sexta-feira, 20 de março de 2015

Ainda o roubo nas facturas do gás: exige-se um esclarecimento da Câmara de Évora


Sou um dos muitos clientes da Dianagás em Évora e sinto-me roubado. Na factura de Janeiro (referente ao período de 14/11 a 15/12) paguei 45,43 euros de consumo de gás e 3,23 de Taxa de Ocupação do Subsolo no município de Évora (como diz a factura) enquanto que em Fevereiro (respeitante ao período 15/1 a 13/2) foi-me facturado 13,40 de Ocupação do Solo para um consumo de gás de 38,72 euros.
É preciso que alguém esclareça este brutal aumento de mais de 400 por cento (para um consumo menor de gás, sublinhe-se. Sabe-se que este dinheiro é cobrado para entregar à autarquia. Sabe-se também que não houve nenhum aumento decidido em Assembleia Municipal. 
Pelos vistos a ladroagem dos bancos já se instalou nos outros espaços públicos: como é que é possível uma empresa em nome da autarquia fazer aumentos de 400 por cento (nalguns casos que conheço é anda mais) e a Câmara ficar muda e calada? Isto, de facto, cada vez parece mais o país do deixa andar. Será que os munícipes não merecem uma explicação VERDADEIRA ou vai ser preciso irmos um dia destes acampar para a frente da Câmara até sermos tratados com o devido respeito?

José Neves (por email - cliente da Dianagás devidamente identificado)

28 comentários:

  1. É mais que obvio que o PCP fique mudo e calado. Dizem que é "ilegal" mas ficam com a receita e nada fazem para defender o povo, além das propagandas e da cassete da praxe.

    Nitidamente é uma questão que o PCP não gosta que se fale dela

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  2. Faça reclamação no livro de reclamações da Galp e na DECO, que anda a tratar deste assalto ás nossas carteiras, aliás a RTP vai entrevistar juristas da DECo e clientes roubados por esta empresa que de portuguesa não tem nada.DEve ser para compensar os investimentos com a Dilma que fez no Petroleo pré-sal que é um logro só deu dinheiro ao mensalão.Acho também estranho não haver um esclarecimento público da Câmara de Évora na Pessoa do seu Presidente, porque na Dianagás dizem-nos que é aumento decretado pela CME, quem não deve não teme senhor Presidente,não ficou mudo?
    LADRÕES

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  3. Caro, José Neves

    Quem nem lhe passe pela cabeça que estes que estão agora na Câmara de Évora são mais sérios e honestos do que os que saíram.

    Como é dinheiro que entra, a Câmara está pouco interessada se é justo ou correto até porque, já se constatou que estes que lá estão agora não têm especial talento para reinventar novas receitas além das transferências da administração central.

    Pobre cidade esta de Évora.

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  4. Cà para mim, os comunas estao a mamar com este negocio. O povo é quem mais ordena...tanta mentira...

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  5. Parece-me que esse pedido de esclarecimento terá de ser feito à DianaGás.
    Na minha óptica compete à empresa explicar quanto lhe cobra a autarquia em cada ano (suponho que um valor global não dirigido a consumidores específico) e com base em que critérios procede a DianaGás à sua subdivisão por cada um dos consumidores.
    Essa é a explicação que julgo terá de ser dada.
    Com que critérios a empresa imputa a taxa global da CME a cada um dos consumidores (acreditando eu, na minha boa-fé, que o valor global é IGUAL ao cobrado pela CME).

    J]a alguém ouviu a empresa falar sobre o assunto? Eu não.

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  6. "Sabe-se que este dinheiro é cobrado para entregar à autarquia"
    Sabe-se?
    Será que esse dinheiro é entregue na totalidade à autarquia?
    Pelo que ouvi dos membros da Assembleia Municipal, ou aumento foi apenas no valor da inflação +/- 2%.

    Ora se o aumento foi de 2% e a DIANAGÁS cobra 400%, alguma coisa terá de ser explicada. Mas, até prova em contrário, terá de ser a empresa a explicar porque é aumentou 400% se a Assembleia apenas aumentou 2%.

    Ao senhor Neves pergunto se já pediu explicações e informações concretas na empresa. Pela minha parte, gostava de saber que números lhe apresentaram e que justificações lhe deram.

    Palpita-me que anda alguém a querer tapar os buracos dos prejuízos à custa das ditas taxas municipais...

