quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Estudante de Évora acusa Câmara de "plágio de projecto"

O meu nome é Lília Ramalho, 25 anos, nascida e residente em Évora, estudante de arquitectura na mesma cidade e praticante de Street Workout. Apresentei um projecto desportivo à Câmara Municipal de Évora há uns meses atrás, a mesma entidade fez-me trabalhar quase 1 ano no projecto, para por fim, mo roubar. Visto que não há mais nada que eu possa fazer, pelo menos gostaria que as pessoas soubessem quem são os dirigentes da cidade onde vivem e assim conto a minha história:
Há uns meses atrás, em Julho de 2014, iniciei um projecto que apresentei à Câmara Municipal de Évora. Um projecto para a construção de um parque de Street Workout na cidade.
E antes de contar a história, quero desde já deixar isto bem claro: eu não inventei o Street Workout nem inventei os parques. Sei disso!!
O que eu fiz foi o projecto, fiz desenhos para o parque, investiguei, pedi orçamentos a umas 10 empresas, apresentei o projecto, pedi tantos patrocínios que perdi a conta, enviei dezenas de mails, fui a diversas reuniões com a câmara e juntas, fiz telefonemas, fartei-me de andar de lado para lado à procura de soluções, fiz rifas, tentei o crowdfunding, tentei um concurso da EDP, fiz pedidos de requalificação dos espaços existentes, fiz e refiz o projecto para tentar adaptar melhores soluções, dei entrevistas para jornais, falei com inúmeras pessoas e nem sei mais o quê durante quase um ano…
Quando apresentei o projecto à Câmara Municipal de Évora, disseram-me que não tinham verbas, mas mostraram-se disponíveis para ceder o terreno para a colocação do parque e para colaborar se eu conseguisse angariar a verba necessária. Os meses foram passando e as coisas foram andado nestes termos, ou seja, eu sempre á procura de soluções para conseguir a verba e pedindo por exemplo patrocínios, questões que foram faladas em todas as reuniões com a Câmara Municipal ou Junta de Freguesia.
Até que há pouco tempo a Câmara me chamou para uma reunião no local onde seria colocado o parque e a pessoa que lá reuniu comigo, me disse que a Câmara estava a trabalhar num projecto semelhante mas mais global, para melhorar espaços públicos em toda a cidade. A Junta de Freguesia onde seria colocado o parque, finalmente também tinha mostrado interesse, dias antes, para o financiar, ainda assim foi-me dito pelos mesmos para continuar a tentar patrocínios pois ainda não era certo da parte deles. Veio então uma outra Junta de Freguesia a perguntar se podiam usar o projecto que eu fiz (sem tirar nem por) em nome deles, ao que eu respondi que o poderiam fazer, desde que fosse em parceria comigo e não excluírem o meu nome… Não voltei a obter resposta.
Relativamente pela mesma altura, fui contacta por um conselheiro do concelho municipal de juventude que revelou bastante interesse pelo projecto, oferecendo-se para ajudar-me a conseguir a verba necessária para realizar o projecto e neste âmbito sugeriu apresentar o projecto no conselho municipal de juventude na Câmara Municipal.
Entretanto por estes dias, fui contactada por um jornalista e dei uma entrevista que saiu no jornal o Diário do Sul e no jornal A Dica.
Será que é surpresa que tenha sido precisamente depois disto que toda a conversa por parte da Câmara Municipal mudou?...
No dia 18 de Fevereiro de 2015, ligaram-me da Câmara e começaram por referir que tinham sido contactados pelo conselho municipal de juventude em relação à apresentação do projecto através dos mesmos, assunto que eles (Câmara) referiram não ter cabimento. Disseram-me depois que tal projecto que engloba toda a cidade, vai para a frente em colaboração com as Juntas de Freguesia, que basicamente usaram o meu projecto, mas não querem lá o meu nome, nem o nome de quaisquer patrocinadores…
Falei-lhes então sobre o facto de ter enviado recentemente o projecto para um concurso da EDP e estar á espera de resposta, que viria no fim do mês de Março, quando serão seleccionados os 10 vencedores do concurso, e questionei sobre o facto de, se conseguisse o dinheiro, se a cidade ainda estaria disposta a receber o projecto. Disseram-me que as coisas não são assim… Que eu não posso por um parque na cidade sem consentimento da Câmara… fartaram-se de referir o facto de que o meu nome ou de patrocínios simplesmente não pode aparecer, não é possível, a Câmara não permite, etc, etc…
