quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Balanço de 4 anos de governo PSD/CDS: mais de 1200 refeições sociais por dia só no distrito de Évora


A Segurança Social de Évora vai manter em funcionamento as cantinas sociais, até ao final do ano e aumentar o financiamento de 10 creches para que estas estejam abertas mais de 11 horas por dia.
São mais 500 euros mensais de comparticipação para que cada uma destas instituições contrate um funcionário, disse à DianaFm a Diretora do Centro Distrital de Évora da Segurança Social.
O acordo agora assinado prevê um pagamento retroativo desde maio de 2015. Já as cantinas sociais têm novos acordos válidos por seis meses. Em declarações à margem da cerimónia de assinatura dos acordos, Sónia Ramos revelou que este programa de apoio social já deveria ter terminado. No entanto as necessidades verificadas no terreno levaram o Ministério da Solidariedade, Emprego e Segurança Social a prolongar o funcionamento das cantinas sociais até ao final do ano.
Ao todo estão previstas 1205 refeições diárias em 23 cantinas do distrito. Este programa social no distrito de Évora representa um encargo de 70 mil euros mensais.

19 comentários:

  1. Agradeçam ao PS e ja agora ao partido comunista que leva o tempo a cagar postas de pescada, para finalmente apresentar soluções à moda do Chavez e da venezuela

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  2. Para alem da evidente propaganda demagógica, este governo acaba por dar a mão à palmatória ao verificar a necessidade de apoiar cada vez mais este tipo de instituições, pois a sua politica conduziu não ao aumento do emprego e à melhoria das condições de vida do dito povo, mas antes pelo contrário ao aumento da miséria e da fome, muito em especial nas populações mais desprotegidas. Se este governo e seus boys se dessem ao trabalho de ver o aumento cada vez maior das "visita" aos caixotes do lixo, por parte de pessoas que não recebem nem subsidio de desemprego nem rendimento mínimo, logo saberiam a verdade sobre a "melhoria" da nossa economia.
    MdM

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  3. Segundo as ultimas noticias:
    O desemprego recuou para os 11,8% (embora o numero de empregos tenho descido em cerca de 350 mil postos de trabalho);
    E Economia está com um crescimento de 1,5%;
    A divida pública desceu dos cerca de 129,6% para os 128,6%, não se sabe como já que não houve qualquer pagamentos de divida;
    Na verdade estas notícias até eram boas se fosse o caso de estarem a ocorrer numa época pré-eleitoral.
    Quer-me parecer que daqui a um mês e meio estes valores serão corrigidas, pois não passam do que propaganda enganadora.
    MdM

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  4. Segundo as ultimas noticias:
    O desemprego recuou para os 11,8% (embora o numero de empregos tenho descido em cerca de 350 mil postos de trabalho);
    E Economia está com um crescimento de 1,5%;
    A divida pública desceu dos cerca de 129,6% para os 128,6%, não se sabe como já que não houve qualquer pagamentos de divida;
    Na verdade estas notícias até eram boas se fosse o caso de estarem a ocorrer numa época pré-eleitoral.
    Até porque as “minhas estatísticas” também me dizem que houve um grande aumento e esse sim comprovável a olho nu, são as “visitas” aos caixotes do lixo, por parte daquela população que não quer saber de estatísticas para nada, pois eles não contam para este governo e são aqueles, cada vez mais, que não recebem qualquer tipo de rendimento (reforma, subsidio de desemprego ou rendimento mínimo).
    Quer-me parecer que daqui a um mês e meio estes valores serão corrigidos, para pior, pois não passam do que propaganda enganadora.
    MdM

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  5. Aqui apontar o dedo apenas ao PSD/CDS, não é totalmente correcto. O PS também contribuiu em parte igual para que chgássemos a este ponto.
    Entregar agora a governação ao PCP ou BE, era cravar o último prego no caixão...
    O que fazer? Emigrar e fugir do problema?
    Ou dar oportunidade a uma alternativa viável?

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  6. 13.08 É a realidade esta esquerda só sabe dizer balelas e largar laraxas!

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  7. Deviam fazer um levantamento geral em Portugal de quantos euros por dia dados a fundo perdido para alimentar as pessoas são gastos e daí qual o LUCRO que gente mafiosa está a receber para manterem as pessoas sem fome .

