quarta-feira, 13 de maio de 2015

Centro histórico de Évora tem mais de mil imóveis devolutos



O concelho de Évora possui mais de três mil imóveis devolutos, um terço dos quais no centro histórico da cidade, revelou hoje à DianaFm o vereador do município Eduardo Luciano.
No caso do centro histórico, “mais de 90 por cento são propriedade privada”.
“O município, tendo meios legais ao seu dispor para intervir nos edifícios, nomeadamente através da posse administrativa, caso os proprietários não façam obras, não tem os meios financeiros para o fazer”, disse.
Por outro lado, referiu que existem “proprietários que não têm possibilidades financeiras para fazer qualquer intervenção” e “propriedade que é multiplicada por um número muito grande de proprietários que não se entendem quanto aos fins a dar aos imóveis”.
“Mas temos outra questão que é mais de fundo. Reabilitamos imóveis para quê?”, questionou o vereador, defendendo que “a reabilitação tem que ser muito orientada para ocupações já pré-definidas”.
“Em última análise, corremos os risco de reabilitar imóveis que ninguém compra ou que ninguém arrenda”, acrescentou.
Eduardo Luciano considerou que o problema “só se pode resolver através de um programa nacional de reabilitação urbana.
Esse programa, propôs, deve “tratar do financiamento dos particulares e olhar para esta realidade de uma forma integrada, não apenas do ponto de vista da reabilitação dos edifícios, mas também da regeneração urbana”.

24 comentários:

  1. O edifício da foto já tem licença de obras. Pode ser que ainda se salve.
    De outros já não posso pensar o mesmo...

    Mas as minhas dúvidas são:
    - será que há gente, comércio ou serviços para ocupar tanta casa vazia?
    - e, se não houver gente, comércio ou serviços, para as ocupar vão ser reabilitadas para quê? Só para manter o cenário?

    NESTAS CONDIÇÕES, ALGUÉM ESTÁ DISPOSTO A PAGAR A FACTURA?

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  2. O Eduardo quem??
    O PCP andou a prometer a reabilitação urbana (sob o pretexto do investimento e da criação de postos de trabalho) em tudo o que era propaganda antes das eleições; quase ofendiam a dignidade de quem estava na câmara que a culpa do apodrecimento do património era do Zé Ernesto e do PS, E AGORA têm a lata de descartar responsabilidades para o poder central???
    Uma vez mais o PCP a sacudir a água do Capote????

    As pessoas votaram no PCP pra resolver os problemas ou para os enxotar para cima do PAEL, da troika, do governo e do PS?

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    1. Não fales do Zé Ernesto porque só um irresponsável (ou um louco varrido!) é que levaria os serviços de atendimento da câmara para um edifício alugado do Parque Industrial, com o pretexto de criar 'novas centralidades'.

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    2. Com o caminho e o desconchavo que isto leva ainda um dia vai acontecer o que nunca esperei - irem buscar o Zé Ernesto como um dos obreiros da cidade. Este executivo é um zero verdadeiramente à esquerda. Esta moda que pegaram de que não podem fazer nada (quando no tempo da anterior Câmara podiam tudo) e atirarem as responsabilidades todas para o governo central é de ir às lágrimas. Uma pergunta só: se não são capazes de fazerem nada porque é que se candidataram?

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    3. Ir buscar o Zé Ernesto deve ser uma solução de excelência... Deve haver ainda algumas negociatas para fazer, como aquela das águas que dá 5 milhões de euros anuais de prejuízo. Ou devem ter sobrado ainda alguns terrenos camarários para vender aos amigalhaços abaixo do preço de custo. Ou deve haver ainda uma praças de touros de privadas onde enterrar milhões de euros de dinheiros públicos. Ou deve haver ainda alguns pavilhões de amigos, para instalar os serviços camarários, com custo incomportáveis de aluguer.

      Agora a sério. Poupem-me a piadas de mau gosto. Ou, se quiserem, vejam se ganham juízo e tomam consciência da porcaria que fizeram durante uma década.

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  3. TODOS esses imoveis tem dono ,caso estavam todos ocupados e se acontecer o dono chama a bófia !

    A CULPA é da CME porque se pagassem IMI a 1000% davam-lhe destino.


    Jorge

    ( ciclista )

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    1. Davam-lhe que destino, se não há famílias nem actividades económicas para ocupar tanta casa vazia?
      Nem que as oferecessem com a obrigação de ocupação permanente haveria maneira de as ocupar todas.

      Deixem-se de teorias. Basta saber fazer contas de somar e diminuir. Isto já não vai lá só com agravamentos de IMIs.

