quinta-feira, 30 de julho de 2015

Afinal a entrevista presidencial tinha uma errata (publicada no "DS" de hoje)

clique na imagem para ler

Roberto Grilo é o novo presidente da CCRDA


O economista Roberto Grilo, que até agora era vice-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo (CCDRA), foi nomeado presidente desta entidade por despacho conjunto do ministro do Ambiente e do secretário de Estado do Desenvolvimento Regional, datado de 29 de Julho.
Roberto Grilo substitui assim no cargo António Dieb que foi recentemente nomeado presidente da Agência para o Desenvolvido e Coesão, que gere a generalidade dos fundos comunitários.

aqui: https://dre.pt/application/conteudo/69901119

terça-feira, 28 de julho de 2015

O Imperialismo da UE

Joaquim Palminha Silva
É sempre necessário voltar a dizer o elementar, pois a multidão de cronistas de jornais e televisões, procura fertilizar os seus honorários com a utilização de habilidades palavrosas, equívocos e contradições, baralhando ideias e lançando “palpites” que semeiam grande confusão na mentalidade corrente do cidadão português, que carrega ainda uma grande porção de indiferença política e ignorância cívica.
1ª Questão – Desde o “ordeiro” e amargamente conformado PC até ao imbróglio esquerdizante que é o BE, passando pela panóplia de partidinhos que se têm anunciado “à esquerda”, todos convergem em “meia-dúzia” de ideias: a) renegociação da dívida pública; b) preparar Portugal para a eventualidade de saída do euro; c) revogação do Tratado Orçamental; d) retoma do controlo do sector estratégico da economia nacional; e) travagem do programa de privatizações de empresas públicas e bens nacionais…
Estes e outros itens similares, não podem constituir um projecto societário de qualquer partido de esquerda, dado que não anunciam sequer o esboço de uma ideologia, são apenas reivindicações pontuais, evidências que um sindicato poderia subscrever. Em síntese, não se alicerçam na sociedade e se mantêm credíveis partidos deste jaez, apenas para defenderem reivindicações próprias da natureza sindical …
Não se vislumbram profundos recursos ideológicos à esquerda e, portanto, são se visiona uma elite de dirigentes efectivamente revolucionária, desassombradamente radical. O “medo” de que o Poder lhes chame “subversivos”, de que os serviços secretos estrangeiros (os nacionais são anedóticos!) os vigiem, de que a opinião pública, porque manipulada, os isole, bem como a possível perda de algumas migalhas e mordomias, prende a acção revolucionária inovadora destes partidos, se é que têm, mesmo vagamente, a intenção de revolucionar “alguma coisa”…
2ª Questão – Se por um “acaso histórico” o PC, BE e a inqualificável série de partidinhos de última hora, alcançassem uma vitória eleitoral (coligados ou não) e, por conseguinte, formassem um governo com o apoio da maioria do Parlamento, teríamos de assistir à segunda versão do filme grego!
Isto é, Banco Central Europeu, Conselho da Europa e demais estruturas administrativas sediadas em Bruxelas, em sintonia com os interesses dos grandes grupos económicos e do Fundo Monetário Internacional, não estariam na disposição de renegociar a dívida portuguesa e, além do mais, tudo fariam para que Portugal percebesse que o regime democrático actual só é aceitável se for útil aos interesses da concentração de Capital e expansão imperial da UE, bem como ao desmantelamento paulatino de toda a possível soberania administrativa e económica do País.
Em poucas palavras, a esquerda tradicional gravou no seu programa eleitoral a renegociação da dívida, mas os donos da dívida não querem negociar coisa alguma! – Portanto, não entendo razoável pedir o voto dos cidadãos para levar a cabo medidas que, de antemão, já todos sabemos que nunca seriam levadas a cabo, por impedimento declarado da UE!
3ª Questão – As privatizações dos bens nacionais, a reforma da administração pública, a legitimação de cada Orçamento de Estado, etc., etc., são negociados e decididos em Bruxelas, isto é, pelas super-estruturas da União Europeia que, por sua vez, “executam” em nome de “grandes” identidades económicas “sem rosto”. Num cenário destes, programar eleições em Portugal é um logro, uma fantasia própria para colónia de indígenas analfabetos. Tudo é decido, por via da dívida pública, dos seus juros e empréstimos acrescidos, em Bruxelas…- Votar em quem? Em títeres?
Aceitar este regime político “democrático” e ir às urnas de votos, é legitimar a fraude, a continuação de Portugal como colónia e dos portugueses como indígenas! – Se a “esquerda” pactua com esta enorme “palhaçada”, emprestando-lhe mesmo seriedade, coloca-se do lado do inimigo.
A única decisão revolucionária é a abstenção total às eleições, a saída de todos os verdadeiros revolucionários dos esquemas do actual regime. Só uma abstenção assumida, tal uma greve geral, pode fazer tremer os lacaios e serventes de Bruxelas! Uma estrondosa abstenção que lhes retire legitimidade para “mandarem” em nós e, por acréscimo, perderem a credibilidade de lacaios competentes junto dos patrões da UE!

Temos de recusar, com radical decisão, um regime “democrático” que desonra o 25 de Abril de 1974, fazendo de todos nós “indígenas” e de Portugal uma colónia!


segunda-feira, 27 de julho de 2015

Que raio de desculpa...


Concerto em Évora dia 3 de Setembro foi cancelado.
Infelizmente o Exmo. Sr. Dr. Presidente da Câmara de Évora não teve tempo durante os últimos meses para assinar o papel a autorizar o concerto, e foi de férias...
Muitissimas desculpas!

