domingo, 28 de junho de 2015

Protestos contra a tourada na Feira de São João



O Bloco de Esquerda e o Grupo de Teatro Pim fecharam hoje os seus espaços na Feira de São João em protesto contra a Tourada que se realiza este domingo na Praça de Touros ali ao lado. Para o Grupo de Teatro Pim: "Porque acreditamos na Arte (Performativa ou outra) como forma de liberdade, de prazer, de celebração da vida ... recusamo-nos a conviver num mesmo evento (Feira de S.João) com a Tourada, claramente um espectaculo de violência, de opressão. PIM" (aqui)

5 comentários:

  1. Meia duzia de estarolas do bloco de esquerda. Ainda julgavam eles que nas ultimas autarquicas punham um verador. O haxixe faz mal a esta gente.

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  2. Andam a fumar erva de fraca qualidade. Não ligo ás touradas, acho demasiado violento, mas respeito quem gosta, tal como respeito quem gosta de caracóis colocados na panela em água a ferver vivo, assim como as lagostas. Já agora adoro lagosta. Há quem ache que o Pim teatro não tem qualidade eu respeito

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  3. Cada um é livre de lutar pelas suas ideias, mas o BE deveria ter consciência que a sua ação não aquece nem arrefece a Feira. Quanto aos PIM, sinceramente, prefiro as touradas. Sem ofensa, é só mesmo uma questão de gosto.

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  4. Economistas Krugman e Stiglitz defendem que gregos votem "não" no referendo
    No artigo de opinião de hoje no The New York Times, Paul Krugman escreve que "a Grécia deve votar 'não' e o Governo grego deve estar preparado, se necessário, para sair do euro", argumentando que é verdade que o executivo grego "estava a gastar acima das suas possibilidades no final dos anos 2000" mas que "desde então cortou repetidamente a despesa e aumentou impostos".
    "O emprego público caiu mais de 25% e as pensões (que eram de facto demasiado generosas) têm sido cortadas abruptamente. Se a isto se somarem todas as medidas de austeridade, fizeram mais do que o suficiente para eliminar o défice e passarem a ter um amplo excedente", nota Krugman.
    A explicação para que a correção não se tenha verificado na Grécia é que "a economia grega colapsou, muito devido às muitas medidas de austeridade, que afundaram as receitas" do Estado, defende o economista norte-americano, acrescentando que este colapso "esteve muito ligado ao euro, que amarrou a Grécia num colete-de-forças económico".
    Krugman aponta três razões para que os gregos votem "não" no referendo: "após cinco anos [de duras medidas de austeridade], a Grécia está pior do que nunca", "o tão temido caos gerado por um 'Grexit' [saída da Grécia da zona euro] já aconteceu", ou seja, os bancos estão fechados e foram impostos controlos de capital e, finalmente, "ceder ao ultimato da 'troika' iria representar o abandono final de qualquer pretensão de independência grega".
    O Nobel da Economia de 2008 deixa mesmo um apelo aos gregos: "Não se deixem levar pelos que dizem que os oficiais da 'troika' são só tecnocratas a explicar aos gregos ignorantes o que tem de ser feito. Estes pretensos tecnocratas são, de facto, fantasistas, que desconsideraram tudo o que sabemos sobre macroeconomia e estiveram sempre errados. Isto não é sobre análise, é sobre poder - o poder dos credores para dispararem sobre a economia grega, que vai persistir enquanto a saída do euro for considerada impensável".
    Para Krugman, "é tempo de pôr fim" a esta visão de que sair do euro é impensável ou então "a Grécia vai confrontar-se com uma austeridade interminável e com uma depressão sem solução e sem fim".

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  5. Continuação

    Também Joseph Stiglitz, que foi distinguido com o Prémio Nobel da Economia em 2001, assina hoje um artigo de opinião no jornal britânico The Guardian, intitulado "Como eu votaria no referendo grego".
    Stiglitz reconhece que "nenhuma alternativa - aprovação ou rejeição dos termos da 'troika' - vai ser fácil e ambas implicam riscos" e sublinha que, se ganhar o "sim", isso vai significar "uma depressão quase sem fim".
    "Talvez um país empobrecido - que vendeu todos os seus ativos e cujos jovens brilhantes emigraram - possa finalmente conseguir um perdão da dívida. Talvez transformando-se numa economia de rendimentos médios, a Grécia possa finalmente aceder à assistência do Banco Mundial. Tudo isto pode acontecer na próxima década ou talvez na década a seguir a essa", resume o economista ao retratar o futuro da Grécia, caso os gregos aceitem as condições que os credores internacionais estão a pedir.
    Já num cenário em que os gregos votam "não" no referendo de 05 de julho, Stiglitz considera que isso "pelo menos ia abrir a possibilidade de a Grécia, com a sua forte tradição democrática, ter a oportunidade de decidir o seu destino por si".
    "Os gregos podem ganhar a oportunidade de desenhar um futuro que, ainda que não seja tão próspero como no passado, é de longe mais esperançoso do que a tortura sem consciência do presente", reitera o economista.
    A crise que opõe o Governo grego aos credores internacionais (Comissão Europeia, Fundo Monetário Internacional e Banco Central Europeu) assumiu um rumo inédito depois de o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, ter anunciado na sexta-feira à noite a convocação de um referendo sobre o programa apresentado pelos credores para desbloquear ajuda financeira ao país.
    No sábado, o Eurogrupo recusou-se a prolongar o programa de assistência financeira à Grécia que termina terça-feira, dia 30.
    A Grécia, que enfrenta problemas de liquidez, arrisca-se a entrar em incumprimento, tendo de pagar até terça-feira à noite mais de 1,5 mil milhões de euros ao FMI.

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