segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

sábado, 26 de dezembro de 2015

Concerto de Natal do Coral Évora na Sé Velha de Coimbra

Espectáculo do Pim Teatro no Garcia de Resende


À-bi-tá é a casa, uma casa dentro do lugar onde cada um encontra o seu lugar. À-bi-tá é uma casa particular e familiar, o espaço que nós temos para dar. À-bi-tá fica em qualquer lugar e não se pode alugar. À-bi-tá é o espaço sem divisões onde se pode crescer com as emoções e aqui viver, é o lugar para sempre morar e reviver e para habitar sempre.
O Pim-Teatro apresenta a sua criação no seu território universal e habitual, no teatro para todos, no teatro pensado sobretudo para a família, a única geração sem diferentes gerações. No conceito do que é a casa se aloja um discurso polifónico inter-artes.
 

Hoje no Espaço Alegria


quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Este domingo é inaugurada em Évora a sede da candidatura de Sampaio da Nóvoa


Em Évora, este domingo, pelas 17 horas, na Rua do Teatro.


https://www.facebook.com/events/1529307984047149/

Contos de Natal

Nos contos de Natal está frio lá fora e quente dentro das casas e os pobrezinhos são muito felizes em torno da ausência de bens materiais.
Nos contos de Natal não há diferenças de classe porque cada um é feliz à sua maneira e quem conta os contos de Natal valora sempre a bondade e o desejo de partilha de forma diferente, para que os pobres sejam muito mais felizes que os ricos, nesse singelo dia.
Não há conto de Natal onde os ricos sejam heróis, excepto naqueles em que o rico, num rasgo de profunda bondade, acende a lareira da casa do pobre de estimação ou dá o presente sonhado pela criança andrajosa com que se cruzou nesse dia de paz e harmonia.
Os contos de Natal são o único lugar onde os pobres continuam a ser pobres e não passam a “carenciados”. Fazia lá sentido um conto em que se valorizasse a virtude da “carência” em vez da virtude da pobreza.
Sim, porque nos contos de Natal a pobreza é a virtude suprema que permite aspirar a um estado de felicidade que só os despojados podem perceber e que só por absoluta falta de jeito não percebem nos restantes dias do ano.
A minha prima Zulmira acha que os contos de Natal são encomendados pelos ricos para que haja um dia do ano em que os pobres tenham pena dos seus corações empedernidos.
Deve ser por isso que os tempos vão mudando, as formas de viver se alteram, os brinquedos sofisticam-se e os hábitos alimentares se alteram, mas o guião do conto de Natal é sempre o mesmo e o infeliz Ebenezer Scrooge tem sempre o mesmo pesadelo nessa noite, para compensar os sonhos das outras noites.
Neste Natal o conto manteve a mesma estrutura narrativa, mas talvez tenha ido um pouco mais longe. Acho que é a primeira vez que a malta que costuma ser feliz na noite de Natal se junta para fazer com que o infeliz Ebenezer possa sentir o calor da solidariedade, da fraternidade, da compaixão, do desapego aos bens materiais, contribuindo modestamente com mais de três mil milhões de euros para o seu santo Natal.
Ficaremos todos mais pobres afirmam uns mal dizentes furiosos com a solidariedade forçada, sem perceberem que se trata de um contributo para sermos mais felizes nos próximos natais, que passaremos cheios de compreensão para com a tristeza e infelicidade daqueles que têm de viver com os bolsos cheios dos recursos que foram desviados da saúde, da educação, da cultura, da protecção social e de outras coisas que só servem para que não percebamos as virtudes do Natal dos pobres.
“O gajo está azedo”, dirão alguns que ainda estão a ouvir ou a ler estes disparates. Nada disso, acreditem. Estou só um bocadinho farto do Conto de Natal. Ou melhor, das consequências do Conto de Natal.
Tenham uma óptima noite, mas não se esqueçam que o Scrooge não mudou de essência e no dia 26 já lhe passou o efeito do espírito de Natal.
Até para a semana

Eduardo Luciano (crónica na radio Diana)

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Natal e Amor, Palavras e Silêncios

«O vocabulário do amor é restrito e repetitivo, porque a sua melhor expressão é o silêncio. Mas é deste silêncio que nasce todo o vocabulário do mundo.»
É também assim que Vergílio Ferreira pensa a expressão do Amor, esse conceito que tem alturas do ano nos calendários coletivos ou particulares para se celebrar. E o Natal é a quadra que o mundo ocidental de influência judaico-cristã escolheu para comemorar o Amor (com maiúscula mesmo) e re-atualizar o nascimento de um messias de nome Jesus.
Se me importava aproveitar a crónica de hoje para desejar um bom Natal aos ouvintes e leitores, não deixei de achar estimulante associar aos votos da quadra a reflexão sobre o uso – bom ou mau – das palavras e a valorização do silêncio que Vergílio Ferreira faz, tão mais importante quanto associada a esse universal sentimento. Esta dádiva que é ter o privilégio de que um silêncio signifique tanto para, pelo menos, duas pessoas, que se transforme em símbolo de uma intimidade construída na base do entendimento e da reciprocidade, só pode também ter que ser relacionada com as trocas de presentes que, quais Reis Magos, repetimos por esta altura. E será assim que também passámos a aplicar a máxima do Natal ser quando um Homem quiser.
Aquilo que damos para agradar aos outros é entendido, mesmo sem palavras, no gesto e no objeto da nossa dádiva, como um mútuo conhecimento e um reconhecimento do que cada um representa para o outro. Sem alardes nem ostentação, é o que tem ou o que pode ser. Um ter e um poder que, mais do que o ruidoso embrulho de papel e laço brilhantes e coloridos, prometem uma entrega que não é vazia mas silenciosa, e recebida assim mesmo. Um silêncio que só será ensurdecedor para os desentendidos. E se os há, aos silêncios, dolorosos, é porque se comunica assim a dor e se recebe resposta de quem a entende. E entender esse silêncio é também uma prova de Amor. É nesta relação das palavras ao silêncio que se joga não só no campo do Amor, mas no da Inteligência e das suas diversas variantes, mas isso é assunto que está para além da quadra, claro!
Deve ter sido a pensar nesse silêncio pacificador que o padre alemão Joseph Mohr escreveu em 1818 a Stille Nacht uma das canções natalícias mais ouvidas e a que a tradução mais comum para o português interpretou como Noite Feliz.
Desejo-vos a todas e a todos um Feliz Natal!
E até para a semana.

Cláudia Sousa Pereira (crónica na radio diana)

Évora – Município Livre do Tratatado TTIP

Évora é o primeiro município português a tomar uma posição acerca do TTIP (Transatlantic Trade and Investment Parternship). Na passada sexta-feira, a Moção “Évora – Município Livre do Tratado TTIP”, apresentada pelo Bloco de Esquerda, foi aprovada na Assembleia Municipal.

