quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Apenas nomes

O Presidente da República dirigiu-se aos portugueses e indigitou o líder do PSD para formar governo. Até aqui nada de estranho ou de particularmente dramático, independentemente de achar que, com o chumbo anunciado na Assembleia da República, pode o Presidente da República ter colocado numa situação pouco confortável o futuro ex-primeiro-ministro.
Mas o Presidente não fez apenas esse anúncio. Dirigiu-se aos portugueses para lhes dizer que não conta com um milhão de concidadãos seus para qualquer solução governativa, com ou sem a presença de representantes seus eleitos nos mesmos termos que todos os outros.
Também apelou de forma explícita à dissidência de deputados eleitos por um partido que, entende o Presidente, não pode entender-se com o tal milhão de proscritos.
Fez tudo isto com a habitual inabilidade para o uso da palavra e conseguiu que a maioria dos analistas e comentadores honestos de direita e do centro (os de esquerda, ainda que vagamente, parece terem sido banidos da opinião publicada) tivessem criticado o seu discurso.
Mas pronto, o homem lá indigitou o presidente do seu partido para formar governo e, passados uns dias, apareceu uma lista de homens e mulheres que irão ser o governo do país durante uns dias.
Todas as televisões se entretiveram a passar em revista os nomes apresentados, dissecando características, perscrutando o seu passado e tentando adivinhar o seu futuro.
Independentemente da duração do governo, este exercício de elogio ou crítica a personalidades apresentadas como ministros sempre me pareceu absolutamente estéril.
O que está em causa não são nomes, percursos pessoais ou profissionais, mas apenas e só a orientação política e económica do próximo ex-governo.
Eu confesso que nutro algum respeito, por pessoas que se sujeitam ao vasculhar da sua vida sabendo que irão ser ministros por meia dúzia de dias.
Já não me parecem tão respeitáveis os argumentos dos que acham que a eleição do Presidente da Assembleia da República, realizado por voto secreto, deva ser uma espécie de ritual que garante a eleição do deputado indicado pelo partido mais votado e por isso gostei que, pelo menos desta vez, o arco da governação, que também é da exclusão, não se tenha desenhado sobre as cabeças dos deputados.
Os próximos dias serão ainda mais tensos que os que vivemos desde o dia 4 de Outubro e irá adensar-se a barragem de fogo sobre a alternativa ao governo que tomará posse na próxima sexta-feira.
Se já vale tudo para pressionar, chantagear e amedrontar, nem imagino o que por aí virá. Provavelmente em vez de programas com quatro comentadores do mesmo espectro político, teremos oito a dizerem a mesma coisa.
Continuo com a mesma esperança de há duas semanas. Que seja possível um outro governo, quero lá saber dos nomes, que rompa com o curso político dos últimos anos.
Até para a semana

Eduardo Luciano (crónica na rádio diana)

Évora: esta quinta-feira na livraria Dom Pepe


Dia 29 de Outubro a Dom Pepe Livraria comemora 8 anos e estamos todos de parabéns! Para assinalar esta data trazemos até si o autor Filipe Pathé Duarte que, pelas 18h, nos vai apresentar o seu mais recente trabalho: "Jihadismo Global"! É um tema atual que ganha ainda mais relevância com a atual crise humanitária que assola a Europa! Felipe Pathé Duarte e o Prof. Silvério Rocha-Cunha vêm falar connosco sobre as particularidades do Estado Islâmico e como essa realidade está cada vez mais próxima de nós! Esperamos por si!


quarta-feira, 28 de outubro de 2015

A aritmética necessária

Os portugueses que votaram no passado dia 4 não estão preocupados onde se funda a legitimidade política do próximo governo. Se resulta das regras escritas ou das não escritas.
Parece-me a mim que a maioria dos eleitores estará preocupada se o dinheiro para vivermos como comunidade política, se chega e a que preço. O resto é demasiado folclore.
Na verdade, o que se coloca ao país não é mais do que uma questão de credibilidade. Isto é, qual a solução politica que melhor garante a médio e longo prazo o desenvolvimento, o emprego e a dignidade aos nossos concidadãos. É a esta a questão, nem mais, nem menos.
Ora, um eventual governo suportado pela maioria parlamentar de esquerda, em virtude do que se conhece dos programas apresentados, tanto pela CDU, como, também, pelo Bloco, trará um aumento inexorável do défice público. Claro que a pergunta a colocar deverá ser: qual é a forma a adotar por estes senhores para que o tratado orçamental possa vir a ser observado.
Salvo melhor opinião, não há uma segunda via, só com o recurso do aumento da receita. Mas como é que vão aumentar a receita, se afirmam todos os dias que pretendem diminuir a carga fiscal para que as famílias possam ter mais rendimento para poderem consumir mais. Esquecem-se ou pretendem fazer-nos esquecer que estas medidas foram aquelas que conduziram o país, por três vezes, desde o 25 de Abril, à bancarrota.
Por conseguinte, a bem do país e dos portugueses, estou absolutamente convencido de que a solução que melhor nos serve é aquela que resulta dos programas dos partidos que defendem a Europa e as organizações internacionais. Por isso, a aritmética que deverá realmente preocupar-nos, não é aquela que resulta de formalismos de ocasião e de conveniência. Mas sim, aquela que vá ao encontro do futuro dos portugueses.

José Policarpo (crónica na rádio diana)

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Sampaio da Nóvoa: apoiantes do Baixo Alentejo reúnem-se em Beja no próximo sábado


"O Fado do nosso Cante", esta sexta-feira em Reguengos de Monsaraz


Pessoas, Animais, Natureza(s)

Com a tomada de posse dos deputados para a 13ª Legislatura na Assembleia da República e consequente estreia de um deputado que sozinho representará um novo Partido, o PAN, começaram logo a surgir nas redes sociais os ataques que (habitue-se senhor deputado!) fazem parte da vida de quem a passa, até por querer, a ter pública.
Nada de estranho, a não ser ouvir de quem se diz democrata argumentos de ataque que se lançam neste ou naquele comentário que, imediatamente, faz com que essa dita atitude democrata, afinal máscara, caia. As opiniões, todas livres de existirem bem entendido, deixam de pertencer a um determinado sistema de argumentação quando lhes ignoram a regra. Passam a ser outras coisas, como insultos ou desabafos, graçolas ou queixinhas, de preferência a dizerem-se em privado, de modo a evitar que todas as restantes afirmações sejam entendidas também não como opiniões a considerar com seriedade, mas fugazes momentos de alguma, até desculpável, humana e saudável loucura, associada a maior parte das vezes ao humor.
Bem, mas para o que eu queria chamar mesmo a vossa atenção era para este novo Partido, tão focado numa causa com a qual não tenho grandes afinidades – a do lugar primordial dos animais na sociedade contemporânea – embora goste muito dos bichos, seja incapaz de maltratar algum e entenda que para muitas pessoas eles sejam absolutamente fundamentais para que possam viver melhor as suas vidas. Também não gosto particularmente do espetáculo tauromáquico, nem em termos estéticos, mas admiro uma boa pega, como aliás há uns anos atrás já o disse numa crónica. Por muito que lide com a minha gata como um dos de cá de casa, e em caso de catástrofe a salvaria primeiro do que qualquer outro bem, bicho é bicho, gente é gente.
Interessa-me muito seguir o que fará este deputado naquele “circo de feras” em que se consegue transformar a Casa da Democracia, não nos momentos saudáveis de discussão mais ou menos inflamada, mas sobretudo em movimentações mais reservadas. Até porque parece-me ser um Partido completamente arredado das classificações de lateralidades à esquerda, à direita ou ao centro, num baile que já vai sendo, às vezes, mais de piruetas de fim de festa do que de coreografia com princípio, meio e fim. O deputado André Silva (curiosa combinação de nomes já que, etimologicamente, André deriva de “homem” e Silva de “floresta”) vai, talvez, dar que falar, ou não fosse ele representar os votos de aqueles que clara e inequivocamente se declararam Verdes, passando a constituir uma ameaça aos que desde há, mais ou menos décadas, reclamam para si o monopólio dessas causas. Pelos vistos não o fizeram bem ou os que não se sentiram representados não teriam eleito André Silva.
E foi a pensar nestas naturezas dos partidos, das pessoas e dos animais que dei com este breve texto de Vergílio Ferreira que partilho convosco:
Não se constrói o mundo só com a parte minúscula do homem, que é com que os pregadores do futuro julgam poder construí-lo. Há a outra parte, a interesseira, a comilona, e é essa parte que vós acenais para a ilusão. A parte grossa, a parte animal em disputa, a que dá facadas por causa de uma sardinha, a que dá tiros por causa de um olhar em desafio, a que dá pontapés numa pedra só porque tropeçou nela, ainda que fique ele pontapeado, a que rosna por causa de um osso, a que de todos os horizontes possíveis só distingue o da gamela, a pesada e grossa, a gordurosa. Em nove décimos do homem o que pesa é o animal.
Até para a semana.