    O mal foi terem metido as pessoas na miséria !

    O mal é aparecerem trupes de gente disposta a ajudar e denominadas Instituições Voluntárias !

    Voluntário é eu dar 1 euro a uma pessoa que me pede para comprar pão , nada de voluntário tem essas instituições pois recebem RIOS de euros a fundo perdido resta saber se aplicam tudo para tirar a fome nas pessoas !

    NÃO vi nunca alguem dizer que organiza uma institução para TIRAR as pessoas da fome !

    O que aparecem é mais pessoas todos os dias com fome e gente disposta a dar-lhes comer !

    O que tem de ser feito é FECHAREM essas instituições TODAS porque não são mais que CAMPOS de CONCENTRAÇÃO onde OBRIGAM as pessoas a terem FOME !

    A solução não é a final como Hitler quer ainda dentro da campa !

    A solução passa pelo GOVERNO e os DEPUTADOS eleitos pelas zonas , identificarem essas pessoas e darem-lhes ou SENHAS que podem ser trocadas por alimentos e darem-lhe albergue para comerem dentro das suas ou emprestadas casas .

    O que fizeram com os "esfomeados" não foi mais uma cópia do que fizeram com os drogados , concentram a malta toda numa sal ESCONDIDA para se drogarem com METADONA ou comerem a refeição do dia e tres vezes ao dia !

    É uma tristeza Portugal hoje copiar moldes NAZIS , e só não vê quem não quer ver , pois quem não quer ver come Lagosta todos os dias e tem Mercedes parados em casas de luxo para as voltas da vida !

    Deixem-se de serem XULOS da pobreza em Portugal , já chegam os existentes das prostitutas !

    Jorge

    ( ciclista )

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  8. Quero aqui deixar o meu agradecimento ao Professor Rui Perdigoto quem tem feito tudo , para que eu melhore. Da equipa do Dr. Professor Eduardo Barroso, é ser humano espectacular, o seu telemóvel está sempre disponível a toda hora toca. São anjos na terra, nesta terra de diabos, de egoísmos, com os dos currículos da maior excelência é uma pessoa simples. Com doutoramento em medicina interna por Harvard, cirurgião, gastroenterologista e professor de Hepatologia(fígado, pãncreas e vias biliares) . Um exemplo de humanismo dedicação aos doentes. Professor Rui Perdigoto o meu muito obrigado
    António Abel Piteira

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  9. Não é um banqueiro ou grande empresário? Então provavelmente já terá percebido que os políticos não representam verdadeiramente os seus interesses. Por outras palavras: a democracia não está a funcionar. Da ocupação de Wall Street às manifestações nas ruas de Lisboa, aos confrontos em São Paulo ou em Atenas, milhões levaram para a rua o som das suas frustrações. Mas será que podemos realmente mudar alguma coisa? Em "Reinventar a Democracia", Manuel Arriaga leva-nos numa viagem global à procura de soluções. De Vancouver a São Petersburgo, de França à Austrália, descobrimos que há formas de reformar o mundo da política. À medida que viajamos e nos debruçamos sobre o que se passou nestes diferentes locais, exploraremos também algumas ideias chave das ciências sociais – da teoria política, sociologia e economia a resultados recentes na área da psicologia social e cognitiva – que nos ajudarão a entender por que razão os políticos que elegemos nunca nos irão representar. Breve e de fácil leitura, este livro convida os leitores a explorar 5 formas concretas e inovadoras de transformar a maneira como fazemos política.

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  10. Isto transcrito pelo mais inteligente dos benfiquistas,não deixa de ser paradigmático
    22 agosto de 2015, 08:45
    Por António Bagão Félix 0 comentários
    Quase tudo à volta de quase futebol

    Há dias, escrevi, num jornal desportivo, sobre futebol. Ou melhor sobre o que sobra do futebol, retirado o nuclear, que é o futebol jogado. E o que fica? A mais imperial hiperbolização do dito desporto (nos dois sentidos, para exaltar e para depreciar). O exagero sequestrou a competição. O excesso estiolou a razoabilidade. A imoderação eliminou a sensatez. O futebol, sob a aparente capa de modernismo mundano, nunca foi tão alienante como agora.