A conversa foi exactamente o contrário de tudo o que foi falado até a data.
Pelo telefone disseram-me ainda que aquilo que a Câmara quer fazer, pode nem ser exactamente um parque completo... pois não terão verbas suficientes. Pelo que deu para entender até podem ser apenas 2 ou 3 barras, mas de qualquer forma já não querem que eu tente arranjar o dinheiro para um parque a sério… Porquê? A mim me parece que seja só para não terem que dizer que fui eu que o consegui...
Tentaram ainda ensinar-me a mim que há parques de vários materiais e por isso os técnicos de desporto da Câmara “tem que ver”, porque eles percebem mais daquilo que eu, que sou arquitecta… palavras deles! Provavelmente também acham que percebem mais sobre o desporto em si e sobre o parque, do que eu e outras pessoas que praticam o desporto em questão…
Eu pergunto, será que esses técnicos de desporto que me referiram, são os mesmos que aprovaram barras em outros locais da cidade, com as barras de colocação (verticais) em madeira, que está toda podre e a cair, (por serem em madeira e por não terem qualquer manutenção), que tem cimento só ali em cima da terra (em vez de sapatas como é suposto) só para dizer que tem e portanto abana por todo o lado... Será que são os mesmos técnicos que estão a fazer esse tal projecto mas ainda nao foram capaz de arranjar o que já existe?...
Dia 20 de Fevereiro de 2015, ligou-me novamente a mesma pessoa da Câmara Municipal e voltou a repetir-me tudo o que já tinha dito e mais ainda… Como por exemplo que eu não inventei os parques de Street Workout (É verdade!! Foi a primeira coisa que referi, se voltarem atrás), e que não me roubaram nenhuma ideia, o que eles vão fazer é uma adaptação!
Disseram-me que não podem construir um parque a pensar apenas nos interesses de uma pessoa (estavam obviamente a falar de mim), tem que fazer um parque para todas as pessoas.
Passo a citar o que está escrito no projecto:
“(…)criação de um centro de exercício urbano para a prática de street workout que visa potenciar e promover a prática de actividade física informal, livre e espontânea, de forma segura e gratuita para toda a população(…)”
“(…)Combate o sedentarismo "tirando de casa" crianças, jovens, adultos e idosos, promovendo a prática de exercício físico e combatendo a dependência crescente ás novas tecnologias.
- Promove hábitos de socialização, aproximando pessoas de diferentes etnias, diferentes escalões sociais, diferentes zonas de residência e diferentes crenças ou religiões.
- Tem uma conotação social muito grande, pois é das poucas estruturas que permite que todo o tipo de cidadãos, independentemente da classe social, da idade, da profissão, do género ou da condição física, se possam juntar num espaço comum com o mesmo intuito e com o mesmo poder de usufruto.(…)”
“(…) este parque poderá ter um impacto muito forte junto da população, surgindo como uma novidade a experimentar e pelo facto de ser acessível a todos e sem custos monetários para a população (…)”
Disseram também que não podem fazer um parque direccionado apenas para um único desporto em particular (claro! Não há campos só para futebol ou parques só para skate…), ainda assim, passo a citar mais uma vez o projecto:
“(…) é uma modalidade desportiva composta de exercícios calisténicos, executados usando apenas o próprio peso corporal, através de movimentos de força, coordenação, explosão e equilíbrio, característicos de modalidades como a ginástica artística e o parkour, de onde provem as suas origens (…)”
“(…) A proposta de construção de um parque de Street Workout, é direccionado directamente para a prática da modalidade, mas a sua concepção, permite uma utilização multi-funcional, o que possibilita a utilização do mesmo por todos aqueles que o desejem (…)"
Mais uma vez, referiram também que os técnicos de desporto da Câmara tem que ver bem o material que vai ser usado porque eles percebem muito mais disto que eu.
Mas quem sou eu para falar sobre um projecto ou um parque de Street Workout?... Sou apenas a estudante de arquitectura que é também praticante do desporto em causa e portanto é óbvio que não percebo nada disto…
Sou aquela que vive numa cidade que não pode de forma alguma admitir que um simples mortal como eu, sem cunhas ou poder, apareça como alguém que tentou fazer mais pela sua cidade do que a própria Câmara…
Esta sou eu. Lília Ramalho.
Esta é a história do Projecto para o Parque de Street Workout de Évora.

