sexta-feira, 13 de março de 2015

Este sábado de manhã no Mercado Municipal de Évora



CARAVANE EM ÉVORA - Pão, Partilha e Troca de Sementes

Apresentação de uma pequena caravana que passa por Portugal em Março de 2015
A Caravana trans-hibernal!

Escolhemos a Península Ibérica por razões climáticas... Não, realmente escolhemos esta zona porque sentimos que podíamos fazer facilmente a conecção entre os mundos militantes francófonos, hispanófones e lusófones. Temos a intenção de passar os Pirinéus, de um lado e doutro, conhecer as novas (e antigas) lutas, as alternativas, os movimentos de pensamento emergentes.

Depois de outras experiencias, queremos tentar ser realmente eficazes. Por agora, não procuramos optimizar o nosso funcionamento, nem criar uma dinâmica de grupo necessariamente inclusiva, visível, exemplar. Contamos com uma autonomia material própria de cada uma, prevemos uma parte do trajecto em pequeno grupo, como para Portugal, não procuramos estar muito visíveis (bem que não seja fácil) como aconteceria com um grupo nómada imponente. Um pouco contra os nossos hábitos, estaremos presentes de uma outra maneira, para ter a oportunidade de aprofundar outros aspectos...

O que propomos às pessoas:

Antes de mais nada, saibam que não temos qualquer intenção de ganhar dinheiro, mas num espírito de partilha e aprendizagem comum!
Os ingredientes básicos da receita que preparámos são: o “campesinato” (sim, sim,
podemos ser camponeses e nómadas!), as questões de género e a informação subversiva. 
Esperamos compartilhar e criar ressonância (mesmo que já tenha sido feito outras vezes) questões precisas, experiências, contextos de cada lado de estas fronteiras antigas, que, pela língua, a política e a cultura, continuam de existir para nos dividir. Para dar corpo a esta intenção assim sendo, tentaremos propor :
Discussões, debates, ateliers, intercâmbio de saberes
Neste momento, temos duas discussões a propor:
– ZAD e movimentos rurais em França, partilha de experiências
– Sobre as caravanas, e o seu potencial político; baseado na experiência da caravana intergaláctica

E dois ateliers:
- Autodefesa feminista mental (em grupos mistos ou em grupos não mistos)
- Cozinha para eventos: como fazê-lo e porquê ? Prática e filosofia de cozinhas alternativas

Cozinha: um forno de Lenha para juntar o mundo !

Podemos cozinhar para bastante gente (até 150 pessoas), pizzas, tartes/quiches, gratinados,… à nossa maneira!

Também fazemos pão à francesa.

E mais... Vamos continuando a fazer:

Colheitas, transformação, troca de produtos que preparámos
Aquisição e difusão de livros e fanzines encontrados por aqui ou por ali pelo caminho, mas também trazidos e traduzidos intencionalmente

Acções directas, participação a eventos festivos
Carga e troca de informação, material, pessoas entre sítios, entre lutas

Em suma, viver a subversão, não apenas sonhar...
Contactos:
caravane@riseup.net

Temos bastante material sobre a caravana intergaláctica, mas em francês.
Podes pedi-los por mail...

Se sabes traduzir do francês para o português, és bem-vindo!

Até já!

Mais detalhes sobre esta viagem...

Logisticamente, estamos adaptados à estrada, aptos para fazer largas distâncias. Em relação aos pontos de queda, optamos por contactar sítios que trabalhem temas militantes que nos tocam, para não nos dispersarmos, unindo assim o útil ao agradável. O itinerário está também bastante condicionado pelo lado material: as nossas carrinhas levam o menos de gasóleo possivel, tentamos meter o máximo de óleo de fritura usado (girassol é muito melhor que azeite). Também nos damos a liberdade de estacionar em algum sítio e ir de boleia fazer uma missão qualquer.

A questão da língua continua a ser um obstáculo de peso para alguns de nós, que não falam nem espanhol, nem português, ou só uma das duas línguas. Foi difícil transmitir as bases das línguas antes de sair de França, só nos sobra a esperança de ter material de interpretação simultânea, possivelmente na zona Norte. Também começámos a traduzir fanzines, só em espanhol por enquanto,
confiamos na generosidade de novas amizades para começar uma bibliografia sólida o mais rápido possível...
Na comunicação, não pretendemos sobrecarregar as pessoas com flyers, newsletters, etc, optando em dar visibilidade às nossas acções com a nossa presença. 

Também fazemos parte da caravana intergaláctica, aproveitaremos para difundir as suas ideias de fundo, que também nos parecem importantes fora de França.

6 comentários:

  1. há um lar em Évora legalizado pela Segurança social, mas cujo tratamento aos idosos chega a ser pancada por parte do dono do lar e isso a segurança social não vê. Só as condições na estrutura do lar, nem toda a gente está habilitada a tratar de doentes e idosos.

