segunda-feira, 13 de julho de 2015

Fragmentos…

Joaquim Palminha da Silva

            Há muito que passou a época das “lógicas simples”, e a submissão às “leis” económicas dos mercados regionais, com as suas desigualdades “naturais”.
            Hoje, é necessário um rigoroso pragmatismo e a compreensão do mundo tal qual ele está: - Um partido revolucionário novo não se pode resumir, com efeito, à declaração de princípios genéricos, como os medicamentos mais baratos, paliativos. As palavras de encantamento podem ser mais ou menos poéticas, mas não são solução que levem a mudanças socio-económicas.
            Um partido que queira contribuir para mudar a injusta ordem socio-económica de um País tem de ter uma ideologia própria, e não um pacote de reivindicações como um sindicato. Um partido efectivamente revolucionário, tem de ter uma estratégia para chegar ao Poder, e possuir um núcleo de dirigentes experimentados, e não um grupo de despeitados que se zangaram com os outros partidos do sistema burocrático e político.
            Os partidos novos, que nascem e morrem como coloridas e palavrosas borboletas, aparecem-nos pela frente logo esvaziados de conteúdo ideológico! – De nascença tão tardia, nem chegam a ser parapeitos de protecção dos trabalhadores contra a tirania do Capital!
*
            Liberdade? Democracia? – Da direita institucional à esquerda ordeira, “bem comportada”, não respondem!
            Que liberdade tem o desempregado? Que democracia pode ser vivida pelo sem-abrigo?- As contradições desta “modernidade” europeia na Lusitânia, ressaltam cada dia mais e as ilusões desvanecem-se!
            Luta contra as desigualdades, direitos do Homem? – Como assim?! Numa sociedade que precisa de instituir e manter o rendimento mínimo de inserção? – Numa socieade que se declara, desta forma, incapaz de acabar com a extrema pobreza de milhares e milhares de cidadãos?!
            Nas pregas desta sociedade de Partidos, como vestíbulos de Poder e Dinheiro, a miséria arreganha os dentes podres todos os dias, e faz caretas a esta gente da política, dos bancos, dos grandes negócios!
*
            Pensam eles… - Se nos deixarmos levar pela corrente dos mais fortes da União Europeia, se formos no sentido das transformações (“reformas”) que o sistema administrativo de Bruxelas instaurou “naturalmente”, podemos ficar muito tempo nos comandos do governo nacional…
            Na realidade, já não se pilota nada que valha a pena, mas deixam-nos envergar a farda de comandantes, almoçamos com os oficiais europeus e podemos subir, às vezes, à ponte de comando. Até podemos ter a ilusão, e fazer crer ao indigenato, à tripulação local, durante algum tempo, que temos o leme na mão, quando afinal de contas é a “corrente” da Europa do norte que nos dirige, nos empurra, para onde lhe agrada e quando lhe apetece!

  

7 comentários:

  1. "Wolfgang Schãuble não é apenas um perigo para a Europa,mas também uma vergonha para a Alemanha.
    Parem esse homem,se não for já demasiado tarde"

    Rui Tavares (Historiador)

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    1. Porque será que a imagem do Schauble, como Gollum, monstro asqueroso da saga Senhor dos Anéis, desapareceu da Internet?

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  2. Estamos perante o principio do Fim desta Europa,a social-democracia foi "enterrada" neste processo, os inimigos da Europa Solidária inpuseram Mais austeridades aos Povos Europeus.

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  3. TRAIDORES.....................os governos ditos sociais-democratas,França e Itália apoiaram a tirania dos mercados e Mais austeridade.

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  4. 70 anos depois eles estão de volta,a Europa de novo sobre Ocupação Alemã...............a RESISTÊNCIA dos Povos Urge....................

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  5. NA DEMOCRACIA COREANA DO SR BERNARDINO SOARES
    Estima-se que 70 oficiais nortecoreanos tenham sido executados desde 2011. O caso mais mediático foi o do assassínio de Jang Song Thaek, então número dois do Governo e tio de Kim Jong-un, executado por alegada traição ao país.
    http://expresso.sapo.pt/internacional/2015-07-13-Coreia-do-Norte-confirma-purga-ao-ex-ministro-da-Defesa

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  6. 10.000 suicidios nos ultimos anos na Grécia,autêntico genocidio.

    Existem culpados e tem nome:Durão Barroso e Wolfgang Schãuble entre outros .

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