Cláudia Sousa Pereira (crónica na Rádio Diana)

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Um email sobre um post no facebook


Um político que desce a este nível numa página de facebook pública, acaba por perder as condições politicas para ser vereador ou gestor da causa pública.
cumprimentos

Joaquim Teigão (por email)

A raiva

A raiva é uma doença infecciosa, aguda e mortal, transmitida aos mamíferos através da mordida de animais contaminados pelo vírus rábico. Nos cães, a fase avançada da doença caracteriza-se por uma intensa excitação, um olhar tomado por um brilho aterrorizante, e por acessos de violência, levando-os a avançar contra tudo e contra todos, babando-se abundantemente.
Esta definição não me saiu da cabeça durante o discurso de Cavaco Silva na última quinta-feira. A raiva foi predominante no seu discurso. A raiva pejada de irracionalidade não o permitiu perceber que estava a discursar para todos os portugueses, levando-o a demonstrar todos os seus preconceitos e ódios.
As palavras proferidas seriam pouco aceitáveis para um líder partidário. Para um Presidente da República são totalmente inaceitáveis. Cavaco expressou a sua raiva porque está aterrorizado com a possibilidade da esquerda poder ser governo e que Bloco de Esquerda e CDU possam influenciar em grande medida o programa do futuro Governo de Portugal. Esta possibilidade atenta contra todos os interesses que ele defende. Cavaco sabe bem que um possível governo que procure colocar as pessoas em primeiro lugar, afectará os interesses financeiros e os jogos de influência, dos quais sempre foi padrinho.
O despero foi evidente nas palavras de ameaça e de apelo a meia dúzia de deputados do PS. Cavaco quer a todo o custo manter Passos e Portas, mas o seu discurso não foi mais nem menos do que a machadada final nas aspirações ilegítimas da continuação de um programa de destruição social e empobrecimento.
Cavaco conseguiu aquilo que não queria: unir o PS, dar mais força às negociações à esquerda e dar força a todas as pessoas que exigem a mudança de política em Portugal.
Irrita-o que exista quem defenda a Constituição... Irrita-o que depois de tanto trabalho de destruição a esperança persista... Irrita-o, acima de tudo, que a tradição já não seja o que foi.
Não sei que vacina Cavaco pode encontrar para curar a sua raiva, mas o retroviral contra Cavaco, Passos e Portas está nas nossas mãos, e vamos aplicá-lo.
Até para a semana!

Bruno Martins (crónica na rádio diana)

sábado, 24 de outubro de 2015

Funeral de António Justo Pires é esta tarde


Com profundo pesar a SOIR Joaquim António d'Aguiar informa o falecimento do seu sócio e amigo António Justo Gomes Pires.
O corpo encontra-se na sede da SOIR Joaquim António d'Aguiar e o funeral será este sábado, pelas 15 horas, no Cemitério dos Remédios.
Convidamos todos os que o desejem a dirigirem-se à SOIR Joaquim António d'Aguiar para a derradeira despedida a um dos maiores exemplos, como cidadão e como Homem, que o António Justo Gomes Pires sempre representou.
Endereçamos os nossos sentidos pêsames à família enlutada e amigos.

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Este sábado no Teatro Garcia de Resende, às 21,30 h: concerto solidário "por uma europa sem muros nem ameias"


VAMOS ENCHER O GARCIA DE RESENDE!!
Este sábado, em Évora, no Teatro Garcia de Resende.
Concerto solidário "Por uma Europa sem muros nem ameias".
Teatro Garcia de Resende, 24 de Outubro de 2015, 21,30H.
Participam, entre outros, Boémia (pela 1ª vez em Évora), Francisco Fanhais, Samuel, Pablo Vidal, Rui Nuno, intervenções de refugiados em Portugal e de organizações portuguesas de apoio aos refugiados. Uma parte das receitas será entregue a organizações que apoiam os refugiados.

Organização: Associação José Afonso/Évora.

(cartaz de António Couvinha)

Este fim de semana


quarta-feira, 21 de outubro de 2015

A Paz

Alcançar a paz parece-me ser o fim último do indivíduo e da humanidade. Falo do fim com sentido de objetivo ou meta a alcançar.
Mais ou menos consciente, por vezes mesmo totalmente ignorada enquanto tal e reconhecível apenas por uma vivência constante no estado oposto de guerra, o indivíduo ao longo da vida, como a humanidade ao longo dos séculos, muitas vezes ou ciclicamente, orienta a sua atuação para a obtenção da paz. Nem que seja para, logo a seguir, encetar outra empresa em que até chegar à paz seguinte muita guerreia se há-de fazer.
É desta forma que a paz reúne em si todas as contradições deste mundo, as que vão da bondade ao cinismo, da espontaneidade ao calculismo, da prudência ao disparate. É também por isso que alcançar a paz é uma tarefa árdua e que se lança mão de muitos instrumentos, ferramentas ou argumentos, quando a paz para que se caminha depende das palavras, dos conceitos e das ideias e a guerra não deixa de ser guerra. Nos momentos em que a guerra para, supostamente, alcançar o melhor, do qual uma paz fará em princípio parte, se combate pelos raciocínios, com opinião, julgamento ou exortação, é quando tantas vezes nos desmascaramos, enquanto indivíduos e por vezes com impacto num coletivo, revelando afinal o lado mais primário da dominadora espécie humana. Curiosamente como com os animais se disputa o parceiro mais forte, o território mais fértil, o lugar mais poderoso, poucas das muitas guerras entre os humanos vão para além disto mesmo.
As lutas são tão mais violentas quantos mais danos colaterais se infligem e, por isso, estar ao lado de quem faz a guerra mesmo que em nome de uma qualquer paz, se ou quando da queda, não se pode ser dano colateral, nem isso ser dado como desculpa para dela se sair o mais ileso possível. Tal como quando toca a repartir os despojos entre os vencedores não haverá quem falte à chamada, e tantas vezes uma outra guerra se inicie, quando fosse para “lamber as feridas” haveria que estar lá também, o que nem sempre acontece. É que um exército composto por quem veio de outro tendo em comum as cicatrizes é um exército que, por muito que combata em nome do que quer que seja, há-de ter a vingança como primeiro troféu. E isso não serve como argumento para se fazer a guerra em nome de outros, mas de si próprio.
Talvez tudo isto, e mais alguma coisa, se encaixe na opinião de Vergílio Ferreira que dizia que O homem não gosta da paz. Gosta só de conquistá-la. Entre uma coisa e outra há muita gente estendida. É a que tem a paz verdadeira.
Até para a semana.

