quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Algumas notas sobre o Tratado Transatlântico de Comércio e Investimento (TTIP)


Em 2005, após a tentativa falhada da União Europeia (UE) e dos EUA de criação de uma estratégia negocial de investimento internacional no quadro da Organização Mundial de Comércio (OMC), os dois blocos regionais enveredaram pela estratégia de celebração de acordos bilaterais.
Com o Tratado de Lisboa, a Comissão Europeia adquiriu competências para negociar acordos comerciais internacionais em nome dos Estados-Membros. Em 2011, os EUA e a UE criaram um grupo de Trabalho de Alto Nível sobre o crescimento e o emprego, para encontrar soluções para a crise económica. Começa, assim, a ser negociada a Parceria Transatlântica para o Comércio e Investimento (também conhecida pela sigla em inglês: TTIP) que abrange as duas regiões. Paralelamente, os EUA e a UE estão a negociar tratados de comércio livre com outros países e regiões.
Os vários tratados em negociação visam, oficialmente, liberalizar o comércio e o investimento. Porém, uma leitura mais atenta demonstra que mais do que a redução de tarifas alfandegárias (o objetivo mais comum de tais tratados), o TTIP visa 1) a harmonização das barreiras regulatórias, através de um nivelamento por baixo dos padrões e regras que regulam, por exemplo, o mercado de trabalho, o mercado financeiro, etc.; e 2) aumentar o poder discricionário das grandes empresas transnacionais sobre os Estados e seus cidadãos, através da inclusão de mecanismos para a resolução de conflitos entre o Investidor e o Estado, que permitem que empresas processem governos, fora dos seus tribunais nacionais, pela perda de lucros futuros.
Fato notável é o secretismo que tem envolvido as negociações do TTIP. O escrutínio popular tem sido rechaçado pela própria Comissão Europeia. Em Outubro de 2014, por exemplo, um grupo de cidadãos alemães propôs a criação de uma Iniciativa de Cidadania Europeia (ICE) contra o TTIP, que foi recusada pela Comissão sob o argumento que tal mecanismo deve tecer-se de carácter prepositivo e não de anulação dos atos das instituições europeias. Na sequência desta recusa mais de 500 organizações europeias estão atualmente a promover uma ICE auto-organizada. Até mesmo os parlamentares europeus  não têm livre acesso à documentação sobre o tratado.
Para além destes elementos, tratados como o TTIP são fortes indícios do reforço da ordem mundial multipolar (ou até bipolar), que aprofunda as clivagens entre centro e periferia do mundo.

Grupo “Évora contra o TTIP” (em formação)


Texto baseado em informações disponíveis no site: https://www.nao-ao-ttip.pt/

terça-feira, 29 de setembro de 2015

(Évora) Hoje na Harmonia: poemas com bolinha...

Uma erótica das eleições?


Passos? Uma mentira (José Gil dixit: "ele não diz mentiras, ele É mentira") sem afectos, a erecção acidental dum impotente;
Portas? Nojento, seja lá para quem for, títere maquilhado de bailarina no varão;
Costa? Lúbrico mas grosseiro, tipo "beauf", f... e vai-se embora;
Garcia Pereira? Um duche frio é mais sexy: pescada cozida de ontem;
Tavares? (que tem a minha simpatia)? Amante platónico com falta de testosterona? Ou dos tais que seduz as mulheres com conversa?;
M. e Pinto? 
Nojento, asqueroso de vomitar
C. Martins? Ah, aqueles olhos, madre de diós! E um corpo à antiga, redondinho, feminino, bem, paro aqui smile emoticon ;
M. Mortágua? Mas quem é que fez o casting para esta gente? Dá vontade de ir tomar um café numa esplanada, e... conversar... tardes inteiras;
J. A. Dias? Nem porno star, não senhor, nem bomba sexual ao contrário do que os parvos crêem: uma excitada das meninges, e não é por aí que o gato vai ás filhozes.
Conclusão? No conjunto, tristonho; mas ficam algumas figuras com cujo erotismo discreto mas insinuante é preciso ter cuidado. Senão ainda votamos nelas. Por razões não ideológicas.