A ser negociado entre a União Europeia e os EUA (entre outros países) num clima do maior secretismo, de forma pouco transparente e democrática, o TTIP, e outros Tratados – como o TISA e o CETA – provocarão danos ao nível do ambiente, alimentos, trabalho e emprego, serviços públicos, colocando em causa o modelo social e económico equitativo e justo.
Tratados apresentados como de Livre Comércio e Investimento, mas cujo principal objectivo é construir e legitimar um novo paradigma de poder corporativo das grandes empresas multinacionais sobre os Estados Nação.
Tratados que darão, por exemplo, às corporações privadas o poder de processar os Estados (mas não o contrário) sobre decisões que afectem os seus lucros, colocando em causa decisões democráticas tomadas na salvaguarda do interesse público.
Mas o TTIP traz, também, ameaças aos Trabalhadores, reduzindo os seus direitos; aos Serviços Públicos, criando novos mercados que levam à liberalização e à privatização; e à Segurança Alimentar, pois rebaixa os padrões europeus ao nível americano. Serão removidas as restrições europeias sobre Organismos Geneticamente Modificados, pesticidas, produtos tóxicos, carnes com hormonas, etc.
Também ao nível do Ambiente e Clima existirão fortes impactos, havendo uma harmonização dos regulamentos ambientais, baixando os padrões de exigência.
Infelizmente estes são dados oriundos de fugas de informação, porque os Tratados encontram-se a ser negociados de forma secreta, não havendo acesso público aos textos da negociação.
Porque os interesses das pessoas e do planeta se devem sobrepor, de forma inquestionável, aos interesses dos grandes grupos económico-financeiros, a Assembleia Municipal de Évora, decidiu declarar, de forma simbólica, o município de Évora “Município Livre do Tratado TTIP”. Boas notícias, mas a luta contra este Tratado ainda agora começou.
Até para a semana!


Bruno Martins (crónica na radio diana)

domingo, 20 de dezembro de 2015

Évora: porque votei contra a venda dos terrenos municipais para a construção do Centro Comercial


Lurdes Nobre é deputada municipal da CDU em Évora. Independente, na Assembleia Municipal de sexta-feira votou contra a posição da sua bancada opondo-se à venda dos terrenos municipais para construção de um novo Centro Comercial na porta de Avis. Explica agora as razões do seu voto.

Ontem na Assembleia Municipal foram a votação duas propostas que me são muito caras.
A cidade livre do Tratado Transatlântico, TTIP (Transatlantic Trade and Investment Parternship), que foi aprovada o que me trouxe uma enorme felicidade.
E a venda dos terrenos às Portas de Avis para a construção de um grande espaço comercial, que também foi aprovado apesar do meu voto ter sido contra.
A democracia é isso mesmo, a maioria decide e eu aceito a democracia, quer ganhe como no 1º caso quer perca como no 2º.
Quanto a minha posição sobre o Centro Comercial o que tenho a dizer foi aquilo que disse na Assembleia Municipal e que aqui vos deixo!

"Não tenho certezas absolutas sobre nada, por tanto sobre este assunto também não, mas depois de todas as reuniões , especialistas que escutei e artigos que li, em nenhum consegui os argumentos que me fizessem votar favoravelmente esta proposta.
Voto contra a vendas dos terrenos às Portas de Avis por achar que um edifício comercial desta natureza não vai ser benéfico para as cidade pelas seguintes razões:
1- O estudo que serve de apoio a este projecto data de 2007. Dai ate aos dias de hoje o estado económico do mundo, do país e logicamente o nosso alterou-se consideravelmente, não vendo quais os benefícios que pode trazer à cidade este Centro Comercial.
2- Por toda a Europa e América os Centros Comerciais estão a ser deixados ao abandono e está a implementar-se em larga escala o comercio on line com entregas ao domicilio utilizando as novas tecnologias.
3-. Os centros comerciais são espaços de instalação das grandes marcas, por conseguinte corporações que utilizam mão-de-obra barata e precária, o que não vai ajudar em nada as condições de trabalho dignas ou a diminuição do desemprego na cidade e no Concelho.
4 – Por ultimo, mesmo que este espaço traga a Évora muitos visitantes eles deslocar-se-ão ao Centro Comercial, que como sabemos são as cidades perfeitas, ai farão as suas compras, comerão e no fim da tarde voltarão para casa, a visita ao Centro Histórico e a dinamização apontada pelo estudo e defendida por alguns não me convenceram.
Se por ventura eu tiver razão, e mesmo votando contra espero não ter, dentro de meia dúzia de anos teremos às portas da cidade um cemitério de betão, sem serventia manchando a paisagem e sufocando a cidade que a esta altura já só será um museu sem vida, pois durante este período tudo no seu interior se esvaziou inevitavelmente."

Muitos estão contra, outros a favor desta minha posição, é natural que assim seja, eu tomei a decisão em consciência, sem me achar dona da razão ou achando o que quer que seja sobre os outros deputados que votaram contra mim. 
Cada um de nós vota e arca com as consequências do seu voto. Pela minha parte, gostaria muito que daqui a 10 ou 20 anos tivesse que dar o braço a torcer e tivesse que admitir que tudo tinha corrido bem que eu me enganei. Que o Centro Comercial é um sucesso sem ter deixado ao abandono a cidade. E claro sem se ter transformado num condomínio às Portas da Cidade que será o seu futuro se não for rentável, ou mesmo um amontado de betão abandonado!

Lurdes Nobre (aqui)

Évora, a primeira cidade portuguesa livre do TTIP


MOÇÃO | ÉVORA - MUNICÍPIO LIVRE DO TRATADO TTIP



A MOÇÃO FOI APROVADA COM OS VOTOS DO BLOCO DE ESQUERDA, CDU E 1 ELEITO DO PS na última Assembleia Municipal de sexta-feira passada


Actualmente a ser negociado entre a União Europeia e os EUA (entre outros países) num clima do maior secretismo, de forma pouco transparente e democrática, o TTIP (Transatlantic Trade and Investment Parternship), e outros Tratados – como o TISA e o CETA – provocarão danos ao nível do ambiente, alimentos, trabalho e emprego, serviços públicos, colocando em causa o modelo social e económico equitativo e 
Tratados apresentados como de Livre Comércio e Investimento, mas cujo principal objectivo é construir e legitimar um novo paradigma de poder corporativo das grandes empresas multinacionais sobre os Estados 
De facto, o TTIP traz consigo várias ameaças:

*À Democracia 

Dará às corporaçoes privadas o poder de processar os Estados (mas não o contrário) sobre decisões que afectem os seus lucros, colocando em causa decisões democráticas tomadas na salvaguarda do interesse público.