Cláudia Sousa Pereira (crónica na rádio diana)

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Évora: cinema na ISV



Hoje, 21:30, na ISV. 

Filme "A respeito da violência"

Verdadeiro ensaio sobre a relação entre a história, a sociedade, a identidade e a política, A Respeito da Violência é no essencial um exercício de montagem de arquivos que prossegue o trabalho de “arqueologia” iniciado pelo cineasta com BLACK POWER 1967-1975. (...) Entramos em A RESPEITO DA VIOLÊNCIA a pensar numa lição de história; saímos a pensar no futuro. - Público

Um documentário duro e cerebral mas que acaba por ser esclarecedor acerca da descolonização de África. – Hollywood Reporter

O som vibrante e ecoante de uma trombeta – que se repete ao longo do filme – e alguma carnificina política sem contemplações identificam A RESPEITO DA VIOLÊNCIA por aquilo que é: um apelo às armas espinhoso e apaixonado. – Time Out New York
Este documentário, montagem de material de arquivo originário da televisão sueca, oferece um testemunho denso e espantoso sobre as guerras de descolonização em África. – Le Monde

A exemplo dos escritos de Fanon, que se manteve sempre cuidadosamente afastado da armadilha da profecia, o filme produz uma multiplicidade de ecos de uma actualidade incendiária. – Libération

Hoje no Teatro Garcia de Resende: "A Odisseia" pelo Grupo de Teatro do Hospital Magalhães Lemos


HOJE
Teatro “A Odisseia”
Pelo Hospital Magalhães Lemos
ENTRADA LIVRE
Horário:21:30
Local: Teatro Garcia de Resende (Pç. Joaquim António d’Aguiar)
Contacto: 266 703 112
Produção: Direção-Geral de Saúde | Programa Nacional para a Saúde Mental (financiado por: Governo de Portugal/Ministério da Saúde) | Secretário de Estado da Cultura/Direção Regional de Cultura do Alentejo | ARS Alentejo
Apoio: Câmara Municipal de Évora | CENDREV | Universidade de Évora

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Arejar Belém

Sempre defendi uma candidatura à esquerda para as eleições presidenciais que fosse agregadora. As cartas estão em cima da mesa e estamos longe de considerar que existe apenas um candidato capaz de mobilizar toda a esquerda. O candidato que mais cedo apresentou essa intenção, foi sendo enfraquecido e deu sinais que pode não aguentar a sua candidatura até ao fim.
Perante o cenário político que temos hoje, e com uma necessidade forte de combater o candidato populista e retrógrado (que adjectivo tão correcto que a Catarina Martins utilizou para o descrever) da direita, e não havendo apenas um candidato à esquerda, o povo deve mobilizar-se ao máximo para o derrotar. À esquerda, todos os votos contarão e ajudarão a forçar uma segunda volta.
Tenho a certeza que a candidatura da Marisa Matias dará um belo contributo para esse combate, por tudo o que ela representa: Uma mulher de princípios, combativa, humanista, séria e competente; Uma mulher que colocará a política no centro do debate, sem medo e de cabeça erguida.
Também sei que a Marisa agregará votos que mais nenhum candidato iria agregar e como tal dará um belo contributo para forçar uma segunda volta e ajudar a impedir o passeio fácil que Marcelo julga ter pela frente. Conheço tantas pessoas que não tinham candidat@ até hoje. Ainda bem que agora têm. Mais uma má notícia que Marcelo recebeu! Fico ansioso pelos debates...
Por saber da sua competência e da sua estrutura de valores. Porque sempre combateu e combaterá pela justiça social e pelos direitos humanos. Porque luta por esses direitos em todo o mundo, com a sua visão internacional humanista em oposição à visão capitalista, Marisa Matias terá o meu voto e o meu empenhado apoio.
Vamos a mais esta luta com toda a convicção!
Até para a semana!

Bruno Martins (crónica na rádio diana)

domingo, 18 de outubro de 2015

Carta aberta ao presidente de Angola, por Alípio de Freitas


Senhor Presidente:

Ao mandar prender Luaty Beirão e os 14 ativistas, que estão até agora encarcerados sem culpa formada, não devia saber que um homem se quiser pode resistir e sobreviver vitoriosamente a qualquer forma de opressão. 
Não devia saber porque se esqueceu. Esqueceu que já foi jovem, que já lutou por ideais. Ideais de liberdade de democracia e bem-estar social. Esqueceu tudo porque infelizmente o seu país é o exemplo contrário de tudo isto. É uma ditadura cruel, um valhacouto de ladrões, uma associação de interesses mesquinhos, melhor dizendo, um país sem povo. Quem lho afirma é alguém que durante dez anos esteve preso, sobreviveu às greves de fome e à tortura. Esta é a afirmação de um homem que esteve disposto a morrer por aquilo em que acreditava. E digo-lhe que um homem pode ser triturado pela máquina do terror que a sua condição de homem sobrevive, pois todo o homem pode manter-se vivo enquanto resistir.
A luta dos jovens angolanos é um libelo contra a opressão como forma de vida política, contra o silêncio das mordaças, contra todos os processos de aviltamento dos seres humanos, contra a corrupção ideológica. A luta dos jovens angolanos é a constatação de como o arbítrio avilta os indivíduos e as instituições, corrompendo-os pelo abuso do poder, pela falsa certeza da impunidade, pela imposição imoral de uma vontade sem limites, pelo silêncio indigno, pela conivência criminosa, pela omissão filha do medo, em que o silêncio do terror tem que ser aceito como paz social.
Se me atrevo a dizer-lhe tudo isto é porque Angola fez parte do meu ideário político e das minhas preocupações revolucionárias e muitos revolucionários angolanos foram meus amigos. Quando parti de Portugal para o Brasil devia ter partido para Angola, mas já nesse tempo as condições da minha ida não foram possíveis, devido às minhas ligações com a resistência angolana. No Brasil, colaborei com a resistência angolana e fui seguindo os seus passos como pude a té porque eu já estava umbilicalmente ligado à resistência brasileira. Mesmo assim, à minha única filha, coloquei o nome de Luanda.
Senhor Presidente, é tempo de não se deixar enredar por intrigas palacianas, por intrigantes gananciosos, por saqueadores de todo o tipo. Quando esse saque acabar o único responsável será o senhor. Se tiver ainda um momento de reflexão possível recorde-se dos seus tempos de jovem quando a revolução do seu país lhe ocupava a sua força, a sua inteligência e todas as suas capacidades. O tempo em que provavelmente era feliz.
Como sabe, o poder tanto pode chegar aos que dele abusarão como àqueles que o usarão com legitimidade a favor dos seus povos. Mas só os poderosos podem ser magnânimos, cometer actos que aos outros mortais não são possíveis Tem agora tempo de ser magnânimo: retire os presos da prisão, ouça-os e depois peça-lhes desculpa. Eles merecem.