José Rodrigues dos Santos (aqui)

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Praxe : prática de suinicultura



Imagem captada hoje, dia 28 de setembro, 3ªf no Rossio em Évora.
Os "doutores" fazem os caloiros chafurdar numa poça de lama no Rossio. Estavam indiferentes às invectivas e às buzinadelas dos automobilistas que passavam na rua em frente.
Qual a diferença para as práticas nazis que anulavam o indivíduo e o tratavam como animal?

S.R. (por email)

sábado, 26 de setembro de 2015

Bloco de Esquerda questiona Câmara Municipal de Évora sobre ´Cenas ao Sul' 2015



Assembleia Municipal de Évora
25 Setembro de 2015

Na sequência do desenvolvimento do programa "Cenas ao Sul", o Bloco de Esquerda solicitou resposta para as seguintes questões:
1. Que entidade suportou institucionalmente o projecto? Quem promoveu a edição de 2015 do Cenas ao Sul? 
2. Que entidades se envolveram na programação e porque escapou esta à participação das Uniões de Freguesias, como estaria previsto e lhes competiria, enquanto entidade financiadora? 
5. Como se quantifica, no âmbito do projecto, a comparticipação da CME no financiamento global do evento, quando apenas é conhecida a parte que cabe a cada uma das restantes entidades parceiras (€ 50 000 ERT e €10 000 a cada uma das três JF’s urbanas, perfazendo um total de € 80 000 de financiamento)? 
6. Quais os critérios de escolha e os procedimentos adoptadosna selecção dos agentes culturais participantes, nomeadamente, no que respeita a propostas, candidaturas e orçamentos? 
7. Quais os procedimentos observados na adjudicação? 
8. Qual o formato contratual celebrado com os agentes culturais participantes e quem foi (ou foram) a(s) entidade(s) contratante(s)? 
9. Qual o critério que preside à definição, entre as entidades financiadoras, de quem paga a quem? 
10. Como foram dirimidos os óbvios conflitos de interesses frequentemente verificados entre quem paga e quem recebe? 
11. Que diligências foram feitas para a participação das restantes JF’s do concelho, considerando que são destinatárias e anfitriãs de eventos culturais integrados no projecto? Qual o montante da sua participação financeira, associada a esse envolvimento? 
12. Que garantias formais existem da continuidade deste projecto, nos anos subsequentes, considerando que a participação financeira das entidades que subscrevem o protocolo (com excepção da CME) – suportando integralmente, os custos da edição de 2015 – é assumida como a realização da contrapartida nacional do financiamento de uma eventual candidatura a fundos comunitários, nos anos de 2016 e 2017?
A resposta não foi dada, tendo havido um comprometimento do Sr. Presidente da CME em responder por escrito. Aguardamos...


quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Pois... (Agosto já lá vai e do centro comercial nunca mais se soube nada... esperemos, então, pelo cinema até ao final do ano.)


Dizem que já não vai haver cinema no final do ano! Então o Pinto de Sá também é mentiroso como o Ernesto?

Anónimo
22 setembro, 2015 23:51

2ª Festa Alternativa Infantil começa já esta sexta-feira

A Festa Alternativa Infantil é um evento diferente e inovador 
destinado às crianças e famílias, 
resultado de uma organização conjunta da B de Brincar® e da Era uma Vez, Teatro de Marionetas.



* O dia 25 é dedicado a palestras para pais e educadores! 
Inscrições antecipas AQUI dão direito a descontos em brinquedos da B de Brincar!
– "Interacções saudáveis entre crianças e animais" - Há Solta e Let's Click!
– "Birras, birrinhas e birrices" - Oficina de Psicologia
– "Activar o potencial da criança" - Oficina de Psicologia
– "Aleitamento materno: vantagens; regresso ao trabalho... e agora?" - Dr.ª Laura Martins


* No dia 26 de Setembro - contará com actividades relacionadas com jogos e brinquedos, marionetas, origami, artes marciais, literatura, atenção plena, educação ambiental, interacção com cavalos, jogos tradicionais, yoga, ciência, música, contos, entre outras. Todas com um foco especial nas crianças, adolescentes e suas famílias.


