sexta-feira, 26 de junho de 2015

Intervenção do BE na Deliberação sobre a Petição "Fim dos Circos com Animais em Évora"



É sabido que o Bloco de Esquerda tem defendido a participação activa dos cidadãos e cidadãs na política. A participação cidadã não pode ser só um slogan, mas um mote para as mudanças que a nossa sociedade necessita.

Os diferentes partidos aqui representados, permitiu que o mecanismo de petição cidadã se tornasse mais ágil, acessível e consequente.

Chegamos hoje ao fim de um primeiro ciclo de uma primeira petição enquadrada neste novo Regimento, com a sua apreciação e votação. É com um enorme prazer que assistimos a este envolvimento cidadão numa causa tão nobre e importante. As minhas primeiras palavras são, naturalmente, de felicitação a estes munícipes empenhados.
Discutimos hoje se esta Assembleia deve ou não recomendar ao executivo para que regule a impossibilidade de instalação, em espaços municipais, de circos que utilizem animais não humanos nos seus espectáculos.
Após análise da petição apresentada e da audição promovida por esta Assembleia, o Bloco de Esquerda, apesar de já ter sido bastante claro sobre esta questão na última reunião, considera que:
  1. A arte circense ocupa um lugar imprescindível no espaço cultural do nosso concelho e do nosso país. Sabemos bem que os artistas de circo trabalham exaustivamente para proporcionarem ao público espectáculos de uma beleza única e, como tal, não podemos deixar de os valorizar, especialmente num país em que os apoios públicos para a cultura estão reduzidos a quase nada;
  2. A exibição de animais nos circos tem implicações claras sobre o seu bem-estar, seja pela forma como são treinados, condições em que são mantidos ou formas e condições de transporte;
  3. A nobreza do Circo não é compatível com um quotidiano de sofrimento animal;
  4. O Concelho de Évora deve respeitar e defender, intransigentemente, a Declaração Universal dos Direitos dos Animais.
  5. Esta defesa intransigente não é compatível com a escusa da necessidade da existência de decisões nacionais, sem a existência de qualquer ação local. O Bloco de Esquerda considera uma afronta para o poder local democrático varrer para um cenário nacional acções que podem ter o seu início a nível local;
  6. A decisão tida nesta Assembleia não resolverá, obviamente, o problema de todo o sofrimento animal ao nível do Concelho, nem tão pouco resolverá qualquer questão a nível nacional. Ainda assim, tapar os olhos ou delegar noutras instâncias, algo que pode ser feito localmente, é um ato de irresponsabilidade e cobardia política que o Bloco de Esquerda repudia;
  7. Este é um momento ideal para o município dar um sinal claro que a defesa dos direitos dos animais é algo mais do que uma afirmação vã;
  8. Deverão ser encorajados os circos sem utilização dos animais a instalarem-se em Évora, sendo dada visibilidade na agenda cultural do município e demais meios de comunicação ao dispor.
Tendo em conta todos os considerandos apresentados hoje e na última reunião da Assembleia Municipal, o Bloco de Esquerda votará favoravelmente ao conteúdo peticionário, recomendando que o município regulamente o bem-estar e saúde animal, permitindo a proteção dos animais, e consequentemente inviabilize a instalação no Concelho de Évora de Circos que utilizem animais não humanos.

Évora, 25 de Junho de 2015
O membro da AME eleito pelo Bloco de Esquerda
Bruno Martins


16 comentários:

  1. Nos la em casa também uma deliberação: não votar em partidos-idiotas como o berloque da esquerda inutil

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  2. Já percebi: vocês lá na casa onde mandas só votam no arco da canalha (PSD, PS, CDS, PCP) que tem ocupado o poder. Percebi-te... (E recebes por fora ou pertences directamente à classe que se governa?)

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    1. Não percebeste. Cá em casa fomos vacinados pelo SNS contra idiotas institucionais.

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  3. O PS aprova um documento na defesa dos animais,quando foi poder investiu 5 MILHÔES de EUROS na praça de touros.

    São estes comportamentos que afastam os cidadãos dos partidos.

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    1. Tem razão. Eu por exemplo afastei-me do BE mas fui um dos duzentos e tal mil idiotas que lhes deu 9% em 2009

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  4. Vou deixar de comer alfaces, não suporto o sofrimento que essas plantas Têm que suportar, nem brocolos. Vou deixar de comer caracóis pois são metidos na panela vivos, nem lagostas e nos ovos vou pensar pode ser um pintainho em gestação.
    Bruno Cresce

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    1. Ele é crescidinho. O problema é que eles defendem uma idiologia ultrapassada. Já nem a própria Albânia é o que era.

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  5. A seguir sai uma petição contra a venda de caracóis cozidos, para evitar o sofrimento atroz dos animaizinhos.