Lisboa, 18 de Outubro de 2015

Alípio de Freitas

sábado, 17 de outubro de 2015

AQUEDUTO DE ÉVORA EM RISCO


Segundo o World Monuments Fund (WMF) – uma organização internacional não-governamental que se dedica à catalogação e preservação do património cultural mundial - há dois monumentos portugueses que estão em risco de desaparecimento.
Um é a Igreja de São Cristóvão, em Lisboa, o outro é o nosso bem conhecido Aqueduto da Água da Prata, em Évora. Ambos necessitam, segundo a WMF, de obras de conservação.
Nesta lista de monumentos em risco estão mais 50 monumentos de 36 países.
Segunda a instituição, o monumento alentejano "precisa de esforços para o preservar e que ao mesmo tempo o mantenha a funcionar para irrigar parques e jardins".


sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Espera-se que desta vez não seja como o anúncio da decisão sobre o Centro Comercial para Agosto e o cinema no final do ano...


Em reunião pública de 14 de Outubro
Câmara de Évora inicia processo com vista ao saneamento financeiro municipal

Nesta reunião foi apresentado o Estudo Fundamentado da Situação Financeira do Município e Plano de Saneamento Financeiro, ponto aprovado por maioria com as abstenções do PS e PSD e que será posteriormente submetido a deliberação em Assembleia Municipal. Mereceu igualmente aprovação o início do processo para a Contratação de Empréstimo para Saneamento Financeiro do Município de Évora cuja proposta foi aprovada com os votos favoráveis da CDU e do PS e a abstenção do PSD.
A Câmara fará também a consulta aos bancos para conseguir a melhor proposta, por forma a poder, numa fase posterior, negociar um empréstimo no montante de até 32 milhões e quinhentos mil euros, tentando obter uma taxa de juro inferior à que está em prática no PAEL.
O empréstimo para saneamento dá um maior grau de liberdade ao Município na tomada de decisões, segundo o Presidente da Câmara Municipal de Évora, que refere poder ser conseguido o reequilíbrio financeiro sustentado no prazo de duração do referido saneamento. Este é assim preferível ao recurso ao Fundo de Apoio Municipal instituído pelo Governo que se traduz numa forte perda de autonomia do Poder Local.
O Presidente Carlos Pinto de Sá deu conhecimento de reunião mantida com a Reitoria da Universidade de Évora e Associação Académica da Universidade de Évora devido ao significativo número de reclamações da população face ao ruído e vandalismo do espaço público, decorrente da realização de eventos de cariz universitário no Centro Histórico. Reconhecendo que o diálogo com a Universidade de Évora tem sido muito produtivo, a autarquia procura chegar a um ponto de equilíbrio, conciliando o mais possível a presença de festas estudantis com o direito dos moradores ao descanso.
De destacar ainda a aprovação por unanimidade da cedência de lote no Parque da Indústria Aeronáutica de Évora à EMMAD II – Embalagens Técnicas, Lda. Trata-se de uma empresa que produz embalagens de madeira para transporte de equipamentos da indústria aeronáutica e outras, como, por exemplo, as asas de avião produzidas pela Embraer. Além desta, várias outras empresas estão em negociação com a autarquia para aquisição de lotes com vista a desenvolverem os seus negócios em Évora, referiu o Presidente da Câmara. (nota de imprensa da CME)

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

A encruzilhada financeira da Câmara Municipal de Évora

Escrevo esta crónica no dia em que é dado à estampa o anuário financeiro dos municípios portugueses. Para além dos aspectos positivos relevados neste trabalho, sobretudo, de que as dívidas dos municípios, em geral, têm vindo a baixar.
Sucede, porém, que, trinta dos municípios portugueses, precisam de ajuda financeira para poderem continuar a cumprir com as suas obrigações. Sem esta ajuda não conseguirão cumprir com as atribuições e as competências que lhes estão afetas. Isto porque não têm o dinheiro suficiente para pagarem os vencimentos dos trabalhadores, aos fornecedores e aos bancos. Gastam, portanto, entre duas a três vezes mais do que aquilo que conseguem obter em receita arrecadada.
Acontece porém, que, os habitantes de Évora não devem estar descansados. Diria mesmo que a preocupação deverá ser o seu estado de ânimo geral. A Câmara Municipal de Évora encontra-se no grupo dos municípios que necessita de uma intervenção financeira e a isso está obrigada nos termos da Lei. E, esta situação surge porque a Câmara de Évora, pelo menos, nos três últimos exercícios financeiros, gastou duas vezes mais do que a receita conseguida.
Com efeito, faço a seguinte e singela pergunta. O que sucederia na vida da maioria dos portugueses, se ganhassem 10, e, se gastassem quase 25. Nem preciso de obter a resposta. Todavia, foi esta a gestão levada a cabo pelo município de Évora, em 2012, 2013 e 2014.
Por isso, tenho fundadas e sérias dúvidas de que o saneamento financeiro possa solucionar o problema financeiro da Câmara de Évora, sendo este estrutural. Para tanto, teria a despesa de comportar-se adequadamente face à receita executada. Significa isto que, se nada for feito através de reformas estruturais levadas a cabo no lado da despesa, apenas seria contrair dívida para pagar dívida. E, para aquilo que, efetivamente, as Câmara Municipais foram pensadas e concebidas, que é tratar e cuidar da qualidade de vida dos seus munícipes, isso, dificilmente será conseguido
E, no caso da cidade de Évora, preocupadamente, os exemplos não são poucos. Veja-se a limpeza e o estado das nossas ruas e das travessas. Veja-se o estado degrado de uma parte considerável do edificado e do casario do centro histórico. Veja-se a qualidade da iluminação da nossa cidade. E, não ficaria por aqui na enumeração dos casos.
Por último. Referir que não tenho por hábito fazer comentários a frases que considero menos conseguidas ou totalmente desprovidas de qualquer sentido, mas na qualidade de alentejano e Eborense não posso, nem devo deixar de repudiar a frase inserta na crónica publicada pelo Eurodeputado Carlos Zorrinho no diário do sul, na parte que afirma que o PS é o partido dos Alentejanos. Talvez o cronista ignore, mas só um eleitor em cada três votou no partido socialista, pelo menos no distrito de Évora. O Alentejo não tem partido. Precisam, no entanto, os alentejanos é de terem voz e de quem os saiba valorizar, quer seja no contexto nacional, quer seja e sobretudo no contexto internacional.

