terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Imenso Sul: um projecto jornalístico criado há 20 anos no e para o Alentejo






Faz hoje precisamente 20 anos que um grupo de jornalistas juntou várias dezenas de convidados numa adega da Vidigueira para lhes apresentar um novo projecto editorial, abrangendo todo o Alentejo, que durou vários anos e que se consubstanciou numa revista e num jornal semanário.
O projecto tinha começado a delinear-se na Primavera anterior e juntou 15 jornalistas ou pessoas ligadas à comunicação social de todo o Alentejo: António Carrapato, António José Brito, António Pedro, Carlos Júlio, Carlos Neves, Conceição Rego, Dores Correia, José Frota, José Luís Jones, José Manuel Rodrigues, Luís Rego, Paulo Barriga, Paulo Nobre, Pedro Ferro e Raúl Oliveira. A este grupo, embora não fossem sócios da empresa (que fomos obrigados a constituir para efeitos legais), estiveram sempre ligados vários profissionais, desde o início, como o António Cunha, o Paulo Nuno Silva, o Raúl Ladeiras e vários outros, espalhados por toda a região.
A primeira revista, que começou a ser distribuída nesse dia pelos postos de venda, tinha 66 páginas e um dossier principal onde se analisava nas suas diversas vertentes (económica, social, demográfica, patrimonial, etc.) o Estado do Alentejo. A entrevista central era com Carmelo Aires que, na altura, presidia à CCRA, mas artigos sobre Luís Afonso, Manuel Dias, Florbela Espanca, os Vinhos do Alentejo,as Grutas de Alvito, a Serra de São Mamede e o Teatro de Portalegre marcavam também este primeiro número da Imenso Sul, que contava com duas crónicas deliciosas. Uma do Fernando Alves e outra do Pedro Ferro. 
Foi um projecto bonito este, que começou por ter sede na Vidigueira, depois em Beja e, por último, em Évora, com uma revista e com um jornal semanário que marcaram informativamente a região, mas que, no início da década de 2000, soçobrou - como muitos outros - face às dificuldades económicas que se acentuaram na sociedade portuguesa com o fim do guterrismo.

6 comentários:

  1. Granadeiro e Bava a caminho de Évora ?

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  2. E para quando outro?
    Lurdes

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    1. Quando a Associarte assumir como prioridade investir e financiar um órgão de informação com a dimensão e a credibilidade que o Alentejo merece. Aqui tens a resposta.

      Paulo Nobre

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  3. 1995: esta é uma efeméride nas nossas vidas e já tem 20 anos. Parabéns, vários!

    Aproveito para transcrever um comentário que fiz agora a um post de Estrela Serrano sobre Évora (a que está na boca de toda a gente como a pasta medicinal Couto) e que, nem de propósito, nos obriga a avançar esses mesmos vinte anos para avaliar que tipo de jornalismo alentejano é que temos nestes tempos. Nestes tempos frios, figurada e literalmente.

    O seu comentário aguarda moderação.

    José Couto Nogueira, não é assim e explico-lhe porquê. Consegue reconhecer-se, nas imagens que de Évora nos trazem à hora certa, o correspondente local da TVI há + de vinte anos, Amílcar Matos. Idem, a SIC faz-se representar por um rapaz da terra que, por vezes, nem consegue acertar o passo (ou seja, a língua) com as próprias imagens… Na visita de António Costa, por exemplo, o resumo que inventou em directo e que repetiu, a seguir, no Jornal das 13h era hilariante porque as próprias imagens não mostravam nada do que ele dizia. A performance foi retirada do ar apenas às 20h, sendo trocada por uma voz off dos tipos de plantão em Carnaxide. Por seu turno, o Paulo Baldaia da TSF levado pela mão de Proença de Carvalho, ou seja em nome dos dinheiros angolanos que controlam agora a Controlinveste, despediu há poucas semanas o seu repórter histórico: o alentejano Carlos Júlio. Azar e dos grandes, apraz dizer (quem é o okupa neste momento, não sei). Concluindo: como já escrevi algures, pelo menos entre os visados que consigo identificar, os visados fazem-no por um prato de sopa quente. É verdade que dos/das jornalistas alentejanos exigir-se-ia um pouco nada de auto-crítica (existe o blog A Cinco Tons em Évora que devia ter a coragem de lançar a questão, a propósito) até porque a *classe* regional se presta a ser vista pela diáspora no exterior, e passada a tempestade, como uns simples desqualificados.

    Tânia Laranjo que não sabia que estava em Évora, uma nota. Terá passado em claro, mas uma das + miseráveis cenas passadas em Évora teve como protagonista uma jornalista do CM e João Araújo que foi duradouramente perseguido pela câmara da CMTV (ocorreu um diálogo sobre roupas quentes pedidas por José Sócrates, que não reproduzo) e que, depois, obteve uma resposta sincera do advogado de José Sócrates. Não vejo a CMTV para aquilatar o todo, mas esses segundos chegaram-me para ficar enojado com o gozo a que é submetida a boa fé dos outros. Intolerável.

    Pode ver aqui (quando não sei): https://vaievem.wordpress.com/2015/01/06/se-pensa-ir-a-evora-confira-primeiro-se-tem-ficha-na-justica/#comment-26362 .

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    1. Não se percebe peva do seu txt. Repito: peva! O que é que você quer dizer com isto?

      PN

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  4. ...tempos idos...de gratas memórias...uma das quais relacionada com a caiação da "sede" lembram-se...

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