Mais informações e programa completo em 

terça-feira, 22 de setembro de 2015

De hoje a sábado: Contanário de regresso a Évora


O Contanário nasceu do projeto “Com Quantos Pontos Se Conta Um Conto”, que todos os anos comemorava os seus aniversários com a organização de uma maratona de contos. Ao fim de 4 anos, cresceu, ganhou um nome, e transformou-se. 
A segunda edição volta a acontecer em Évora entre 22 e 26 de Setembro de 2015.
Este ano o Contanário traz-nos os contadores Jorge Serafim, Carlos Marques, Ana Sofia Paiva, Bruno Batista, Susana Cecílio, Thomas Bakk, e a contadora da casa Margarida Junça (Bru); O marionetista de serviço Manuel Dias (Trulé) e os Bonecos e Campaniça com o Tó Zé Bexiga, os nossos amigos da Associação Cultural Do Imaginário, os contos cantados de Nuno do Ó, o lançamento do livro de Antonieta Félix e José Pinto Nogueira e os maus retratos de Cristina Viana; a exposição de António Carrapato, o novo projecto "Espera que te conte" de Claudia Lázaro com o Rui Melgão, os Chapins da Casa da Balança, e as marionetas do grupo Neste País Há Bonecos. Vindos do estrangeiro teremos o grupo À La Sombrita de Espanha e os Figurentheater Vlinders & C° da Bélgica. Começa também uma nova etapa na sede da associação com a assinatura do Protocolo com a Biblioteca Pública de Évora para a criação do novo Pólo de Leitura Pública, onde poderão consultar os livros que teremos disponíveis, nas áreas dos contos e ilustração. 
Contamos em especial com todos os contadores e "ouvidores" que nos acompanham durante todo o ano.
O Contanário está quase a começar e estão todos convidados a acompanharem-nos nesta aventura!

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

É já esta terça-feira: Pedro Mestre no CCB (Lisboa)


Pedro Mestre sobe ao palco do CCB para apresentar o seu mais recente trabalho discográfico em concerto: “Campaniça do Despique”.
Neste espetáculo, apresenta temas inéditos da sua autoria e de José David, bem como temas do cancioneiro tradicional alentejano, que ganham aqui um novo fôlego. “Campaniça do Despique” visa dar continuidade ao trabalho do músico, em que a tradição e inovação caminham lado a lado, levando esta identidade cultural e memória coletiva de um povo a atravessar fronteiras.
Estará presente a Viola Campaniça, instrumento do Alentejo, o Cante Alentejano, com o Rancho de Cantadores de Aldeia Nova de S. Bento e um Quinteto de músicos.
Este concerto único no CCB terá ainda convidados especiais como Filarmónica 1º de Janeiro de Castro Verde, Rui Vaz, Quatro ao Sul, Janita Salomé, Jorge Fernando e Fábia Rebordão que estarão em palco com Pedro Mestre.

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

5ª Caminhada Amgarraia 2015

Dia 20 de setembro (domingo) 

Percurso da caminhada na zona daGarraia/Sizuda/Boa Morte
Concentração no parque de estacionamento do restaurante Pina às 8h30

Caríssimo/a associado/a e amigo/a da AMG

É com enorme prazer que  a  Associação de Moradores da Garraia vem uma vez mais  propor que nos encontremos num agradável passeio pela zona da Garraia.
Uma boa forma de marcarmos a chegada do Outono!!   

Atividade gratuita para sócios. 1 passo para os amigos da AMG.

Faça-nos saber do seu interesse em participar na caminhada através do e-mail   amgarraia@gmail.com ou através do telemóvel 93 165 76 12.
E porque a sua saúde é importante para a AMG , estamos a preparar algumas surpresas... 

