quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Estreia hoje na Biblioteca Pública de Évora


Um projecto de Álvaro Côrte-Real, Rosário Gonzaga, Victor Zambujo (actores) e Luís Varela (guião e encenação)

Entrada livre (lotação limitada)
Reservas: 266 731 500

Partindo de um conjunto de documentos autênticos (entrevistas, depoimentos, discursos, textos programáticos de partidos políticos... mas também excertos de espectáculos em que participaram), uma actriz e dois actores propõem-se partilhar com uma pequena assembleia de espectadores as suas memórias de jovens artistas de teatro no Centro Cultural de Évora durante os anos da Reforma Agrária. Chamam para essa evocação Álvaro Cunhal, Dinis Miranda, Manuel Vicente, Rogério Arraiolos e tantos outros... mas também Luis Valdez, Brecht, Tankred Dorst.
Primeiro como alunos do grupo I da Escola de Formação Teatral, depois como actores permanentes da companhia, Álvaro Côrte-Real, Rosário Gonzaga e Victor Zambujo foram testemunhas dessa grande transformação social e política que se produziu no Alentejo logo depois da Revolução de Abril. A digressão permanente com espectáculos de pequeno formato pelas freguesias rurais do Alentejo confrontou-os mais do que uma vez com momentos cruciais da Reforma Agrária: ocupações, manifestações de rua (com alegres bandeiras vermelhas umas, com graves bandeiras negras outras), entregas de reservas, o assassinato de Casquinha e “Caravela”, conferências da Reforma Agrária. As dezenas de peças em que participaram nesse período foram muitas vezes catalisador de debates e de trocas de ideias sobre a relação do trabalho teatral e do trabalho cultural em geral, o seu trabalho, com a outra realidade vivida nos campos do Alentejo, a das UCP/Cooperativas.
Se se entender o público como um dos elementos estruturantes do fenómeno teatral, então o fim da Reforma Agrária foi também o fim do tempo de um certo modo de fazer teatro: houve um público da Reforma Agrária e houve um teatro na Reforma Agrária. Chamar ao palco vozes desse público, fazedores da História, e alguns momentos desse teatro de há quarenta anos é mais do que uma homenagem ou uma evocação: é a reafirmação do sentido do encontro do
Teatro com o Mundo.

Apoios: CME, União de Freguesias de Évora e BPE

5 comentários:

  1. Reforma agrária ou roubo que os contribuintes ainda estão a pagar? Só deviam pagar os comunas

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    1. O que os contribuintes portugueses estão a pagar são os subsídios para deixar as terras ao abandono.
      Os que os contribuintes portugueses estão a pagar, são os subsídios para abater navios e barcos de pesca.
      Os que os contribuintes portugueses estão a pagar, são as trafulhices dos donos do BPN, BPP e BES

      Isso, e outras parecidas, é que os portugueses que trabalham por conta de outrem estão a ser OBRIGADOS a pagar.

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  2. Os contribuintes estão a Pagar os Roubos dos amigos do Cavaco,BPN,BPP,BES,PPP,a corrupção generalizada que tomou de assalto o aparelho do Estado pela Direita e extrema-direita,os subsídios aos grandes lavradores,para comprarem carros de topo de gama,construção de vivendas........os pequenos agricultores vivem com dificuldades e sem acesso aos subsídios..........estes tem sido os grandes Roubos do Cavaquismo.

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  3. O assassinato pela GNR de dois trabalhadores rurais,CRIME que nunca foi julgado.

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  4. Coitadinhos do agrarios que foram "vittimas" da reforma agraria. Um grande agrario eborense tinha uma herdade para venda em 1975 pela qual pedia 25000 contos e nunca consegiu vende-la ate porque estava hipotecada. Da-se a ocupaçao da dita e passados meia duzia de anos e-lhe devolvida. Espanto do Sr. deram-lhe os 25000 contos e sem hipoteca e fica com a herdade. Dizia o agrario bstante conhecido em Evora, que os maiores amigos que tinha tido foi seu pai"um menino de ouro" e Alvaro Cunhal. a divida de 231000 milhoes de euros tambem ha muito que pertence a essas chorudas indmnenizaçoes pagas pelo desgraça do contribuinte. Os agrarios devem e estar agradecidos tinham tudo hipotecado reaveram sem hipoteca e com milhoes de euros

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