José Policarpo (crónica na rádio diana)

Este sábado em Évora

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Meritocracia

Enquanto andam pelas casas e pelos corredores da Democracia a decidir quem há-de fazer o quê para governar o País nos próximos quatro anos – que foi para isso que nos chamaram a nós, cidadãos eleitores, às urnas –, vou falar hoje de meritocracia.
Parece-me ser este o mais temível sistema de opção e escolha que, no patamar abaixo da hierarquia que põe no topo a eleição democrática pelo voto, poderia ser considerado, com bondade, o garante para o sucesso da atuação dos eleitos, ou em sistemas mais fechados e menos públicos, dos escolhidos. Devolver-se-ia à escolha, e às eleições, o papel de uma atividade que me é tão cara: a avaliação. (Os meus alunos sabem bem o que para mim significa – em trabalho, em estímulo, em aprendizagem, para mim e para eles – isto da avaliação, mas adiante.)
Digo temível, isto da meritocracia, porque impõe princípios que visam eliminar as falhas, os erros, os experimentalismos, os jeitosos, num caminho para a eliminação dos possíveis telhados de vidro de quem é escolhido, já que se as “saraivadas” podem ocorrer por circunstâncias exteriores, quem com elas leva deve conseguir resistir-lhes. Afinal o jogo do poder, em qualquer nível, mede forças, ainda que forças de campos tão díspares como a real e frágil condição humana, a capacidade de trabalho, os limites de resistência e, último mas não menos importante porque se pode confundir com muitas outras características muito mais relevantes para se ser candidato à escolha pelo mérito, a vontade.
É muito curioso o que se pode ler lá pelo meio, na entrada da mais popular enciclopédia contemporânea, falo da Wikipedia naturalmente, com todas as reservas que só o nomeá-la suscita ao mundo académico, e que diz alguma coisinha a propósito da associação que vos faço de eleições, e respetivas consequências, e da meritocracia. Diz-se, e mesmo desconhecendo o ou a responsável por tal observação tendo a concordar, que numa «democracia representativa, onde o poder está, teoricamente, nas mãos dos representantes eleitos, elementos meritocráticos incluem o uso de consultorias especializadas para ajudar na formulação de políticas, e um serviço civil, meritocrático, para implementá-los.» E tocando no que considero ser o cerne da questão, acrescenta: «O problema perene na defesa da meritocracia é definir, exatamente, o que cada um entende por "mérito". Além disso, um sistema que se diga meritocrático e não o seja na prática será um mero discurso para mascarar privilégios e justificar indicações a cargos públicos.» Eu sei que é a Wikipedia! Mas precisamente porque é a Wikipedia e dá a volta ao mundo, retira qualquer interesse particular no nosso caso, o português e caseiro estado do momento presente.
O Vergílio Ferreira, que muito escreveu, quer em ficção quer em ensaio e reflexão, mais sobre os méritos e desméritos dos insondáveis comportamentos do indivíduo ao longo da vida e perante as realidades que a definem, faz no seu diário, entre 1984-85, uma paródia a um adágio popular que estende ao comportamento coletivo, em sociedade portanto, o que considero um retrato de quem, nos quais me incluo, começa a descrer de alguma vez ver acontecer em tempo de poder assistir a implantação da meritocracia como princípio orientador. Escreveu ele que «Num mundo de cegos quem tem um olho é aleijado.» Felizmente, digo eu, que as muito minhas descrenças não me impedem de acreditar nas gerações futuras e ir tentando abrir alguns olhos no tempo que a mim me resta.
Até para a semana.

Cláudia Sousa Pereira (crónica na rádio diana)

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Este sábado em Évora "Jornadas de sensibilização para a protecção animal"



No próximo dia 17 de Outubro decorrerá em Évora uma das etapas das Jornadas de Sensibilização para a Protecção Animal, promovidas pela associação ANIMAL. Rita Silva, Presidente da ANIMAL, irá partilhar connosco alguma da sua experiência enquanto activista dos Direitos dos Animais, nesta que promete ser uma tarde bastante produtiva e esclarecedora para todos os que defendem esta causa.

Esta sessão é dirigida a membros de associações de defesa animal, protectores, cuidadores e a todos que se preocupam com esta temática.

As Jornadas decorrerão no Anfiteatro 131 do Colégio do Espírito Santo e têm início às 15h.
A participação está sujeita a um donativo de valor livre e, tendo em conta a dimensão da sala, pedimos aos interessados que se inscrevam previamente através de https://docs.google.com/forms/d/1v_zFUtwOrJhwDGJCHOwMsPt_8uJ9ihgoO0S6JsF0048/viewform?usp=send_form

Informações: cantinhodosanimais@gmail.com

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Ainda lhes sai a consenso pela culatra

Parte importante dos últimos anos das nossas vidas foram passados a ouvir Cavaco Silva falar sobre a importância da existência de consensos e de soluções governativas estáveis.
Sabemos hoje, melhor do que nunca, que este apelo estava e está carregado de um cinismo enorme. Precisamente nas semanas em que a política de consenso e a procura de uma solução governativa estável chega à esquerda portuguesa, Cavaco procura matá-la desde início, entrando em pânico e precipitando-se, mostrando, mais uma vez, não estar à altura do cargo que ocupa.
O que temos assistido nos últimos dias tem um nome, um nome que a direita abomina: DEMOCRACIA. Bem sei que a direita lida mal com a democracia e lida pior com a verdade na democracia. Procuraram jogar o jogo da eleição de um governo e de um primeiro-ministro, e procuraram impingir este jogo aos eleitores. Falharam no jogo, mas continuam a tentar impor as regras falseadas.
No dia 4 de Outubro, os portugueses votaram para eleger a constituição da Assembleia da República através da eleição de deputados e deputadas defensores de um determinado programa político para o país. O resultado destas eleições não foi confuso, nem obriga a grande reflexão: três grandes forças políticas (PS, Bloco de Esquerda e CDU) partiram para estas eleições com programas próprios, mas com um denominador claro, expresso várias vezes: romper com a austeridade e defender os Serviços Públicos e o Estado Social. A defesa destes princípios não esgota o que está contido nos três programas, mas estes constituíam-se com factores-chave, especialmente no confronto com a direita (entenda-se coligação PSD/CDS), que demonstrou claramente querer continuar com a política austeritária e com a destruição do Estado Social. Havendo, e ainda bem que há, diferenças entre os programas destes partidos, e admitindo que as formas de defesa do Estado Social e rompimento com a Austeridade podem ser diferentes, existe este forte elo de ligação, que é público e que era e é conhecido dos eleitores. Cada voto no PS, no Bloco e na CDU foi também, e arrisco que principalmente, para romper com as políticas extremistas seguidas pela direita nos últimos anos.
O resultado das eleições foi claro, embora os comentadores de direita (que detêm um quase exclusivo na comunicação social) tenham dificuldade em engolir: estes três partidos detêm a maioria absoluta na Assembleia da República, pelo que mais do que uma opção, é um imperativo que se analise a viabilidade governativa que faça cumprir os princípios que atrás enunciei. Cavaco Silva não quis fazer esta leitura, procurou atirar areia para os olhos dos portugueses, e precipitou-se a chamar Passos Coelho. Tão atrapalhado foi nesta precipitação que teve a lata de falar da importância de haver, na viabilização de um governo, um entendimento comum sobre a NATO, não se dignando a referir por uma única vez a importância de haver um consenso na defesa da Constituição da República Portuguesa.
Fica tudo cada vez mais claro. Entre a defesa de valores consagrados na Constituição, como o Estado Social ou o Emprego, e a NATO, Cavaco obriga-se a fazer uma escolha. Percebo agora muito melhor a sua ausência no 5 de Outubro.
Gosto quando o nevoeiro se dissipa. Gosto quando o medo muda de lado. Gosto quando as regras da democracia ficam mais claras. Os portugueses não votaram para um concurso de beleza, nem os resultados podem ser interpretados como uma tabela classificativa de um torneio de futebol. Na Assembleia joga-se a democracia, joga-se o nosso futuro. Cada minuto conta, cada decisão é determinante.
Uma a última nota: demorou algum tempo, mas parece que os partidos e comentadores de direita perceberam, finalmente, que o Bloco de Esquerda não é só um partido de protesto, mas acima de tudo um partido de proposta. Começaram a tremer, que continuem…
Até para a semana!

