terça-feira, 21 de julho de 2015

O que é a História? (acasos em folhetins?)

Joaquim Palminha da Silva
I
            Há pessoas que acreditam que se pode ensinar História, como se esta fosse um laboratório a funcionar em pleno, repetindo experiências que, pelo rigor das fórmulas empregues, resultam sempre idênticas…
            Surgiu-me a ideia de História, a propósito das recentes declarações do ministro francês da Economia, Emmanuel Macron, que ao falar da crise económico-financeira da Grécia, afirmou que a França não será cúmplice de um «nouveau traité de Versailles». Este tratado aconteceu em 1919, após a derrota da Alemanha na I guerra mundial (1914-1918). Na prática, os Aliados (França, Inglaterra, Bélgica, etc.) impuseram ao país vencido pesadas indemnizações e reparações materiais, impossíveis de concretizar, dado o estado de completa ruina e destruição da Alemanha. O resultado desta humilhação foi o nascimento de um nacionalismo exacerbado, que deslizou para o nazismo com as trágicas consequências que todos conhecemos… - Enfim, os estadistas de hoje julgam que a História se pode repetir, assim, sem mais nem menos!
Os estudantes e os futuros homens de Estado, fariam muito melhor em manusearem com cautelosa precaução a série infindável de narrativas históricas, em vez de acreditarem em supostas “leis”, “regras” e “ritmos” próprios da História. Eis, pois, os acasos que fazem da História uma série de folhetins sem continuação, sem racionalidade intrínseca e, no fim, uma continuada incógnita!
            Quando o comandante militar britânico Arthur Wellesley, futuro duque de Wellington, entrou em Madrid em 1812, após ter vencido os exércitos napoleónicos que estacionavam na Península Ibérica, encontrou vários “incómodos” simpáticos que as autoridades espanholas lhe reservavam, um deles sobrepunha a todos: - Ter de “pousar” horas e horas face a um pintor, para um retrato a caminho da posteridade!
            O artista indigitado pelas autoridades para o retratar foi, vejam lá, o genial e já famoso Francisco Goya, que não sabia inglês e era surdo. Apenas por cortesia e cavalheirismo britânico, o general acedeu a fazer de modelo, dado que não apreciava muito os artistas dos pincéis… E os intermináveis dias de sessões no “atelier” de Goya seguiram-se, até cobrirem de impaciência o general. Porém, um dia o inglês explodiu zangado com qualquer pormenor do retrato que não lhe agradou, e desfechou desdenhosos impropérios…Goya nada entendia, mas conhecia bem as fisionomias humanas e, orgulhoso, percebeu que o inglês o humilhava e, assim, empunhou uma das pistolas que tinha sempre à sua beira, e apontou-a ao vencedor de Talavera. O general levou a mão à espada e levantou-a em sinal de defesa… Não se sabe bem o que aconteceu (talvez alguém tenha acorrido!), mas depois de se olharem nos olhos, Goya e Wellesley retornaram à tranquila normalidade do trabalho.

            Se porventura Goya houvesse disparado, assim, à queima-roupa, liquidando o general inglês naquele ano de 1812, que é que teria acontecido nas planícies da Bélgica, em 1815? A batalha de Waterloo teria sido vencida pelas tropas inglesas e prussianas? O “destino” de Napoleão Bonaparte não terá estado suspenso, dependente da pistola de Goya apontada ao general inglês? Não foi este facto um acaso, portanto desobediente às “leis” históricas?  