Contamos consigo,

A Direção da AMG

Viva o José do Telhado! (VII)

José Palminha Silva










VII

           
Preso a 31 de Março de 1859, foi julgado e condenado a cumprir degredo perpétuo. José do Telhado seguiu para a Costa Ocidental de África. Rodeado pela escolta que o conduziu ao navio, o homem que tivera o “dinheiro dos ricos”, antes de embarcar teve de mendigar um vintém para cigarros.

Panorâmica de Luanda nos meados do século XIX

Mais uma vez, a “sociedade” do Poder e do Capital, aproveitou o que sobrou do José do Telhado bandoleiro social e, novamente transformado em José Teixeira da Silva, vivendo radicado em Malange uma liberdade controlada pelas autoridades, veio a ser solicitado pontualmente para “pacificar” revoltas dos negros, naturalmente autorizado a chacinar sempre que necessário, porém desta vez com a “Lei” a seu favor… Entretanto, deixaram-no negociar borracha, cera e marfim, emprestando-lhe a ilusão de que prosperava economicamente…
Sobre esta actividade de “pacificador” e batedor colonial, parece que não menos espectacular que a do bandoleiro social na serra do Marão, o romancista Camilo Castelo Branco, perspicaz, diz-nos nas suas Memórias do Cárcere: «Os jornais têm contado façanhas de José do Telhado contra a negraria. O comércio de África deve-lhe muito, e espera muito daquele braço de ferro, e sede de sangue. Os pretos é que pagam os agravos que os brancos lhe fizeram cá». O escritor dizia bem… De facto, o ódio à “sociedade” do Poder e do Capital, que ainda vivia no peito do José do Telhado, foi habilidosamente canalizado pelos “militares” coloniais e comerciantes abastados, de forma a satisfazer a sua sede de vingança na luta sangrenta contra os povos do interior de Angola. Há “pormenores” nas campanhas de África, na 2ª metade do século XIX, que extravasaram os aspectos militares, para percorrerem os caminhos da chacina selvática praticada por civis, armados pela força militar quando esta não queria sujar as mãos em “demasia”…
Desta actividade inglória de José do Telhado, houve mesmo um escritor de algum sucesso nos jornais do princípio do século XX que tirou uma segunda biografia, pouco fiável é certo, mas com edições sucessivas…


O Diário de Notícias de 16 de Setembro de 1875 dava esta informação: «José do Telhado, o célebre bandido que agora faleceu em Malongo, tinha rasgos de virtude e generosidade no meio do crime…». O ciclo real e o desempenho lendário de José do Telhado encerrou-se.

                                                                                                                   (Fim)

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

E vós que de voto em voto andais...


I

As sarnas de barões todos inchados
Eleitos pela plebe lusitana
Que agora se encontram instalados
Fazendo o que lhes dá na real gana
Nos seus poleiros bem engalanados,
Mais do que permite a decência humana,
Olvidam-se do quanto proclamaram
Em campanhas com que nos enganaram!

II

E também as jogadas habilidosas
Daqueles tais que foram dilatando
Contas bancárias ignominiosas,
Do Minho ao Algarve tudo devastando,
Guardam para si as coisas valiosas
Desprezam quem de fome vai chorando!
Gritando levarei, se tiver arte,
Esta falta de vergonha a toda a parte!

III

Falem da crise grega todo o ano!
E das aflições que à Europa deram;
Calem-se aqueles que por engano
Votaram no refugo que elegeram!
Que a mim mete-me nojo o peito ufano
De crápulas que só enriqueceram
Com a prática de trafulhice tanta
Que andarem à solta só me espanta.

IV

E vós, ninfas do Coura onde eu nado
Por quem sempre senti carinho ardente
Não me deixeis agora abandonado
E concedei engenho à minha mente,
De modo a que possa, convosco ao lado,
Desmascarar de forma eloquente
Aqueles que já têm no seu gene
A besta horrível do poder perene!

