terça-feira, 28 de julho de 2015

O Imperialismo da UE

Joaquim Palminha Silva
É sempre necessário voltar a dizer o elementar, pois a multidão de cronistas de jornais e televisões, procura fertilizar os seus honorários com a utilização de habilidades palavrosas, equívocos e contradições, baralhando ideias e lançando “palpites” que semeiam grande confusão na mentalidade corrente do cidadão português, que carrega ainda uma grande porção de indiferença política e ignorância cívica.
1ª Questão – Desde o “ordeiro” e amargamente conformado PC até ao imbróglio esquerdizante que é o BE, passando pela panóplia de partidinhos que se têm anunciado “à esquerda”, todos convergem em “meia-dúzia” de ideias: a) renegociação da dívida pública; b) preparar Portugal para a eventualidade de saída do euro; c) revogação do Tratado Orçamental; d) retoma do controlo do sector estratégico da economia nacional; e) travagem do programa de privatizações de empresas públicas e bens nacionais…
Estes e outros itens similares, não podem constituir um projecto societário de qualquer partido de esquerda, dado que não anunciam sequer o esboço de uma ideologia, são apenas reivindicações pontuais, evidências que um sindicato poderia subscrever. Em síntese, não se alicerçam na sociedade e se mantêm credíveis partidos deste jaez, apenas para defenderem reivindicações próprias da natureza sindical …
Não se vislumbram profundos recursos ideológicos à esquerda e, portanto, são se visiona uma elite de dirigentes efectivamente revolucionária, desassombradamente radical. O “medo” de que o Poder lhes chame “subversivos”, de que os serviços secretos estrangeiros (os nacionais são anedóticos!) os vigiem, de que a opinião pública, porque manipulada, os isole, bem como a possível perda de algumas migalhas e mordomias, prende a acção revolucionária inovadora destes partidos, se é que têm, mesmo vagamente, a intenção de revolucionar “alguma coisa”…
2ª Questão – Se por um “acaso histórico” o PC, BE e a inqualificável série de partidinhos de última hora, alcançassem uma vitória eleitoral (coligados ou não) e, por conseguinte, formassem um governo com o apoio da maioria do Parlamento, teríamos de assistir à segunda versão do filme grego!
Isto é, Banco Central Europeu, Conselho da Europa e demais estruturas administrativas sediadas em Bruxelas, em sintonia com os interesses dos grandes grupos económicos e do Fundo Monetário Internacional, não estariam na disposição de renegociar a dívida portuguesa e, além do mais, tudo fariam para que Portugal percebesse que o regime democrático actual só é aceitável se for útil aos interesses da concentração de Capital e expansão imperial da UE, bem como ao desmantelamento paulatino de toda a possível soberania administrativa e económica do País.
Em poucas palavras, a esquerda tradicional gravou no seu programa eleitoral a renegociação da dívida, mas os donos da dívida não querem negociar coisa alguma! – Portanto, não entendo razoável pedir o voto dos cidadãos para levar a cabo medidas que, de antemão, já todos sabemos que nunca seriam levadas a cabo, por impedimento declarado da UE!
3ª Questão – As privatizações dos bens nacionais, a reforma da administração pública, a legitimação de cada Orçamento de Estado, etc., etc., são negociados e decididos em Bruxelas, isto é, pelas super-estruturas da União Europeia que, por sua vez, “executam” em nome de “grandes” identidades económicas “sem rosto”. Num cenário destes, programar eleições em Portugal é um logro, uma fantasia própria para colónia de indígenas analfabetos. Tudo é decido, por via da dívida pública, dos seus juros e empréstimos acrescidos, em Bruxelas…- Votar em quem? Em títeres?
Aceitar este regime político “democrático” e ir às urnas de votos, é legitimar a fraude, a continuação de Portugal como colónia e dos portugueses como indígenas! – Se a “esquerda” pactua com esta enorme “palhaçada”, emprestando-lhe mesmo seriedade, coloca-se do lado do inimigo.
A única decisão revolucionária é a abstenção total às eleições, a saída de todos os verdadeiros revolucionários dos esquemas do actual regime. Só uma abstenção assumida, tal uma greve geral, pode fazer tremer os lacaios e serventes de Bruxelas! Uma estrondosa abstenção que lhes retire legitimidade para “mandarem” em nós e, por acréscimo, perderem a credibilidade de lacaios competentes junto dos patrões da UE!

Temos de recusar, com radical decisão, um regime “democrático” que desonra o 25 de Abril de 1974, fazendo de todos nós “indígenas” e de Portugal uma colónia!


10 comentários:

  1. 28.07.15La ministra de Fomento, Ana Pastor, ha confirmado hoy el compromiso del Ministerio de Fomento con la Línea de Alta Velocidad (LAV) Madrid-Extremadura-Frontera portuguesa.

    E os rapazolas desde lado que decidem?

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  2. Imperialismo ?Um ministro das finanças contratar um pirata informático para aceder e falsear dados dos contribuintes!?Bem se entalaram com os Alemães e com razão!

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  3. A entrevista do presidente Sá o Diário do Sul e de um vazio quer deste jornal quer do presidente , porque não perguntaram pela situação da limpeza da cidade porque não perguntaram o porque dos acampamentos em passeios e jardins etc...
    Foi um frete de propaganda por isso esse jornal já não entra mais cá em casa!

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  4. A União Europeia não está preocupada?

    Hungria está a construir um Muro

    A Turquia a pretesto do estado islâmico está a Dizimar o POVO CURDO(com o apoio da Nato).

    Qual a posição do PS,CDU e Bloco ?

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  5. O "massacre" começou,os media "vendem-nos" a todo o momento o mesmo produto PS ou PSD.

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  6. dixit: "A única decisão revolucionária é a abstenção total às eleições, a saída de todos os verdadeiros revolucionários dos esquemas do actual regime."
    Pergunta-se: - por quem e onde são passados os diplomas de "verdadeiro revolucionário?

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  7. Ora aí está um artigo esclarecedor da fibra de "revolucionário" do Joaquim Palminha: zurze em tudo e em todos pelo que pensam e pelo que não fazem, espadeira bravamente com a sua verve novecentista contra os gigantes lá de longe e, para ensinamento dos néscios de cá, receita a mezinha certeira, qual seja, "não façam nada", nem sequer votem que com isso até urticária provocará nos mandantes disto tudo. É caso para concluir com um PUF ou um PAF…

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  8. Palerma das 10.33 se houvesse 99% de abstenções irias ver. Já Saramago prémio nóbel da literatura portuguesa advogava o mesmo. Então que nos resta votar, Portugal á frente representa votar nos interesses da Goldman Sachs e sua privataria. Votar ps é a mesma coisa representa os interesses da JPMorgan Chase e ainda ganham 3,5 euros por cada voto. A esquerda CDU, BE , Livre, Marinho Pinto(PDR) parecem cães não se entendem, não há o mínimo ponto de união eu vou mais longe desenho um falo no boletim de voto FDP

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  9. Politólogos,jornalistas,empresários........................."massacram-.nos" a todo o momento com o voto "útil" no partido PSD/PS/CDS.................................em nome do "deus" mercado.........................

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  10. RTP paga com os impostos de Todos.........................................

    Autêntico canal de propaganda do governo e de subserviência a Alemanha.

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