado) bem preenchidas. Faziam parte dum “viveiro” letal, onde cada morto ou preso ou desaparecido é susbstituido por dois outros. No exterior, um país como a França expõe-se a estas represálias (que é o que são os atentados) pla sua actuação no Mali (intervenção contra as milícias islamistas do Sahel, o que parece correcto, mas para salvar um governo corrupto, um exército formado e armado pela França e pelos EUA, que fugiu perante os assaltantes ou se juntou a eles). Na República Centro-Africana, intervém para “separar” as milícias “cristãs” das milícias islamistas, melhor, para apoiar as primeiras contra as segundas. No Médio Oriente, combate na Síria (com uma moleza que denuncia a falta de visão estratégica) contra um Assad que apoiam as milícias Chiitas do Hezbollah libanês e os Chiitas do Irão, os quais combatem os Sunitas do EI na Síria e no Iraque. Neste país, a França apoia o “Governo Iraquiano” Chiita, contra o EI Sunita. Ao mesmo tempo, vende (de concerto com a Alemanha) o armamento mais sofisticado do momento à Jordânia (Sunita), e sobretudo, em volumes escandalosos, à Arábia Saudita, Sunita. Esta exporta um Sunismo extremista,Wahabita, e sustenta o EI (Sunita, wahabita), com financiamento e armas. O mesmo fazem o Quatar e os Emirados A.U., governados por Sunitas extremistas. Quando a Rússia intervém, bombardeia os rebeldes anti-Assad e poupa o EI.
O EI não está portanto sozinho e abandonado. A sua barbárie sem limites, exibida com a precisa intenção de horrorizar e amedrontar, decapitações, genocídio dos Yazidis, e atentados como os de Paris, é instrumental. Mas enquanto o horror se exibe, os negócios continuam, “as usual”. O EI apoderou-se de campos e de refinarias de petróleo que continuam a produzir. Avaliam-se os rendimentos retirados desse negócio em cerca de 500 milhões de dólares por ano. Estes fundos, a par com os que foram capturados nos cerca de trinta bancos de que o EI se apoderou nas zonas conquistadas, são movimentados com toda a normalidade: pagamentos e transferências internacionais a correr “as usual”. Não foram decretadas quaisquer sanções internacionais contra esses bancos, nem quaisquer controlos sobre esses fundos. Mas quem compra o petróleo do EI? Somos nós, ele circula nos depósitos dos carros europeus, depois de ter atravessado a Síria, entrado na Turquia em contrabando (milhões de barris de… contrabando), branqueado nessa nossa querida aliada da NATO que é a “democrática” se bem que islamo-conservadora … e sunita – a Turquia, e, dizem os especialistas do mercado dos petróleos, a preços equivalentes ao terço dos preços mundiais: é só benefício.
Assim, quando jornais, televisões, rádios nos “informam” que os aviões franceses bombardearam Raca, a “capital” do EI na Síria, onde largaram umas bombas em “retaliação” – uma “resposta vigorosa”, temos o direito de desconfiar do que nos estão a fazer: manipulação intolerável. Não queremos que se utilize a mnossa emoção para acentuar a degradação dos direitos cívicos, desde a liberdade de circulação e de associação, à liberdade de expressão, e à liberdade de consciência, que a propaganda insidiosamente destrói. Temos o dever de exigir responsabilidades aos governantes europeus: vendas de armas (milhares de milhões de euros) a ditaduras terroristas, cumplicidade comercial e financeira com os circuitos do EI, intervenções desastradas para salvar regimes corruptos, jogos com os amigos dos nossos inimigos e com os inimigos dos nossos amigos, sendo os inimigos verdadeiros e os amigos todos falsos, tudo isso e o resto explica, sem justificar, o ódio ao “Ocidente” por parte dos extremistas islâmicos. Quanto ao lugar e à influência específica do Islão enquanto ideologi religiosa e política em tudo isto, e ao seu lugar no Ocidente, são questões que, por serem tão complexas, terão que ficar para mais tarde.

José Rodrigues dos Santos 
Évora, 16 de Novembro de 2015.

27 comentários:

  1. via o diario

    A responsabilidade dos EUA na perigosa vaga de terrorismo - primeira parte

    Os trágicos atentados terroristas de Paris foram condenados a nível mundial pela humanidade solidária com o povo francês, alvo da monstruosa e repugnante chacina.