Joao Hasselber, aqui

Coligação PSD/CDS indica para cabeça de lista em Beja uma desconhecida no distrito. Costa e Silva concorre por Évora e Cristóvão Crespo por Portalegre


A coligação PSD/CDS acaba de anunciar os seus candidatos às legislativas de 4 de Outubro. No Alentejo, Costa da Silva, vogal do Alentejo 2020, lidera a lista, substituindo assim o actual deputado Pedro Lynce.
Em Beja, Mário Simões deixa o lugar de deputado. Na actual legislatura, Mário Simões substituiu o cabeça de lista Carlos Moedas, que foi desempenhar cargos governamentais. A lista da coligação é agora liderada por uma estranha ao distrito: a actual deputada pelo circulo de Coimbra e ex-dirigente nacional do PSD, Nilza Sena. 
Em Portalegre, mantém-se como cabeça de lista o deputado Cristóvão Crespo.

domingo, 26 de julho de 2015

Évora: as listas dos principais partidos às eleições de 4 de Outubro já estão concluídas. Falta o PSD/CDS apresentar os seus candidatos.


A Apresentação da Lista de Candidatos e Candidatas do Bloco de Esquerda para as Eleições Legislativas 2015 pelo círculo eleitoral de Évora terá lugar esta segunda-feira (27 de Julho) pelas 21h na sede do Bloco de Esquerda em Évora (sita na Alcárcova de Baixo, 45 – Évora), e contará com as intervenções de Mariana Mortágua, José Elizeu Pinto e Camilo Mortágua.

*

Entretanto já foi também apresentada publicamente a lista da CDU, composta por: João Oliveira; Sara Fernandes; Valter Loios; Lina Maltez; Tiago Aldeias; Júlio Rebelo.

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Também o PS já apresentou a sua lista de candidatos pelo distrito, composta por Capoulas Santos, Norberto Patinho,  Florbela Fernandes, Elia Quintas,  Luis Pardal e Ana Beatriz Cardoso.

Esta segunda feira em Évora apresentação do livro PRIVATARIA, de Mariana Mortágua e Jorge Costa


sábado, 25 de julho de 2015

O perigo da concórdia!

Joaquim Palminha Silva
Desde que mundo é mundo, que a concórdia e a convergência, por mais estranho que a todos pareça, têm sido causas de conflitos entre os homens e os Estados.
O desastre começa logo no foro individual e doméstico, quando dois homens desejam a mesma mulher e ela, por deformação moral somada a imbecil vaidade, demonstra agradar-se dessa situação embaraçosa. Se nenhum dos trogloditas desiste, a curto prazo nasce uma “guerra” que pode terminar com derramamento de sangue e questão de “polícia”… - Destes casos se faz a 1ª página dos nossos jornais “populares”!
Quando dois chefes de Estado ou dois cabos de guerra proclamam a posse de uma mesma região, cidade ou ilha (seja qual for o pretexto) surgem as guerras entre Nações que, desde Napoleão Bonaparte, acabaram por atear um fogo mortífero a metade do planeta.
Na verdade, a convergência de vários Estados acerca de um objectivo por todos eles desejado ao mesmo tempo e, sem cedências, por todos eles perseguido “resolve-se” (se assim se pode dizer), infelizmente, por lutas sangrentas, guerras regionais, massacres! Isto é, a industrialização da morte e do sofrimento humano passam a ser os grandes “mecanismos” da História!
 Enfim, a identidade de desejos e a convergência das vontades, a tão enaltecida concórdia que muito apreciam os desprevenidos e os ingénuos, tão bajulados pelos manipuladores de mentalidades, é raiz de não pequenos distúrbios planetários de várias dimensões.
A História contemporânea “ensina-nos” que para a conservação da paz convém uma maior diversidade entre as sociedades humanas, uma multifacetada Cultura de povo para povo, uma pacífica discórdia de usos e costumes, de Nação para Nação.

É verdade que esta linha de pensamento vai contra a opinião comum, por isso é ignorada. De resto, se os homens fossem “obrigados” a igualarem-se em todos os aspectos das suas vidas espirituais e materiais, não haveria necessidade da prática do regime democrático. – E a vida seria uma sonolenta monotonia… Bem-aventurada seja pois discórdia!


Duas exposições de João Cutileiro inauguradas hoje em Évora

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Diário do Alentejo desta semana


Hoje e amanhã nos claustros do Colégio do Espírito Santo


Nos dias 24 e 25 de Julho a Associação Académica da Universidade de Évora, em parceria com a Universidade de Évora e a Câmara Municipal de Évora irão promover duas noites de espetáculos de música ao vivo num dos locais mais históricos e emblemáticos da região. 
Os claustros do Colégio Espirito Santo da Universidade de Évora serão palco de um novo modelo de concertos ao vivo que irão marcar a agenda cultural da região com uma alta produção musical num jogo entre música, som e luzes num cenário inesquecível. 

Bilhetes à venda: 
- BarUÉ
- Papelaria Rico
- Papelaria Central

A “cultura” da denúncia!