*Aos Serviços Públicos 

Criará novos mercados nos serviços públicos que levam à liberalização e à privatização, tornando quase impossível fazer regressar esses serviços ao controlo público (incluindo as águas, as energias, os resíduos, etc.). Ao nível de Educação prevê-se, por exemplo, que os subsídios para as universidades públicas terão de ser estendidos para as universidades privadas nacionais e estrangeiras. Isto significa a morte da educação pública. 

* À Segurança Alimentar 

Obrigará à harmonização dos regulamentos alimentares, rebaixando os padrões europeus ao nível americano. Serão removidas as restrições europeias sobre Organismos Geneticamente Modificados, pesticidas, produtos tóxicos, carnes com hormonas, etc. 

* Ao Ambiente 

Obrigará à harmonização dos regulamentos ambientais em linha com as normas americanas, permitindo, por exemplo o fracking (processo que consiste na perfuração e injeção de fluídos químicos no solo para elevar a pressão, fazendo com que haja fratura das rochas e a liberação do gás natural). 

* Ao Clima 

Reforçará os direitos dos investidores, permitindo às corporações processar os governos que prossigam políticas públicas que deixem os combustíveis fósseis no subsolo.

* Aos Direitos dos Trabalhadores 

Reduzirá os direitos dos trabalhadores em linha com os padrões americanos, ao mesmo tempo que a concorrência colocará os EUA e a UE no ponto mais baixo da regulação laboral. 

* À Privacidade Pessoal 

Permitirá aos fornecedores de serviços de net espiar e comercializar os dados dos utentes. 

* Ao Controlo Financeiro 

Permitirá a remoção de muitos dos controlos financeiros (como as salvaguardas bancárias) introduzidos no sentido de prevenir futuros desastres financeiros.

Infelizmente estes são dados oriundos de fugas de informação, porque os Tratados encontram-se a ser negociados de forma secreta, não havendo acesso público aos textos da negociação.
Porque os interesses das pessoas e do planeta se devem sobrepor, de forma inquestionável, aos interesses dos grandes grupos económico-financeiros, a Assembleia Municipal de Évora, reunida a 18 de Dezembro de 2015, declara, de forma simbólica, o município de Évora “Município Livre do Tratado TTIP”.
Após aprovação, a Moção deverá ser enviada para ao Governo, à Assembleia da República e aos deputados portugueses eleitos no Parlamento Europeu.

Évora, 18 de Dezembro
O membro da AME eleito pelo Bloco de Esquerda,
Bruno Martins

sábado, 19 de dezembro de 2015

Este domingo no Garcia de Resende homenagem a Carlos Paredes


Declarações de voto da CDU e do BE ontem na Assembleia Municipal sobre a venda dos terrenos da Porta de Aviz


Já esta madrugada, na reunião da Assembleia Municipal, foi aprovada a venda pela Câmara do terreno na Porta de Aviz a fim de viabilizar a construção de um Centro Comercial, com os votos contra do deputado do Bloco de Esquerda, de duas eleitas da CDU e de três do PS.

*

A CDU, pela voz de Luís Garcia, justificou assim o voto favorável da sua bancada:

"DECLARAÇÃO DE VOTO apresentada na assembleia municipal pela bancada da CDU

Venda de Terrenos para a implantação de Centro Comercial

A cidade é uma espécie de praça enraizada no tempo. Praça cheia de pessoas que se cruzam e encontram, trabalham e divertem, criam, amam, sofrem, e desencontram. Praça onde pairam finas poeiras intemporais e invisíveis que envolvem maneiras de agir, pensar e sentir. Esta cidade foi, é e será um ponto de chegada e de partida para o mundo. Enfeitiçado pela perenidade que se sente aqui, neste lugar, disse Saramago: 
“Porque Évora é principalmente um estado de espírito, aquele estado de espírito que, ao longo da sua história, a fez defender quase sempre o lugar do passado sem negar ao presente o espaço que lhe é próprio, como se, com o mesmo olhar intenso que os seus horizontes requerem, a si mesma se tivesse contemplado e portanto compreendido que só existe um modo de perenidade capaz de sobreviver à precariedade das existências humanas e das suas obras: segurar o fio da história e com ele bem agarrado avançar para o futuro. Évora está viva porque estão vivas as suas raízes.”
Não, não é a ideia de um centro comercial que colaremos ao fio da história para vislumbrar os caminhos do futuro. Um centro comercial é uma espécie de santuário da sociedade de consumo em que vivemos. Atrai gente pelo ritual de comprar ou apenas de experimentar a ilusão de vir a ter… objectos. 
É inegável o carácter utilitário. 
Como já todos percebemos não são as autarquias que licenciam os centros comerciais. É absurdo, pelo impacto que têm sobre o ordenamento do território, mas é assim.
A localização do centro comercial, permitida pela venda de terrenos que estamos a apreciar, é a mais próxima possível do centro histórico. As vantagens devem ser aferidas tendo como referência as desvantagens de uma localização mais distante. Nessas circunstâncias o Centro Comercial seria uma centralidade preocupante, pelo efeito de sucção e concentração de interesses e pessoas. A proximidade transforma uma potencial centralidade autónoma numa centralidade intermédia complementar, diluindo o efeito de esvaziamento do centro histórico. 
A primeira opção decorre do livre arbítrio dessa outra entidade sacralizada, o mercado. A segunda decorre da vontade do proprietário dos terrenos, a autarquia. 
É claro que o mercado determina a suposição de viabilidade por parte dos investidores. Haverá um centro comercial em Évora se isso for avaliado como um negócio rentável.
A venda dos terrenos permite portanto à autarquia contratualizar um conjunto de mecanismos de salvaguarda, expressos no caderno de encargos.
A localização prevista define-se como uma centralidade intermédia de inter-relação entre a cidade intramuros e a zona norte da cidade. Desta forma atenua-se aqui o bloqueio físico na relação entre cidades constituído pelas duas cinturas de muralhas: a seiscentista e a mais recente, de asfalto.
É claro que era fantástico como nova marca do território que o projecto fosse de um dos pesos pesados mundiais da arquitectura, como é por exemplo um equipamento destes em Oviedo assinado por Santiago Calatrava.
Para além de todas as medidas de salvaguarda, que constam no caderno de encargos, é fundamental aumentar a atractividade do centro histórico tornando mais público, isto é, mais vivido, o espaço público, com uma abordagem de acupunctura urbana que permita a alteração de usos e acrescente criatividade ao condomínio de vida, de trabalho e de lazer, pela reabilitação de velhos e novos equipamentos, capazes de desenvolver efeitos âncora potenciadores de pequenos investimentos, atraindo assim residentes temporários e/ou permanentes, utilizadores e públicos.
Rede museológica, espaços para residência e incubação de actividades criativas, teatro, salão central, celeiros, equipamentos municipais devolutos, mas também lojas âncora no eixo comercial que vai das portas de Avis ao Rossio, são alguns do potenciais elementos de reforço da atractividade do Centro Histórico pelo reforço de funções que aumentam a qualidade de vida das pessoas que habitam temporária ou permanentemente em Évora.
Assim, sem que isso constitua uma adesão incondicional ao imaginário que suporta centros comerciais e sem determinar uma direcção única de voto, a bancada da CDU maioritariamente votará a favor da colocação à venda dos terrenos por via de concurso público com as regras aqui propostas."