Bruno Martins (crónica na Rádio Diana)

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Universidade de Évora atribui título Doutor Honoris Causa a Siza Vieira e a José Cutileiro



A Universidade de Évora (UE) decidiu atribuir o grau de Doutor Honoris Causa ao Arquiteto Álvaro Siza Vieira e ao Embaixador José Cutileiro. A cerimónia vai decorrer na Sala de Atos da Academia na próxima sexta-feira, dia 16 de outubro, a partir das 15h00.
No caso do Arquiteto Siza Vieira, a outorga do título é justificada “pelo seu mérito artístico e cultural, no contexto da arquitetura nacional e internacional, no momento em que a UE reequaciona e reforça a sua implantação no domínio das Artes, e Évora, como cidade, se encontra num processo de robustecimento do seu estatuto de Património Mundial”. Acrescenta-se ainda que “a relevância do Arquiteto Siza Vieira na construção do sentido urbano de uma cidade é mais do que reconhecida e dela é exemplo a sua obra construída em Évora”.
Quanto ao Doutor José Cutileiro, com esta outorga pretende-se “prestigiar o Antropólogo, Diplomata, Embaixador, Alentejano, nascido em Évora e uma das figuras maiores da intelectualidade da segunda metade do século XX português. Com uma carreira internacional de prestígio e importantes serviços prestados ao país na área da política externa e ao Alentejo em particular, sobretudo no domínio das ciências sociais, o seu trabalho magistral ficará para sempre como uma obra de referência nos estudos da Antropologia social do século XX.”
Os nomes de Álvaro Siza Vieira e de José Cutileiro vão passar a figurar, a partir do dia 16 de outubro, entre os nomes inscritos na já longa lista de Doutores Honoris Causa pela UE (Consulta em http://www.uevora.pt/univercidade/honoris_causa), um título atribuído a “individualidades que tenham contribuído de forma excecional para o progresso da ciência, da técnica, da arte ou ainda para o bem-estar social e cultural dos povos.” (nota de imprensa)

Este sábado: Comemorações oficiais do Dia Mundial da Saúde Mental realizam-se este ano em Évora


Évora foi a cidade escolhida para as comemorações nacionais do Dia Mundial da Saúde Mental 2015, que se assinala no sábado, 10 de Outubro, subordinado ao tema “Dignidade na Saúde Mental”. Durante todo o dia, o Teatro Garcia Resende vai ser palco de comunicações e debates em torno da saúde mental. A sessão de abertura será presidida pelo secretário de Estado Adjunto do Ministro da Saúde, Fernando Leal da Costa.
Logo pela manhã, entre as 9h30 e as 10h15, realiza-se o debate “EXEMPLOS DE BOAS PRÁTICAS EM CUIDADOS DE SAÚDE MENTAL”, com um painel que vai ter como Presidente: Álvaro Carvalho | Diretor do Programa Nacional para a Saúde Mental e Moderador: Érico Alves | Coordenador de Saúde Mental para a Região do Alentejo. No decurso deste painel serão apresentados casos concretos existentes na região. A realidade de Évora será apresentada por Palma Gois | Diretor do Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental do Hospital Espirito Santo, EPE. A realidade de Beja por Maria Isabel Santos | Diretora do Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental da ULSBA e a realidade de Portalegre por Manuel Sardinha | Psiquiatra do Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental da ULSNA e por João Paulo Albuquerque | Diretor Clinico do Centro de Recuperação de Menores de Assumar do IHSC.
Entre as 10h50 e as 11h45 realiza-se o II Painel, "INTERFACE SAÚDE MENTAL E CULTURA", tendo como Presidente: Paula Amendoeira | Diretora Regional de Cultura do Alentejo e Moderadores: Ana Cristina Pais | Técnica Superior na Direção Regional de Cultura do Alentejo; Miguel Abreu | Comissário para o Teatro; Ana Rita Barata | Comissária para a Dança e Luís Leite Rio | Curador para as Artes Plásticas.
A Sessão de Abertura terá lugar entre as 12h00 e as 13h00, com a participação de Fernando Leal da Costa | Secretário de Estado Adjunto do Ministro da Saúde; Carlos Pinto de Sá | Presidente da Câmara Municipal de Évora ;  José Alberto Robalo | Presidente do Conselho Diretivo da Administração Regional de Saúde do Alentejo, IP e António Leuschner | Presidente do Conselho Nacional para a Saúde Mental. Segue-se a conferência “DIGNIDADE NA SAÚDE MENTAL”, por Sónia Moura | Adjunta do Gabinete da Ministra da Justiça e membro do Conselho Nacional de S. Mental.
Na parte da tarde, entre as 15h00 e as 16h15, haverá um III painel de debate sobre “REABILITAÇÃO PSICOSSOCIAL – A EXPERIÊNCIA DE ESTRUTURAS DE SAÚDE LOCAIS”, com a participação de Zaida Nunes | Terapeuta Ocupacional da Área de Dia do Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental do Hospital Espírito Santo, EPE – Évora; Teresa Alves Reis | Presidente da Associação MetAlentejo de Évora; Lucília Branco | Coordenadora do Hospital de Dia do Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental do Hospital José Joaquim Fernandes – Beja; Ana Matos Pires | Presidente da Aris da Planície – Beja; Irmã Margarida Morais | Enfermeira do Centro de Recuperação de Menores do Instituto das Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus – Assumar/Portalegre.
Entre as 16h30 e as 17h45 realiza-se o último painel de debate “REABILITAÇÃO PSICOSSOCIAL - RESPOSTAS COMPLEMENTARES LOCAIS DA ÀREA SOCIAL”, com Rosa Moreira | Coordenadora técnica da Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental – Évora; Maria José Nepomuceno | Presidente da Direção da Cercidiana – Évora; Teresa Fialho | Cerci – Beja e Emília Salgueiro | Diretora técnica do lar residencial Santo António das Areias APPACDM – Portalegre.
Na Sessão de Encerramento, que se realiza pelas 18h00, usarão da palavra Álvaro de Carvalho | Diretor do Programa Nacional para a Saúde Mental e Érico Alves | Coordenador de Saúde Mental da Região de Saúde do Alentejo.
As comemorações do Dia Mundial da Saúde Mental, em Évora, contam ainda, na parte da manhã, com uma “Caminhada pela Saúde Mental”, com a colaboração da MetAlentejo e com um espectáculo no Teatro Garcia de Resende, às 21h30, pelo Grupo de Teatro Terapêutico do Centro Hospitalar Conde de Ferreira da Santa Casa da Misericórdia do Porto que leva à cena “O Rei da Triste Figura”. (nota de imprensa)

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Um novo espaço de arte é inaugurado esta sexta-feira em Évora


O ATELIER NAGUAL com Júlio Quirino, Anabela Calatroia, São Neves e Fernando Bento, tem o prazer de o/a convidar para a inauguração que acontecerá no dia 09 de Outubro entre às 17H30 e às 19H30 na praça de Sertório, 25 (largo da Câmara Municipal de Évora).