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    1. A Assembleia Municipal não aprovou qualquer aumento, nem esse assunto esteve em qualquer ordem de trabalhos da Assembleia Municipal nas reuniões realizadas neste mandato, se algum aumento foi aprovado foi pela Câmara de forma ilegal.

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  7. Eu também fui enganado em tempos por um comerciante de Évora e não fui acampar em frente à câmara nem me pus a escrever cartas queixosas nos blogues. Pus um acção judicial a reclamar pelos meus direitos e já fui ressarcido dos prejuízos. E nem foi preciso chegar a julgamento...

    Porque não intenta (sozinho ou em associação com outros consumidores, se for possível) uma acção judicial contra quem lhe cobra taxas que julga indevidas ou despropositadas?

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  8. o pRESIDENTE E VIC-PRESIDENTe DA GALP já pediram a demissão deve ter a ver com este caso
    Ladrões

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  9. Neste imbróglio ainda percebi é a razão porque Carlos Pinto de Sá não faz um desmentido formal, informando que a CME não tem nada a ver com este roubo, porque de roubo se trata aumentar em 500% uma taxa que já de si não tem significado, se eu pago 15 euros por Mês por um pedaço de rua, a rua também é minha, porque não começar a pagar portagem os carros ao passarem por aí, só levando as coisas ao paradoxo se percebe a perversidade ou a ignorância da questão. Isto cheira a podre, os cidadãos estão a perder a total confiança nas instituições, fico com medo que nas próximas eleições tenham mais de 90% de abstenções. Esta gente que nos desgoverna é cretina, os juízes emitem opiniões fazendo julgamento com base em ditos populares e estamos a falar de juízes desembargadores. Dizem estas sumidades do direito que quem cabritos vendem e cabras não tem de algum lado lhe vem. Srs Juizes que raio de acordãos são estes, estamos na inquisição, nesse tom chocarreiro

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  10. Devemos ir TODOS aos escritórios da Dianagás(junto ao Garcia) e não sair de lá sem que nos Devolvam o dinheiro que os senhores da galp nos ROUBARAM.

    Não tenhais MEDO é Hora de Agir contra esta Bandidagem.

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  11. A única Entidade responsável por esta situação é a Câmara de Évora e não a empresa. A empresa não retira qualquer dividendo da cobrança da taxa que entrega à Câmara Municipal. A Câmara deve de imediato mandar suspender a cobrança da taxa e não subcarregar os munícipes. Esta taxa, no país só é cobrada por meia centena de municípios dos 308 que existem no território, os restantes prescindem dessa receita para aliviar os encargos dos seus munícipes, era essa atitude que deveria ser assumida pela gestão comunista na Câmara de Évora.

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    1. Como é que sabes?
      Sabes como é que a empresa divide por cada um dos consumidores a taxa cobrada pela cme?
      Sabes se, no fim, o valor total cobrado aos consumidores corresponde ao valor enviado à CME?

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  12. O que se passa com o acincontons que não publica os comentàrios??

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  13. Catroga e Mexia explicam.................................

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  14. Claro que o PCP està por detrás de tudo. Ou ainda teêm dúvidas disso?

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  15. Esta câmara adora estes problemas, porque por um lado,vai assim disfarçando a sua incompetência,por outro, ainda tem esperança que andemos alumiados a velas e por outro ainda prepara-se para desferir outro arrasuado de queixinhas do governo, que é contra os trabalhadores e o povo etc, etc. Ou seja, é a propaganda bafienta do «vamos trabalhar todos em conjunto»; são os «eventos culturais de xaxa» e «vamos pagar a dívida» e acabou.

    Não têm esperteza nem competência para mais. Vejam os «trabalhadores» da câmara que nãolargam os barracões da zona industrial, Às 9,30h estão a lanchar até Às 10,30. Às 11,30h, preparam-se para almoçar às 12,00h.Enrregam às 14,00h, para às 15,30 estarem a arrumar a ferramenta,para saírem Às 16,00h.

    Têm dúvidas sobre isto? Vão até aos vários barracões onde estacionam e vejam.

    São eles que têm a culpa? Sim e Não.

    Os culpados são os dirigentes autárquicos que se estão baribando para o assunto e não estão interessados em fazer ondas e que leve esses «trabalhadores» a rasgar o cartão do partido.

    Isto está entregue aos bixos.

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    1. Na mouche!

