sexta-feira, 17 de julho de 2015

Beja: trabalhadores da Resialentejo convocam nova greve


Os trabalhadores da empresa inter-municipal Resialentejo, sediada no concelho de Beja, convocaram uma nova greve para os dias 3, 4 e 5 do próximo mês de Agosto.
Depois da paralisação realizada no passado dia 22 de Junho (nos dias 23 e 24 a greve acabou por ser desconvocada), a Comissão de Greve da Resialentejo aprovou em assembleia, no passado dia 14 de Julho, uma nova paragem.
O objectivo da greve é reivindicar a extinção do cargo de director-executivo “como um cargo político” e a abertura de concurso público para a seleção e recrutamento do director-executivo, “não condicionado à duração dos mandatos do órgão executivo” e “com a participação e parecer vinculativo” dos trabalhadores.
A Comissão de Greve da Resialentejo explica que esta decisão de nova paralisação surge depois de “várias reuniões de trabalho” com a administração da empresa, onde “não foi possível encontrar soluções para todas as reivindicações dos trabalhadores”.

7 comentários:

  1. Os sindicalistas tiveram reunioes de trabalho para correr com um cargo??????
    Mas esta gente tem alguma noção do que é o trabalho????

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  2. Privatizem isso e o forrobodó do partido comunista acaba.

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    1. Uns meses antes do 25 de Abril também havia uns palermas que diziam coisas parecidas com essas...

      Por isso, força, privatizem tudo, e esperem pela pancada. Palpita-me que desta vez a revolução vai ser mesmo a sério.

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    2. Antes e do 25 e agora ainda mais.
      Ainda bem que tenho a liberdade de poder dizer que os Comunistas não valem nada e acabam mais cedo ou mais tarde de escangalhar uma organização onde estejam metidos e tenham poder.

      Aliás, costumo dizer que se o comunismo fosse uma coisa boa - paras mais estamos em liberdade e podemos escolher à vontade uma coisa boa, o que não faltava por esse mundo fora eram bons exemplos

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  3. Quem tem medo do Ministério Público? O Governo, acusam magistrados
    ANA HENRIQUES 17/07/2015 - 14:12
    Sindicato diz que Ministério da Justiça quer controlar investigação dos crimes praticados pelos políticos
    Onde está a separação de poderes?
    O Povo tem que dar força ao ministério público, que apesar de não ser eleito com os nosso votos zela muito mais pelo interesse do povo. Gente honesta num mundo de porcaria é uma lufada de ar fresco
    Bem hajam

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    1. Deviam ser os palermas do MRPP

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  4. Sobriedade contra austeridade
    por Philippe Descamps

    A Conferência do Clima de Paris de 2015 começa mal. Desde a Cimeira da Terra de 1992, no Rio de Janeiro que o consumo de energia fóssil não pára de aumentar. Em 2013, só as subvenções atribuídas a nível mundial aos combustíveis responsáveis pelo efeito de estufa representaram 400 mil milhões de euros, ou seja, quatro vezes os montantes consagrados às energias renováveis. O Fundo Verde para o Clima, lançado em 2011 pelas Nações Unidas, só conseguiu reunir, até hoje, 10 mil milhões de euros…

    Se os governos continuarem a subordinar as suas decisões à preservação de um sistema de produção baseado na acumulação, na pilhagem e no desperdício, o acordo internacional almejado pela conferência que deverá abrir a 30 de Novembro irá fracassar no objectivo de contenção do aquecimento do planeta abaixo dos dois graus. Não vai ser possível responder ao desafio climático sem envolver as populações, mas as iniciativas individuais ou locais continuarão a ser inoperantes na ausência de vontade política global. A aceitação de uma sociedade menos energívora, mais frugal, que imponha a modificação de muitos hábitos, exige uma perspectiva de melhoria da qualidade de vida. Não haverá transformação energética sem transformação económica e social, sem redistribuição de rendimentos à escala nacional e mundial. Na Índia, onde 300 milhões de habitantes vivemsem electricidade, o ar poluído mata várias centenas de milhares de pessoas por ano.

    No Ocidente, a sobriedade opõe-se frontalmente à austeridade, que surge como um subterfúgio para distribuir ainda mais desigualmente as riquezas. O caminho do decrescimento das nossas emissões de gás carbónico passa por investimentos maciços no habitat, nos transportes públicos, nas energias renováveis – da mesma dimensão, por exemplo, dos montantes que foram mobilizados para salvar os bancos em 2008… A procura de uma eficácia energética e a melhoria concreta das condições de vida podem criar muitos empregos, reduzir várias formas de poluição e gerar em cada lar poupanças substanciais.

    A sobriedade conduz também a uma outra definição de bem-estar: menos matéria, mais mão-de-obra, menos máquinas, mais inteligência. Taxar o combustível da aviação para reduzir o uso intempestivo do avião; encarecer o transporte marítimo para travar a deriva do comércio livre e favorecer os circuitos curtos; renunciar a certos recursos do subsolo. Os países industrializados, que têm apenas um quarto da população mundial, sobrecarregaram a atmosfera de forma considerável. As suas emissões acumuladas produziram já um aquecimento de 0,8 graus e provocarão em breve um novo aumento de 0,8 [1]. No entanto, recusam-se a fixar objectivos que tenham em conta as suas emissões passadas, bem como a ter em consideração as formas de cooperação que são indispensáveis. Ora, chegou a hora de fornecer aos Estados do Sul os fundos e as tecnologias que lhes permitam fazer directamente o salto para um desenvolvimento assente na sobriedade. O salto do melhor e não do mais

    segunda-feira 13 de Julho de 2015

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