"Inadmissível manifestação de homofobia na RTP"


Muito boa tarde!
Ontem, no Telejornal, às 20:43, José Rodrigues dos Santos disse que Alexandre Quintanilha tinha sido eleito ou eleita.
Porque é inadmissível esta manifestação de homofobia por parte da televisão pública, devemos, no mínimo apresentar queixa ao Provedor do Telespectador: http://www.rtp.pt/wportal/grupo/provedor_tv/enviarmensagem.php.
Está a circular também um abaixo assinado de protesto junto da RTP. Quem concordar deve copiar a mensagem e enviá-la para: provedor.telespectador@rtp.pt

Caro Senhor
É inaceitavel que, num país democrático, sério e que se diz tolerante, pactuar com o comportamento do pivô da RTP1 José Rodrigues dos Santos acerca da reportagem onde mencionou de uma forma inadmissivel a apresentação do Professor Alexandre Quintanilha como deputado da próxima Assembleia da Républica.
Não preciso de reportar o valor e o papel fundamental que Prof. Quintanilha tem para a Ciência mundial e para a Internacionalização do nosso país porque é demais evidente. O Prof. Quintanilha é um Professor, um cientista e um cidadão exceptional e não podemos consentir que seja tratado desta forma horrenda numa televisão pública. É uma vergonha para o nosso país!
Exigimos que o Jose Rodrigues dos Santos peça desculpa publicamente ao Prof. Quintanilha ou seja de imediato demitido.
Com os nossos melhores cumprimentos


Muito obrigado pela atenção que possam dar ao assunto.
Com os melhores cumprimentos

jcs - évora (por email)

Um novo ciclo?

No domingo passado os portugueses, que quiseram, foram às urnas depositar o seu voto de confiança na solução que cada um entendeu ser a melhor para defender os seus interesses pessoais, de classe, ou quaisquer outros que pareceram no momento serem legítimos para quem votou.
Os resultados mostraram que a maioria dos portugueses quis castigar a política que foi executada pelo governo de direita nos últimos anos pela coligação PSD/CDS (não tenho bem a certeza que seja esta a ordem pela qual devo referir os actores), que perdeu mais de setecentos mil votos, quase três dezenas de deputados e a maioria na Assembleia da República.
O PS não atingiu o resultado a que se propunha e que o seu líder exigiu ao seu antecessor ao criticar-lhe as vitórias “por poucochinho”.
Os partidos situados à esquerda obtiveram quase vinte por cento dos votos, tendo a CDU obtido o seu melhor resultado desde 1999 e o BE o seu melhor resultado de sempre.
Se todos os partidos com assento parlamentar honrarem os compromissos assumidos durante a campanha eleitoral, a direita não poderá formar governo.
Os partidos à esquerda do PS já afirmaram que não viabilizarão um governo cujo programa político foi rejeitado pela maioria dos portugueses votantes e que fustigou com austeridade os trabalhadores e o povo.
O PS tem agora a particular responsabilidade de se disponibilizar para entendimentos que levem à concretização da escolha feita nas urnas ou, por outro lado, viabilizar a continuidade da austeridade e do acentuar da exploração.
A direita vai fazendo o caminho de aproximação invocando que o que divide o espectro político parlamentar não é o conceito de esquerda e direita mas antes o ser “europeísta” ou “anti europeísta”, lembrando o saco de farinha onde as três forças políticas estiveram mergulhadas.
Ontem PCP e PS reuniram-se para as primeiras conversações sobre a possibilidade de formação de um governo suportado pela actual maioria parlamentar e parece que algum caminho terá sido feito, com o PCP a assumir que “continua a haver margem para soluções governativas que não permitam que PSD e CDS, contra a vontade popular, prossigam a sua acção política de exploração, empobrecimento, destruição de serviços públicos, desestabilização do regime democrático e degradação do funcionamento das instituições.”
As conclusões conhecidas da reunião e as declarações de Jerónimo de Sousa e António Costa foram suficientes para pôr os comentadores do arco sem saber muito bem o que dizer. Com um ar meio aparvalhado, entretiveram-se a somar lugares comuns às habituais cassetes que vão debitando.
Parece que o militante do PSD que ocupa o Palácio de Belém vai ter um problema para resolver, depois de, ignorando a Constituição da República e sem ouvir os partidos com assento parlamentar, como está obrigado, ter vindo às televisões dizer que indigitou o líder do seu partido para formar governo.
Vivemos tempos estranhos, mas também vivemos tempos de clarificação sobre o que cada um defende e propõe para o futuro do país.
Sem entrar em optimismos sem sentido, seria, no mínimo, estranho que pelo menos não houvesse uma tentativa de formar um governo para concretizar uma política de esquerda.
Até para a semana

Eduardo Luciano (crónica na radio diana)

Conferência hoje na UE: migrantes e refugiados, algumas reflexões sobre a mobilidade no século XXI


Aí Benjamim!



Benjamim vive em Alvito, editou agora o primeiro single e pôs a vila dançar. Um belo vídeo.

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Abre esta quinta-feira uma nova exposição no Museu de Évora de instrumentos musicais antigos


Esta quinta-feira, 8 de outubro, o Museu de Évora recebe uma nova inauguração - estão todos convidados! Às 18h, venha conhecer os instrumentos que compõem a exposição "Tanger de mui folgar".

Hoje: professor Galopim de Carvalho apresenta livro no Palácio D. Manuel



O livro “As pedras e as palavras” de A. M. Galopim de Carvalho é apresentado já no dia 7 de outubro, a partir das 18 horas, no Palácio de D. Manuel. O evento destina-se a pais e alunos da Escola Básica Galopim de Carvalho, bem como a toda a população. Esta obra aborda temas de geologia, astronomia e sistema solar comparando a idade geológica com a idade da vida e do ser humano. 
A apresentação insere-se no programa do início do Ano Letivo que permite à comunidade educativa festejar esta data através da realização de um conjunto de atividades educativas e culturais diversificadas potenciam o conhecimento, a diversão, a formação e o convívio.
O evento inicia-se com uma animação para crianças de um livro infantil de Galopim de Carvalho, seguida de um momento de homenagem aos docentes aposentados no ano transato. Prossegue com a apresentação da obra por Francisco Bilou (ilustrador de livros de Galopim de Carvalho) e encerra com a intervenção do autor.

O superior interesse nacional

A primeira crónica desta nova temporada, inevitavelmente, versará sobre a minha visão do resultado verificado nas eleições legislativas ocorridas no passado domingo, dia 4.
Ora, há dois factos inelutáveis e resultam evidentes à saciedade. O primeiro é que a Coligação ganhou as eleições legislativas e deverá formar um governo estável e de legislatura. O segundo, é que o parlamento terá uma maioria de esquerda. Assim, a primeira consequência é que a Coligação deverá governar e a maioria de esquerda deverá estar na oposição.
Acontece porém, que, o novo panorama político traz à dialética política uma diferente perspetiva pelo facto do resultado eleitoral obtido pela Coligação não ter sido uma maioria absoluta. Deste modo, só o consenso político será a baliza para tornar possível uma boa governação. Com isto não quero dizer que o consenso seja um fim em si mesmo do próximo governo. O que o consenso deverá significar é a viabilização das reformas que o país ainda necessita de levar a cabo. Com efeito, a sustentabilidade da segurança social é um exemplo disso mesmo.
Na atual maioria parlamentar de esquerda, só o partido socialista se apresenta como europeísta e a favor da união monetária. Os demais partidos de esquerda defendem posições que contrariam o cumprimento das regras inscritas nos tratados europeus. Estes partidos não priorizam a consolidação das contas públicas, consequentemente, não defendem a continuidade do pais na União Europeia.
Dito isto, para a preservação do bem-estar das famílias portuguesas e do desenvolvimento das nossas empresas, pede-se ao novo governo e à oposição democrática e responsável que presidam as suas posições observando o superior interesse nacional. Os desafios nacionais e internacionais são cada vez mais complexos e delicados e não comportarão tacticismos político-partidários. Não tenho dúvida do que afirmo.
Por último, referir que apesar da austeridade imprimida pelo governo na última legislatura e o quanto isto significou para muitas pessoas, designadamente, para os funcionários públicos e pensionistas, a Coligação Portugal à Frente no distrito de Évora, não só conseguiu obter a eleição de um deputado, no caso o Dr. Costa da Silva, como, também, fora a segunda força partidária mais votada no distrito.

