sábado, 10 de janeiro de 2015

Charlie Hebdo: Évora manifestou-se contra a intolerância e o fanatismo religioso e político




Várias dezenas de pessoas passaram ontem pela concentração/vigília realizada em Évora em defesa da liberdade de expressão e contra todos os fanatismos (políticos ou religiosos). Ao longo das três horas de concentração passaram pelo local escolhido, junto à Igreja de Santo Antão, na Praça do Giraldo mais de duas centenas de pessoas irmanadas na preocupação pelo aumento do fanatismo e do extremismo religioso e político um pouco por todo o mundo, de que o islamismo radical e o fascismo são duas das expressões mais evidentes.
Aquecidos por uma fogueira que deu calor à noite fria, a concentração primou pelo silêncio ou por conversas em pequenos grupos, tendo sido feito, a pedido dos organizadores, um minuto de silêncio em memória de TODAS as vítimas do extremismo religioso e político, de Paris às cidades curdas cercadas pelo Estado Islâmico, como Kobane.

(fotos de J. Carrilho e A. Oliveira)

8 comentários:

  1. joaquim palminha silva10 janeiro, 2015 23:14

    Patético! «Ao longo de das três horas de concentração passaram [...] junto à Igreja de Santo Antão, [,,,] mais de duas centenas de pessoas» ! Repito, patético! Isto acontece numa cidade com mais de uma dezenas de milhar de habitantes, uma Universidade, várias agremiações ditas culturais, intectuais ditos de esquerda "até dizer chega", etc. Os organizadores só conseguiram pouco mais de 2 centenas de pessoas!.De resto, algumas antes do atentado assassino nunca terão ouvido falar do jornal francês de tintas libertárias!
    Dir-me-ão que o que estava em causa é defesa da liberdade de pensar e escrever, pois, pois,! Creio que povo francês deve agradecer, mas penso que não necessita destas migalhas de solidariedade de uma minoritária multidão "eborense" que, à falta de causas próprias ou incapaz de lutar com abnegação e coerência pelas suas próprias causas, parasita as causas dos outros... O fenómeno é conhecido: -,Um povo decandente, completamente enfeudado ao estrangeiro, acobardado face à multidão de políticos corruptos no Poder que todos os dias roubam o País; de profissionais da política no uso de Estado que assaltam até os velhos reformados, extorquindo-lhes percentagens das reformas, etc; um povo neste lamentável estado de aborregamento manifesta-se, através de "meia dúzida" de "intelectuais", pelo que dá menos trabalho e não oferece riscos físicos nem políticos no imediato Patético! Nem mil ou duas mil pessoas! Tristemente patético!

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    1. Aquando das torres gémeas a esquerda intelectual anti capitalista não saiu à rua. Claro. Eram os imperialistas Americanos. Podiam até ser assassinados 50.0000...ou quando degolam cristãos, esta esquerda e extrema esquerda de sofá não diz ai ou ui.

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  2. À atenção da autoridade policial.
    Quito cigano agride um jovem em plena praça do Giraldo, a policia não pode atuar, teremos de fazer justiça popular?
    Sem razão plausível agride jovem á bengalada em plena vista, talvez provocando cegueira.
    Não o fez sózinho arregimentou mais 2 comparsas do crime, isto são episódios "lindos de ver por turista"
    Cidade sul americana, parece que estamos na columbia, cabe á CME também tomar medidas

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  3. Terrorismo social. Terrorismo de Estado. Uma organização terrorista que tem sedes em Bruxelas, Berlim e Paris recrutou operacionais nos três partidos aos quais os soldados da sua propaganda chamaram de "arco da governabilidade". Mandaram-nos entrar no nosso Serviço Nacional de Saúde munidos de cortes orçamentais e o número de mortos não pára de aumentar. Vem na imprensa de hoje. E "somos todos charlie", lê-se em toda a parte. Somos mesmo. Literalmente. Fica-nos muito bem solidarizar-nos com vítimas de outros terrorismos. Já legitimarmos, reforçarmos, o poder dos terroristas que nos vão matando marchando ao seu lado na manifestação de logo mais de repúdio ao outro terrorismo não é lá grande ideia. Temos os nossos a morrer às suas mãos. Manifestações de solidariedade aos outros que prescindem da solidariedade aos nossos não são solidariedade. São folclore. Venham de lá esses "somos todos charlie". Ouviram dizer que era para dizer isto, não foi, suas conscienciazinhas de plástico?