Joaquim Palminha Silva
            Aquele que anuncia a verdade, e a aponta com seu dedo, nada tem que ver com Judas Iscariote que apontou e mostrou Jesus Cristo aos soldados, na noite mais amarga de todas.
            Apontar, esse gesto aparentemente tão “natural”, deu início a uma cultura moral que recaiu sobre a Humanidade (especialmente portuguesa) a partir do próprio Judas que, roído de remorsos, se enforcou. Temos, pois, de aceitar esta conclusão cruel: - É “criminoso” apontar!
            Porém, o nosso desgraçado mundo está superpovoado de contradições. Assim, de dedo indicador em riste, como cano de uma pistola, apontar o prevaricador, o ladrão ou o falso mensageiro de uma “novidade” de suposta de justiça social, tem dois fundos interpretativos.
            1º) – Quando uma vez o meu avô perguntou ao jantar a nós dois (eu e minha prima Teresa): «Quem ratou a marmelada que está na despesa, no tabuleiro de barro vidrado?». A minha prima, que já era insinuante, apontou o dedo rosado sobre mim, o culpado: - «Foi o Joaquim!». Para reprimir a “natural” tendência denunciadora da prima Teresa, o meu avô resolveu punir a menina, privando-a de sobremesa e, a seguir, embora zangado comigo, debitou-nos um discurso sobre a abjecção que é o denunciante. Pouco ou nada entendi na altura. O meu avô explicou então que, quando perguntou, esperava que eu respondesse, assumindo com coragem a culpa, ainda que pagasse tudo depois com língua de palmo, como se costumava dizer.
            Graças a este acontecimento doméstico, deixei de apontar com o indicador fosse o que fosse. Isto estimulou a minha busca de adjectivos para situar, sem ter de o apontar, um objecto, uma pessoa, etc.. Enfim, enriqueci os meus conhecimentos na língua de Luís de Camões e, por isso, repito ainda hoje: - É feio apontar!
Um dia, já jovem com alguma consciência política, a “lição” do meu avô veio a ser inesperadamente “actualizada”, sem mais nem menos…pelo ditador: - A determinada altura de um discurso, a cinzenta personagem Prof. Oliveira Salazar apontou o seu dedo indicador para o vazio, como um cano de uma pistola!
Fiquei esclarecido até aos dias de hoje: - É obsceno apontar!



2º) – A coragem de confessar a culpa, de assumir que errámos, acabou sendo uma raridade, uma vez que se tornou “moralmente” condenável apontar/denunciar a dedo o culpado. Pareceu-me, então, que a “culpa” passava a ter uma boa couraça protectora, pois na verdade, só em grandes aflições os culpados confessam os seus erros. Por exemplo, para salvar a pele, garantir a manutenção do seu estatuto socio-económico e, em última instância, conseguir absolvição para a alma.
De forma que, com os dedos indicadores contraídos, o denunciante que há em cada um, mantinha-se longe do “pecado”, naturalmente à custa de cerzir a vida em todos os seus velhos rasgões, olhando em redor, desconfiado até do azul do céu, não fosse alguém reparar no seu desejo de denunciar, mesmo subterrâneo.
Mas o regime da ditadura necessitava de denunciantes como de ar para respirar, fez pois constar que nem sempre o silêncio é de oiro. Assim, quem o guardava corria o perigo de deslizar para a suspeita de traidor à Nação, de subversivo. E o «Não se aponta que é feio», acabou caindo em desuso.
Então, o regime legitimou mesmo um certo tipo de «apontadores» … Foi mais longe, tornou-os profissionais e integrou-os, de forma não declarada, no âmbito do Decreto-Lei nº35046 (de 22 de Outubro) de 1945, que criou a Polícia Internacional de Defesa do Estado (PIDE). Como os ventos da História já haviam mudado, invocou-se na criação desta polícia política o modelo da Scotland Yard… A acção vigilante de «defesa do Estado», além da administração pública e da organização para-militar «Legião Portuguesa», ficou a contar com um “exército” de «informadores» civis, pagos à tarefa ou mensalmente, com direito a bónus segundo a “qualidade” da denúncia…  
A lição do meu avô, de teor «democrático», se assim posso dizer, estava pois condenada ao imbróglio, desde o dia em que o ditador pagou aos que apontavam a dedo os anti-fascistas deste País.
E o País mergulhou de novo, de forma sistemática, na “cultura da denúncia”… De novo? Sim! – Quando em 1760, o Marquês de Pombal criou a Intendência da Polícia da Corte e do Reino, municiou logo esta com uma «rede de espias e informadores»! Portando, o Prof. Oliveira Salazar seguiu de perto uma “tradição” inaugurada pelo Marquês de Pombal! De resto, isto é paradoxal, pois o terrível marquês foi personagem “muito querida” de uma parte substancial dos “democratas” anti-salazaristas!  
Enfim, a “cultura da denúncia”, mesmo após a democratização do País, veio para ficar?- Não sei…
O facto é que ganhou terrenos novos e, invadindo o jornalismo com a “mania” de revelar a verdade, “toda a verdade”, colou-se à mentalidade corrente do cidadão. Pelo que ninguém estranha a existência de tanto dedo apontado à direita e à esquerda e, ainda mais aberrante, há mesmo meios de comunicação social que pagam as informações que os «apontadores» (denunciantes anónimos) lhes indicam…Enfim, nada escapa, nem vida privada nem «segredo de justiça» …
Por fim chegamos a este patinhar na lama: - Quem denúncia pode mesmo arredondar o seu orçamento, desde que a informação valha os “trinta dinheiros” de Judas!



Soldados do MFA no acto de prisão de um “informador” da PIDE, de Abril de 1974.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

De hoje a sábado na BruxaTeatro, às 21,30H


Hoje em Évora um grande filme anti-colonialista


Esta quinta-feira mais uma sessão no Museu de Évora às 22h
A respeito da Violência
De Gohan Hugo Olsson
Documentário | Suécia | 2014 | 78’
Sinopse
Uma narrativa visual ousada e nova de África, baseada em material de arquivo recentemente descoberto que abrange a luta de libertação do domínio colonial, no final dos anos 1960 e nos anos 1970, acompanhado por excertos de Os Condenados da Terra, de Frantz Fanon.

Évora: mau funcionamento nos serviços de atendimento de água e saneamento


Os serviços de atendimento de águas e saneamento funcionam miseravelmente.
Hoje concretamente a senha de atendimento ás 11.18 está no numero 39 e há quem tenha já o numero 140. É possível ficar aqui 6 a 7 horas para ser atendido, nenhum serviço pode ter um dia com tempo de espera de atendimento, é uma vergonha.
Há funcionários de férias, mas há tanto pessoal que anda no edifício da CME a arrastar-se sem ter que fazer, é uma questão de funcionalidade ou desfuncionalidade de serviços . Sr. Pinto de Sá venha ver a vergonha que é esta serviço, vou ligar para a CMTV fazer uma reportagem sobre esta falta de respeito pelos utentes do serviço.

