quarta-feira, 28 de outubro de 2015

A aritmética necessária

Os portugueses que votaram no passado dia 4 não estão preocupados onde se funda a legitimidade política do próximo governo. Se resulta das regras escritas ou das não escritas.
Parece-me a mim que a maioria dos eleitores estará preocupada se o dinheiro para vivermos como comunidade política, se chega e a que preço. O resto é demasiado folclore.
Na verdade, o que se coloca ao país não é mais do que uma questão de credibilidade. Isto é, qual a solução politica que melhor garante a médio e longo prazo o desenvolvimento, o emprego e a dignidade aos nossos concidadãos. É a esta a questão, nem mais, nem menos.
Ora, um eventual governo suportado pela maioria parlamentar de esquerda, em virtude do que se conhece dos programas apresentados, tanto pela CDU, como, também, pelo Bloco, trará um aumento inexorável do défice público. Claro que a pergunta a colocar deverá ser: qual é a forma a adotar por estes senhores para que o tratado orçamental possa vir a ser observado.
Salvo melhor opinião, não há uma segunda via, só com o recurso do aumento da receita. Mas como é que vão aumentar a receita, se afirmam todos os dias que pretendem diminuir a carga fiscal para que as famílias possam ter mais rendimento para poderem consumir mais. Esquecem-se ou pretendem fazer-nos esquecer que estas medidas foram aquelas que conduziram o país, por três vezes, desde o 25 de Abril, à bancarrota.
Por conseguinte, a bem do país e dos portugueses, estou absolutamente convencido de que a solução que melhor nos serve é aquela que resulta dos programas dos partidos que defendem a Europa e as organizações internacionais. Por isso, a aritmética que deverá realmente preocupar-nos, não é aquela que resulta de formalismos de ocasião e de conveniência. Mas sim, aquela que vá ao encontro do futuro dos portugueses.

José Policarpo (crónica na rádio diana)

8 comentários:

  1. Se os burros falassem, que é que diziam?
    Alarvidades?
    Propaganda fascista?

    Graças a Deus, os burros só conseguem zurrar.

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  2. O Senhor Policarpo sabe bem que quem nos conduziu á Bancarrota foram os Amigos de Cavaco,BPN,BPP e BES.

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  3. Durante quatros anos a divida aumentou,o empobrecimento da maioria das famílias foi Brutal,vem este queque falar de rigor.

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  4. Esta gente tem memoria de formiga!Nos 4 anos fomos governados pela troika por estarmos falidos devido a orgia e a festa socialista de esquerda , o seu barão maior Sócrates queimava por semana 50 mil euros em luxos.Se estamos falidos não ficamos com menos divida ou em melhores condições de vida é óbvio,a nova maioria de esquerda se não tiver cuidado daqui 5 meses entramos novamente em resgate financeiro,fica o aviso depois não chorem!

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  5. O maior arruaceiro de Portugal já convocou uma Concentração junto do Parlamento quando o Passos Coelho apresentar o Programa do Governo.
    Mas que grande democrata é esse senhor. E diz que defende os trabalhadores e tudo.
    Quer fazer chantagem sobre o Parlamento e ninguém o prende.
    Portugal é mesmo uma República das bananas. Até quando?

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  6. Deve ser muito triste ser-se policarpo, só se ver o défice, as contas, tremer perante os mercados, ajoelhar-se perante a prepotência dos banqueiros e quejandos.
    Deve ser muito triste ser-se policarpo, ignorar as pessoas, as crianças com fome,a pobreza dos idosos honrados, a perda de dignidade do homem que sempre trabalhou honestamente e agora,desempregado, estende a mão à caridade por culpa de filhos da puta desumanos que preferem equilibrar contas a equilibrar as vidas das pessoas.
    Deve ser muito triste ser-se policarpo... eu prefiro ser gente!
    Carvalho

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  7. Oh Carvalho,
    és da mesma laia do Eduardo Luciano. Aqueles com quem não concordas são filhos da puta.
    Assim vai a cidade de Évora comandada por um comuna.
    É a Esquerda a mandar, senhores!

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    1. Prefiro ser da "laia do Luciano", como você diz, do que ser da laia dos salazarentos, como você parece ser. Vá-se curar!

      Carvalho

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