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  4. A autarquia compra terrenos e imóveis novos para habitação social,porque a autarquia não recupera estes imóveis através da habevora e os coloca no mercado de arrendamento,criando dois tipos de rendas uma para famílias carenciadas e outro para jovens casais com baixos ordenados.

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    1. Porque custa muito mais caro reabilitar do que construir de novo. Não será?...

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    2. Se calhar é pela mesma razão porque os eborenses também preferem comprar terrenos e imóveis NOVOS para habitação. É muito mais barato: a compra inicial e, sobretudo, a MANUTENÇÃO.

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  5. O PS alterou o PDM para construir Mais,diziam eles que a cidade iria atingir os 70000 habitantes,os negócios do campo do lusitano e outros onde se previa construir largas centenas de apartamentos,é este o resultado dos negócios imobiliários,muitos "mamaram" e enriqueceram com as "silveirinhas".

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  6. joaquim palminha silva13 maio, 2015 23:29

    Com a actual legislação alguma coisa se poderá fazer... Trata-se se levar avante um estudo sério de cada caso, pois há muitos imóveis que podem ser objecto de multas e expropriação... De resto,
    se passarem para a propriedade municipal podem ser inseridos em programas de rendas moderadas e, assim, contribuírem para devolver moradores ao centro histórico...
    A questão é que, nada se fazendo, a curto termo a cidade fica completamente arruinada, com centenas de imóveis transformados em viveiros de ratos e depósitos de porcarias! Em poucas palavras: a cidade deixa de ter qualquer tipo de atracção (para habitantes e visitantes), de nada adiantando os poucos museus e a febre da construção de hotéis...
    A questão não é política: é uma questão de administração urbana e de gritante saúde pública!
    É preciso trabalhar para libertar a cidade desta acelerada podridão
    urbana! Não adianta andar a montar palcos e a dar música (não sei a quem!), no seio de uma podridão destas! Urge começar a perder tempo com as urgências!

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    1. «há muitos imóveis que podem ser objecto de multas e expropriação... »
      «se passarem para a propriedade municipal podem ser inseridos em »programas de rendas moderadas...»

      Só vejo um 'pequeno' problema. De onde virá o dinheiro para pagar as expropriações e para financiar as obras de reabilitação e manutenção (pois as rendas moderadas, não devem chegar para isso).

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  7. Não sei se são mil ou duas mil casas que existem no Centro Histórico, mas são muitas certamente, pois basta dar uma volta pelo CH e ver a sua degradação.
    Porém há que colocar os pontos nos is. Os proprietários não querem recuperar os mesmos, ou será antes a carga "burracrata" que a CME impõe que leva a que muitas das obras acabem por ser feitas de certa forma meio clandestinas. Sei de casos em que o proprietário quis fazer obras de recuperação, as quais passavam pura e simplesmente por reboco de paredes e pinturas, quer internas quer externas, e reparação do telhado, como tal o proprietário entregou nos serviços camarários a respectiva informação, pois nestes casos mão é necessário pedir (em teoria claro). Passados dois ou três meses, a CME informou que tinha enviado para a Direcção Regional da Cultura para análises (???), aquela entidade passados mais dois ou três meses informou que o projecto não podia ser autorizado pois não possuía projecto de pormenor, porém só dois meses depois é que a CME informou o proprietário que tinha de entregar um projecto com as alterações (mas qual projecto se o que estava em causa era simplesmente uns rebocos e respetivas pinturas, mais tirar algumas goteiras).
    Ora, uma vez que as obras que o proprietário quer levar a efeito são para vender ou para arrendar e está a perder dinheiro cada dia que passa, então este, o proprietário, só tem duas hipóteses, ou avança clandestinamente, ou deixar ficar como está, o que diga-se em abona da verdade, não dignifica nada a nossa cidade.
    A haver culpas, há e muitas, quer da CME quer da Direção Regional da Cultura.
    Deixem o mercado trabalhar, com uma única obrigação, nada de aberrações, e logo concluirão que tudo funcionará muito melhor.
    MdM

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    1. Em parte de acordo. A dupla tutela sobre o CH não serve para facilitar e ajudar a reabilitar. Só serve para emperrar e complicar.

      Foi mais uma das leis de merda do centrão (neste caso do Carrilho do PS) que levou a esta situação absurda de simples obras de limpeza e conservação (sem qualquer alteração) terem de ir obter o amén de Lisboa, depois de obrigarem os munícipes a apresentarem uma carrada de papeis que não servem para nada.

