terça-feira, 7 de julho de 2015

No 125º aniversário da morte de Camilo Castelo Branco

Joaquim Palminha da Silva




Camilo Castelo Branco
(125º aniversário da sua morte)


Seja de que maneira for que a minha gratidão de leitor encare ou queira compreender, o homem atormentado e a obra genial do escritor Camilo Castelo Branco, é impossível fugir a este sentimento de desesperada revolta face à iniciativa levada a termo pela Associação Portuguesa de Escritores para assinalar os 125 anos da morte do autor de «Eusébio Macário» e «A Corja»: - Venho de saber pelas páginas do jornal Público (texto de Alexandra Prado Coelho, 1/7/2015) que a dita «Associação…» assinalou a efeméride com um jantar no café-restaurante «Martinho da Arcada» (Lisboa), segunda-feira, dia 1 de Julho…
O Camilo, que foi sempre um desventurado ao longo dos 133 livros, sofreu não poucas carradas de idiotices que em vida lhe armaram, mas dispensava esta agora, 125 anos pós-morte, “ainda por cima” parvamente encenada pela Associação Portuguesa de Escritores!
Sabe-se que o escritor, a partir dos 40 anos de idade, por graves problemas de saúde, era bastante frugal, por conseguinte, o contrário de um gastrónomo de catálogo que se possa comemorar, refazendo pratos e acepipes descritos nas páginas dos seus livros, para entreter, num restaurante “snobe”, os basbaques que gostam de se passear por estes “eventos”!
Não vem grande mal ao mundo com este pequeno disparate (ou parvoíce!), dir-me-ão… - Sem dúvida, sem dúvida… Porém, de parvoíce em parvoíce, acabamos por cair pachorrentamente no pó da idiotia geral, que vai engrossando e escurecendo o entendimento das instituições mais respeitáveis!
Fialho de Almeida, outro escritor que também morreu (em Cuba, no Alentejo) ao abandono (1911), quando da morte de Camilo escreveu a António Feijó, revoltado pelo miserabilismo das exéquias:« […] chegando ao Porto num fourgon de mercadorias, sem tochas, nem pano negro, nem cortejo na gare, nessa horrível manhã de névoa portuense, que eu hei-dever com lágrimas de raiva, enquanto vivo, já que Deus quis ter-me a memória, no meio desta gente empenhada em se esquecer.».
Enfim, a instituição porta-voz dos escritores portugueses não encontrou melhor forma de honrar o 125º aniversário da morte de Camilo Castelo Branco do que promover… uma sessão gastronómica onde, a intervalos de palitarem os dentes, os “fregueses” presentes foram obsequiados com umas “palestritas” de circunstância…
Face a este disparate, confesso-me confuso e envolto nas trevas da incerteza. Para onde levam a Cultura portuguesa, algumas das suas instituições mais insuspeitas? – No melhor pano caí a nódoa!

Seja de que maneira for que a minha gratidão de leitor encare ou queira compreender, o homem atormentado e a obra genial do escritor Camilo Castelo Branco, é impossível fugir a este sentimento de desesperada revolta face à iniciativa levada a termo pela Associação Portuguesa de Escritores para assinalar os 125 anos da morte do autor de «Eusébio Macário» e «A Corja»: - Venho de saber pelas páginas do jornal Público (texto de Alexandra Prado Coelho, 1/7/2015) que a dita «Associação…» assinalou a efeméride com um jantar no café-restaurante «Martinho da Arcada» (Lisboa), segunda-feira, dia 1 de Julho…
O Camilo, que foi sempre um desventurado ao longo dos 133 livros, sofreu não poucas carradas de idiotices que em vida lhe armaram, mas dispensava esta agora, 125 anos pós-morte, “ainda por cima” parvamente encenada pela Associação Portuguesa de Escritores!
Sabe-se que o escritor, a partir dos 40 anos de idade, por graves problemas de saúde, era bastante frugal, por conseguinte, o contrário de um gastrónomo de catálogo que se possa comemorar, refazendo pratos e acepipes descritos nas páginas dos seus livros, para entreter, num restaurante “snobe”, os basbaques que gostam de se passear por estes “eventos”!
Não vem grande mal ao mundo com este pequeno disparate (ou parvoíce!), dir-me-ão… - Sem dúvida, sem dúvida… Porém, de parvoíce em parvoíce, acabamos por cair pachorrentamente no pó da idiotia geral, que vai engrossando e escurecendo o entendimento das instituições mais respeitáveis!
Fialho de Almeida, outro escritor que também morreu (em Cuba, no Alentejo) ao abandono (1911), quando da morte de Camilo escreveu a António Feijó, revoltado pelo miserabilismo das exéquias:« […] chegando ao Porto num fourgon de mercadorias, sem tochas, nem pano negro, nem cortejo na gare, nessa horrível manhã de névoa portuense, que eu hei-dever com lágrimas de raiva, enquanto vivo, já que Deus quis ter-me a memória, no meio desta gente empenhada em se esquecer.».
Enfim, a instituição porta-voz dos escritores portugueses não encontrou melhor forma de honrar o 125º aniversário da morte de Camilo Castelo Branco do que promover… uma sessão gastronómica onde, a intervalos de palitarem os dentes, os “fregueses” presentes foram obsequiados com umas “palestritas” de circunstância…