José Policarpo (crónica na rádio diana)

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Évora: estudantes do Erasmus convocam acção de apoio aos refugiados na Praça do Giraldo


Na próxima quinta-feira, a partir das 18 horas, na Praça do Giraldo


Juntem-se a nós no apoio aos refugiados! Vamos estar a partir das 18h a receber roupas e dinheiro para os que mais precisam até as 19h30. A partir dessa hora teremos velas acesas e vários cartazes com palavras de coragem e apoio. Faremos um minuto de silêncio pelas vitimas do mediterraneo ..
Contamos com a vossa humanidade..
Levem algo escuro se possivel.

O ano de Vergílio Ferreira

É um prazer estar de volta às Crónicas de Opinião da DianaFM, desta feita depois de umas mais prolongadas férias do que o habitual, motivadas pelas eleições legislativas de domingo último, precedidas do igualmente habitual período de campanha. Habitual mas estranho.
Pareceu-me que, após 41 anos de Democracia e 105 de República, cá dentro, e 25 anos de Reunificação da poderosa irmã europeia Alemanha, ao tomar o período de campanha eleitoral como tubo de ensaio de comportamentos sociais com impacto na opinião dos indivíduos que tende a generalizar-se às massas, o balanço possível da observação de reações várias é de que algo, ou muito, está ou mesmo a mudar ou, pelo menos, a reclamar mudança.
As mudanças fazem-se, normalmente, por desgaste e o desgaste contemporâneo não me parece que se resolva nem com cortes que ainda que aparentem ser radicais se revelam fugazes, nem com uma inércia que redunda em fatalismo. Vivemos numa época em que a mente, a seguir ao corpo, está cada vez mais desocupada pelo conforto que lhe vai proporcionando a evolução técnica, mas que continua a ser efémero porque mortal, exigindo o mais interdito que lhe traz maior prazer ou simplesmente confundindo-se com os ritmos naturais que lhe poupam energia e obedecem à lei do menor esforço.
Dias como os que vamos vivendo, e sim falo também da vaga de refugiados sírios, mesmo que sejam dias políticos que impõem argumentos mais complexos porque respeitantes ao coletivo, mexem com cada um de nós individualmente e para além daquilo que é a nossa esfera familiar e sentimental. Às vezes quando nessa esfera mais íntima soam alarmes, pensar no resto do mundo é uma forma de irmos dando razão à existência. É ocupar-nos a mente, agora que o corpo está livre do trabalho mecânico, substituído pela máquina, e o pensamento se enche também de espaços que o passo seguinte da civilização humana – ir aliviando as tarefas do raciocínio - vai deixando para que o Homem usufrua dessa conquista à ociosidade. Pensar torna-se um ato de resistência quando o que é cómodo para o corpo parece invadir a razão. Ou quando nos damos conta de que contam com a nossa ociosidade para pensar em vez de nós, como se o efeito nos fosse tão benéfico como quando a máquina lava por nós a roupa.
Por tudo isto, e porque ao longo deste ano de crónicas vou comemorar os 100 anos da vida que Vergílio Ferreira continua a viver nas palavras que nos deixou, a propósito de cada crónica citarei o professor, escritor, filósofo que, não sendo de Évora nela viveu 14 anos, retratando-a como poucos vi de forma tão conseguida fazer. Vergílio Ferreira fez de Évora uma personagem e isso interessa quem quiser conhecer Évora, por dentro, ou até quem já a conheça, num saber de experiência feito.
Porque as opiniões se fazem de palavras que exteriorizam e partilham pensamentos e, as mais conseguidas, podem fazer a diferença na vida das pessoas e mudar alguma coisa. Ou não. E a consciência dessa possível impossibilidade é, por si só e na minha opinião, já um desafio a partilhar com quem gosto e vou fazê-lo convosco. Escreveu o Vergílio Ferreira no seu Diário a que chamou Conta-Corrente: Porquê? Para quê? Economiza os teus «porquê» e «para quê». Ou utiliza-os só até onde houver resposta. Porque a última resposta a eles é o impossível e o vazio. Ou então terás de mudar de universo. E estás cá tão bem...
Até para a semana.

Cláudia Sousa Pereira (crónica na rádio diana)

As vantagens de haver um Centro Comercial em Évora


Eu estou farto de me deslocar a Lisboa ou Badajoz, para fazer compras ou para ir ao cinema, e gostava de ter aqui em Évora todas essas lojas mais populares e internacionais típicas dos centros comerciais, e também salas de cinema.
Por isso sou a favor de um centro comercial em Évora.
E também acho que um centro comercial e muito melhor do que andar de uma lado para o outro de loja em loja pela cidade toda.

Eis alguns beneficiários de um centro comercial:
- Com um centro comercial não precisamos de andar na cidade de loja em loja no verão à tarde com mais de 40ºC, ou no inverno simplesmente não poder ir ás compras por estar a chover.
- Com um centro comercial também não precisamos de andar ás voltas de carro na cidade de loja em loja, e a gastar combustível, porque umas lojas estão no centro da cidade, outras na zona industrial, outras nos arredores da cidade, etc...
- Com um centro comercial, por exemplo, se quiser comprar umas calças e uma camisa, posso passar em pouco tempo por todas as lojas de roupa só para ver o que têm, e no final vou comprar onde me agradou mais as calças e a camisa.
- Com um centro comercial poupamos muito mais tempo, pois as lojas estão todas juntas e depois repartidas por zonas (roupa, calçado, alimentação, tecnologia, etc...)

Évora já tem espalhadas por toda a cidade muitas lojas típicas dos centros comerciais, mas ainda faltam muitas lojas populares, tais como:
- Zara (adultos)
- Springfield
- Breska
- C&A
- H&M
- Stradivarius
- Fnac... etc...
(e depois também algumas lojas de marcas mais caras)
E por fim também a falta de cinema, que é uma vergonha não haver numa cidade deste tamanho.

Também acho que um centro comercial trás sempre mais emprego para a cidade, seja ele muito ou pouco, desde que dê mais algum emprego é sempre bom e melhor.
E também vai trazer mais pessoas de todo o Alentejo para a cidade de Évora, porque Portalegre e Beja também não têm um centro comercial, o que vai fazer com que um centro comercial em Évora seja o mais próximo, e se virmos bem é muita gente e muitos concelhos de 3 distritos (Évora, Beja, e Portalegre).

Alguns concelhos que ficam com o centro comercial de Évora mais próximo deles:
- Évora
- Beja
- Arraiolos
- Montemor-o-Novo
- Viana do Alentejo
- Portel
- Reguengos de Monsaraz
- Redondo
- Moura
- Vidigueira
- Serpa
- Cuba
- Alvito
- Sousel
- Avis
- Mora
- Barrancos, etc...
São mesmo muitas vilas e muita gente, porque depois dentro destes concelhos ainda há mais uma série de vilas, acho que toda a cidade de Évora em si de um modo geral, vai ficar a beneficiar, incluindo o centro histórico também.

Por isso tudo, venha lá o centro comercial, seja ele onde for, faz muita falta, estamos fartos de esperar por ele, e Évora à muito que o merece, pois é uma vergonha uma cidade deste tamanho ainda não ter um centro comercial.

Anónimo