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  4. Tenho saudade do Palminha; tenho muita saudade do Palminha.
    Sei que o obrigaram a viver à distância a paixão pelo nosso Fialho - o Fialho de Almeida - durante demasiado tempo.
    Ele merece que o deixem abraçar essa paixão sem entraves de poderes provincianos e bacocos que insistem em maltratar aqueles que teimosamente se distinguem, neste desconcertante mundo de gente ignorante - a bem de todos nós!

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  5. Europa terrorista A quadrilha que vai liderar a manifestação de Paris prostituiu a Europa, matou os projetos de Vida

    Os massacres de Paris não vão ter alguns dos principais autores no banco dos réus. Foram abatidos durante a refrega que pôs termo à chacina gratuita de inocentes. Mas lá se sentarão, mesmo que só a História os julgue, os poderes fundamentalistas gerados no Yémen e o conjunto de personalidades que hoje encabeça a manifestação de Paris. A explosão afetiva e solidária ‘Je Suis Charlie’ é património de poucos. Não é, de certeza, pertença desta Europa cínica, protetora de ladrões e especuladores financeiros, que há muito se borrifou para os sonhos da Igualdade, da Liberdade e da Fraternidade, gerados no ventre francês e que emigraram por esse mundo fora. Pois o problema é político. Nunca foi religioso. Os presidentes, os primeiros-ministros e outros acólitos que hoje desfilam em França em defesa da liberdade de expressão são os seus carrascos. Nunca leram o ‘Charlie Hebdo’. Apenas bebem as palavras de Merkel. São como os assassinos, que nunca viram o Corão, muito menos o estudaram, e matam em nome do Profeta. A quadrilha que vai liderar a manifestação de Paris prostituiu a Europa, mentiu nos sonhos, matou os projetos de Vida. Esta quadrilha quis emigrantes para a mão de obra escrava e desprezou o valor do trabalho. Desprezou o emprego. Desprezou a escola e a educação. Atirou para a fome e para a ruína milhões de desgraçados. Mas pior do que isto, a Europa cínica que hoje habitamos matou a Europa de Monet. Fez da União Europeia uma pantomima, aceitou de joelhos os ditames da Alemanha que fala por nós, contra nós, imperialismo da especulação que matou sonhos. Quem mata sonhos não pode esperar outra coisa a não ser a multiplicação da raiva, da indignação e, finalmente, do ódio. Estes grupos em desvario são europeus. Nasceram aqui e matam por ódio. E as maiores vítimas até são muçulmanos. Ódio, porque lhes prometeram sonhos e lhes entregaram um imenso vazio. Um vazio onde habitam milhões de outros jovens a quem mataram os sonhos, que não assassinam, mas se desinteressam da política, desprezam os figurões que vão marchar à cabeça da manifestação em Paris, servos e serventuários de especuladores, de offshores, de roubos, não de joias mas de países. Reprodutores de desigualdades, semeadores de injustiças, párias da fraternidade, amigos da liberdade de saque. É esta a Europa cínica, e canalha, que aceitou o apelo de Hollande e vai fazer de conta que é amiga da liberdade de expressão.

    Francisco Moita Flores

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    1. Os políticos maram os sonhos aos Jovens? Deve ter razão...é por isso que na Universidade de Évora, boa parte daqueles rapazes e raparigas se entregam à bebida, espojando-se pelas ruelas da cidade de Évora. Para mim a Merkel é que é a culpada do Zé Manel andar a esfarrapar o dinheiro dos pais por essas tascas da cidade

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