Luiz Vaz Sem Tostões

(sugestão A.P., por email)

Primeira página do DA de amanhã


Bloco de Esquerda realiza hoje debate sobre os direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Trans e Intersexo




Sessão pública sobre direitos LGBTI, na sede do Bloco de Esquerda de Évora. (Rua Alcárcova de Baixo nº 45) esta quinta-feira, às 21 horas

Intervenções de:
André Russo (Candidato Independente pelo BE)
Madalena Melo (Professora Universitária)
Gabriel Leitão (Ação Pela Identidade - API)
Paulo Pelixo (Psicólogo)

"Fonte de Letras" apresenta livro de Ricardo Paes Mamede: ""O Que Fazer Com Este País"

Apresentação do livro "O Que Fazer Com Este País", de Ricardo Paes Mamede, esta quinta-feira, dia 17 de Setembro, 18H na Livraria Fonte de Letras em Évora
A livraria Fonte de Letras continua a participar activamente na discussão e construção de Portugal e não pode deixar este momento sem promover o debate.
O Que Fazer Com Este País pretende descortinar as origens dos problemas que hoje enfrentamos e reflectir sobre o futuro de Portugal à luz dos desafios actuais.
O livro parte de uma questão incontornável: quem são os responsáveis pelo estado a que chegámos? Menos do que ajustar contas com o passado, procura desconstruir vários mitos que dominam o discurso público sobre este tema, em particular a ideia de que os portugueses «viveram acima das suas possibilidades». Só com uma compreensão menos superficial dos factores que conduziram à crise portuguesa estaremos aptos a tomar decisões acertadas sobre o que há-de vir.
A segunda parte do livro é dedicada à discussão sobre o futuro e o que podemos fazer para o influenciar. Analisam-se, em particular, os desafios da retoma económica e da criação de emprego, da mudança de perfil de especialização produtiva, do combate à pobreza e às desigualdades crónicas, bem como do enquadramento de Portugal na União Económica e Monetária europeia.

Intervenção “O Museu que Há” é hoje inaugurada no Museu de Évora



Intervenção no Museu de Évora

Às comemorações do centenário do Museu de Évora juntam-se dois artistas - um escultor, Pedro Fazenda -, e uma artista plástica, Helena Calvet -, para uma Intervenção temporária que celebra o diálogo do presente com o passado e o futuro deste Museu, da sua colecção e das obras de arte que alberga ou temporariamente recebe. A Intervenção temporária “O Museu que Há” estará presente ao longo de grande parte do percurso museológico permanente do Museu de Évora, oferecendo novos percursos e deambulações, num espaço que, aparentemente, permanece inalterado. 

Com o intuito de lembrar que o museu que há é sempre um museu a ver, o convite lançado pelos artistas, com esta Intervenção, instiga a que o visitante renove o olhar sobre as obras expostas no Museu de Évora, a partir de um jogo de perspectivas e contrastes (nem sempre evidente) entre a linguagem contemporânea e as relações que as peças dos artistas Helena Calvet e Pedro Fazenda estabelecem com os materiais que constituem o acervo deste Museu centenário.

Escola de Ciências Sociais da Universidade de Évora promove ciclo de conferências abertas


A Escola de Ciências Sociais da Universidade de Évora organiza pelo 5º ano consecutivo o seu Curso Internacional de Verão, este ano dedicado ao tema “AS ENCRUZILHADAS DO DESENVOLVIMENTO: O nosso mundo, a nossa dignidade, o nosso futuro”. As conferências são de entrada livre e decorrem entre os dias 17 e 19 de setembro no Colégio do Espírito Santo.
Tendo como pano de fundo o Ano Europeu para o Desenvolvimento, o curso integra três conferências, contando com oradores académicos de relevo e responsáveis por organizações internacionais na área da temática do curso.
Todas as sessões decorrem na sala 124 do Edifício do Espírito Santo.
Programa
17 de setembro | 09h30
Conferência Inaugural 
Os Desafios da Alimentação no Mundo
Orador: Helder Muteia (Representante da FAO em Portugal e junto da CPLP)