Anónimo

5ª Semana dos Palhaços começou ontem em Évora


A V Semana d@s Palhaç@s abriu ontem com uma sessão solene, para apresentar à cidade grandes artistas de Espanha, EUA, Brasil, Escócia, Russia e Portugal, Canadá, Italia, Venezuela e Portugal. Com a paraça do Sertório cheia de gente de todas as idades!
Hoje e amanhã há espectáculos na Rua - Praça do Giraldo (18:00), espectáculos para publico familiar
Esta noite e sábado há serões de clown - comédia, cenas curtas numa atmofera intimista no Bar MOITE
Ainda neste Bar 3 sessões de Cabaré (quinta, sexta e sábado) arrancarão gargalhadas ao público jovem e adulto. 
No sábado e Domingo os espectáculos saem das praças para habitar os Jardins da Malagueira, onde para além de espectaculos o público é convidado a conhecer algumas da técnicas / linguagens performativas, através da realização de oficinas abertas à Comunidade. 
O Pim Teatro, entidade organizadora da Semana dos Palhaços lamenta o facto de este ano não haver palco na Praça do Sertório, sendo as sessões nocturnas realizadas noutros espaços (Bar MOITE e Biblioteca pública de Évora).
O financiamento conseguido no âmbito do Cenas ao Sul (10.000,00) não permite a contratação da equipa e recursos técnicos necessários à realização dos espectáculos nocturnos nesta praça. Não tendo a CMÉvora encontrado forma de (conforme sucedido em 2014) proporcionar este serviço, nem de disponibilizar o Teatro Municipal Garcia de Resende.
A organização do Festival agradece a todas as pessoas e entidades privadas que apoiam o evento através de ofertas de produtos ou de pequenos financiamentos (A Choupana, a Cafetaria Santo Humberto, a Gente da Minha Terra, a Inside Gourmet, as Bifanas de vendas Novas, o Alforge, a Delta-cafés, o Alguidar de Aromas, a Associarte, o Evora Inn Chiado, a Jal-Musica) que tambem nos ajudam a afirmar que este é um Festival ligado ao Comunidade (integra a rede europeia de Festivais - EFFE).
O trabalho do PIM teatro em Évora como o de tantos criativos em portugal e no mundo é uma afirmação de resistencia, de persistencia, do desejo de semear risos, poesia e esperança, contra ventos e marés, apesar de crises e de preconceitos, insistimos em celebrar a cada dia a alegria de estarmos vivos!
Visita, apoia e divulga a Semana dos Palhaços.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

O que é a História? (acasos em folhetins?)

Joaquim Palminha da Silva
II
            Muitos investigadores, eminentes historiadores e académicos brilhantes, têm-se debruçado sobre o suposto mecanismo da associação de ideias e factos que, de uma época para outra, parecem viver existência própria no seio da História, sem contudo conseguirem chegar a uma conclusão aceitável sobre ideias e factos semelhantes, que aparecem e desaparecem na cadeia dos acontecimentos, como que obedecendo a um propósito.
            Os Estados Unidos da América (juntamente com o Canadá) têm o seu percurso histórico separado e diverso da América do Sul. Enquanto os EUA são “filhos” da Europa protestante do Norte, a América do Sul é “filha” da civilização mediterrânica, de orientação claramente católica… Entretanto, deixo para os economistas as estatísticas das exportações e importações, e aos historiadores as descrições de mudanças revolucionárias, bem como a institucionalização da Democracia nas duas Américas. O que me interessa é o enigmático acaso, como capítulo da História dos EUA. Eis o que constato…
            Os colonos anglo-saxónicos desembarcados na América do Norte, protestantes e intransigentemente puritanos, encontraram, com surpresa, o Novo Mundo povoado por numerosos povos ameríndios, a que o vulgo chamou depois «peles-vermelhas». Porém, os “cristianíssimos” protestantes, incapazes de familiaridade com o outro, o diferente, ao contrário da missionação católica (por exemplo, dos padres Jesuítas!), não descansaram enquanto não rechaçaram dos seus territórios, perseguiram, dizimaram, massacraram os «peles-vermelhas» - Assim ocuparam os imensos e maravilhosos territórios dos ameríndios!
            Praticamente ao mesmo tempo, os mesmos colonos, sobretudo os que possuíam grandes plantações de algodão, adquiriram aos traficantes de escravos, que “caçavam” as populações das costas de África, verdadeiros exércitos de negros que se foram multiplicando nas plantações e, após a abolição da escravatura, povoaram as cidades como assalariados sem especialização, nas grandes unidades industriais…
            Hoje os «peles-vermelhas» estão reduzidos e acantonados como mera população pitoresca e, para efeitos de mercado, são levados a “viver” no cinema, sem respeito pela sua História, uma existência de “banda desenhada”. Entretanto, a população negra aumentou e, naturalmente já norte-americana, viu serem-lhe negados os direitos democráticos de que gozavam os brancos…
            Enfim, podemos afirmar que os EUA representam um dos acasos mais evidentes e singulares da História do continente americano, pela sua intrínseca e desapiedada desumanidade: - Primeiro suprimiram os «peles-vermelhas» para lhe ocuparem o território; depois, como necessitavam de multidões para trabalhar, “importaram” de África exércitos de escravos negros, a quem, depois, recusaram sistematicamente direitos e liberdades.

Este descaramento de desumanidade, capítulo de evidente maldade nos anais da História dos EUA, acabou por se concluir com um feliz e espectacular acaso, que também pode ser encarado como uma enigmática remissão: - A 56ª eleição presidencial (2008), elegeu para presidente o senador Barack Obama; isto é, o 44º presidente dos EUA é um negro! 