    Milhões de palavras sobre o acontecimento foram escritas ou pronunciadas em dezenas de países em muitas línguas.

    Dirigentes políticos, personalidades destacadas, politólogos de serviço nos grandes media, comentaram os atentados.

    Chama a atenção o facto de na Comunidade Europeia nenhum chefe de estado ou de governo ter nas suas intervenções abordado a questão fundamental das causas da vaga de terrorismo que assola o mundo. Obama também se absteve de tocar no tema.

    Qual o motivo de tão estranha omissão? Resposta é simples, mas incómoda para os detentores do poder.

    O principal responsável pelo alastramento do terrorismo que condenam e dizem combater é o imperialismo americano.

    Antes da primeira Guerra do Golfo não existiam praticamente organizações terroristas que preocupassem o Ocidente capitalista e os crimes desse tipo eram pouco frequentes.

    Durante o governo de Carter, Brzezinsky persuadiu o presidente a criar no Afeganistão uma situação caótica que forçasse a União Soviética a enviar um contingente militar para aquele país. Nas suas memórias o assessor de Carter assume com orgulho essa responsabilidade. Foi a CIA, com o aval da Casa Branca, quem criou no Paquistão os acampamentos onde foram treinados, financiados e armados os lideres mujahedines que dirigiram a luta contra a Revolução Afegã. Reagan recebeu em Washington como hóspedes de honra os dirigentes das Sete Organizações Sunitas de Peshawar - alguns traficantes de droga milionários – designando-os como «novos Bolívares» e «combatentes da liberdade»

    Quando esse bando, destruída a Revolução Afegã, se envolveu em guerras civis intermitentes, os EUA criaram, também no Paquistão, os Talibans. Armados por Washington, os «estudantes de teologia» invadiram e conquistaram o Afeganistão. Retiraram o ex-presidente Najibullah da sede da ONU onde se tinha asilado, enforcaram-no num poste e impuseram ao país um regime islâmico medieval.

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    1. Isto é conversa da treta, aqueles que procuram justificar os atentados e as carnificinas dos terroristas, procuram sempre encontrar nos Estados Unidos um culpado, isto porque se envergonham da "mansidão" com que tratam os terroristas islâmicos, e do contorcionismo que fazem para no limite justificarem os seus atos.
      O que é preciso é que o mundo civilizado acabe, rapidamente, com aquela canalha, se a sua religião espera pelo apocalipse que ele lhe caia já em cima dos cornos.

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  2. via o diario

    A responsabilidade dos EUA na perigosa vaga de terrorismo - segunda parte

    Os antigos aliados passaram a ser considerados pela Casa Branca uma perigosa ameaça. O Afeganistão, graças aos mestres norte americanos, emergiu no mundo muçulmano como «a universidade do terrorismo».

    Após os atentados do 11 de Setembro de 2001,os EUA invadiram e ocuparam o país quando o mulah Omar, líder taliban, recusou entregar-lhes Osama Bin Laden.

    Transcorridos 14 anos, o balanço dessa agressão é desastroso. Hoje o Afeganistão é o maior produtor mundial de heroína e dali saem fornadas de terroristas para a Africa, o Médio Oriente, a Europa e os EUA.

    De alunos, os afegãos passaram a professores. Na Argélia, no Egito, no Iraque, no Irão, «especialistas» afegãos participaram de muitas ações criminosas.
    Porventura renunciaram os EUA a utilizar terroristas islâmicos nas suas guerras de agressão? Não.

    Na Líbia, as milícias que tiveram papel decisivo na luta contra Kadhafi (por elas assassinado) foram criadas e treinadas pela CIA e pelos serviços secretos britânicos. Em breve se tornaram também incontroláveis, gerando o caos num país destruído pelo imperialismo.

    Na Síria, Washington, na tentativa de derrubar Bashar al Assad e recolonizar o país, armou e financiou os grupos terroristas que combatem o regime de Damasco.

    Quando irrompeu na Região a praga do jihadismo, e as noticias sobre os crimes monstruosos cometidos pelos seguidores do autointitulado Estado Islâmico começaram a correr pelo mundo, a humanidade, horrorizada, teve dificuldade em compreender como surgira e se formara aquela seita de fanáticos assassinos.