*
Também o Bloco de Esquerda apresentou uma declaração de voto. Contra a venda do terreno municipal, pela voz do seu eleito Bruno Martins:

"Posição do Bloco de Esquerda sobre a Venda dos Terrenos às Portas de Aviz para Viabilizar um Mega Empreendimento Comercial

Tal como tivemos oportunidade de, reiteradamente, expor publicamente e comunicar ao executivo municipal em Agosto de 2015 por escrito, o Bloco de Esquerda opõe-se à venda de terrenos municipais situados às Portas de Avis que viabilizam directamente a construção de uma Grande Superfície Comercial (que de outra forma não se poderia, ali, localizar), servindo assim a interesses provados e comprometendo definitivamente bens patrimoniais colectivos de enorme valor, o desenvolvimento sustentado da cidade e do seu comércio, e contribuindo desta forma para matar a vida no Centro Histórico de Évora, património da humanidade, assim classificado pela UNESCO há quase três décadas.
A instalação de centros comerciais, assentes no princípio da concentração, num único local, do comércio, sustentado em lojas de grandes cadeias e supermercados, decorrência da concentração financeira a que assistimos, é um modelo que tudo seca à volta, que descaracteriza e apaga a identidade das cidades e das suas populações, o que no caso de Évora constitui um verdadeiro atentado ao património e aos seus cidadãos.
Consideramos que sustentar uma decisão favorável à venda de terrenos municipais para a viabilização de um Centro Comercial nesta zona do Concelho em elementos falaciosos é grave, pouco sério e pouco digno de um poder local que deve defender o interesse das populações e o futuro do Concelho. Também a apresentação de uma proposta num quadro de inevitabilidade merece o nosso maior repúdio, fazendo-nos lembrar um passado muito recente em que as inevitabilidades apenas constituíam uma perigosa ferramenta política para destruir o bem comum.
Vamos à análise dos factos:
1) Não é sério sustentar a decisão da localização de um Centro Comercial às portas da Cidade em conclusões retiradas de um estudo feito em 2007, sobre a instalação de grandes superfícies comerciais em Évora. Não é sério porque todas as circunstâncias e pressupostos se alteraram. Não é sério porque agora temos um caso concreto numa localização exacta. Existem, hoje, várias grandes superfícies comerciais no Parque Industrial e à volta da cidade que à época não existiam; existe uma outra licença válida para um Centro Comercial no Parque Industrial, cuja construção se encontra a meio e que se enconrtra parada, e existem novos Centros Comerciais num raio de 100 km. Após um ciclo de conferências e debates o Grupo Pró-Évora veio publicamente defender o que o Bloco de Esquerda defendeu nesta Assembleia em Abril deste ano: a necessidade imperiosa de actualizar o estudo de 2007, permitindo uma avaliação actual e objectiva dos impactos comerciais, económicos e sociais que advêm da instalação de um mega empreendimento comercial junto ao Centro Histórico e naquela localização exacta. Lamentamos que a nossa proposta de Abril tenha sido recusada nesta Assembleia, mas estamos dispostos a recolocá-la em cima da mesa, caso exista uma maioria nesta Assembleia que queira previnir antes de remediar.
2) Não é sério dizer que a Câmara Municipal não tem recursos nem competências para sequer influenciar a eventual intenção de construção de um Centro Comercial. O que está em causa é o facto de estarmos a analisar a venda de terrenos municipais para a construção de um centro comercial junto ao Centro Histórico classificado como Património da Humanidade. Dizer que pelo menos aqui podem influienciar alguma coisa é manifestamente pouco para uma gestão que se quer competente e responsável. É sobre a instalação ou não de um empreendimento comercial junto às muralhas da cidade que estamos a falar. É sobre esta questão que somos chamados a decidir. É sobre esta espécie de cheque em branco com algumas condicionantes que não emergem de qualquer estudo actualizado que nos querem comprometer.
3) Parece um pormenor, mas não é. A Câmara Municipal tem assento na Comissão de Autorização Comercial e nesse sentido não só pode influenciar as decisões, como tem obrigação de pugnar contra eventuais decisões que afectam negativamente o Município e os munícipies. Quando fundamenta “as suas decisões” em falta de capacidade para influenciar terceiros, torna legítimo que perguntemos então qual o seu papel.
4) A população e comerciantes presentes nas audições públicas promovidas pela Câmara Municipal não se mostraram favoráveis à venda dos terrenos municipais para instalação do Centro Comercial nas Portas de Avis, realçando a necessidade de se perceber os reais impactos. Estas audições foram tidas em conta pelo executivo? 
5) Convém acrescentar que a instalação de um centro comercial em terrenos municipais às Portas de Aviz compromete definitivamente a adequada fixação da Zona Especial de Proteção, que, no caso de Évora, enquanto Património da Humanidade, é obrigatória e que infelizmente continuar por fixar, apesar de decorridos dois anos sobre a gestão deste executivo.
6) O parecer do Grupo Pró-Évora é agora conhecido. Infelizmente nem sequer temos acesso a um parecer das entidades responsáveis pela Cultura ou da Comissão Municipal de Património. Seria pelo menos prudente ter em conta estes pareceres. Parece que não partilha desta opinião o executivo.
7) Resta-nos concluir que esta decisão se baseia apenas no aspecto financeiro imediato? Na necessidade urgente de encaixar alguns milhões nas contas da autarquia? E a visão macro? E a estratégia de desenvolvimento?
Por todas as razões acima enunciadas votaremos contra a venda do direito de propriedade ou constituição do direito de superfície destes terrenos, apelando à consciência e à prudência de cada um dos eleitos e eleitas desta Assembleia. 

O membro eleito pelo Bloco de Esquerda na Assembleia Municipal de Évora,
Bruno Martins"

Este sábado, 18º aniversário do Rodapé no Armazém 8


sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Ainda a pretexto da Assembleia Municipal de hoje: mais comentários sobre a eventual construção do centro comercial da Porta de Aviz


O Évora Shopping, na Zona Industrial de Almeirim, devia ter aberto portas em 2005. Dez anos depois as obras continuam paradas e sem solução à vista.