Começa hoje em Évora a 5ª Semana dos Palhaços

terça-feira, 21 de julho de 2015

Câmara de Évora não tem dinheiro para custear electricidade para a Semana dos Palhaços na Praça do Sertório?


Este ano não vão haver espectáculos da Semana Palhaços na Praça do Sertório.
Parece que a Organização do festival teria de custear, entre outras coisas, a electricidade, porque a Câmara Municipal não dispõe de verba para o fazer.
Uma pena, já que ano após ano, (vai já na 5ª edição) o festival tem vindo a crescer e sempre com grande adesão popular.
Mas de facto ter palhaços no largo da Câmara, é uma coisa muito desprestigiante. Talvez seja por o "palhaço" ser anarquista, desconstrutor, incómodo... talvez seja porque a "Cultura" apenas seja aceitável quando tutelada.
Vale no entanto a coragem dos edis ao manterem os circos com animais no Concelho, para que, segundo defendem, se defendam os postos de trabalho dos tratadores (atenção que isto é mesmo a sério, não é palhaçada nenhuma) e vale também a frontalidade de abrilhantar a Feira de S. João, com uma magnífica tourada, com ferros de espetar e lombos de touros disponíveis para serem espetados.
Morra o Pim! Morra! Viva a vénia! viva o desrespeito pela diferença, vivam os couratos e os contratos eleitorais e outros tratos de polé que se vão dando à cidadania.

Miguel Sampaio (aqui)

O que é a História? (acasos em folhetins?)

Joaquim Palminha da Silva
I
            Há pessoas que acreditam que se pode ensinar História, como se esta fosse um laboratório a funcionar em pleno, repetindo experiências que, pelo rigor das fórmulas empregues, resultam sempre idênticas…
            Surgiu-me a ideia de História, a propósito das recentes declarações do ministro francês da Economia, Emmanuel Macron, que ao falar da crise económico-financeira da Grécia, afirmou que a França não será cúmplice de um «nouveau traité de Versailles». Este tratado aconteceu em 1919, após a derrota da Alemanha na I guerra mundial (1914-1918). Na prática, os Aliados (França, Inglaterra, Bélgica, etc.) impuseram ao país vencido pesadas indemnizações e reparações materiais, impossíveis de concretizar, dado o estado de completa ruina e destruição da Alemanha. O resultado desta humilhação foi o nascimento de um nacionalismo exacerbado, que deslizou para o nazismo com as trágicas consequências que todos conhecemos… - Enfim, os estadistas de hoje julgam que a História se pode repetir, assim, sem mais nem menos!
Os estudantes e os futuros homens de Estado, fariam muito melhor em manusearem com cautelosa precaução a série infindável de narrativas históricas, em vez de acreditarem em supostas “leis”, “regras” e “ritmos” próprios da História. Eis, pois, os acasos que fazem da História uma série de folhetins sem continuação, sem racionalidade intrínseca e, no fim, uma continuada incógnita!
            Quando o comandante militar britânico Arthur Wellesley, futuro duque de Wellington, entrou em Madrid em 1812, após ter vencido os exércitos napoleónicos que estacionavam na Península Ibérica, encontrou vários “incómodos” simpáticos que as autoridades espanholas lhe reservavam, um deles sobrepunha a todos: - Ter de “pousar” horas e horas face a um pintor, para um retrato a caminho da posteridade!
            O artista indigitado pelas autoridades para o retratar foi, vejam lá, o genial e já famoso Francisco Goya, que não sabia inglês e era surdo. Apenas por cortesia e cavalheirismo britânico, o general acedeu a fazer de modelo, dado que não apreciava muito os artistas dos pincéis… E os intermináveis dias de sessões no “atelier” de Goya seguiram-se, até cobrirem de impaciência o general. Porém, um dia o inglês explodiu zangado com qualquer pormenor do retrato que não lhe agradou, e desfechou desdenhosos impropérios…Goya nada entendia, mas conhecia bem as fisionomias humanas e, orgulhoso, percebeu que o inglês o humilhava e, assim, empunhou uma das pistolas que tinha sempre à sua beira, e apontou-a ao vencedor de Talavera. O general levou a mão à espada e levantou-a em sinal de defesa… Não se sabe bem o que aconteceu (talvez alguém tenha acorrido!), mas depois de se olharem nos olhos, Goya e Wellesley retornaram à tranquila normalidade do trabalho.

            Se porventura Goya houvesse disparado, assim, à queima-roupa, liquidando o general inglês naquele ano de 1812, que é que teria acontecido nas planícies da Bélgica, em 1815? A batalha de Waterloo teria sido vencida pelas tropas inglesas e prussianas? O “destino” de Napoleão Bonaparte não terá estado suspenso, dependente da pistola de Goya apontada ao general inglês? Não foi este facto um acaso, portanto desobediente às “leis” históricas?  


sábado, 18 de julho de 2015

Espectáculo de dança junto à Sé marca último dia do Festival Vozes e Gestos da Terra Chã


Chega hoje ao fim o bem estruturado FESTIVAL VOZES E GESTOS DA TERRA CHÃ, organizado pela Companhia de Dança de Évora, com um espetáculo de dança marcado para as 22 horas deste sábado frente à Sé de Évora.

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Beja: trabalhadores da Resialentejo convocam nova greve


Os trabalhadores da empresa inter-municipal Resialentejo, sediada no concelho de Beja, convocaram uma nova greve para os dias 3, 4 e 5 do próximo mês de Agosto.
Depois da paralisação realizada no passado dia 22 de Junho (nos dias 23 e 24 a greve acabou por ser desconvocada), a Comissão de Greve da Resialentejo aprovou em assembleia, no passado dia 14 de Julho, uma nova paragem.
O objectivo da greve é reivindicar a extinção do cargo de director-executivo “como um cargo político” e a abertura de concurso público para a seleção e recrutamento do director-executivo, “não condicionado à duração dos mandatos do órgão executivo” e “com a participação e parecer vinculativo” dos trabalhadores.
A Comissão de Greve da Resialentejo explica que esta decisão de nova paralisação surge depois de “várias reuniões de trabalho” com a administração da empresa, onde “não foi possível encontrar soluções para todas as reivindicações dos trabalhadores”.

