segunda-feira, 13 de julho de 2015

Amanhã em Évora é inaugurada a exposição "No Fio da Navalha"


A 3ª Exposição Nacional de Artes Plásticas e Saúde Mental “No Fio da Navalha", que reúne cerca de uma centena de peças produzidas por pessoas com problemas de saúde mental no âmbito dos seus projetos de reabilitação, vai ser inaugurada na terça-feira, dia 14 de Julho, pelas 18 horas, nas instalações do INATEL, em Évora (Palácio Barrocal, Sala da Fonte)
Trata-se de uma exposição nacional, integrada num dos eixos estratégicos do Plano Nacional de Saúde Mental 2007-2016, que tem como objetivos a promoção da Saúde Mental e o Combate ao Estigma, que este ano se realiza no Alentejo.
 “A exposição é composta por perto de uma centena de obras de escultura, pintura e desenho”, refere Luís Leite Rio, Curador desta iniciativa, organizada pelo Programa para a Saúde Mental da Direcção-Geral da Saúde, com o apoio da Câmara Municipal de Évora, da ARS Alentejo, Direção Regional de Cultura do Alentejo e do INATEL.
“O nome que lhe dá título, andar ou estar “no fio da navalha”, é uma designação popular para um estado de perigo iminente, uma situação de equilíbrio instável. Uma linha imperceptível que separa o tudo do nada, o cume do precipício, a saúde da doença, a arte do lixo…”, afirma Luís Leite Rio, designer e artista plástico.
“A exposição pretende desmistificar a noção que a maior parte das pessoas tem de que um doente não possui as mesmas capacidades artísticas de qualquer outra pessoa. Não é verdade e, por vezes, até tem essas capacidades num grau mais desenvolvido. No fundo, todos nós estamos ‘no fio da navalha’, sejamos ou não portadores de doença mental”, conclui o Curador da exposição, que vai estar aberta ao público até ao dia 28 de Agosto.
Paralelamente à exposição, haverá também na terça-feira, dia 14 de Julho, e igualmente nas instalações do INATEL, um colóquio subordinado ao tema “Interface Saúde Mental e Cultura”, com abordagens diversas em que usarão da palavra Carlos Pinto Sá, presidente da Câmara Municipal de Évora, Paula Marques, Vogal da ARS Alentejo, Paula Amendoeira, diretora Regional de Cultura do Alentejo e Álvaro de Carvalho, diretor do Programa Nacional para a Saúde Mental da Direção-Geral da Saúde, bem como diversos técnicos ligados a esta temática, tendo como objetivos a partilha de experiências institucionais no campo da reabilitação psicossocial e o estreitamento de relações entre o sector da saúde mental e o da cultura.
Com iniciativas programadas para Évora, Portalegre e Beja este projeto traz ao Alentejo, durante todo o ano de 2015, atividades como o Teatro, a Dança, a Música, as Artes Plásticas, a Gastronomia, áreas que têm a maior expressividade na área de reabilitação psicossocial direcionadas para esta população.

Gabinete de Imprensa

3 comentários:

  1. Papa Francisco Solidário com o Povo e governo Grego
    pela situação que se vive no país.

    Considera os anteriores governos responsaveis.

    Qual o comentário dos Joãos Césares das Neves cá da parvónia a estas declarações ?

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  2. Alemanha,Portugal e Espanha terão sido os maiores Carrascos contra o Povo Grego nas conversações da União Europeia.

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  3. Que futuro para a Europa.
    Sempre fui um apoiante da União Europeia, com ou sem euro, sempre pensei que esta seria a melhor forma da Europa resistir às tentações de hegemonia por parte de um ou vários países de maior dimensão e poder económico. Mais sempre vi a Europa unida como uma garantia de estabilidade e de desenvolvimento das suas economias e como consequência uma melhoria de vida dos seus cidadãos. Outro dos atributos desta União foi o de afastar os fantasmas do passado m termos de estabilidade politica, pois sou da opinião que caso o nosso país não se encontra-se integrado na EU, com os problemas económicos e políticos que tem tido nos últimos anos, já teria certamente havido uma pronunciamento, fosse através das forças militares, fosse pelo surgimento de um salvador da pátria e cujo resultado seria uma ditadura, com os resultados que todos nós sabemos, o empobrecimento do povo e perda das liberdades, quer essa ditadura fosse de direita quer fosse de esquerda, por seja qual for a tendência o grande prejudicado e sempre o zé povinho.
    Porém, aquela europa que eu julgava solidária está a transformar-se a pouco e pouco não para servir os interesses dos seus povos, mas duma forma cada vez mais evidente numa Europa em que os fortes vão gradualmente sobrepondo-se aos mais fracos e isso através da chamada divida pública, divida essa que já se viu que está a atingir valores de tal ardem que não sei se algum dia terá fim. Francamente acho que os países em que a divida pública se encontra acima dos 100% do seu PIB jamais terá solução, pois mesmo que o seu crescimento seja de 5% ao ano, pois esse crescimento nem para pagar os juros chega.
    Aquilo que nos últimos tempos se tem visto na Grécia e que daqui por mais um ou dois anos vai acontecer com Portugal, é a total insustentabilidade de um país, pois divida gera divida e com as medidas impostas, sendo uma dessas medidas a imposição da venda, ao desbarato, das empresas públicas. Não havendo uma única medida que leve ao desenvolvimento económico, levando esse país à total degradação da sua economia e consequentemente à ruina desse país.
    Pior ainda é a antidemocracia que duma forma encapotada está a ser realizada nesta europa desunida, pois tudo leva a crer que um povo para além de não ter autonomia para elaborar as suas políticas, também não pode escolher governos que não se enquadrem dentro da Status Quo das políticas dos ditos grandes.
    É por essa razão que a pouco e pouco me estou a tornar-me num Eurocéptico, pois não sei se a melhor solução não passará pela redefinição das antigas fronteiras em que competirá ao povo desse país definir as suas políticas sociais e económicas.
    Uma coisa é certa, assim não, mais, continuando com esta alucinação a europa acabará por cair num abismo para o qual acabarão por ser arrastados primeiros os pequenos países, mas do qual não estão livres de vir a cair também os países ditos grandes.
    MdM

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