Por favor não permitam Mais um Mamarracho como o que foi construído na zona do Almeirim.
Anónimo
11 dezembro, 2015 11:58

Este é um assunto que deveria ser sujeito a um referendo local. Esta consulta está prevista na lei e destina-se a referendar questões de relevante interesse local. Portanto, nada mais simples: ouçam a população e façam funcionar a democracia.
João Tavares
11 dezembro, 2015 12:11

Todos contra. E ao fim-de-semana é vê-los a caminho do Montijo.
Não me sinto obrigado a ser penalizado só porque vivo nesta cidade.
Por favor construam o CC o mais depressa possível.
Anónimo
11 dezembro, 2015 15:44

É evidente que Évora merecia um Centro Comercial tipo Forum.
Mas com a crise que está instalada em Portugal, agravada agora com a golpada do Tó Costa, já não é viável o CC em Évora, no mínimo dentro dos próximos 10 anos. Se um aventureiro for comprar os terrenos à Porta de Avis e construir lá um CC, vai perder muito dinheiro. Será que não lhe custou a ganhar?
E a fazer-se esse CC nunca deve ser encostado às muralhas da cidade. É uma estupidez completa. Choca com o património histórico e falta-lhe espaço para estacionamento automóvel. Será que o Pinto de Sá nunca viu um Forum como o do Montijo ou o de Almada por serem obras capitalistas, logo reaccionárias?
Será que o Pinto de Sá quer vender os terrenos à Porta de Avis só para queimar a massa em campanha eleitoral "institucional" de apoio à sua religião de eleição, o PCP?
Será que os eborenses preferem votar no quanto pior melhor?
Para termos uma Câmara com 1200 funcionários a fazer o que uma empresa privada faria facilmente com 100?
Que grande miséria de povo que em tão miseráveis políticos vota!
Anónimo
11 dezembro, 2015 22:58

Peço encarecidamente que, se souberem, e sem teorias macabras ou simplesmente estapafúrdias, o porquê de não se poder utilizar o já quase construído na totalidade shopping no retail park.
Uma obra quase completa. Qual a razão para não se terminar o que já foi iniciado? É do bes? E quanto vale? Não se vende? Não é viável? e há uns anos era a melhor opção?
Faz sentido deixar uma obra daquelas como está?
Porquê rebentar mais não sei quantos milhões para erguer mais um mamarracho, desta feita mais pertinho do centro da cidade?
E não estou a querer gozar.
Queria mesmo que alguém me soubesse responder.
José Manuel
11 dezembro, 2015 23:19

É evidente que Évora não precisa de um Centro Comercial.
O Eborim fechou há anos, e o de Almeirim nem sequer conseguiram acabar de construir.
Quem tem olhos mas não consegue ver, é ceguinho.
Anónimo
12 dezembro, 2015 11:15

Os privados são suportados pela banca, que está falida.
A banca que é suportada pelo orçamento do estado, que está falido.
Orçamento do estado que é suportado pelos impostos.
Os impostos que são sacados aos trabalhadores portugueses, cada vez mais desempregados e falidos.
Para não falar nas infraestruturas e manutenção das mesmas, que são à conta do município de Évora, que também ficou falido depois da gestão de "excelência" do Zé do Cano.
Anónimo
12 dezembro, 2015 21:18

As Praças de Touros, as bolhas do imobiliário, os futebóis, as obras inúteis, os palácios do consumo, os prejuízos dos bancos, a gestão danosa do bloco central, todas essas porcarias são cobradas aos portugueses que pagam imposto.
E os tais "empresários" ainda saem a ganhar à nossa custa.
Acabem o centro comercial de Almeirim e, se também não falir, pensem em mandar vir outro.
Em Évora, basta uma ruína de Centro Comercial.
Anónimo
12 dezembro, 2015 21:18

Estando as coisas como estão é necessário que seja criado um forte movimento de cidadania que lute por impedir este verdadeiro crime contra o património. A falta de sensibilidade desta Câmara para o património e para a cultura é já um dado adquirido em dois anos de mandato. Quer-se um centro comercial junto às muralhas e ao aqueduto quando há um centro comercial em esqueleto, parado, na zona de Almeirim; quer-se um centro comercial em terrenos da Câmara quando o salão central continua em ruínas; quer-se um centro comercial mesmo junto ao centro histórico que irá acabar com todo o comércio tradicional quando o património histórico da cidade, classificado, ameaça ruína e nada tem sido feito. Se os nossos antepassados de há uma centena de anos tivessem esta visão estreita do património que a Câmara hoje manifesta Évora já não teria o templo romano, nem as muralhas, nem os conventos que ainda existem. Ainda é tempo de arrepiar caminho. A Câmara pode estar em grandes dificuldades financeiras, mas não pode ser o vale tudo. E se a questão for o Plano de Urbanização, que se reveja o PU. Ou para esta Câmara só existem factos consumados?
Um cidadão indignado
12 dezembro, 2015 17:11

Imperdoáveis erros foram a Praça de Touros, o campo de futebol da lixeira, o negócio da água, a venda do património ao desbarato, as urbanizações sem sustentação, os contratos e compromissos que deixaram a câmara arruinada.
Imperdoável erro foi, a "cidadania" ter elegido incompetentes e aldrabões, que se apresentaram ao eleitorado como "excelentes".
Só depois de 15 anos de desgoverno é que a "cidadania" se apercebeu que tinha sido enganada e arruinada pelos charlatães.
Anónimo
13 dezembro, 2015 22:01

Um centro comercial tipo El Faro onde uma família possa entrar e lá passar o dia , vai absorver gente num raio de 50 km em redor de Évora , onde como tudo em Évora que é novidade ao princípio está sempre atulhado de gente ... se o souberem manter e a atração desde os 0 aos 100 anos convidar , então morre o resto do comercio em redor de Évora , pois o que lá semearem em euros os outros deixam de colher !
Mas é bem vindo , faz falta , poupa-se gasolina para os ir ver a mais de 100km de Évora : Já devia estar cá um , seja nas Portas de Aviz ou no Cu de Judas !
Jorge ( ciclista )

14 dezembro, 2015 02:15

A propósito da Assembleia Municipal de hoje: três opiniões sobre o centro comercial nas portas de Aviz


E se a Unesco retirar a classificação de Património Mundial a Évora?