Hoje na livraria Fonte de Letras, em Évora


Hoje, 17 julho | 18H30 | Fátima, S.A., de Pe. Mário de Oliveira, Fonte de Letras
Lançamento do livro por Joaquim Murale com a presença do autor.

Nestes documentos oficiais, elaborados com o objectivo de dar fundamentação e credibilidade científica às chamadas “aparições” de Fátima, eu que os li e reli, com consciência crítica e à luz da teologia de Jesus, acabei por descobrir que tudo aquilo não tem pés nem cabeça. E posso garantir, sem o perigo de me equivocar, que Fátima S.A. só se mantém, porque ninguém se tem dado ao trabalho como eu me dei, ao ver que se aproximavam os cem anos desta vergonha nacional, europeia e mundial.

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Fragmentos…

Joaquim Palminha da Silva

            A ira ofusca a razão da mente e cega a luz da alma. A ira é um dos sete pecados capitais! - Porém, a indignação é um sentimento nobre, porque emerge e ressalta face a um ultraje, a uma injustiça, a uma escusada agressividade.
*
            A chamada «boa educação» faz-nos parecer artificialmente, como gostaríamos de ser… naturalmente. Por vezes, quando o treino é muito, consegue-o. – Uma cosmética útil, a «boa educação»! Mas não passa, na maioria dos casos, da mímica da decência moral e de acrobacias sociais… Basta um momento péssimo, e a máscara cai-nos aos pés! 
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            No que me diz respeito, já escolhi há muito tempo. Prefiro, segundo os casos, a desenfreada bofetada da verdade em campo aberto, ou então o franco aperto de mão que se dá ao vencedor, o abraço leal a quem se cansou para me dar mais luz e alegria espiritual… Mas hoje, não mais se quer o branco puro ou o negro original. Carregado de conveniências, o Homem actual prefere o cinzento… - A cor parda de quem não arrisca escolher, de quem procura a dissimulação contínua!
*
            Nunca percebi porque os poderosos, os que governam o mundo, exibem a máscara facial de um alarve sorriso! – Por necessidade (publicitária) do seu desempenho profissional?
            Gente geralmente pobre de princípios cristãos e sentimentos humanos, exibem nas maçãs do rosto o sorriso dos cínicos! – A Terra está encharcada do sangue de povos inquietos e nações despeitadas, as tentativas de paz e reconciliação falham constantemente, todavia os que dirigem e mandam no mundo sorriem!
Não vejo, pois, por que é que esta gente se entretêm a exibir o seu sorriso obsceno… - Só por malignidade (criminosa) ou idiotice psíquica pode sorrir para a multidão aquele que manda e governa! – Não há nada de que rir neste nosso mundo!
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Que ilusão da realidade de nós próprios é a fotografia! – Os clientes, a gente simples ou irreflectida, pede ao fotógrafo um retrato que seja à sua imagem e semelhança… Mas esta pretensão é absurda!
Um ser humano, qualquer que ele seja, não é nunca o mesmo todos os dias. As mutáveis vicissitudes da existência e os estados da alma humana refletem-se, constantemente, nas nossas faces, multiplicam e diversificam, no decurso do tempo, as condições físicas do nosso corpo. Qual é, pois, o verdadeiro eu de cada um? Qual é a nossa autêntica imagem? - Uma fotografia é sempre passado! O instante que ela regista (petrifica) deixou de existir! As colecções de retratos, de todo o tipo de retratos, são “documentos” de antropologia histórica!
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Como pode haver gente que trata mal ou despreza a existência da árvore?! – Penso nisto todas as vezes que, por consentimento da precária saúde, vou passear ao “moribundo” Jardim Público de Évora!
Que é, na realidade, uma árvore? – É uma prodigiosa “fábrica” de “milagres” quotidianos!
Com as suas raízes ocultas na escuridão da terra, ela seleciona, puxa, atrai, os obscuros e rudes átomos subterrâneos para erguê-los à luz da superfície, depois de os transformar e sublimar. Eis, por conseguinte, as folhas, que são carnudos lábios verdes para respirar e serem beijados pelo Sol! Eis as flores, que são o sedutor desejo de fecundidade! Eis por fim os frutos, que são a evidência amorosa da maternidade, tão útil ao Homem!
Sob o seu espesso copado, protegem-se nos seus ninhos as aves chilreantes. Entretanto, a sua copa, mais ou menos densa é órgão, para a música “sacra” que o vento lhe sopra. Por fim, acolhem-se à sua sombra benigna velhos “peregrinos” desamparados (como eu!), casais de namorados que ainda acreditam na esperança e crianças risonhas, nestes fins de tarde de Verão…
A árvore do Jardim, e a forma como é tratada, pode revelar-nos muito da ingratidão, insensibilidade e blasfémia contra-natura, que são os serviços municipais de jardinagem de uma cidade!


quarta-feira, 15 de julho de 2015

Comunicado da DECO sobre o pagamento de facturas de água em Évora com mais de seis meses


A DECO - Delegação Regional de Évora alerta todos os consumidores para a cobrança de consumos com mais de 6 meses, considerados consumos prescritos.