    Eu – que sempre gostei de futebol – transcrevo aqui parte do meu “desabafo”:

    A maior exageração é a das televisões ditas de informação. De manhã à noite, matraqueiam os espectadores (aqui talvez não ficasse pior essa pérola do AO: espeta…dores) com antevisões, previsões, insinuações, explicações, sugestões, constatações em redor de (quase) nada. A diversidade que deveria advir da concorrência esfuma-se num monolitismo que nos convida à estreiteza. No fim-de-semana, simultaneamente, os quatro canais espelhavam o vazio da programação: SIC N, RTP I, TVI 24, CM TV, além dos – aí sim desportivos – canais da Sport TV e Bola TV. Nos generalistas, não havia futebol mas sempre há a pimba-alienação, a mais pirosa e néscia forma de regressão estética e artística. Também nestes, qualquer “notícia” da bola aparece intercalada entre o importante e o excitante. No domingo, um destes canais noticiou prioritariamente uma banal lesão de Moutinho no Mónaco! Que tristeza!

    Já não suporto tanta conversa, tanta filosofia barata, tantos lugares-comuns, tantas conferências antes e depois, tanto bulício artificial, tanta especulação sobre nada, tantas imagens repetidas, tantos euromilhões num “mercado de pessoas”, tanta peleja enviesada sobre minudências, tanto palavreado sobre intermediários, tantos juízos sobre todos, tantas provocaçõezinhas de escola primária, tantos absolutismos de retórica, tantos “mind games” (como gostam de dizer), tantas incoerências em tão pouco tempo… Horas a fio, que tudo subjugam. Em dose cavalar, com o devido respeito pelo animal.

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  11. Noam Chomsky, linguista, filósofo e ativista político: “Falámos sobre várias coisas que me fazem ter esperança. A independência da América Latina, por exemplo. Tem um significado histórico. Nos encontros hemisféricos recentes, os Estados Unidos estiveram completamente isolados. É uma mudança radical em relação há 10 ou 20 anos, quando os Estados Unidos dominavam [as questões latino-americanas]. Na verdade, a razão porque Obama teve certos gestos em relação a Cuba foi para tentar superar o isolamento dos Estados Unidos. São os Estados Unidos que estão isolados, não é Cuba. E provavelmente falharão. Veremos. Os sinais de otimismo na Europa são o Syriza e o Podemos. Esperamos assistir, no fim, a um levantamento popular contra as políticas económicas e sociais esmagadoras e destrutivas, que resultam da burocracia e dos bancos. Isso dá esperança. Devia dar.”

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  12. A crise em Portugal, Grécia, Espanha e outros países da periferia europeia é reveladora", afirmou Chomsky numa entrevista publicada esta quinta-feira na revista Sábado. "Se fossem aplicados os princípios básicos do capitalismo, eram os bancos alemães e de outros países do Norte que tinham de suportar a crise, pois concederam empréstimos de alto risco, com elevadas taxas de juro", acrescentou.

    Para Noam Chomsky, que encheu na semana passada o auditório da Gulbenkian numa conferência universitária, "na Europa, os bancos conseguiram que os riscos que tinham assumido fossem suportados pelos Estados". Trata-se portanto de um "capitalismo distorcido", acusa o linguista: "Os portugueses estão a pagar as aventuras dos bancos alemães, que fizeram empréstimos arriscados".

    A seguir à crise financeira, pouca coisa mudou, regista Chomsky. "Os últimos relatórios do FMI mostram que os bancos continuam a ter grandes lucros, sobretudo devido às políticas de isenção fiscal e subsídios diretos e indiretos dos governos", conclui.

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  13. a quinta-feira, as autoridades de Skopje declararam o estado de emergência nesta região do Sul do país, ordenando à polícia e aos soldados para selarem a fronteira às 2000 pessoas que todos os dias a estavam a cruzar (o Governo garante que nalguns dias esse número chegou às 3500). Gente que já passou por muito para ali chegar e que tenta desesperadamente entrar num comboio junto à na fronteira e assim atravessar a Macedónia e depois a Sérvia, chegando por fim à Hungria, sinónimo de União Europeia e de livre circulação (Espaço Schengen).