18 de setembro | 09h15
Conferência 
A Política de Cooperação para o Desenvolvimento da União Europeia
Orador: Fernando Frutuoso de Melo (Diretor Geral da Cooperação Internacional e do Desenvolvimento da Comissão Europeia)

19 de Setembro | 14h30
Conferência de Encerramento 
Global Goals and Human Rights and Capabilities: the power of numbers to shape agendas
Orador:  Sakiko Fukuda-Parr (The New School, New York, EUA)


quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Viva o José do Telhado! (VI)

Joaquim Palminha Silva












VI


            Como os romanos com Viriato, a técnica de corromper os seguidores do bandoleiro, capazes de trair pelas “moedas de Judas”, foi posta em acção com persistência. José do Telhado sabia que tinha a cabeça a prémio e o papel de «repartidor público», excessivamente perigoso pela frontalidade e desafio ao Poder político e económico, não poderia durar muito…


            Pensou numa retirada estratégica, embarcando de novo para o Brasil. A mesma embarcação que o havia conduzido ao Brasil da primeira vez, o veleiro «Oliveira», encontrava-se ancorada no Porto… Porém, foi traído e seguido o seu percurso pela tropa, que o prendeu no porão do navio, enrodilhado. Conduziram-no à cadeia da Relação do Porto, algemado de pés e mãos, entre trinta baionetas. Cansado, manietado e desarmado, ainda metia medo à bisonha soldadesca do Poder.
            Porém, quis a História, que a realidade social escreve ao acaso, que José do Telhado “devia” continuar a fornecer novos elementos para alimentar a sua personagem mítica, quer o aceitasse ou não. Desta vez, era o “destino” que, emboscado, lhe preparava lances romanescos inesperados. Na prisão fazia o que podia para aliviar os presos mais desesperados: - Gastou os 600 mil réis que tinha consigo a aliviar o sofrimento dos degredados que iam para África.
            O dinheiro, é claro, acabou rápido. A mulher e os filhos arrastavam-se indigentes, sem socorro. Por fim, nem tinha dinheiro para as custas do processo e os honorários do advogado. O Dr. Marcelino de Matos defendeu José do Telhado gratuitamente.
            Mas o “destino” prepara-lhe uma surpresa especial, talhada à sua medida: - O escritor Camilo Castelo Branco que estava então também detido por aquilo que à época era considerado “crime”, isto é, o “adultério”, escutou a história do bandoleiro pelas suas próprias palavras.

Prisão da Relação do Porto.

Como seria de prever, José do Telhado afeiçoou-se ao escritor. Através do seu relacionamento e prestígio entre os presos, veio a saber que um recluso, denominado Cruz, fora contratado para assassinar o romancista na prisão, a soldo do ex-marido ofendido. Com o olhar aceso de ira contra o atrevimento, garantiu ao escritor: «-Se lhe tocarem, não chegam três dias e três noites para enterrar os mortos!». Fosse como fosse, o facto é que ninguém “tocou” no escritor…
Quem sabe se a História da Cultura portuguesa não deve a vida do autor de «Amor de Perdição» ao José do Telhado?
Camilo Castelo Branco fez justiça ao bandoleiro, ao sintetizar a sua vida na obra Memórias do Cárcere, que é livro do mais patético e humano que já se escreveu sobre prisões e “delinquentes” em Portugal. Cada um a seu modo (Camilo e José do Telhado) foi vítima das convenções morais do seu tempo, e de uma “classe” de gente que se alçava na política e nos negócios, a troco de trapaças e corrupções.


                                                                                          (Continua)


Hoje há debate entre os cabeças de lista às legislativas do BE, CDU, PS e PSD/CDS por Évora


PCTA inaugurado ontem em Évora


O Parque de Ciência e Tecnologia do Alentejo já tem “casa” própria. O edifício principal, localizado em Évora, foi ontem inaugurado, após um investimento de 2,3 milhões de euros.
Para já, ficam instaladas no novo espaço 12 das 39 empresas que foram captadas nos últimos dois anos, enquanto as restantes vão manter-se em instalações da Universidade de Évora.
Ao todo, as 39 empresas que estão instaladas no Parque de Ciência e Tecnologia do Alentejo já geraram cerca de 200 postos de trabalho.
A infraestrutura contou com apoio de fundos comunitários.

ler mais aqui :http://www.dianafm.com/index.php?option=com_content&view=article&id=33490:evora-parque-de-ciencia-e-tecnologia-do-alentejo-inaugurou-nova-casa&catid=19:alentejo&Itemid=44

Já percebemos: é para continuar a pagar.