A venda destes terrenos públicos "por razões financeiras" segue a lógica das PRIVATIZAÇÕES. Vários comentários mencionaram a hipótese segundo a qual essa operação teria como objectivo principal recolher verbas, frente a uma situação financeira difícil que todos reconhecem. O Problema é que o facto de fazer dinheiro alienando os bens públicos é seguir a lógica das privatizações. Lógica destrutiva, primeiro porque o dinheiro dessa privatização não resolve a dívida, e segundo porque OS CUSTOS derivados (económicos, sociais, culturais, mas por ora invisíveis) sugarão os esperados benefícios de curto prazo.
Depois, pense-se no exemplo de Dresde. Em Dresde, a cidade teve que escolher entre construir uma nova ponte contra o parecer da UNESCO e manter a classificação Património Mundial; em referendo a população escolheu a ponte e a cidade perdeu a classificação... E Évora? Está pronta para renunciar? Não sei como reagirá a UNESCO neste caso. Mas as opiniões de responsáveis locais, regionais e nacionais que duvidam da compatibilidade entre esse centro comercial na área do que devia ser a "zona de protecção" e o carácter patrimonial da cidade.

José Rodrigues Dos Santos
17 dezembro, 2015 10:43


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Dois anos sem definição estratégica para o que quer que seja em matéria de património

Meu caro Rodrigues dos Santos, e se retirarem a classificação à cidade? pergunta. Se tirarem, chorar-se-ão lágrimas de crocodilo, abrir-se-ão as bocas e olhos de espanto por tão injusta decisão, arrepelar-se-ão cabelos de raiva, imputar-se-ão responsabilidades a terceiros e ...no final ao quarto dia não se fará luz!
Estar-se-ão nas tintas para tal eventualidade? Não se quereria crer, mas de facto só quem se está nas tintas para esse "detalhe" é que desconsidera a opinião de tanta gente especialista em património, em ordenamento do território, de comerciantes, de moradores...e se prepara para comprometer o futuro sem, ao menos, uma avaliação séria de todas as envolventes.
Enquanto se anda a aplaudir a classificação dos chocalhos ou do cante, despreza-se o que se tem na cidade.
E ironia ... o Executivo que aprovou a venda dos terrenos é da CDU, a mesma força politica que há décadas foi capaz de romper com o imobilismo e conseguir a classificação da cidade como património da Humanidade.
A mesma força politica que, com o BE, se opôs à aprovação da alteração ao PU permitindo a construção do Centro comercial nos terrenos que agora quer vender.
A mesma força política que dantes, contra a autorização de um CC, na Assembleia Municipal esgrimia - e bem - a necessidade de não matar o comércio e a vida no centro histórico.
Hoje, o criador prepara-se para matar a criatura, sucumbindo a interesses financeiros e demonstrando que de facto não há política de defesa do património.
Não é só esta decisão. Veja-se que em 2 anos não há definição estratégica para o que quer que seja em matéria de património; não há definição Plano de Salvaguarda nem de Zona de Protecção especial do Centro Histórico; não há proposta apresentada à AM para a definição das áreas de recuperação urbana (ARU's,)
Espero ( sem grande esperança, confesso ) que na Assembleia Municipal, amanhã, os deputados municipais - pelo menos os de esquerda - consigam interpretar a responsabilidade da decisão que lhes é pedida

Maria Helena Figueiredo
17 dezembro, 2015 17:19


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A área de implantação do Centro Comercial equivale a mais de 8,5% do cento do Centro Histórico

Os 9,8 hectares de área de implantação do futuro centro comercial, que a empresa Sonae Sierra se propõe construir junto à Porta de Aviz, correspondem a mais de 8,5% da superfície total do Centro Histórico de Évora, um espaço equivalente a dez campos de futebol, adjacente à muralha e ao aqueduto da Água de Prata.
A expressividade desta grandeza já seria, por si só, razão bastante para nos interrogarmos sobre o acerto da recente decisão de vender os terrenos municipais para o efeito, unânimemente tomada pelo executivo camarário, e amanhã submetida a sentença definitiva na Assembleia Municipal de Évora.
Mas há outros motivos de preocupação.
Desde logo a circunstância de estarmos em presença de um conjunto patrimonial que pertence à humanidade e a classificação da UNESCO coloca à guarda - que se presume responsável - das autoridades nacionais, delas esperando o cuidado com a sua preservação.
A manutenção do estatuto outorgado pela UNESCO, há quase trinta anos atrás, pressupõe que as referidas autoridades nacionais (em que, naturalmente, tem especial responsabilidade a administração autárquica) implementem mecanismos de protecção daquele património.
Entre estes avulta a Zona Especial de Protecção (ZEP), cuja função primeira é a salvaguarda das vistas (skyline) do conjunto edificado do Centro Histórico de Évora. Sem entrar em detalhes de natureza técnica, pode afirmar-se que a construção do conjunto comercial em perspectiva seria impossível caso já vigorasse, como devia, este instrumento de prevenção que, sublinha-se, é condição indispensável à manutenção da classificação de património da humanidade.
E não se trata da afirmação de uma mera questão de orgulho cidadão: a economia do concelho tem uma dependência crítica da actividade turística e esta é, em parte substancial, função da visibilidade e da projecção nacional e internacional da cidade.
Finalmente, argumentar com o alívio financeiro, para o município, decorrente do produto da venda dos terrenos - argumento que a própria câmara não se atreve a esgrimir - não é razoável, porquanto o valor eventualmente apurado não ultrapassará 5% do montante global da dívida da autarquia eborense.
Resta-nos esperar que o bom senso da clarividência marquem presença no salão nobre da Câmara Municipal de Évora quando, amanhã, os deputados municipais forem chamados a sancionar a imprudente decisão do executivo camarário.

José Eliseu Pinto
18 dezembro, 2015 00:14

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

The Cozmics hoje na Harmonia


Oriundos de Évora, The Cozmics, são um grupo musical composto por uma panóplia de sonoridades punk, pós-punk, gótica, new wave e ska. Apresentando-se sem qualquer pretensão ou virtuosismo, pretendem inaugurar um novo conceito de espectáculo "Concerto em Construção", na terra que os viu nascer. Com 5 anos de existência, este quarteto dá o litro em todas as aparições. A não perder hoje, às 22,30 h, na Sociedade Harmonia Eborense.