Face a este disparate, confesso-me confuso e envolto nas trevas da incerteza. Para onde levam a Cultura portuguesa, algumas das suas instituições mais insuspeitas? – No melhor pano caí a nódoa!

2 comentários:

  1. Em Portugal também acontece muitos casos destes, só que os doentes ou morrem, ou não chegam a saber e se sabem não Têm meios para meter tais crápulas na prisão.È caso para dizer morreu de que? Morreu de 5 médicos e 2 farmaceuticos

    Médico fez tratamentos de quimioterapia a centenas de pessoas que não tinham cancro.
    O médico americano Farid Fata pode agora ser condenado a prisão perpétua por ter submetido vários dos seus doentes a tratamentos desnecessários para o seu próprio ganho financeiro.
    Um médico norte-americano pode ser condenado a prisão perpétua esta semana por ter submetido centenas de pessoas a tratamentos desnecessários, incluindo quimioterapia, para o seu lucro pessoal. Algumas das pessoas que foram tratadas pelo médico Farid Fata morreram, alegadamente como resultado de tratamentos para os quais não havia necessidade médica.
    Mais de 500 pessoas terão sofrido com os crimes de Farid Fata, de acordo com uma reportagem do Wall Street Journal sobre o julgamento do médico, que cita dados das autoridades federais dos Estados Unidos. Farid Fata ganhou milhões ao defraudar o sistema de seguros de saúde Medicare, escolhendo tratamentos para os seus doentes conforme fossem mais lucrativos para si, e não mais apropriados para o diagnóstico.

    ResponderEliminar
  2. Continuação do crime anterior, situação que acontece também por aqui. A medicina é um negócio de mentira em 80% dos casos
    Uma das vítimas do médico, um homem que morreu aos 79 anos, recebeu tratamento de quimioterapia para cancro do pulmão de que, veio mais tarde a verificar-se, não sofria. A família alega que o homem morreu devido à quimioterapia que recebeu inadequadamente. Quando era vivo, o doente referia-se ao médico como "assassino em série", contou a sua mulher ao Wall Street Journal. "Estou aqui porque não quero que isto não aconteça a mais ninguém", disse a mulher da vítima, que vai testemunhar esta semana em tribunal contra Farid Fata.
    Farid Sata, que operava no estado norte-americano do Michigan numa clínica onde era o único médico, terá causado dano a 553 pessoas com o seu esquema de fraude ao sistema de seguros de saúde Medicare, das quais 150 apresentaram queixas em tribunal. Duas dezenas vão testemunhar contra ele esta semana perante o juiz, que poderá decidir aplicar pena perpétua. O médico declarou-se culpado, em setembro, de ter cometido fraude contra o sistema de seguros de saúde, e agora enfrenta um julgamento em que poderá ser condenado a 175 anos de prisão. Os seus advogados de defesa pedem, no entanto, que a pena seja limitada a 25 anos.

    ResponderEliminar

Nota: só um membro deste blogue pode publicar um comentário.