NOTAS:
- Tenho todos os e-mails que enviei e recebi relativamente ao parque.
- Tenho os jornais onde saiu a noticia sobre o projecto, O Diário do Sul e a Dica.
- Em relação ao Crowdfunding, agradeço a todos que contribuíram, não se preocupem pois quando chegar o fim do prazo e o montante necessário não for atingido, todo o dinheiro será devolvido aos apoiantes.
- Em relação ao concurso da EDP, agradeço a quem votou mas não será necessário votarem mais.
- Em relação ás rifas, agradeço a quem comprou, o valor angariado será doado a uma instituição de apoio a crianças desfavorecidas.
No fim de tudo isto, apesar de o fazer com enorme tristeza, agradeço à Câmara Municipal de Évora, pois apesar de me ter roubado um projecto ao qual me dediquei e no qual trabalhei durante quase 1 ano, finalmente assim, talvez Évora vá ter parque de Street Workout.

Lília Ramalho (por mail). (Também aqui)

25 comentários:

  1. No circuito de manutenção mata do escurinho o anterior executivo projetou para o resto da mata que esta o abandono,um parque de manutenção da terceira idade, que ia pegar com o campo de futebol da federação portuguesa de futebol,nada saiu do papel,nesta gestão comunista o dito parque ia ser concluído em 2014, agora parece que copiaram uma ideia privada para avançar com a obra 2015.
    Realmente a GESTÃO DO ESPAÇO PUBLICO È UM DESCALABRO!

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  2. Bem vinda à realidade "COMUNISTA" da nossa cidade Lilia. Caso não saiba, o PCP e em especial os seus dirigentes de Évora, são do mais anacrónico possível. Muita sorte tem a Lilia em não ter construído um pavilhão desportivo, pois nesse caso o mais certo era o mesmo ser NACIONALIZADO (ou será "CAMBRIZADO"). Por isso a Lilia a tem muita sorte pois só lhe "cambrizaram" a sua ideia.
    MdM

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  3. A ser verdade é grave!A Câmara deve esclarecer os eborenses.

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  4. gosto sobretudo dos "EXERCÍCIOS CALISTÉNICOS"

    deduzo que "para arejar" os calos

    mal esteja instalado o Parque, não vou deixar de praticar

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  5. Ideias boas só os comunistas têm. Os outros só têm ideias reaccionárias, ou a Lília não sabia disso'

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  6. Quiseram-nos lá, agora aguentem-nos.

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  7. Meia dúzia de perguntas:
    1
    Porque é que mudaram o nome de "Circuito de Manutenção" para "Street work out"?
    2
    Quem será responsável pelas condições de segurança nesses locais?
    3
    Por favor, expliquem lá qual foi o crime que a câmara cometeu?
    4
    A Câmara não recebeu, ouviu, e agradeceu à munícipe?
    5
    O facto de a câmara estar a implementar essa coisa, não é reconhecimento suficiente?
    6
    Para reparar o crime, será que basta colocar uma placa com o nome da senhora?

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  8. Uma pergunta:
    Se o projecto se destina a obter receitas (subsídios, cotas e/ou patrocínios), porque é que a senhora não desenvolve o projecto num terreno privado?

    Desde quando é que a concessão dos espaço público pode ser feita por ajuste directo e sem concurso público?

    Segunda pergunta:
    Desde quando é que a concessão do espaço público pode ser feita por ajuste directo e sem concurso público?

    Será que eu também posso colocar uma barraca das farturas ou de bifanas, de borla e o ano inteiro, na Praça do Giraldo?

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  9. Só pode estar a brincar com o ponto 4, 5 e 6 do seu post...É por a senhora ser jovem, entusiasta da modalidade e com vontade séria de trabalhar a sua cidade ? É por ser mulher, independente, com vontade, com capacidade de trabalho?

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    1. A senhora só queria trabalhar, ou pretendia algo mais (subsídios, cobrança de cotas e/ou patrocínios)?
      Se pretendia algo mais, porque razão não promove essa actividade em terreno privado, como os demais empresários?

      Finalmente:
      Pode a câmara ceder ou conceder espaço público, para actividade privada, sem o devido concurso público?
      (Fica a pergunta, porque também não sei a resposta...)

