segunda-feira, 15 de junho de 2015

Assembleia Municipal de Évora promoveu audição sobre “Fim de circos com animais em Évora”


A Assembleia Municipal de Évora promoveu na passada sexta-feira (12 de junho), no Salão Nobre dos Paços do Concelho, uma audição para se discutir a temática “Fim de circos com animais em Évora”, que se insere numa petição subscrita por um conjunto de cidadãos, apresentada na sessão da Assembleia Municipal do dia 30 de abril.
Esta audição realizou-se com o propósito de fornecer aos deputados da Assembleia Municipal de Évora mais informação sobre esta temática, por forma a conhecerem melhor a situação e os potenciais impactos de qualquer decisão e poderem votar sobre o assunto em consciência. Foram ouvidos, em defesa da petição, Marília Crespo, uma das suas signatárias; Rita Silva, Presidente da Associação Animal; Alexandra Nogueira, Jurista; e Susana Cunha, Presidente da Direção da Associação Cantinho do Animais de Évora. Em oposição à aprovação da petição foram ouvidos Gonçalo Dinis, que realizou uma tese de mestrado sobre o circo tradicional e o novo circo, no âmbito do curso superior em Estudos Artísticos - Artes do Espetáculo; Ana Carolina Ferreira, Jurista; e Rui Mariani, proprietário do Circo Mundial.
A sessão de audição teve a duração de três horas, durante as quais os convidados apresentaram os seus argumentos e foram interpelados pelos deputados da Assembleia na assistência, no sentido de obterem esclarecimentos sobre as matérias em que persistiam dúvidas. Na assistência também estiveram cidadãos anónimos, na sua maioria signatários da petição, que tiveram a oportunidade de fazer perguntas e de dar o seus contributos para a discussão.
O Vereador da Câmara Municipal de Évora João Rodrigues, responsável pelo serviço veterinário municipal, interveio na sessão e informou que a autarquia está a ouvir os intervenientes neste processo e que irá continuar a cumprir a lei em vigor, enquanto não houver uma decisão em contrário. Adiantou que os circos que se apresentam em Évora são inspecionados pelo serviço veterinário municipal e que a autarquia só emite a licença quando estão assegurados todos os requisitos impostos por lei.
A Assembleia Municipal deverá pronunciar-se até ao fim de junho sobre esta petição, e no caso de atender às razões desta, fará uma recomendação à Câmara Municipal de Évora, no sentido de interditar a realização de espetáculos de circo com animais no concelho de Évora. (nota de imprensa da CME)

7 comentários:

  1. joaquim palminha silva16 junho, 2015 07:17

    E se levassem a medida às últimas consequências, para ver o ridículo de que ela enferma?! - Por exemplo, proibir de habitar Évora os moradores que conservem os passarinhos em cativeiro, quero dizer, em gaiolas!!!
    Com tantos problemas graves, sérios e urgentes, há meia dúzia de cidadãos e uma Assembleia Municipal disposta a perder horas com "conversa da treta", para dificultar a vida aos trabalhadores do Circo (assim, coitados, arvorados em "inimigo" principal!), e parece que ninguém se apercebe do anedótico da situação!
    Mas mais grave: - Num território dito democrático ("democrático"?) há quem queira impedir de transitar e estacionar em determinada cidade aos cidadãos que tenham animais amestrados e organizados em Circo, ganhando uns dinheiros miseráveis com isso, sem lhe ocorrer que esta ideia é autoritária, para não lhe chamar nome pior! ... E que dizer dos trabalhadores, "amestrados" a laborarem a troco de salários de miséria? Não fazem nada para impedir de estacionar na cidade o patronato que pratica esta "bestialidade"?!
    Enfim, além de anedótico, este caso é grave : - Então a Assembleia Municipal serve para os "meninos" brincarem às "democracias"?!
    Tenham um pouco mais de vergonha !... Já que não têm bom senso, nem juízo!

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  2. Vão o psicólogo, a cidade e a sua gestão esta maravilhosa, então vamos falar do sexo dos anjos, assembleia municipal permite uma serie de ilegalidades praticadas por este presidente começo por autorização de famílias a viver em barracas no espaço publico terminado na orgia queima das fitas barulho sexo e violência até o por do sol durante uma semana etc...não gastem mais dinheiro fechem a porta e dediquem-se a pesca!

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  3. Já tivemos a indignação contra o monumento aos forcados de S. Manços.
    Agora a palhaçada dos circos com animais.

    A seguir virá a proibição de comer caracóis, dada a "selvajaria" de serem cozidos vivos...

    Pugnar pela alteração das leis nacionais, isso não é nada com eles. E assim vão as causas fraturantes...

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  4. «a autarquia está ...a cumprir a lei em vigor.
    ...os circos que se apresentam em Évora são inspecionados pelo serviço veterinário municipal e que a autarquia só emite a licença quando estão assegurados todos os requisitos impostos por lei.»

    Totalmente de acordo. É este o estrito enquadramento que deve orientar a política das Câmaras relativamente a este assunto.

    Aos amigos do animais compete, se a consciência o ditar, tentar alterar as leis nacionais. Trazer este assunto para a decisão de cada um dos 310 municípios (!!!) não passa de puro folclore, sem consequências... nem equidade ou justiça para com os animais.
    A seguir esta linha folclórica teríamos o território nacional dividido em política casuísticas e discricionárias, tomadas ao sabor dos ventos e marés...

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  5. Gostava de saber o que diriam estes comentadores se a Assembleia Municipal RECUSASSE discutir uma petição apresentada por um "conjunto de cidadãos"?

    Sinceramente gostava...

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  6. O discurso seria o mesmo. Seguramente...

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  7. ..e aí está a esquerda parva Portuguesa!
    Ainda se admiram porque é que não existem aqui movimento tipo "Podemos" ou "Syrizas".

    Aprendam 1º a trabalhar e qual o seu significado...

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