      Como fica fora de portas, dão pouco nas vistas. É uma vergonha de produtividade. E os salários baixos não são desculpa, pois com o mesmo salário qualquer trabalhador produz o dobro sem se sentir escravizado - embora e justamente ache que está mal pago.

      Claro que o PCP não quer ondas.
      São esmagadoramente militantes (porque durante 20 e tal anos o PCP fabricou o grupo à sua medida) e quem não o é, fica com medo de sofrer represálias dos outros ou da patente.

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  16. Galp Energia esclareceu hoje que a distribuidora de gás natural que opera em Évora está a cobrar aos clientes os valores de dois anos da taxa de ocupação do subsolo, por “atraso de faturação pela câmara”.
    “A Câmara de Évora apenas debitou à distribuidora o valor da taxa de 2013 no ano de 2014, tendo igualmente cobrado neste ano a de 2014″, explicou Pedro Marques Pereira, porta-voz da Galp Energia, num esclarecimento enviado à agência Lusa
    Que foi o vereador responsável? Tem que pedir desculpa os lesados e pedir a sua saída da autarquia, o partido comunista gosta muito de apregoar a demissão dos outros então e na sua casa não o pratica, onde esta a moral e a ética republicana agora????

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    1. O Partido Comunista fecha-se em copas porque receita é receita e esta é garantida.
      Sem ondas...se fosse o Ernesto ou outro tipo de outro partido qualquer, ui ui...era a CGTP, o tipo dos bigodes que está em todas com as bandeiras, os agora vereadores e chefes de serviço da CME, etc

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    2. A Diana Gás não esclareceu coisa nenhuma.
      E para esclarecer alguma coisa devia tornar pública a lista dos pagamentos individuais de cada consumidor, para vermos se o valor todo somado é igual àquele que é enviado à Câmara.
      A mim palpita-me que parte das taxas ditas municipais estão a servir de desculpa para pagar os prejuízos da empresa.

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  17. Isso é tudo conversas de ladrões eu vi as faturas da Câmara e é mentira enviava em janeiro de 2014 o último semestre de 2013, óbvio que não cobrava adiantada, e, 2015 cobra o último semestre de 2014, por isso em 5 meses de 2013 não pagámos, foi o único que faltava. E só por não ter cobrado 5 meses de 2013 podia aumentar em 30% durante 5 meses. O que fez este fascista do pedro marques pereira decretou 486% de aumento e a erse não fiscaliza coisa nenhuma. O Sòcrates está preso, mas eu tenho medo é da canalha fascista que anda á solta. A Galp é multada e não paga as multas quem manda é o ladrão do américo amorim, pergunta onde arranjou a fortuna, como comprava as pilhas de cortiça. Como é que um analfabeto funcional é o sacana mais rico de Portugal.Quem ninguém compra nada na galp são ladrões feitos com o poder

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    1. Exactamente. A câmara não pode faturar as taxas antecipadamente. Se cobrou em 2014 as taxas de 2013 e em 2015 as taxas de 2014, está a cumprir a lei.
      O que não está explicada é razão da acumulação de dois anos de taxas, como alega a Dianagás.
      Como não está NADA explicado o aumento de 500%, quando a Assembleia Municipal aumentou as ditas taxas apenas no valor da inflação.

      Acompanho a sugestão de um comentador acima:
      - Se a DianaGas não tem nada esconder torne públicas as taxas cobradas a cada consumidor, para se perceber com que critério é feita a desagregação da taxa (global) cobrada pela CME e para se perceber se as taxas todas somadas são IGUAIS à taxa cobrada pela CME.
      - Á CME sugiro que esclareça quais os critérios utilizados para determinar o valor da taxa global.

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  18. Já que parece haver por aqui tantos "especialistas" em taxas, algum deles saberá dizer quem foram os "artistas" (ou os partidos dos "artistas") que aprovaram a Lei nacional que permite a aplicação destas taxas absurdas e quem, a nível local, as tornou OBRIGATÓRIAS?

    Será esta uma das consequências da privatização dos serviços públicos e da salganhada em que se encontra o subsolo das nossas estradas, ruas e praças?

