quarta-feira, 15 de abril de 2015

É inaugurada hoje a exposição 'YÁBURA, uma cidade do Al-Andalus' no Convento dos Remédios


“YÁBURA, Uma cidade do Al-Andalus” é o título da exposição que a Câmara Municipal de Évora vai inaugurar no Convento dos Remédios, hoje, dia 15 de abril, quarta-feira, pelas 18:30, e que corresponde ao encerramento de um longo percurso de inventariação, tratamento e estudo de materiais arqueológicos provenientes de várias escavações realizadas no Centro Histórico de Évora, testemunhos da ocupação islâmica e do porquê de Yábura, nome pelo qual se conheceu Évora entre os séculos VII a XII, ter sido descrita como cidade grande do al-Andalus.
Nesta mostra serão expostos diversos vestígios materiais da ocupação islâmica, desde as formas mais simples e incaracterísticas dos primeiros séculos, até às produções ornamentadas em corda seca ou ao estampilhado do período almorávida e almóada. No espólio cerâmico destacam-se os artefactos ornamentados com vidrado em “verde manganês”, em que se inclui um excecional conjunto com motivos antropomórficos, sendo o mais significativo do nosso país. As peças em exposição evidenciam a revitalização urbana e fortalecimento da rede comercial entre Évora e as diversas regiões do Andalus, nomeadamente a região de Córdova.
A exposição compõe-se ainda de diversos produtos multimédia, que através do recurso à tecnologia tridimensional, permitirão visualizar o espaço urbano que coube à antiga cidade de Yábura. Após um exaustivo processo de recolha de informações arqueológicas e análises comparativas, foi concebida uma proposta modelar de organização dessa desaparecida camada de Évora, que agora será exibida sob a forma de visita virtual. A cerâmica exposta, também poderá ser lida e apreendida enquanto experiência interativa.
A exposição será também complementada por um programa de animação cultural, composto por conferências, visitas guiadas e mostras de diversas de expressões culturais islâmicas. “YÁBURA, Uma cidade do Al-Andalus” contou com os apoios do CIDEHEUS, do Laboratório Hércules da Universidade de Évora, do Governo de Portugal/Secretário de Estado da Cultura/Direção Regional da Cultura do Alentejo, do Museu de Évora, do Museu Arqueológico Provincial de Badajoz, do Campo Arqueológico de Mértola, e da Câmara Municipal de Montemor-o-Novo e o patrocínio do Turismo do Alentejo E.R.T.. A entrada é livre, estando patente ao público até 4 de Setembro, de segunda a sexta-feira, das 9:00 às 12:30 e das 14:00 às 17:30. (nota de imprensa)

4 comentários:

  1. Grande ideia.
    Quando o IS chegar a Évora tem uma cidade receptiva para estabelecer aqui a capital do califado.
    Eduardo Luciano se amanhã tiveres outra ideia destas é bom sinal, é sinal que está vivo

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    1. Este eduardo luciano é decididamente uma aberracao. E quem o candidatou á presidencia da camara ainda pior. Hoje vi o na rua. O homem nao anda bem. Parece alienado. Mas isso é um problema do pcp. O pior é que temos de aturar as parvoices dele.

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  2. joaquim palminha silva18 abril, 2015 00:19

    Há anos a esta parte, uma certa "esquerda" descobriu a "extraordinária" importância cultural que a invasão muçulmana (mano militar) do Sul Ibérico teve para a formação do amálgama de que resultou o posterior povo português... Não se percebe muito bem esta inusitada "paixão" pelos muçulmanos, sobretudo porque ignora os godos e os reinados godos entretanto cristianizados, e estabelecidos entre nós antes dos norte-africanos... Que esconde esta paixão e este "esquecimento histórico" ? Os pobres artefactos que se mostram são, pois, os vestígios da enorme e fabulosa cultura muçulmana entre nós, portugueses? Claro, cidade árabe virtual, com a nova tecnologia, é sempre possível de recriar, mas o facto é que as muralhas que hoje ainda nos restam foram romanas e, depois, godas... e finalmente, parasitadas pelos muçulmanos!
    Não se entende esta gente! - Ou oito ou oitenta: em Valverde ostenta-se (escusadamente) uma estátua provocatória de um tal Giraldo, dito o "Sem Pavor" (Já utilizada no remoto passado, na entrada da Feira), com uma adaga na mão e na outra uma cabeça de árabe decepada, símbolo de um episódio de cobardia (de um renegado) na reconquista da cidade aos muçulmanos; agora, uns intelectuais da esquerda da treta e da História "à maneira", querem lavar a face (com se fossemos culpados dos disparates cometidos pelos avós dos nossos avós!), fazendo vénias aos árabes... Pobre gente, que se não entendem uns aos outros... - Ou oito ou oitenta!

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    1. De facto, a ignorância é atrevida.
      A ignorância associada ao preconceito e à mentira é um nojo.

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