Em causa os aumentos na Taxa de Ocupação de Solos (TOS)
Assembleia Municipal de Évora ouviu entidades do setor

A Assembleia Municipal de Évora realizou uma audição pública sobre os aumentos registados nas faturas do gás, relacionadas com a cobrança da Taxa de Ocupação de Solos (TOS) por parte das empresas de distribuição de gás natural. Na iniciativa - realizada no dia 14 nos Paços do Concelho - estiveram presentes as empresas Dianagás/Galp e Gascan registando-se, no entanto, a ausência de representantes da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE). 
Carlos Pinto de Sá, Presidente da Câmara Municipal, prestou esclarecimentos em nome da edilidade invocando o histórico nacional e local da TOS bem como as informações obtidas nas reuniões que a Câmara Municipal de Évora solicitou às diversas entidades com competências nesta matéria.
Em causa, neste processo, estão as queixas chegadas à Câmara Municipal de Évora por parte de vários consumidores de gás natural e da DECO, segundo as quais as empresas atrás referidas estão a cobrar a referida taxa (TOS) com valores, em geral, 4 a 5 vezes maiores do que no ano passado.
Sobre este assunto, a autarquia emitiu anteriormente um comunicado onde considera que “os aumentos da TOS de 400% a 500%, face à crise económica e social, são excessivos e inaceitáveis e parecem decorrer de normas definidas pela ERSE”. 
De acordo com as explicações prestadas, a ERSE fez publicar uma orientação seguida pelas empresas concessionárias, segundo a qual estas empresas podem cobrar diretamente junto dos consumidores finais o valor da TOS pago aos municípios. Paralelamente, a ERSE autoriza as empresas a recuperar junto dos consumidores o valor pago às autarquias em anos anteriores, o qual não havia sido debitado da conta dos clientes. Na opinião de todas as entidades auscultadas, este segundo aspeto está intimamente ligado ao súbito aumento das faturas de gás, muito embora seja necessário ressalvar o facto de haver diferenças entre as fórmulas adotadas pelas empresas: a Gascan não está sujeita à regulação da ERSE e, segundo os responsáveis, os aumentos nas faturas não excedem os 12%.
Após a audição agora realizada, a Assembleia Municipal – entidade responsável pela aprovação da TOS – irá discutir o assunto numa das suas próximas sessões ordinárias. (nota de imprensa da CME)

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Parque de Ciência e Tecnologia do Alentejo: cada qual chama-lhe seu


1- E amanhã (hoje, dia 15)  inaugura-se o PCTA (Parque de Ciência e Tecnologia do Alentejo) - Uma infraestrutura tecnológica que tive a oportunidade de aprovar quando era Secretário de Estado da Energia e Inovação e que abre já lotada e com mais de 20 empresas em lista de espera.
2- O PM Passos Coelho não estará na inauguração. É coerente com o abandono a que votou Ciência e a Tecnologia durante a sua governação.
3- Mas ... Pasme-se! O candidato Passos Coelho e o coligado Portas visitam o Parque 3 horas depois da inauguração. Em jeito de despedida como merecem ...