7 comentários:

  1. Nem Grécia nem Portugal têm hipóteses de ficar no euro"
    João Ferreira do Amaral diz que "a Grécia não tem condições para estar [no euro] e a seguir seremos nós". No programa "Olhos nos Olhos" da TVI24, o economista considera que nenhum dos países tem condições para permanecer na moeda única e explica porque é que Portugal pode ser o próximo a estar no "olho do furacão".
    "Quando também se verificar que nós manifestamente também não temos condições nomeadamente para cumprir o pacto orçamental e que não temos condições até de sustentabilidade demográfica do país", explica o responsável.
    Ferreira do Amaral aponta ainda dois ingredientes explosivos para o caminhar para o abismo: "Para além de estarmos a perder a sustentabilidade demográfica, aparentemente somos o país com maior taxa de imigração, a seguir a Malta, e como já temos uma população muito envelhecida isso vai além de tudo mais contribuir fortemente para um envelhecimento mais rápido da população. E depois não é só a questão da segurança social, é toda a sociedade que começa a ter disfunções graves", explica.
    O economista defende que estão a ser cometidos "erros gravíssimos na gestão da crise", tais como fazer um pacote juntando as duas coisas, pelo menos para Portugal e Grécia. E ao misturar as duas coisas criou-se uma mistura explosiva que acaba por desorganizar completamente a economia e tornar muito mais dificil a consolidação orçamental. Se a consolidação orçamental tivesse sido a prioridade penso que seria perfeitamente possível ter-se um programa de 5, 6 anos de redução do défice, sem nenhuma perturbação grave da economia, reduzindo-o paulatinamente e gradualmente".
    Ferreira do Amaral conclui pintando um cenário negro: "ao misturar a desvalorizaçao interna torna-se praticamente impossível fazer isso porque automaticamente os rendimentos descem, a procura interna desce, a produção desce, obviamente aumenta o desemprego, aumentam as despesas do desemprego, reduzem-se os impostos e as contribuições para a segurança social e está o caldo entornado".

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  2. À atenção dos consumidores de àgua DE ÈVORA.
    A cme descobriu um sistema para arranjar cerca de mais 40% do que o valor realmente consumido.
    O esquema é simples não aceita as leituras dadas pelos clientes, mesmo dadas em prazo estipulado e desculpa-se com erro informático.
    Resultado faz estimativas para períodos muitos mais longos cerca de 41 dias, ora o consumo é muito elevado. A desculpa esfarrapada que devolvem o valor pago a mais não colhe, aconteceu que de 24 M3 devolveram-se 32,80 euros e pelo consumo real de 17m3 tenho uma factura de 32,61 euros há um valor empolado de 13.66 euros que acaba por ir para os bolsos do Município.Se isto vos está a acontecer digiram-se á DECo e reclamem os cidadãos não são culpados da divída de 80 milhões de euros do Municipio

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  3. À atenção dos consumidores de àgua DE ÈVORA.
    A cme descobriu um sistema para arranjar cerca de mais 40% do que o valor realmente consumido.
    O esquema é simples não aceita as leituras dadas pelos clientes, mesmo dadas em prazo estipulado e desculpa-se com erro informático.
    Resultado faz estimativas para períodos muitos mais longos cerca de 41 dias, ora o consumo é muito elevado. Como as taxas de cobrança de água os preços são progressivo essa leitura incorreta faz com que paguemos m3 não consumidos a valores muitos altos.A desculpa esfarrapada é a de que devolvem o valor pago a mais não colhe, aconteceu que de 24 M3 devolveram-se 32,80 euros e pelo consumo real de 17m3 tenho uma fatura de 32,61 euros há um valor empolado de 13.66 euros que acaba por ir para os bolsos do Município ilegalmente . Se isto vos está a acontecer dirijam-se á DECo e reclamem os cidadãos não são culpados da dívida de 80 milhões de euros do Município.

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  4. A Operação Lava Jato em Portugal levada a sério,PS/PSD/CDS,certamente não iam a eleições em Outubro..........................a Corrupção alastra mas o sistema não permite investigar ......

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  5. CORRUPÇÃO o grande cancro do centrão,o 44 é apenas um, neste pântano da politica portuguesa,governada pelo partido único,PSD/PS/CDS.

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  6. A delapidação dos recursos dos munícipes na fatura da água é feito pela gestão cdu, não há aqui nenhum centrão. os ladrões vão desde o centrão á cdu a mesma luta a defesa da sua tribo e o roubo do povo

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  7. O comunismo mundial acabou. Ja nao temos a bitola de comparação. Que chatice.

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