São cada vez mais os consumidores que, nos últimos dias, têm recorrido à delegação regional de Évora da DECO para apresentar reclamação acerca da cobrança de consumos de água referentes a vários anos. As situações mais frequentes:
receção de faturas com períodos de consumo até há 10 anos;
valores de consumo de água que atingem os 2 mil euros;
indicação de corte com data prevista em caso de não haver pagamento.
Tratando-se de um serviço público essencial, a DECO Évora informa todos os consumidores que recebam cartas neste sentido que os consumos com mais de 6 meses encontram-se prescritos, conforme previsto na Lei dos Serviços Públicos Essenciais.
Como tal, se quiser exercer este direito e invocar a prescrição, não deve proceder ao pagamento das faturas, nem realizar planos de pagamento, sem antes invocar a prescrição de todos os consumos com mais de 6 meses, por carta registada com aviso de receção. Utilize a nossa carta-tipo.
Caso seja confrontado com alguma daquelas questões, reclame os seus direitos através da DECO, para que possamos iniciar processo de mediação com a entidade reclamada.
Para esta e outras questões no âmbito do consumo, pode dirigir-se à Delegação Regional de Évora da DECO, sita na Travessa Lopo Serrão nºs 15 A e 15 B r/c, em Évora. O atendimento jurídico decorre de segunda a sexta-feira no horário das 9h00 às 13h00 e das 14h00 às 16h00.

Um espectáculo a não perder hoje no Convento dos Remédios (Évora)


Três músicos alentejanos e uma artista visual num espectáculo intimista, à volta das modas e canções que celebram a utopia e cantam este imenso território poético ao sul do tejo.
Com Buba Espinho Voz, guitarra e percussão; David Pereira Voz, Viola Campaniça e Percussão; Tó Zé Viola Campaniça, Guitarra, Piano e coros; Cristina Viana desenho digital; Manuel Chambel no som, Pedro Bill nas luzes
Segue o Festival Vozes e Gestos da Terra Chã da Cdce Dance 
Entrada gratuita. Estão tod@s convidad@s!

Escola de palhaços esta semana em Évora

terça-feira, 14 de julho de 2015

Évora: cobranças de água podem ser ilegais por estarem a ser feitas com mais de 6 meses


A Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor (DECO), através da sua delegação de Évora, está a contestar as cobranças feitas pela autarquia a atrasos no pagamento do consumo de água com mais de seis meses. Alega a DECO que as dívidas desses consumos estão prescritas.
O vereador responsável pelo pelouro da água e saneamento, João Rodrigues (CDU), confirmou à LUSA, que o município tem estado a notificar os consumidores incumpridores para que estes regularizem a situação, mas assegura que "nunca, em caso algum, irá contra a lei".
Numa notícia avançada pela RTP, o vereador eborense acrescenta que "Se os munícipes invocarem a prescrição, é um direito que lhes assiste. A câmara está cá para analisar esses pedidos de prescrição e, se houver razão da parte do munícipe, obviamente que a câmara não irá contrariar a lei.” Garantiu também que "a câmara não corta a água a ninguém que prove a sua insuficiência económica". Informou que a dívida em falta para com o município é superior a "cinco milhões de euros".
O vereador João Rodrigues diz ainda que "não há direito de haver consumidores que não pagam o bem que consomem" e que estão a “tentar arrumar a casa para não prejudicar aqueles que cumprem".
Na Lei dos Serviços Públicos Essenciais, em que a DECO se baseia para contrariar estas cobranças, vem legislado que os consumos de água com mais de seis meses, por se tratar de um "serviço público essencial", se encontram prescritos.
Mara Constantino, jurista da DECO de Évora, referiu que têm sido muitos os consumidores que, nos últimos dias, apresentaram queixas contra a cobrança destes consumos e que muitas delas são referentes a vários anos; "o prestador de serviço pode requerer os pagamentos" de consumos de água de mais de seis meses, mas "o consumidor tem à sua disposição uma legislação própria que pode utilizar para invocar a prescrição" dos consumos.
Revela que há consumidores com faturas de valores de mais de dois mil euros, e consumos com mais de 10 anos, e que as cartas enviadas pela autarquia ameaçam o corte numa data prevista, caso não haja pagamento.
Para tal, o consumidor não deve pagar as faturas, nem realizar planos de pagamento, sem antes invocar a prescrição dos valores com mais de seis meses enviando carta registada com aviso de receção aos serviços do município responsáveis. A associação de defesa do consumidor disponibiliza, na sua página na Internet, uma minuta que os consumidores podem utilizar e adaptar.

Ex-funcionário da Junta de Freguesia da Senhora da Saúde (Évora) faz greve de fome junto a Tribunal de Beja


Um ex-funcionário da Junta de Freguesia da Senhora da Saúde, em Évora, está desde segunda-feira acampado e em greve de fome nas imediações do Tribunal Administrativo e Fiscal de Beja.
O homem quer ver desbloqueado o processo pendente naquele Tribunal que o opõe à Junta de Freguesia para a qual trabalhava pelo seu despedimento, por o considerar ilegal.
Sérgio Silva, de 38 anos, avançou para o Tribunal de Trabalho de Évora, onde ganhou a causa. Por recurso da Junta, o processo foi remetido para o TAFBeja onde aguarda decisão desde Dezembro. O homem está impedido de trabalhar até que o processo conheça uma decisão uma vez que sendo portador de deficiência motora só pode laboral ao abrigo de contractos específicos.
Sobre o despedimento que motivou o processo, Sérgio Silva diz ter sido “tramado” por se recusar a interromper uma baixa médica para pintar as instalações da Junta por altura de eleições.
Pai de uma criança com 4 anos, o homem vê-se a cargo com inúmeras despesas às quais não consegue fazer face. A contar apenas com o salário da esposa, Sérgio teme pela qualidade de vida do filho.
O homem ameaça levar a greve de fome até ao final do mês de Julho, antes do início das férias judiciais.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Amanhã em Évora é inaugurada a exposição "No Fio da Navalha"