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  6. Excertos do artigo de José Pacheco Pereira no Público de hoje:

    «Bater nos gregos tornou-se uma espécie de desporto nacional. Tem várias versões, uma é bater no Syriza, outra é bater nos gregos propriamente ditos e na Grécia como país. As duas coisas estão relacionadas, bate-se na Grécia porque o Syriza resultou num incómodo e, mesmo que o Syriza morda o pó das suas propostas, – que é o objectivo disto tudo, – o mal-estar que existe na Europa é uma pedra no orgulhoso caminho imperial do Partido Popular Europeu, partido de Merkel, Passos e Rajoy e nos socialistas colaboracionistas que são quase todos que os acolitam. É isto a que hoje se chama “Europa”. (...)

    A Grécia é a Grécia, muito mais parecida com Portugal naquilo é negativo que os que hoje lhe deitam pedras escondem, e bastante menos parecida com Portugal, numa consciência nacional da soberania, que perdemos de todo. No dia da vitória do Syriza, o que mais me alegrou, sim alegrou, como penso aconteceu a muita gente, à esquerda e à direita, não foi que muitos gregos tenham votado num “partido radical” ou num programa radical, ou o destino do Syriza, mas sim o facto de que votaram pela dignidade do seu pais, num desafio a esta “Europa” que agora os quer punir pelo arrojo e insolência. Escrevi na altura e reafirmo que mais importante do que a motivação de acabar com a austeridade, foi o sentimento de que a Grécia não podia ser governada por uma espécie de tecnocratas a actuar como “cobradores de fraque” em nome da Alemanha. Por isso, mais grave do que o esmagamento do Syriza, que a actual “Europa” pode fazer como se vê, é o sinal muito preocupante para todos os que querem viver num país livre e independente em que o voto para o parlamento ainda significa alguma coisa. Nisso, os gregos deram uma enorme lição aos nossos colaboracionistas de serviço, que andam de bandeirinha na lapela. (...)

    Os gregos, povo de comerciantes e marinheiros, são um alvo fácil, como os camponeses do Sul de Itália e os alentejanos, para os do Norte industrial e “trabalhador”. É um estereótipo conhecido: ladrões, vigaristas e, acima, de tudo preguiçosos. Por isso “enganaram a Europa” e querem viver á nossa custa. A Grécia enganou a Europa? Sim with a little help from my friends. A Europa ajudou activamente a Grécia a falsificar os números, a Alemanha em particular, enquanto isso lhe interessou

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  7. Colaboracionista com o nazismo alemão, representa o interesse dos agiotas que nos emprestaram dinheiro e ainda há lerdos que vão votar neste minto urbano licenciado na universidade dos cursos comprados a lusófona e aos 37 anos depois de dar umas surras na doce esposa

    Passos não precisou de flexibilidade como a Grécia: "Abraçou a troika"
    Ao contrário do governo Syriza, o português "nunca propôs medidas de substituição". Entendeu-se "lindamente" com os credores, diz Constança Cunha e Sá

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  8. Passos Coelho veio dizer, esta sexta-feira, que as queixas da Grécia sobre alegadas diferenças de tratamento por parte dos credores comparativamente a Portugal e à Irlanda são "uma falsa questão", já Atenas tem beneficiado de uma "flexibilidade muito maior". Ora, Constança Cunha e Sá lembrou no seu comentário na TVI24 que o primeiro-ministro português nem nunca precisou dessa flexibilidade, porque não só "abraçou" sempre a troika, como quis sempre impor mais austeridade do que aquelas que os credores exigiam.
    "Lembro-me muito bem que nunca propôs medidas de substituição. Ia avançar com plano de corte de despesa de 4 mil milhões de euros [sem ter sido solicitado] e abraçou sempre a troika, quis sempre ir mais além. Quis avançar com esse plano. Quem não permitiu que em portugal esse corte fosse para a frente e fosse substituído foi o Tribunal Constitucional"

    Por causa disso mesmo é que a troika, em relação a Portugal, "não teve outro remédio senão aceitar".

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  9. O Passos se tivesse um povo inteligente com as bacoradas que diz nem um voto tinha, a sorte de tal néscio é que o povo ainda consegue ser mais emplastro. Entra em contradição cada vez que abre a boca devia ser internado num centro de recuperação, o vigarista do portas ao menos é inteligente mete-o o atraso na algibeira. Coelho devia demorar 3 anos a fazer o cubo mágico, tal como demorou 20 anos a comprar um curso de pseudo-economês. Desiste de nos lixar mais a vida e vai tirar um curso decente com esforço preguiçoso

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  10. Pronto, agora que esta história idiota já acabou, talvez seja altura da assembleia municipal começar a preocupar-se com coisas sérias.

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  11. Realmente esta posição do PS em que são os mesmo velhotes, esclerosados (Capoulas Santos, Chalaça e Troncho) que estiveram no investimento de 5 milhões na praça de Touros. O que se faz numa praça de touros? festinhas aos animais. Mas é compreensível a velhice os avozinhos ficam lamechas, vão para casa tratar dos netos velhos gagás

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  12. Estado Islâmico espalha o caos a caminho da desejada “guerra apocalíptica global”
    SOFIA LORENA 28/06/2015 - 08:24
    Um ano chegou para confirmar que vinham ao que diziam. Os novos líderes da jihad global são eficientes e sabem que basta continuarem activos para vencerem. Agora, é mais difícil duvidar das suas ameaças.
    Quando, a 29 de Junho de 2014, um grupo conhecido até então por diferentes siglas decidiu que passaria a chamar-se apenas Estado Islâmico e proclamou a criação de um califado, o seu porta-voz, Abu Mohammed al-Adnani, anunciou o nascimento de “uma nova era da jihad internacional”. Era o primeiro dia do Ramadão e o “califado” incluía províncias na Síria e no Iraque.