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  8. Metade do Centro Histórico está à venda.
    Se fosse viável e rentável muitas das ideias que aqui avançam, já haveria uma chusma de gente a comprar e a fazer obras para alugar e revender...
    Se não o fazem, por alguma coisa é.
    E não deve ser só pela burocracia, pois essa nunca foi impeditiva de investimentos nem... da especulação imobiliária. Ao que vai sabendo, não houve burocracias de reservas agrícolas ou ecológicas que impedissem os crimes que se vêm por esse país fora.

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  9. O "mercado" a trabalhar tem este resultado! Houve um tempo em que obras de reparação deveriam ter sido feitas, mas a usura dos proprietários, e a sua estupidez, não os deixou fazer... Foram adiando, até chegar a um dia e que devolutos, os edificios estão tão arruinados que já não têm dinheiro para as obras... Essa gente é que arruinou a cidade. Alguns, depois de terem ganho muito dinheiro com os bens que tem na cidade, não investem e ainda pedem subsídios...
    E nem entre eles se dão com cordialidade, andam pelos tribunais famílias inteiras por causa das casas arruinadas que querem herdar... Que sejam expropriados, esses matadores de Évora!

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    1. Expropriados?
      E quem PAGA as expropriações?

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  10. 00:10 é isso mesmo, se não existisse CM e DR Cultura a cidade recuperava naturalmente, são os responsaveis do entrave à reabilitação da cidade

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  11. Enquanto o rendimento dos prédios estiver estritamente dependente do rendimento, especulativo, mal gerido, e sem investimento na conservação, e não lhe for reconhecido o uso e valor social, os centros históricos vão continuar a arruinar-se, a descaracterizar-se e a perder valor patrimonial, a aumentar os custos de gestão de toda a cidade, e afectando toda a economia gerada pelos Centros Históricos.
    Na Europa, as leis são cumpridas e os proprietários são responsabilizados pela conservação dos edifícios.
    Em Portugal há leis mas não são cumpridas porque o direito dos proprietários irresponsáveis, desmazelados e gananciosos, está acima da lei e do interesse publico, e quando elas acontecem é o estado que é responsabilizado.

    A solução lógica e justa, em casos de comprovada incapacidade do proprietário, é:
    1
    o estado tomar posse administrativa dos prédios que não tenham condições mínimas de habitabilidade ou que causem perigo físico ou ambiental para a via publica
    2
    o estado fazer projecto e obra
    3
    o estado ficar com o rendimento do prédio pelo tempo necessário para recuperar o investimento feito com a obra
    4
    O estado devolver o prédio arranjado, ao legítimo proprietário.

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  12. 09:57 continuação
    O envolvimento de bancos e empreiteiros no processo de recuperação e reabilitação dos centros históricos, tem que ser rigorosamente acompanhada e fiscalizada pelo estado, por forma a impedir que o negócio seja controlado pela corrupção, e se transforme no roubo ao próprio estado, sem qualquer benefício público, nem sequer para os legítimos proprietários.

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  13. A Câmara não têm condições para reabilitar e reabilitar para quê?
    Compete ao poder central uma politica NACIONAL de Reabilitação?

    E agora pergunto eu:

    E uma câmara recheada de militantes cegos de um partido cego para quê?
    E queremo-los lá para quê?
    Para resolverem problemas regionais são do mais incompetente que existe e querem resolver problemas nacionais?

    Sei que não se vão embora porque a vossa missão, vai para além do que a gestão de um município exige, ou seja, ultrapassa a servidão partidária.Mas fiquem cada vez mais conscientes de que a vossa militância sectária já não consegue esconder a vossa tremenda incompetência.

    Emanuel

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    1. O PCP é provavelmente o partido que mais confunde a gestão municipal com o partido em si mesmo. É muito comum lá entre eles, criticarem ou responsabilizarem os partidos pelas más politicas, segundo a sua óptica.
      Por exemplo, atacam o PS quando o Zé Ernesto é o presidente - independentemente do Zé Ernesto fazer as suas escolhas sem a supervisão partidária; O mesmo acontece com CCDR Diebe/PSD.

      Só demonstra que, com os comunistas no poder de uma câmara como a de Évora, Beja ou outra qualquer, quem manda efetivamente é o comité central e regional.

      Por isso as câmaras Alentejanas Comunistas, em matéria de iniciativa individual, são as mais atrasadas de País. Da Europa nem se fala.

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    2. Então o Zé Ernesto foi eleito 4 vezes seguidas em listas do PS, e o PS não tem nada a ver com as suas decisões?

      Acreditas mesmo nisso?
      Ou falas só porque ouviste essa conversas a algum pateta?

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