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  10. @14:39
    3
    Por favor, explique lá qual foi o crime que a câmara cometeu?

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  11. Esta estratégia de dar a volta aos assuntos deixa me indignado! Será que os post antes não perceberam que a essência da questão é o plágio? Se não perceberam perdoem me, mas devem muito à inteligência. Se querem branquear assuntos sérios assumam e digam no abertamente. Cuidado, a ser verdade,o que a jovem divulgou então o caso é grave e merece ser clarificado por quem de direito.

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    1. Plágio? De facto esta discussão não tem por onde se pegue.
      Nem sequer sabem do que estão a falar.
      Antes de exigirem o que não têm direito nem merecem, vão estudar e aprendam.
      E depois é esta chusma de cretinos que não perde oportunidade de acusar a câmara, por tudo e por nada.
      Como se a câmara, falida pelo PS/PSD, tivesse a "obrigação" de suportar todos os devaneios da rapaziada!

      Se fosse no tempo do Dr. Ernesto havia dinheiro para tudo, incluindo para dar emprego aos amigos e amigas anti comunistas, ignorantes e incapazes, ou às estrelas de Lisboa, até levar a câmara à falência.
      A câmara do Dr. Ernesto pagou dezenas de projectos fantasiosos, inúteis, insustentáveis, e caríssimos, que estiveram expostos no átrio da câmara, que o Dr. Ernesto encomendou e que ele próprio deitou para o lixo.
      Felizmente que os munícipes acabaram com o desfalque do erário municipal que o PS levou a efeito.
      Esperemos que sejam igualmente inteligentes para compreender o trabalho de recuperação, que o executivo municipal está a empreender.

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  12. Os comunistas são mamões. Sempre foram. Metiam a pategada a trabalhar na reforma agrária, mas os cabecilhas e os manda chuva tinham um mandato para controlar. Sempre foram controleiros.

    Lília, quando se aperceberam que você "não papava" sermões, não se associava no partido comunista, não conhecia ninguém na CGTP e não pretendia ser manipulada - a Lília tem pensamento próprio - eles tiraram-lhe o tapete e passaram a fazer lá entre eles a panelinha toda.

    Você não sabia que os militantes do PCP dentro da Câmara precisam de ter "trabalho" garantido - quando não trabalham para a comunidade, trabalham para o PCP dentro das instalações - mesmo que a coisa mude de cor política?

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  13. Parabéns, Sr.ª Arquitecta Lilia, conseguiu ao menos que o projecto vingasse. E mesmo que a Câmara nada diga sobre a autora e a promotora, ficamos todos a saber que é seu. A sua coragem em divulgar tal situação é cidadania activa, perante uns senhores que se julgam donos de uma cidade e dos seus cidadãos só porque formam o elenco camarário.
    Já gostei dos comunistas, mas desliudiram-me. Votei neles´muitas vezes e até cheguei a ser eleito autárquico pela CDU, como independente (?). Mas, felizmente para mim, foi chão que deu uvas. Termino dizendo-lhe senhora arquitecta que os comunistas são mesmo assim. Claro que como em tudo, há excepções, e ainda vou encontrando um outro comunista que é puro e fiel aos seus ideais.
    Também lhe digo que não voto comunista, mas também nunca votei socialista nem em nenhum outro partido do arco do poder.
    Sabe uma coisa, como dizia alguém atrás, estamos perante plágio e aí as coisas piam mais fino.
    Os tribunais serão a solução. Experimente e cá estou para alinhar no crowfunding para a ajudar na propositura de respectiva acção judicial.

    António Gomes

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    1. Ora até que enfim, alguém apontou o local onde se dirimem e decidem as questões de plágio: os Tribunais (e não os blogues!...).

      Só não entendo onde se vislumbra o PLÁGIO. Mas isso sou eu, que não devo estar a ver bem o assunto...

      PS: se for considerado plágio, já encontrei uma forma de rendimento: começo a apresentar projectos e intensões de investimento para os terrenos dos meus vizinhos e, quando eles tentarem fazer alguma coisa de parecido, salto-lhes para cima com um pedido de indeminização... por PLÁGIO.

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    2. Esse Plágio deve estar rico.

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  14. Eu ofereço a placa com o nome da artista.

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  15. Grande mulher ! Força e não desista ,ainda tem muitos outros caminhos ..

