domingo, 15 de novembro de 2015

A França que amo - a da Liberdade, Igualdade, Fraternidade - está em perigo.


Luto pelas vítimas, compaixão pelas famílias e amigos dos mortos e dos feridos. E ansiedade quanto ao que aí vem. Gostaríamos de poder acreditar que a população francesa em geral, e a população de origem europeia em particular seja capaz de evitar a generalização: por causa dos extremistas Árabes e Muçulmanos, uma minoria, castigar todas as comunidades árabo-islâmicas. Agravar a discriminação no quotidiano; agravar a pressão policial "au faciès", ou seja, pelo aspecto físico das pessoas; agravar a hostilidade surda e dar uma espécie de justificação "moral" aos ataques físicos contra essas comunidades, contra as pessoas; justificar os atropelos aos direitos fundamentais em nome da luta contra os fundamentalismos; agravar irremediavelmente o fosso entre europeus e magrebinos. Impedir a inserção pacífica dos Muçulmanos em nome da "segurança": proibir-lhes lugares de culto, mesquitas... se bem que sejam cidadãos franceses... A histeria da extrema-direita, à beira de eleições, ganha ainda mais força: a França que amo, - a da Liberdade, Igualdade, Fraternidade - está em perigo. JRdS

José Rodrigues dos Santos

14 novembro, 2015 09:40

4 comentários:

  1. Faleceu o escritor e escritor eborense, Joaquim Palminha da Silva. Evora fica mais pobre paz a sua alma, descanse em paz

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  2. 1
    A Liberdade, a Igualdade e a Fraternidade, é a França que toda a gente ama, e que é o fundamento de todas as constituições.
    Mas a França é também o Camboja, o Vietname, o Pétain, a Argélia, a Frente Nacional, o Le Pen, e muito recentemente, a desestabilização, bombardeamento, destruição e sofrimento na Tunísia, Líbano, Egipto, e Síria.
    E essa França é escondida, não é elogiada e amada, senão pelos xenófobos, racistas, colonialistas e outros animais predadores, que se alimentam e exploram os mais fracos e indefesos.
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    Desde o século XV, graças aos portugueses, que a Europa de habituou a viver à custa das colónias que fundou em todo o mundo: África, Américas, Pacífico, Índia, China, Japão (só a Rússia escapou ao colonialismo Europeu, porque rechaçou as invasões francesa e alemã, provocando grandes transformações na própria Europa; por isso a Rússia é tão odiada pelas europeus e pelo capital).

    De facto, há 500 anos que a riqueza, desenvolvimento e prosperidade da Europa foi sustentada pela exploração dos recursos roubados ao resto do mundo, com o apoio criminoso da Igreja Católica, tratando os povos como escravos, impondo-lhes governos de tiranos, fantoches corruptos, para os manter ignorantes e subdesenvolvidos. Para lhes negar a Liberdade, a Igualdade, e a Fraternidade.

    Quando os povos colonizados decidem fugir do inferno que os europeus criaram nos seus países, para onde hão de ir se não para a Europa da liberdade, da igualdade e da fraternidade?
    Quando ganham consciência da injustiça a que estão sujeitos desde que o colonialismo se instalou nas suas famílias, a quem hão de culpar se não à cínica e desumana Europa?
    Quando decidem vingar-se dos bombardeamentos e do terror, que arrasam os seus lares, cidades e país, o que hão de fazer se não levar o terror aos lares, cidades e países do inimigo?
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    Quando a Rússia colocou um travão ao golpe expansionista dos nazi fascista na Ucrânia, fantoches apoiados pela Europa e EUA, foi acusada de lutar contra a liberdade e a democracia, declarada fora da lei.
    Quando a Rússia começou a bombardear o Isis na Síria, era porque estavam a bombardear os terroristas bons inimigos do Al Assad.
    Agora, depois do atentado de Paris, já dizem que o Al Assad não é o mal maior e vão passar a bombardear o Isis.
    De facto esta canalha da Europa desmascarou-se:
    Como é óbvio a guerra que iniciaram na Síria, apoiando o Isis contra o Al Assad, foi uma estupidez criminosa.
    Destruíram a Síria, mataram milhares de sírios, provocaram uma invasão de refugiados à Europa, tudo para apear um alegado tirano.
    Para agora que o mal lhes bate à porta, chegarem à brilhante conclusão que se enganaram no inimigo.
    4
    A Europa está entregue a gente ignorante, incompetente e desumana.
    E Portugal entrou para esta coisa sem saber no que se estava a meter, como bem avisou um bom amigo que já cá não está.

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  3. " Quantas mortes separam as Lajes do Tribunal de Haia ?"

    (Hermínia Saraiva,Diário Económico)


    16 de Março de 2003 nas Lajes,George W.Bush,Tony Blair,José Maria Aznar e José Manuel Durão Barroso,foram estas as criaturas que deram ordem ao inicio da Tragédia,que hoje se abate sobre o Mundo.

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  4. Esta gente sao criminosos de guerra, mas ao inves de estar presos dao conferencias, mas se fosse a eles nao estariam tao seguros e ha um cherne do psd no meio destes abutres

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