    Um ano depois, os jihadistas já reclamam como parte do seu território zonas da Líbia, Iémen, Argélia, Nigéria, Afeganistão, Paquistão, Afeganistão, Egipto e Arábia Saudita. Entretanto, massacram dezenas de milhares de sírios e iraquianos, decapitados, queimados, afogados… Orquestraram ou inspiraram atentados de Paris a Sydney, da Líbia à Malásia. E somaram o apoio de grupos extremistas antes ligados à Al-Qaeda no Iémen, Afeganistão, Paquistão, no Egipto ou na Somália.

    Agora, num só dia, uma semana depois do início do mês sagrado do jejum dos muçulmanos, três ataques em três continentes planeados para acontecerem em simultâneo (na tradição da Al-Qaeda) ou não, mostram até que ponto o grupo a que muitos demoraram a dar importância está decidido a “criar o caos no mundo, para assim poder expandir-se e tentar incitar uma guerra apocalíptica global”, diz ao New York Times Harleen Gambhir, do Institute for the Study of War.

    Os líderes do Estado Islâmico são terroristas, criminosos, comandantes militares, governadores de cidades, directores de hospitais ou escolas; não são um bando de loucos que age por impulso. Mas tudo o que fazem se baseia na crença de que essa guerra, a que oporá os verdadeiros crentes a todos os outros, vai mesmo acontecer. Apressá-la ou não depende das circunstâncias.

    Acossado dentro do seu território original, expulso de várias localidades por milícias curdas sírias, bombardeado por uma coligação anti-jihadista no Iraque, o grupo que se alimenta do choque provocado pelas suas acções sabe que tem de estar permanentemente a inovar. Nunca soma muitas derrotas sem ripostar, como fez na última semana em Kobani, no Norte da Síria. E nunca está muito tempo sem produzir uma barbaridade nova que obrigue o mundo a falar de si.

    No início, a prioridade era conquistar território – quem oferece uma opção total de vida tem de ter onde receber os seus seguidores. Quando conseguiu que os Estados Unidos juntassem dezenas de países para bombardear as suas posições, passou a fazer sentido continuar a combater por território enquanto se incentivavam ataques a esses inimigos nos seus próprios países.

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  13. Continuação
    É a consciência de que não pode parar de chocar e a máquina de propaganda que criou para comunicar em permanência a sua mensagem na era das redes sociais que faz deste um movimento “formidável, mais eficaz do que qualquer outro grupo jihadista na história”, diz J.M. Berger, co-autor de Estado Islâmico – Estado de Terror (Vogais), numa entrevista recente ao PÚBLICO. Trata-se de “um grupo apocalíptico, fanático, e as pessoas que atrai e que nele se envolvem têm uma enorme tolerância à mensagem”, sublinha o investigador.

    A seguir, têm de decidir se agem ou não em função da mensagem, se partem para a Síria, se atacam a redacção de um jornal satírico, um café onde se debate a liberdade de expressão, uma praia de um país muçulmano que tenta estabelecer-se como uma democracia depois de décadas de ditadura. Ou uma mesquita onde centenas de xiitas rezam num pequeno estado inimigo no Golfo, o Kuwait, um alvo fácil num país pouco habituado a atentados, e uma forma simples de atiçar mais ainda o conflito sectário entre sunitas e xiitas.

    Infiéis e seguidores
    Para este Ramadão, o primeiro pós-califado, Adnani pedira aos seguidores “um mês de calamidades para os kuffar”, os infiéis, todos os que não partilham da sua visão do mundo e do islão.

    Uma das grandes diferenças entre a Al-Qaeda e o Estado Islâmico, para além da preferência da primeira por ataques espectaculares que podiam levar anos a planear, é que os novos jihadistas são bem mais radicais na sua definição do que são infiéis. Não declararam só guerra aos cruzados e sionistas, querem apagar da face da terra o presente, o passado e o futuro de todos os que não cumpram exactamente o seu ideal de islão. Mesmo que isso signifique executar alguns dos seus próprios membros.

    Outra, fruto da máquina de propaganda, é a capacidade de “procurar pessoas dispostas a morrer fazendo-o numa série de línguas em simultâneo”, escreve Jon B. Alterman, director do Programa para o Médio Oriente do think tank Center for Strategic and International Studies (CSIS), de Washington. “Ao contrário da Al-Qaeda, que operava quase exclusivamente em árabe, o Estado Islâmico integra forças que falam árabe, inglês, francês, tchetcheno, russo, turco, e mais”, nota Alterman.

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