    Prestigiados media de «referência» dos EUA contribuíram para que gradualmente se dissipasse o véu de mistério que envolvia os criminosos do EI. Sabe-se hoje – graças em parte a artigos publicados naquele país - que muitos dos atuais lideres jihadistas foram formados por mestres da CIA com outros fins.

    Não há como negar a evidência: o imperialismo estado-unidense é o principal responsável pela perigosa vaga de terrorismo que alastra pelo mundo.

    A sua resposta – já principiou em França - será, na América e na Europa, como aconteceu após o 11 de Setembro, intensificar a repressão contra os seus próprios povos.

    OS EDITORES DE ODIARIO.INFO

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  3. "".....cumplicidade comercial e financeira com os circuitos do EI....."

    Explique-se homem! Mostre lá à gente onde estava e o que viu desses circuitos.

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  4. Nao podia concordar mais!
    Lurdes

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  5. Qual a diferença entre os terroristas sem Estado e os terroristas de Estado?
    Assassinar com Drones é melhor que assassinar com homens-bomba?

    Será lícito, credível e coerente chorar baba e ranho pelas vítimas ocidentais e ignorar as vítimas asiáticas e africanas?
    Será lícito, credível e coerente chorar baba e ranho pelas vítimas ao mesmo tempo que se continua a armar e financiar os terroristas sem Estado e a enviar "bombas democráticas" sobre populações civis?

    Não estará na altura de denunciar a hipocrisia e todas as formas de terrorismo (seja ele de Estado ou sem Estado...)

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  6. Escravatura, Colonialismo, Negócio das armas, Sida, Ébola, Ópio, Anti comunismo, Talibans, Isis, Religião, Mentira, doenças que o Capital promove e propaga para dominar e explorar a humanidade.

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  7. Deixemo-nos de hipocrisia! Olhemos para o que se passou, sexta-feira, 13 de Novembro, em Paris, de uma maneira objectiva, sem nos deixarmos iludir pela monumental campanha de intoxicação mental montada e desencadeada pelo imperialismo e seus lacaios.

    Rejeitemos as visões moralistas do caso e vamos aos factos. Na era da globalização, já não há guerras mundiais entre nações, ordenadas em eixos beligerantes opostos. Na era da globalização toda e cada guerra é mundializável e as que já estão em curso já estão todas mundializadas.

    Eanes teve esta infeliz declaração, falando de Castelo Branco: “Tenho que concluir que é necessário atuar coordenada e concertadamente para liquidar de vez o Estado Islâmico”. Mas concluiu mal, como já tinha concluído mal em 1964, quando pensava que era preciso destruir o terrorismo na Guiné, em Angola e em Moçambique, e eu lhe garantia que o que era preciso destruir seria o colonialismo português, ele sim, terrorista e causa única de todo o chamado terrorismo nas nossas colónias. Dez anos mais tarde, em 1974, Eanes já tinha entendido que o colonialismo era a causa de todos os nossos males, incluindo o terrorismo, e, muito coerentemente, ajudou a derrubar, em Abril, a causa de todas as causas.

    Eanes volta agora a cometer o mesmo erro, quando confere prioridade ao combate para liquidar o Estado Islâmico, em vez de conferir total e absoluta primazia à luta pelo isolamento e derrube do imperialismo.

    O imperialismo, ele próprio terrorista, é que é a causa real do terrorismo no mundo. Enquanto houver imperialismo, haverá violência terrorista.

    O Papa Francisco também condenou, da janela da Praça de São Pedro, o ataque a Paris, mas não se viu Bergoglio, nem nenhum dos seus antecessores, condenar o terrorismo da França no Mali, na Nigéria, no Chade, na Líbia, no Iraque, no Afeganistão ou na Síria.

    Onde em Eanes vejo apenas um erro, que há-de levar mais dez anos a corrigir, em Bergoglio vejo a suprema hipocrisia da Santa-Sé na política das coisas do mundo.

    Examinemos então os factos ocorridos em Paris na última sexta-feira, os seus objectivos, as suas causas, as suas consequências. Mas examinemo-los sem hipocrisia, contra aquela baba nojosa com que os jornalistas (com excepção para Jorge Almeida Fernandes) e os órgãos de comunicação social do imperialismo e da reacção mundial tentam afogar a inteligência dos povos do mundo.