https://www.facebook.com/events/1685835421632835/

Conselho de Estado

Bem sei que muitos de nós queríamos mudanças políticas mais decisivas, mas não posso deixar de notar que alguma coisa mudou e que os tempos que vivemos abrem perspectivas de alguma esperança.
Se tudo correr dentro da normalidade, a Assembleia da República indicará para o Conselho de Estado um elemento de cada partido com assento parlamentar, com excepção do PEV e do PAN.
Dir-me-ão que a composição de um órgão consultivo do Presidente da República em nada influi nas decisões políticas que afectam o nosso dia-a-dia, mas em política o simbólico não deixa de ter um peso significativo no ambiente que se vive.
Como resultado deste novo ambiente, o Presidente da República volta a ter no seu órgão consultivo a presença de um membro indicado pelo PCP e o Bloco de Esquerda tem, pela primeira vez, um seu representante.
É verdade que tudo se continua a passar ao nível do simbólico, mas não deixa de ser importante que um lutador contra a ditadura, que pagou com o sacrifício da sua liberdade durante onze longos anos de cativeiro, integre um Conselho de Estado que terá a presença de um ex-ministro de Salazar.
Domingos Abrantes levará para este fórum não apenas a sua experiência de lutador contra a ditadura, mas também a sua perspectiva de classe.
Não deixa de ser interessante verificar as reacções de alguns comentadores que já tinham dado como certo que o PCP iria indicar o seu secretário-geral para a lista de candidatos apresentada pelo PS.
Atordoados com tantos desafios às suas certezas absolutas sobre o PCP, o seu funcionamento e a sua prática política, vão debitando asneiras e fazendo conjecturas em torno da indicação de Domingos Abrantes.
Deixem-se disso e festejem a entrada no Conselho de Estado de um homem que, com a sua luta e abnegada determinação, contribuiu para que todos os politólogos, encartados ou por encartar, possam dizer em liberdade o chorrilho de disparates com que nos moem o juízo todos os dias.
Até para a semana

Eduardo Luciano (crónica na rádio diana)

JOAQUIM PALMINHA SILVA (1945-2015)


Faz hoje um mês que faleceu no hospital de Évora Joaquim Maria Palminha Silva. No dia seguinte, debaixo dum sol esplêndido e frio, foi a sepultar no cemitério dos Remédios, na entrada ocidental da cidade, essa mesma que ele tantas vezes visitava à procura das marcas próximas da sua infância. Antes houve missa de corpo presente numa daquelas igrejas soturnas e barrocas da cidade, tão sombrias e desoladas, a de São Tiago, com uma homilia aceitável para um homem que, não recusando o evangelho que recebera na infância, castigava com o riso a dogmática da Igreja. O ponto emocionante foi porém o instante em que dois familiares se adiantaram para cantarem a conhecida música de Jacques Brel, “Ne me quitte pas” em homenagem ao homem que partia para sempre.
Joaquim Palminha Silva, nascido em Évora a 16 de Outubro de 1945, estudou nos Salesianos desta cidade, escola e instituição à qual viria a dedicar um dos seus conscienciosos estudos históricos, e desde cedo se mostrou um ágil publicista adverso à situação. As suas simpatias iam então para o Partido Comunista Português. Começou por escrever numa folha eborense, Democracia do Sul, cuja história está ainda por fazer, mas logo passou aos jornais lisboninos assinando artigos e notas nas páginas do Diário de Lisboa e do República, onde conheceu Francisco Quintal, com quem mais tarde fará amizade próxima. Incorporado no exército em 1966 e mobilizado para a Guiné em 1967, Palminha Silva opta por desertar, entrando em ruptura indefectível com o Partido, cuja política era contrária à deserção.
Sem apoio político, sem papéis, isolado e procurado pelas autoridades militares e civis, vive cerca de meio ano clandestino numa pensão pobre do Bairro Alto, até que em Junho de 1968 consegue passar a salto para França, numa fuga inaudita que ele avaliava a rir como o lance mais romanesco da sua vida – fértil em inenarráveis transes rocambolescos. Em Paris, onde conviveu com João Freire, Hipólito dos Santos, José Maria Carvalho Ferreira e tantos outros, sequioso de acção, ingressou na LUAR, de que se tornou operacional a tempo inteiro. Lastima-se apenas que mais tarde, nos anos de sossego que ainda gozou, não tenha escrito o memorial desses tempos tão ricos de acção, de encontros, de lances caricatos e aventurosos, que dariam na verve saborosa da sua pena páginas vivíssimas e cheias de humor.
Com o golpe militar de Abril e a Revolução dos Cravos, Palminha Silva regressa a Portugal, acabando por cumprir o serviço militar em falta em Angola e concluindo o curso de História na Faculdade de Letras de Lisboa. Ingressa então no Ministério dos Negócios Estrangeiros, e nessa qualidade faz várias investigações, uma dedicada à actividade consular de Eça de Queiroz em Havana, até que transita para a administração regional a pedido do município de Cuba, no Baixo Alentejo, onde se dedicou ao estudo e à divulgação do escritor Fialho de Almeida. Fundou nessa época com outros cubenses a associação cultural “Fialho de Almeida”, que publicou dois admiráveis boletins e ainda hoje existe por porfiados esforços da Professora Francisca Bicho.
Reformado da administração regional, regressou à cidade natal, onde fez estudos locais invulgares, como esse trabalho que dedicou às marcas esotéricas dos monumentos de Évora, num livro singular, pensado e escrito ao arrepio de modas, que titulou Évora Oculta. O seu espólio, riquíssimo de notas sobre a cidade, só comparável ao de Túlio Espanca, foi doado há anos ao Município de Évora, sem que este, ao que entendi, se desse sequer ao trabalho de se fazer representar na sua despedida. Ai a gratidão humana é tão pouco exemplar!
Tive a felicidade de beneficiar ainda do convívio e do conselho deste homem mais velho uma geração. Depois do 25 de Abril foi colaborador regular da imprensa libertária e recordo-o, de gabão largo e palavra fácil, na década de 80 do século passado num encontro da revista A Ideia. Um estudo seu, sobre a figura do Mafarrico na cultura oral portuguesa, tema dilecto dele, acaba de ser publicado no número 75/76 d’ A Ideia; pouco antes de falecer, já irremediavelmente doente, ainda me entregou para publicação novo estudo, mais uma vez sobre as marcas do Diabo na cultura popular, que terá sido dos últimos que escreveu e que em sua homenagem a revista dará a lume no ano de 2016.

António Cândido Franco

Évora, 15 Dezembro de 2015

(por email)

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Em Évora, Natal (quase) às escuras



Época de Natal e em Évora é o que temos...
Grande estratégia para esta cidade, a CDU sempre foi boa a criticar, já a fazer é o que se VÊ.

Elsa Teigão (aqui)

Não será pecado. Mas é uma vergonha!