    A situação não é nova, mas o ritmo de chegadas acelerou nas últimas semanas e por um motivo muito simples: a Hungria está a construir um muro de quatro metros de altura ao longo dos 175 quilómetros de fronteira que tem com a Sérvia e anunciou que este estará pronto até ao fim do mês, e não mais perto do fim do ano, como previra inicialmente.

    “Nesta Europa, os animais estão a dormir em camas e nós dormimos à chuva”, disse a síria Fatima Hamido, depois de ter conseguido atravessar para a Macedónia. “Estava a congelar há quatro dias debaixo de chuva, sem nada para comer”, contou a jovem de 23 anos ao enviado da agência Reuters.

    “Pedimos ao Governo da Macedónia para começar a abrir a fronteira e dar prioridade aos mais vulneráveis, às mulheres, crianças e pessoas doentes”, disse no início do dia Alexandra Krause, responsável do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados. “Há umas 3000 pessoas aqui [junto à fronteira] e os números estão a aumentar. As pessoas estão exaustas. Choveu durante toda a noite e não há nenhum abrigo.”

    Num comunicado, a agência da ONU já se tinha afirmado “particularmente preocupada com os milhares de refugiados e imigrantes, especialmente mulheres e crianças, agora encurraladas no lado grego da fronteira em condições que não param de se deteriorar.

    Apesar do comunicado oficial do Governo macedónio se referir aos que foram autorizados a entrar como “imigrantes ilegais”, quem tenta com tanto desespero chegar à União Europeia por esta via são na sua maioria pessoas vindas da Síria, um país onde umas 300 mil pessoas foram mortas desde 2011 e mais de 10 milhões fugiram das suas casas para escapar à guerra.

    Segundo o ACNUR, entre as perto de 160 mil pessoas que já chegaram este ano à Grécia, 85% são refugiados e mais de 60% sírios. 2015 foi o ano em que pela primeira vez a Grécia ultrapassou a Itália em número de chegadas – basta olhar para o mapa e perceber de onde vem quem alcança as ilhas gregas. Só em Julho, chegaram aqui 50 mil pessoas vindas da Turquia.

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  14. Privataria”, de Mariana Mortágua e Jorge Costa

    privataria“Privataria” é uma análise das privatizações ao longo dos últimos vinte e cinco anos em Portugal, com uma atenção cuidada em relação aos últimos sucessos de Passos Coelho e de Paulo Portas. Embora alguma desta informação já estivesse disponível (mas não toda, vai ter surpresas), não havia ainda um compêndio tão detalhado acerca do que tem sido um dos pilares do regime: as privatizações, administradas ao sabor das conveniências de clientelas, de estratégias de reconstituição de grupos industriais e financeiros ancestrais ou das imposições do protectorado, garantiram a transferência de bens comuns fundamentais para a renda privada.

    O livro está organizado por casos: depois de uma apresentação geral, são-nos mostrados doze dossiers de grandes empresas privatizadas e, finalmente, um balanço das parcerias público-privado e do funcionamento do Estado privatizador, com os seus diversos intérpretes. Verificará em cada um dos dossiers quem foram e são os protagonistas, como se desenvolveu a operação, que escritórios de advogados intervieram, quem beneficiou, quanto é que o Estado perdeu.

    O livro não se dedica muito ao tema ideológico, mas apresenta e desmonta as justificações privatizadora e o fundamento do neoliberalismo que nos tem governado com mão de ferro. O Estado funcionou como o garante, agente e condutor das privatizações: como sempre na história de Portugal, o Estado fez a burguesia.

    Suponho que o leitor e a leitora não ficarão surpreendidos por saber que o PS foi o partido de governo que mais privatizou (na p.22 tem os dados rigorosos), não só porque iniciou a revisão constitucional que o permitiu e depois abriu os principais sectores financeiros e industriais à recomposição dos velhos (e à criação de alguns novos) grupos económicos, mas porque prosseguiu sempre essa política com grandes resultados (ninguém bate os governos de Guterres nesse mister). É certo que o plano de privatizações do PEC4 e depois do memorando da troika era muito ousado e foi cumprido com denodo por Passos Coelho e Portas, ultrapassando o que tinha sido feito nos anos imediatamente anteriores, mas a justiça manda dizer que, neste campeonato, considerando toda a história, o PS nunca se saiu mal e se compara muito vantajosamente com a direita.