Carlos Zorrinho (aqui)

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Viva o José do Telhado! (V)


Joaquim Palminha Silva










V


            José do Telhado transformou-se em “acção de retaliação” dos humilhados e ofendidos. De bacamarte em punho chamava sobre si, com força de atracção dramática, as vibrações da silenciada desforra popular contra o Poder e o Capital e, por isso, foi o “anjo vingador” do religioso comunitarismo tradicional dos camponeses das serras do Norte, entretanto desprezados pelo liberalismo urbano, estrangeirado e maçónico, que se ia instalando no País manu militari. Nesta ordem de ideias, José do Telhado foi o exemplo “lusitano” do bandoleiro social que, por um desses acasos sem explicação histórica “racional”, terminam por ser compreendidos apenas através das milenárias raízes da Cultura: - José do Telhado “nasceu”, portanto, na mesma região onde outrora intrépidos pastores montanheses, comandados por Viriato, resistiram com desesperada valentia às Legiões de Roma, representantes do urbanismo imperial!
            O Poder político tinha, por conseguinte, de empregar com rapidez e eficácia meios militares para aniquilar um “vingador” popularizado, que ameaçava a instalação definitiva das novas formas de exploração da cidade sobre os campos!
            Andavam as tropas em seu encalço e ele, apesar de assolado por todos os lados, destroçava-os como um guerrilha experimentado, audaz, conhecedor do terreno e beneficiando da conivência das povoações, cuja consciência “íntima” lhe deveria dizer quanto era imoral denunciar o esconderijo do seu “vingador”.
Um assalto de José do Telhado a ricos proprietários, cena do filme realizado em 1945.

            Uma vez, tendo sido ferido por uma bala da tropa, ao recolher-se a um local que só os seus homens conheciam, compreendeu que fora traído por um deles. Caíram as suas suspeitas sobre um denominado João Pequeno, assim chamado por antífrase, pois era um hercúleo fanfarrão com instintos sanguinários à flor da pele. Receando José do Telhado, o delator abandonou o grupo e fugiu para sua casa na Lixa… Uma noite bateram-lhe à porta, abriu e reconheceu José do Telhado, que firme mas sereno lhe disse: «-Venho arrancar-te a língua!». O outro retorquiu, confiante na sua robustez: «Vamos a isso!». A luta foi terrível, garantem os vários biógrafos, travada numa noite escura… No dia seguinte o João Pequeno apareceu de língua cortada, atravancado na porta do casebre, onde se juntou a gente do lugar pasmada com o espectáculo. Súbito ouviu-se uma galopada, e numa nuvem de pó o bandoleiro gritou para os rurais embasbacados: «-É assim que se calam os traidores!» … E José do Telhado partiu a toda brida, o varapau sob a perna, o bacamarte colado no arção…
            Sabendo que tinha a cabeça a prémio, astuto e prevenido, José do Telhado decidiu fazer do castigo a João Pequeno um exemplo público e um aviso…

Estampa popular da 2ª metade do século XIX.

                                                                                                                           (continua)

Exposição "Fórum Malagueira" é inaugurada este sábado em três espaços da cidade de Évora


É inaugurada  pelas 17.30 de sábado, dia 19 de Setembro de 2015, no Fórum Eugénio de Almeida a exposição “Fórum Malagueira”. À abertura seguir-se-á um concerto de Cante Alentejano pelo grupo Cantares de Évora, pelas 19.00, no Parque da Malagueira. A exposição estará patente até 18 de Outubro de 2015 na Sala Rostrum do Fórum Eugénio de Almeida, na Sala de Leitura Principal da Biblioteca Pública de Évora e na Varanda de Honra do Claustro Principal da Universidade de Évora.

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Évora: jovens intervêm no Aqueduto e Alto de S. Bento


A 100% Aventura – Associação de Desporto e Natureza organizou mais um Campo de Trabalho Internacional e levou os seus jovens a uma caminhada ecológica ao longo do Aqueduto e do Alto de S. Bento. 
Os jovens voluntários oriundos de vários países como Sérvia, Polónia, Espanha, França, Alemanha, Turquia, República Checa, Rússia, Letónia, Escócia, Angola, Cabo Verde e Portugal fizeram recolha de lixo durante todo o dia no percurso delineado e acções de sensibilização à população com uma mensagem ambiental para prevenir situações futuras. 
Este projecto é financiado pelo Instituto Português da Juventude e Desporto e está inserido nos programas de Campos de Trabalho Internacionais a nível mundial. (nota de imprensa)