    Três brigadas, num total de oito jiadistas jovens, vestidos de negro e cara descoberta, armados com espingardas automáticas AK47 (Kalashnikov) de fabrico russo e cintos explosivos, executaram um plano de ataque militar, longamente pensado e minuciosamente organizado, a determinados alvos rigorosamente escolhidos com o objectivo de despertar a consciência do povo francês, dos povos da Europa e de todo o mundo para a natureza e significado políticos que o governo de François Hollande, continuando aliás a política de Sarkozy, tem posto em prática contra os povos do norte do Mali, da Nigéria, do Chade e, conjuntamente com o imperialismo ianque e demais lacaios, na Líbia, na Síria, no Iraque e no Afeganistão, e que já causou, nos últimos catorze anos e numa guerra que se mundializou desde Marrocos ao Afeganistão, mais de dez milhões de mortos entre os povos árabes e muçulmanos, para controlo do petróleo do Oriente Médio.

    Paris a ferro e fogo, porque quem com ferro mata com ferro morre!

    Devemos lamentar as vítimas civis? Com certeza. Não apenas as vítimas europeias, mas também as vítimas libanesas, sírias, iraquianas, afegãs e de outros países e regiões onde o imperialismo leva o seu terrorismo.

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    1. "executaram um plano de ataque militar, longamente pensado e minuciosamente organizado, a determinados alvos rigorosamente escolhidos com o objectivo de despertar a consciência do povo francês, dos povos da Europa e de todo o mundo para a natureza e significado políticos que o governo de François Hollande, continuando aliás a política de Sarkozy, tem posto em prática contra os povos" etc.... Desculpa e aprova essa acção de "despertar a consciência" etc. Porque não assina, já agora?

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  8. Os apoiantes dos terroristas procuram desviar as atenções culpando os americanos e o países democráticos em geral dos atentados.
    Eles estão no meio de nós.

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    1. Olha que os americanos foram e continuam a ser apoiantes dos terroristas. Até lhes chamaram "combatentes da liberdade" quando invadiram a Síria. E através da Arábia Saudita encheram-nos de armas e deram-lhes formação militar.

      Tens de ter mais cuidado, quando olhas para o mundo através dos ecrãs das TV's.

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  9. O Golpe não Passará.

    È tempo de nos prepararmos,Cavaco e a direita mais reacionária preparam-se para a Golpada(deve ser para comemorar o 25 de novembro),somos Todos convocados a vir para a Rua defender a Democracia e travar o Golpe que Cavaco e seus aliados estão a preparar contra o Povo,a Constituição e a Democracia.

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  10. Sr José Rodrigues dos Santos,
    e portanto, com tanto mal que o Ocidente tem feito, fogo contra o Ocidente. Certo?

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    1. É exactamente o contrário do que penso e digo. Atacar o EI é não só legítimo como estritamente indispensável. Eles não vão ficar por aqui.

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  11. O Golpe contra a Constituição tem que ser travado,Cavaco Não Passará!

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  12. Chegou a Hora de defender a DEMOCRACIA.

    Contra o Golpe em curso .

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  13. Está em curso uma tentativa de Golpe,liderada por Cavaco,Passos e Portas.

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  14. Não podemos envergonhar-nos do mundo ocidental e dos valores que defendemos.
    Esta teoria da conspiração que vê a mão dos Americanos em tudo o que acontece é para esconder simpatias com regimes e estados terroristas que vivem, ainda, na idade média. Que às tropas da coligação, os russos e a outros não lhe falte o arsenal bélico enquanto existir um terrorista vivo, por forma a permitir que os refugiados que hoje fogem daquela escumalha possam um dia voltar naos seus países e refazer as suas vidas num clima de paz e de prosperidade económica e social.

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    1. Há uns dias chamavas a esta escumalha do dito Estado Islâmico, combatentes da liberdade....
      Agora que o feitiço se virou contra o feiticeiro, clamas contra os fantasmas que te povoam a consciência.

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    2. Concordo no essencial. Mas a "guerra ao terrorismo" não pode ser ganha. O que pode garantir uma vitória contra essa barbárie é uma mudança de fundo quanto às políticas internas em relação às populações de origerm ou de religião islâmica: secar as fontes de recrutamento.

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    3. Antes do 25 de Abril também andamos por cá a ouvir a cantilena do combate ao terrorismo que diziam existir nas colónias portuguesas. Era preciso acabar com os "turras" e defender a civilização ocidental, diziam.