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  2. Para José Gil, pensar voltou a ser uma questão de vida ou de morte.
    O que o País precisa é de acção, mas não está na pratica e no estar Português.
    Ficamos prostrados na ausência de acção, preferimos não nos mexer se nesse movimento pudermos entrar em conflito com alguém.
    Somos um país de poetas, não de homens de acção e isso é bom, mas poetas mortos.
    País de gente aborregada, onde o arco do poder continua a mandar, não surge nada de novo.

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  3. À atenção dos serviços de àgua e Saneamento da CME
    Existe um buraco com mais de 2 metros de fundo junto ao parque infantil do Bairro António Sérgio, há mais de 2 meses a quando da reparação de uma ruptura na conduta de águas que por sua vez há meses que vertia água para a via pública.
    Não estando devidamente sinalizada e como é frequentada por crianças mesmo a noite, especialmente agora que se aproximam noites mais convidativos a passear, urge resolver tal problema

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  4. E ASSIM VAI PORTUGAL

    Com 46 anos, Paulo Teixeira Pinto reformou-se após ser considerado
    "inapto" por uma Junta Médica da Segurança Social, saindo do BCP com
    uma indemnização de 10 milhões de euros e com o compromisso de
    receber, até final de vida, uma pensão anual equivalente a 500 mil
    euros.f


    Actualmente é dono do grupo editorial Babel.

    É ainda presidente da Direcção da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros,

    Presidente do Conselho Fiscal do Novafórum e da Sociedade Central de Cervejas e Bebidas,

    Vice-presidente da Assembleia-Geral do TagusPark,

    Membro do Conselho Geral do GRUPO LENA,

    Consultor jurídico na Abreu Advogados,

    Membro do Conselho de Orientação Estratégica da Universidade Católica
    Portuguesa e dos Conselhos Consultivos da Universidade de Lisboa e do Plano Tecnológico.

    "E FOI CONSIDERADO INAPTO! ORA SE NÃO FOSSE…?)"

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  5. À atenção dos consumidores de gás Natural da Dianagás reclamem, não se deixem roubar.
    Reclamem do livro de reclamações porque não há razão nenhuma para aumentarem em 500% a taxa de TOS(taxa de ocupação de subsolos).
    Mesmo que houvesse um aumento seria dos 5 meses de 2013 em que a empresa não repercutiu a TOS na fatura de gás.
    Não nos deixemos enganar por esta oligarquia onde não há concorrência, mas sim concertação é como as empresas de venda de gasolina.
    Reclamem na DECO o problema não é com a Câmara de Évora, isso é o que eles dizem querendo enganar os clientes. A ERSE toma a posição da entidade que devia regular parece o Banco de Portugal a acreditar na bondade e honestidade de ricardo salgado.
    O povo tem força, mas parece tem que haver união se for preciso vir para a rua denunciar as arbitrariedades e chamar a imprensa e televisão não tenhamos medo

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  6. Chomsky vê no Podemos e no Syriza uma reação contra o assalto neoliberal à Europa
    Noam Chomsky (foto), o aclamado filósofo e linguista estadunidense, assegurou em uma entrevista que concedeu ao sítio espanhol Ctxt que o Syriza e o Podemos são partidos que se levantam “contra o assalto neoliberal que está estrangulando e destroçando os países periféricos”.


    Fonte: http://bit.ly/1CHmStj
    A reportagem está publicada no jornal espanhol Público, 08-02-2015. A tradução é de André Langer.

    Chomsky arremete contra o sistema neoliberal imposto na Europa e nos Estados Unidos, onde, assegura, já não há democratas e republicanos, mas apenas “republicanos moderados”. Na Europa se deu o que ele chama de “assalto neoliberal contra a população mundial”, com Thatcher como protagonista.

    “A Europa é hoje uma das maiores vítimas dessas políticas econômicas de loucos, que somam austeridade à recessão”, assegura, qualificando de “êxito do sistema neoliberal” o fato de que o Estado de Bem estar social esteja sendo desmantelado a fim de aumentar o poder dos ricos.

    “Um mundo sem regras no qual os poderosos fazem o que querem. E, onde, milagrosamente, tudo sai à perfeição”, explica. “É interessante comprovar como Adam Smith propôs isso na famosa expressão ‘mão invisível’. Agora vemos que, quando o capital carece de limites, particularmente os mercados financeiros, tudo vai pelos ares. É o que a Europa está enfrentando hoje”.

    O pensador aponta a América Latina como exemplo de resistência a esta “invasão neoliberal”. “Durante 500 anos, a América do Sul sofreu a dominação das potências imperiais ocidentais, a última delas, os Estados Unidos. Mas nos últimos 10 ou 15 anos começou a romper com isso”.

    Sobre o Syriza, diz que é um partido de esquerda “para os padrões atuais”, mas que, pelo contrário, seu programa não é de esquerda. “É um partido antineoliberal; não exigem que os trabalhadores controlem a indústria...”.

    “E isto não é uma crítica”, esclarece, “creio que é algo positivo. E o mesmo acontece com o Podemos: são partidos que se levantam contra o assalto neoliberal que está estrangulando e destroçando os países periféricos”.

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