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  19. A Galp é useira e vezeira a roubar
    não é virgem em fazer vigarice, já o ano passado tentou em Mafra, mas o Municipio defendeu os municipes
    TAXA DE OCUPAÇÃO DO SUBSOLO (TOS): Município de Mafra na defesa dos consumidores de gás natural

    A Câmara Municipal foi surpreendida com as justas reclamações de consumidores de gás natural, denunciando que cerca de 40% do valor da factura emitida pela concessionária Lisboagás se devia ao pagamento de um valor discriminado como “taxa do Município de Mafra”. Na defesa intransigente do superior interesse das famílias, das empresas e das instituições locais, a autarquia está a desenvolver um exigente processo negocial, começando desde já por alterar a tabela de taxas em vigor.

    O valor denunciado pelos consumidores reporta-se à repercussão que a concessionária faz de uma taxa que, nos termos legais, é por si devida pela ocupação do subsolo (TOS), em resultado do aproveitamento deste bem do domínio público (que, por definição, “é de todos”). Embora seja a Lisboagás o sujeito passivo da obrigação de pagamento da TOS, tal repercussão sobre os consumidores finais de gás natural é efectuada a coberto da legislação, com regulamentação aprovada pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE).

    A concessionária deveria ter pago a TOS ao Município de Mafra, pela primeira vez, reportada ao ano de 2009, mas só em 2012 iniciou o devido pagamento, após resolvida uma longa batalha judicial.

    Assim, face à acumulação da TOS (a que a Câmara Municipal é totalmente alheia), em 2014 o consumidor final está a pagar não o valor que resulta da TOS aplicada em 2013, mas sim a soma de 2013 com os montantes pagos desde 2009, o que atinge valores verdadeiramente incomportáveis. Estes são tanto mais elevados quando comparados com os Municípios limítrofes, mais populosos, porque em Mafra a TOS se repercute por um universo total mais reduzido de consumidores.

    Penalizadora para os orçamentos das famílias e também para os grandes consumidores (desde as empresas às Instituições Particulares de Solidariedade Social), esta situação tem efeitos profundamente negativos para a economia do Concelho de Mafra, tornando-se insustentável.

    Realizadas reuniões de trabalho com a concessionária e a entidade reguladora, a Câmara Municipal deliberou, desde já, submeter a apreciação pública a alteração do valor previsto no artigo 9.º, pontos 6.3.2. e 6.3.3., da Tabela de Taxas, passando de 3,03€ e 3,54€ para 1€ e 1,17€, respectivamente, tendo em vista a posterior submissão à Assembleia Municipal, de modo a que a redução entre em vigor o mais brevemente possível.

    Paralelamente, a Câmara Municipal continuará no processo negocial com a ERSE e a Lisboagás até que se alcance a justeza desta taxa, rejeitando a discriminação a que os nossos munícipes estão a ser sujeitos!

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  20. A culpa é do Partido Comunista que recebe as taxas em vez de abdicar delas e reparti-las com o Povo.

    Partido Comumanista Português isso sim

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  21. Toda a gente fala das taxas, mas pelos visto ninguém sabe do que está a falar. Eu, declaro desde já que me incluo no grupo daqueles que não sabem nada sobre a forma de cálculo e cobrança destas taxas.

    Ora vamos a uns 'suponhamos':

    Cenário:
    a) a câmara cobra estas taxas em função do comprimento das redes de gás instaladas na via pública;
    b) a DianaGás divide o valor das taxas pelos seus clientes de forma igual entre os consumidores.

    1. Suponhamos que a DianaGás construiu no primeiro ano, um quilómetro de rede e tem 10 clientes.
    - se a câmara cobrar 10 euros de TOS por cada Km de subsolo ocupado, caberá a cada cliente pagar 1 euro.

    2. Suponhamos que no segundo ano a DianaGás construiu mais um quilómetro de rede, mas só angariou 3 novos clientes
    - sem qualquer aumento da TOS, a câmara cobrará 20 euros à DianaGás. A cada um dos 13 clientes a DianaGás irá cobrar 1,54 euros. Ou seja: sem aumento das taxas, cada cliente pagará mais 54% de TOS.

    Outros cenários poderiam ser imaginados. Até mesmo os cenários em que Dianagás cobrará acima do valor exigido pela câmara. Afinal, que entidade existe para controlar e fiscalizar o sistema de cobrança? Que se saiba nenhuma...

    Todavia só conhecendo as premissas e as regras usadas pela DianaGás para fazer incidir sobre cada consumidor a taxa global cobrada pela câmara será possível chegar a alguma conclusão.

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