A 3ª Exposição Nacional de Artes Plásticas e Saúde Mental “No Fio da Navalha", que reúne cerca de uma centena de peças produzidas por pessoas com problemas de saúde mental no âmbito dos seus projetos de reabilitação, vai ser inaugurada na terça-feira, dia 14 de Julho, pelas 18 horas, nas instalações do INATEL, em Évora (Palácio Barrocal, Sala da Fonte)
Trata-se de uma exposição nacional, integrada num dos eixos estratégicos do Plano Nacional de Saúde Mental 2007-2016, que tem como objetivos a promoção da Saúde Mental e o Combate ao Estigma, que este ano se realiza no Alentejo.
 “A exposição é composta por perto de uma centena de obras de escultura, pintura e desenho”, refere Luís Leite Rio, Curador desta iniciativa, organizada pelo Programa para a Saúde Mental da Direcção-Geral da Saúde, com o apoio da Câmara Municipal de Évora, da ARS Alentejo, Direção Regional de Cultura do Alentejo e do INATEL.
“O nome que lhe dá título, andar ou estar “no fio da navalha”, é uma designação popular para um estado de perigo iminente, uma situação de equilíbrio instável. Uma linha imperceptível que separa o tudo do nada, o cume do precipício, a saúde da doença, a arte do lixo…”, afirma Luís Leite Rio, designer e artista plástico.
“A exposição pretende desmistificar a noção que a maior parte das pessoas tem de que um doente não possui as mesmas capacidades artísticas de qualquer outra pessoa. Não é verdade e, por vezes, até tem essas capacidades num grau mais desenvolvido. No fundo, todos nós estamos ‘no fio da navalha’, sejamos ou não portadores de doença mental”, conclui o Curador da exposição, que vai estar aberta ao público até ao dia 28 de Agosto.
Paralelamente à exposição, haverá também na terça-feira, dia 14 de Julho, e igualmente nas instalações do INATEL, um colóquio subordinado ao tema “Interface Saúde Mental e Cultura”, com abordagens diversas em que usarão da palavra Carlos Pinto Sá, presidente da Câmara Municipal de Évora, Paula Marques, Vogal da ARS Alentejo, Paula Amendoeira, diretora Regional de Cultura do Alentejo e Álvaro de Carvalho, diretor do Programa Nacional para a Saúde Mental da Direção-Geral da Saúde, bem como diversos técnicos ligados a esta temática, tendo como objetivos a partilha de experiências institucionais no campo da reabilitação psicossocial e o estreitamento de relações entre o sector da saúde mental e o da cultura.
Com iniciativas programadas para Évora, Portalegre e Beja este projeto traz ao Alentejo, durante todo o ano de 2015, atividades como o Teatro, a Dança, a Música, as Artes Plásticas, a Gastronomia, áreas que têm a maior expressividade na área de reabilitação psicossocial direcionadas para esta população.

Gabinete de Imprensa

António Dieb sai da CCDRA para a Agência que gere os fundos comunitários em Portugal


António Costa Dieb é o novo presidente da Agência para o Desenvolvimento e Coesão, o órgão máximo da governação dos fundos europeus em Portugal.
Formado em Sociologia pela Universidade de Évora, António Dieb era presidente da CCDR Alentejo desde 2012 e foi escolhido entre os 23 candidatos pela Comissão de Recrutamento e Selecção para a Administração Pública (CRESAP).


Fragmentos…

Joaquim Palminha da Silva

            Há muito que passou a época das “lógicas simples”, e a submissão às “leis” económicas dos mercados regionais, com as suas desigualdades “naturais”.
            Hoje, é necessário um rigoroso pragmatismo e a compreensão do mundo tal qual ele está: - Um partido revolucionário novo não se pode resumir, com efeito, à declaração de princípios genéricos, como os medicamentos mais baratos, paliativos. As palavras de encantamento podem ser mais ou menos poéticas, mas não são solução que levem a mudanças socio-económicas.
            Um partido que queira contribuir para mudar a injusta ordem socio-económica de um País tem de ter uma ideologia própria, e não um pacote de reivindicações como um sindicato. Um partido efectivamente revolucionário, tem de ter uma estratégia para chegar ao Poder, e possuir um núcleo de dirigentes experimentados, e não um grupo de despeitados que se zangaram com os outros partidos do sistema burocrático e político.
            Os partidos novos, que nascem e morrem como coloridas e palavrosas borboletas, aparecem-nos pela frente logo esvaziados de conteúdo ideológico! – De nascença tão tardia, nem chegam a ser parapeitos de protecção dos trabalhadores contra a tirania do Capital!
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            Liberdade? Democracia? – Da direita institucional à esquerda ordeira, “bem comportada”, não respondem!
            Que liberdade tem o desempregado? Que democracia pode ser vivida pelo sem-abrigo?- As contradições desta “modernidade” europeia na Lusitânia, ressaltam cada dia mais e as ilusões desvanecem-se!
            Luta contra as desigualdades, direitos do Homem? – Como assim?! Numa sociedade que precisa de instituir e manter o rendimento mínimo de inserção? – Numa socieade que se declara, desta forma, incapaz de acabar com a extrema pobreza de milhares e milhares de cidadãos?!
            Nas pregas desta sociedade de Partidos, como vestíbulos de Poder e Dinheiro, a miséria arreganha os dentes podres todos os dias, e faz caretas a esta gente da política, dos bancos, dos grandes negócios!
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            Pensam eles… - Se nos deixarmos levar pela corrente dos mais fortes da União Europeia, se formos no sentido das transformações (“reformas”) que o sistema administrativo de Bruxelas instaurou “naturalmente”, podemos ficar muito tempo nos comandos do governo nacional…
            Na realidade, já não se pilota nada que valha a pena, mas deixam-nos envergar a farda de comandantes, almoçamos com os oficiais europeus e podemos subir, às vezes, à ponte de comando. Até podemos ter a ilusão, e fazer crer ao indigenato, à tripulação local, durante algum tempo, que temos o leme na mão, quando afinal de contas é a “corrente” da Europa do norte que nos dirige, nos empurra, para onde lhe agrada e quando lhe apetece!