    Por todo isso, “Privataria” é o livro que tem que ler

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  15. O Bloco de esquerda e o papel actual.

    Sou, assumindo já, um homem de esquerda. Trabalhei durante demasiados anos na ERC.
    Leio, por gosto, este blog, encontro nele muito do que me falha nos jornais que compro: realidade.
    Mas encontro também um destemido, porém fraco, papel de ataque sistemático ao PCP. Impróprio para Homens de esquerda.
    Aprendi com o tempo o papel que têm os partido, reconheço em todos um papel importante na democracia. Quando o Bloco de esquerda chegou decidi conversar um pouco com alguns dos ilustres membros do bloco. Foram palavras alegres votadas por um ódio sempre presente, um ódio com a esquerda actual - "antiquados, velhos, retrogadas, cassetes, sem ideias".
    Guardei essas ideias e percebi que o Bloco seria na verdade um sopro que acabaria como todo o radicalismo, terminava no fim da adolescência. O que nunca esperei era o papel que o Bloco de Esquerda desempenha hoje, passados vários anos da sua criação.
    Hoje o Bloco é um Partido apaixonado por qualquer ponta de poder que possa vir a ter, seja na Grécia, seja na Espanha, seja por aqui. O confronto do Bloco neste momento não é em ser melhor, é tirar o espaço que os "antiquados, velhos, retrogadas, cassetes, sem ideias" estão a recuperar. Para o bloco (e isso até pode ser bem visto aqui neste blogue) não interessa mais nada.
    Faz dois anos apostei com um velho colega da ERC, apostei que o BE um dia iria atacar o PCP para ter tempo de antena. Hoje ele ligou-me e disse-me: "Ganhaste, o BE atacou a CDU e os Verdes, prefere ter o CDS nos debates que ter os Verdes, está colado ao PS".
    E porque raios é assim? Porque o BE viu que a única forma de ter um canto de poder é ser um salvador da pátria, salva Portugal do Centrão e servir de CDS-PP do PS, ainda mais depois do PSD amarrar o CDS-PP original.

    O que o Bloco não entende é que quanto mais ataca o PCP, a sua coerência e coragem mais se afasta dos que quer que votem neles. E eu nem quero uma república socialista portuguesa, mas quero muito que terminem esta gente a mandar em nós.

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    Respostas
    1. Quanto mais o BE ataca o PC/CDU, mais faz o serviço à direita que é, confundir e dividir a força da esquerda nacional.
      Por isso é que o Bloco de Esquerda é tão respeitado pelos meios de comunicação, privados e públicos, e tem tempo de antena igual aos partidos do bloco central, enquanto o PC é tratado como cão.
      Por isso é que todos os novos partidos, alegadamente do contra, merecem tanta atenção da comunicação social.

      Esta história dos debates é mais um grau que descemos na escala da democracia.
      1
      Chegámos ao ponto de serem os editores dos canais (propriedade do capital) quem decide qual o formato dos debates.
      2
      Cegámos ao ponto da comunicação social estar praticamente toda privatizada, e estar naturalmente ao serviço dos interesses dos proprietários de direita, e não do país.
      3
      Chegámos ao ponto dos debates pré eleitorais deixarem de ser uma obrigação do estado e dos partidos, para o necessário esclarecimento do país sobre as opções em aberto, e passaram a ser uma opção dos partidos, dependendo dos valores éticos e democráticos que os norteiam, e do respectivo interesse conjuntural, por mais criminosos que sejam.

      Os próximos passos serão, acabar com os debates, e a seguir com os partidos.
      Assim, depois de 40 anos de fascismo, e de 40 anos de bloco central, chegaremos finalmente ao consenso alargado, e à estabilidade fascista.