      Acabado o colonialismo, desapareceu o terrorismo.

      Ou seja, o mal estava no colonialismo, sendo o "terrorismo" a resposta que os povos encontraram ao colonialismo que lhes sugava as riquezas e obrigava a viver na miséria.

      Acabem, pois com o neocolonialismo da potencias ocidentais sobre países soberanos, e acabar-se-á o terrorismo. Deixem os povos governar-se e governar os seus países e as suas riquezas e acabar-se-á o terrorismo.

      Não pode é continuar este cinismo e fingimento de que nada se passa não existem razões objectivas para o terrorismo proliferar.

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    4. Não!, acabado o colonialismo não desapareceu o terrorismo. Antes pelo contrário, aumentou. Ou não tens andado por cá?

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  15. @15:49
    Chamar "teoria da conspiração" à denuncia do crime de ingerência num estado soberano?
    Não basta o que é hábito os EUA e a Nato fazerem, desde a 2ª guerra mundial?
    Não basta o que fizeram no Afeganistão?
    Não basta o que fizeram no Norte de África?
    Não basta a denuncia dos próprios americanos?
    http://www.presstv.ir/Detail/2015/11/14/437661/US-ISIL-Republican-candidate-Santorum
    Que mais provas são necessárias?

    Se não fosse a Rússia e os atentados de Paris, ainda hoje os EUA estariam a proteger o Isis em vez de os atacar.
    Os EUA estão-se nas tintas para as perdas humanas, para a liberdade, para a democracia e para a justiça. O que querem é derrubar o Al Assad, porque ele é aliado da Rússia e do Irão, e está no caminho do petróleo que os EUA e Europa querem roubar.

    A Rússia libertou a Europa do Napoleão (Francês) e do Hitler (alemão).
    Mais uma vez a Rússia está a ajudar a Europa mal agradecida.

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    1. Esta russofilia bacoca mete dó. Ó pá, a URSS morreu, pá, apodreceu por dentro e paf! (salvo seja).

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  16. O Estado Islâmico foi o grupo terrorista que mais foi apreciado pelo Ocidente, ajudou Israel a livrar-se do seu grande inimigo e, muito provavelmente, a anexar definitivamente os Montes Golan, daí que sejam muitos os que apontem o dedo à Mossad, ajudou a Turquia a matar curdos e xiitas.

    A Arábia Saudita ajuda a Al Qaeda no Yemen faz é em nome da liberdade pois os Houtti serão apoiados pelo Irão.

    Os inimigos do Irão, da Rússia ou da Síria, do Hezbollah ou dos palestinianos são amigos do Ocidente, de Israel, da Turquia e da Arábia Saudita. Desde que as coisas não passem para a comunicação social podem matar indiscriminadamente, podem matar livremente os alauitas e curdos na Síria, podem fazer desaparecer os Houttis do Iémen, podem eliminar xiitas na Síria, Iraque, Líbano, Israel.

    Recordo-me de ver os mesmos chechenos que hoje são os mais extremistas entre os extremistas do Estado Islâmicos serem recebidos na Europa Ocidental como democratas e libertadores vítimas da tirania russa, os fascistas ucranianos que querem fazer desaparecer culturalmente quase metade da população ucraniana e que tiveram um passado de apoio ao nazismo serem agora aclamados como grandes democratas, o Estado Islâmico estava a libertar a Síria de um ditador.

    O Ocidente começa a ser vítima da hipocrisia de alguns governos (e da NATO nada digo não vá o Cavaco excomungar-me ou mesmo extraditar-me para as Berlengas), do jogo sujo e das cumplicidades duvidosas dos seus serviços secretos.

    Enquanto a Europa se entreteve a destruir os laços com a imensa Rússia de que precisa, em vez de combater o terrorismo, as organizações terroristas estabeleceram-se como Estados organizados. Mais um pouco ainda entravam para a OMC para mais facilmente comprarem armas a Israel, carros ao Japão e vender crude ao Ocidente.

    Agora, se não se importam, deixem de chorar lágrimas de crocodilo…
    Por uma vez que seja, tenham a coragem de denunciar o IMPÉRIO, o maior responsável pelo TERRORRISMO no mundo.

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    1. Muda de fornecedor que o que tens anda a vender-te erva estragada.

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