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  16. A minha indignação é imensa! (versão sintética)

    Depois de 12 anos com uma Câmara Municipal que fez negociatas com privados sobre bens públicos, como no caso da água, negociatas com dinheiro público nos espaço privado, como no caso da praça de touros, e que descuidou a cidade e foi surda para queixas, avisos e sugestões sobre a gestão do município, a Câmara atual, recebe uma proposta de uma jovem “nascida e residente em Évora”, que “visa potenciar e promover a prática de actividade física informal, livre e espontânea, de forma segura e gratuita para toda a população”, orçamentada em apenas 3500 euros (http://comunidadeedp.pt/todosqueremosumbairromelhor/ideia/1178).

    É esta “proposta de construção de um parque de Street Workout”, a implantar num dado local, que a atual Câmara tem o desplante de acolher, e ainda de “trabalhar num projecto semelhante mas mais global, para melhorar espaços públicos em toda a cidade “, porque, afirmam - “não podem construir um parque a pensar apenas nos interesses de uma pessoa”. Para descalabro final, “o tal projecto que engloba toda a cidade, vai para a frente em colaboração com as Juntas de Freguesia". Completamente inadmissível!!

    Depois de anos de democracia a provar que todos políticos decidem os destinos dos cidadãos sem os consultar, intervêm no espaço público para beneficiar beltrano ou sicrano, promovem parecerias público-privadas e umas bem-feitorias para ficarem credores de favores que irão cobrar mais tarde, aparecem agora estes políticos maus, a ouvir o que as pessoas dizem, a colaborar entre si, a recusar dinheiros privados para executar projectos para o bem público, em espaço público, no âmbito das suas competências, também elas públicas. Completamente inadmissível!!

    Também eu, já agora, estou a pensar num projeto, ou melhor, num outro projeto, que também não seja novidade e que já exista noutras cidades, para apresentar à câmara municipal, que seja bom para a população, que beneficie a cidade, que seja exequível, barato e sem peso no erário público, ecológico e sustentável, relevante para o desenvolvimento regional, e ficarei a aguardar resposta. Caso me recebam, ficarei de imediato em sobressalto, caso discutam o assunto, aí, começarei a ficar em pânico, se então começarem a trabalhar no projecto, o terror se apossará de mim, e finalmento, no caso extremo de o quererem realizar, nesse caso, afirmo aqui e definitivamente, que jamais lhes perdoarei!

    Graça Pereira

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    1. Se «visa potenciar e promover a prática de actividade física informal, livre e espontânea, de forma segura e gratuita...» não vejo onde está o mal.

      Mas também não vejo onde está o mal se for a Câmara ou a Junta de Freguesia a promover esse projecto «de forma segura e gratuita». Plágio, não vejo como... se era uma idéia gratuita...

      Se alguém me conseguir explicar onde está o mal, faz favor...
      Ou haverá aqui alguma coisa que me escapa e ninguém está interessado em explicar?...

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    2. "Plágio, não vejo como... se era uma ideia gratuita..."
      Que má conduta a sua...! Então você gostaria de entregar uma ideia sua e outros apoderarem.-se dela? De certo não vai ser tão bem concebida, porque quem deu a ideia na integra não está presente. Cambada de abutres é só reboques nessa miserável sociedade.

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  17. O mal está na exclusão da pessoa que foi o ponto de partida, não lhes fica nada bem...

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    1. Concordo plenamente. Só alguém muito mal formado é que usa a ideia de outra pessoal (alegando ser gratuita), para seu beneficio. Como é óbvio quem deu a ideia quer estar presente nos trabalhos a realizar.

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  18. Este executivo camarário não tem ideias, não tem um projecto, anda a ver o que apanha para depois se babar em fotos a assinar papelinhos.
    É uma vergonha sim senhores e sim senhora.
    Não abona nada em favor da democracia.
    Nem estimula a participação cidadã.
    Évora e os eméritos eborenses, sem dois palmos de testa, nem pingo de vergonha deviam era apodrecer como as pedras do centro historico. 30 anos de CDU sem criatividade nem rasgo, salvo rarissimas e antiquissimas excepções!
    Vá para o Tribunal dona Lilia e mantenha-nos informados porque há muitos e muitas de nós que estão solidários consigo.
    E faça-se pagar pelo seu trabalho. Não é vergonha nenhuma, que todos os que lá estão e os que aqui se babam, não abdicam do seu deposito em euros aos 22 de cada mês.

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