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    2. Bloco de Esquerda e em especial o PCP pararam em 1917 e aí ficaram. For isso os calimeros do Partido Comunista que por aqui andam, não passam de porta vozes do dono em serviço à blogosfera. E por isso mesmo o bloco central ganha: ninguem em Portugal quer Sirysas, KKE ou comites à moda da Venezuela. O resto é propaganda tipica de partidos esclerosados velhos e gastos, cuja ideologia fracassou no mundo todo.

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    3. Vai estudar Relvas.

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  16. A contaminação pela crise chinesa

    inversiones-china-europaPortugal é o país europeu com maior investimento chinês no último ano e o quarto em valor absoluto entre 2000 e 2014, só ultrapassado pela Alemanha, Inglaterra e França (ver o mapa, clique para ampliar). Se se concretizar a venda do Novo Banco a uma empresa chinesa, será pelo segundo ano consecutivo o recordista. Pode não acontecer, porque o o BCE está a pressionar o Banco de Portugal para se afastar dos concorrentes chineses.

    Em todo caso, tudo isto são péssimas notícias. Porque se trata de privatizações de bens estratégicos essenciais, o que só por si sugeriria que se evitassem estes erros irreparáveis. Mas ainda porque são entregues a um dos poderes financeiros mais opacos – o Partido Comunista Chinês é um dos centros da acumulação mundial de capital, mesmo que um dirigente político português afirme que nada disso impede um “relacionamento” – e porque se trata de uma estatização por outro país.

    Mas é ainda uma péssima notícia porque, ao contrário dos outros países europeus, no nosso caso não se trata de investimento que crie emprego: trata-se de compras de carteiras de acções para dominar empresas privatizadas. E, finalmente, é uma péssima notícia porque aumenta a vulnerabilidade da economia portuguesa a decisões políticas e financeiras sobre as quais não existe nenhum instrumento nacional de controlo.

    Na segunda feira, com a queda de 8,5% da Bolsa de Xangai, as 300 maiores empresas asiáticas desvalorizaram 230 mil milhões de euros; o mercado financeiro mundial terá perdido 450 mil milhões. Na api.aspterça feira, ontem, houve uma recuperação medíocre até meio do dia, nova queda no final da sessão das Bolsas norte-americanas (imagem ao lado) mas, finalmente, um crescimento na Europa (os leitores tomarão em consideração que estes valores são nocionais, porque só se concretizam se houver compras e vendas e portando perdas dos proprietários actuais). Na segunda-feira, a Bolsa portuguesa perdeu 3,1 mil milhões em valor. As Bolsas da Alemanha perderam nesse dia tudo o que tinham subido em 2015.

    O Diário do Povo, do PC Chinês, declarou que se tratava de uma “segunda feira negra”, para estabelecer a comparação com a crise de 1929. Começou a montanha russa.

    Não é para menos. Desde que começou a desvalorização do yuan, a moeda chinesa, os mercados financeiros mundiais perderam 5 triliões de dólares (em valor das acções). Com a crise desta semana, o euro subiu e as moedas chinesas e norte-americana perderam; então, a vítima será a Europa, que terá menos capacidade para exportar para a China (contração da procura) e para o resto do mundo (encarecimento do euro).

    O contexto é portanto perigoso. Os EUA e a UE têm pouca margem de manobra para responder a uma crise especulativa, porque os juros estão excepcionalmente baixos e nada pode ser feito com a política monetária, que tem o maior efeito a curto prazo.

    Embora o efeito na economia mundial ainda seja reduzido, o susto é grande. Uma queda surpreendente de 20% nas Bolsas chinesas ao longo de poucas semanas e um sobressalto num dia podem simplesmente significar uma perda importante para os aforradores e investidores chineses. Mas podem também implicar um efeito dominó que, em 2007 e 2008, foi devastador, provando que a economia mundial se baseia num jogo financeiro fictício e certamente perigoso.

    Tudo isto tem um preço para Portugal. O comportamento das empresas chinesas será determinado pelo Comité Central e pelas suas necessidades de capital. Ora, como Ricardo Cabral já aqui demonstrou no caso da Fidelidade, essas necessidades podem levar a esventrar as empresas, com consequências no banco público, a CGD.

    Os festejos governamentais sobre os investimentos chineses nas privatizações já deram lugar ao pesadelo. Talvez tenhamos que acordar com a tempestade.

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