Abstive-me de falar, comentar e escrever sobre o caso Sócrates enquanto este esteve preso e em obrigação de permanência na habitação. Vulgo prisão domiciliária. Porque defendo que mesmo politicamente ninguém deverá ser visado ou criticado, quando está sob suspeitas do foro criminal.
Não é difícil perceber e/ou entender que é muito mais fácil criticar alguém, quando esse alguém está condicionado de alguma forma. Por maioria de razão, a situação ganha contornos de maior relevância, se visarmos alguém, criticamente, quando está cerceado na sua liberdade. O contraditório ficará, portanto, hipotecado e muito condicionado.
Contudo a entrevista dada por José Sócrates ontem à TVI, ultrapassa todos os limites da convivência democrática. Não aceito que um ex primeiro-ministro do meu país faça acusações e imputações ao ministério público de forma genérica e gratuita. Este senhor refere-se quase sempre a situações e não a factos, porque sabe que no momento não pode ser contraditado, nem pelos investigadores, nem pelo ministério público. Estes estão obrigados ao dever de reserva, e por isso, não podem utilizar os mesmos meios. O espaço mediático não é o espaço da realização da Justiça.
Com efeito, independentemente, deste senhor vir ou não a ser condenado, a forma que engendrou para fazer a sua defesa é absolutamente condenável e inadmissível. Disto é exemplo irrefutável, a utilização que faz reiteradamente da comunicação social para enlamear as instituições judiciárias como é o caso do ataque desferido intencionalmente e covarde à credibilidade do ministério público.
A defesa de qualquer arguido deverá ser realizada no próprio processo, é assim que, a Constituição da República o prevê, como, também, a lei ordinária. José Sócrates por seu turno, utiliza a comunicação social para o fazer. Porque é que o faz? Deixo as conclusões para os meus ouvintes e leitores as fazerem.

José Policarpo (crónica na radiodiana)

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Assembleia Municipal de Évora reúne na próxima sexta-feira com venda dos terrenos das portas de Aviz na agenda


A Assembleia Municipal de Évora reúne na próxima sexta-feira, dia 18, a partir das 21 horas, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, convidando-se a população a participar.
Na ordem de trabalhos estão 12 pontos, entre os quais se salientam a celebração de contratos interadministrativos e de acordos de execução com as Juntas/Uniões de Freguesias, o Regulamento e Tabela de Taxas e Outras Despesas do Município de Évora, as Opções do Plano e Orçamento para 2016 e a venda do direito de propriedade ou, na falta de interessados, constituição do direito de superfície, em concurso público de terrenos na Porta de Aviz.
Será também fornecida, pelo Presidente da Câmara Municipal, a informação acerca das atividades nos meses de Setembro e Outubro e da situação financeira do município. (nota de imprensa da CME)

Encenações

Já o disse antes, e confirmo-me essa opinião, que os tempos no mundo da Política portuguesa estão em mudança. O que dela resultará é o que interessa aos mais distraídos ou aos que conscientemente se querem ver afastados do quotidiano deste mundo.
O que faz quem vive estes momentos, como numa decisão real de decidirmos que caminho tomar numa encruzilhada, é escolher o que se entende ser o melhor para que se chegue a algum lado, numa rede de vontades, possibilidades e disponibilidades. Parece-me que no Mundo em geral, esse a que o bom velho Shakespeare chamou um palco, misturando-lhe a Vida com os atores a entrarem e a saírem de cena a seu tempo e representando os seus papéis, os cidadãos comungam de um juízo apriorístico relativamente aos atores políticos independentemente do texto que sobe à cena. E a honestidade não entra, pela positiva, nesse juízo, o que mais do que levar à procura de culpados para que assim seja, resulta logo num prejuízo para todos. Quanto mais não seja porque leva aos que o são, os honestos portanto, muito mais energias a prová-lo quando poderiam a estar a aplicá-la ao serviço dos outros e não na defesa da sua própria identidade e honra.
Sobre a honestidade e a sua adaptação infeliz quando há entre os indivíduos pouco saudáveis relações de poder (e dinheiro, sim, o dinheirinho que faz girar o Mundo mas também põe tudo de “pernas para o ar”), o Vergílio Ferreira, que dividia muito mais a sociedade em classes pela existência dos indivíduos que a compõem enquanto Homens que são e não pelo que têm, ou seja por valores e não por preços, afirmou: «A honestidade é própria das classes médias. As de baixo não a ignoram, mas não sabem para que serve. As de cima não a ignoram, mas não sabem para que ainda serve.»
Mas voltemos à metáfora shakespeariana e pensemos em aplicá-la ao mundo da atualidade política. Eu deixo a ideia e os meus caros ouvintes e leitores farão o exercício de a pensar e aplicar ao que lhes interesse, se estiverem para aí virados. Como num palco, também aqui se adaptam os textos definidos e decididos por quem encena, de acordo com quem escolheu ou podia ter escolhido para tal, e o levará ao público que são, também esses mas, todos os outros. E aqui, nestes momentos iniciais, projeta-se a encenação, preparam-se os atores, ensaiam-se todas as artes e técnicas, naturalmente e como tem de ser no recato sem espectadores, para se proporcionar a esses mesmos espectadores, que são a razão de ser de tudo aquilo, algo de útil… até mesmo a felicidade de cada um.
Nos ensaios haverá muitas situações que o espectador desconhece e que apenas dizem respeito a quem lá está, a trabalhar antes que o pano suba e se prepare o que interessa, o resultado final. É para estes bastidores que alguns tentam espreitar para conhecer o making of e essa impossibilidade gera a especulação. Se as há, a esse tipo de especulação, que criam expectativas que nos fazem ser melhores espectadores, também as há que estão mais interessadas em desviar as atenções e tirar antes mesmo da estreia o valor àqueles que como os espectadores pagaram bilhete para assistir e julgar, com argumentos, se é bom ou mau ou assim-assim e se há ou haverá quem faça ou faria melhor para o deixar satisfeito.
Ora são muitas vezes esse tipo de especulações com agenda própria que levam a que bons textos, com determinados encenadores, atores e técnicos acabem com salas vazias e outros, não forçosamente melhores, sejam sucessos de bilheteira. Mas é quando “chega uma companhia nova à cidade” que temos a oportunidade de, sem pré-conceitos, ajuizar do seu valor e, já agora, arrumar onde têm de ser arrumados os paparazzi com ambições de fazedores de opinião, o que não é a mesma coisa que ser um comentador.
Até para a semana.

Cláudia Sousa Pereira (crónica na radio diana)

Banda grava no cromeleque dos Almendres. Arqueólogo alerta para o facto do monumento "estar entregue à sua sorte"


Publicado há 3 ou 4 dias no YOUTUBE. Independentemente da apreciação do facto em si e das suas eventuais consequências, isto vem demonstrar o que há muito está demonstrado. Que o Monumento Nacional, "Cromeleque dos Almendres, a pretexto de estar em "propriedade privada" não pode continuar entregue à sua sorte ou azar. Tal como quase tudo o que acontece naquele lugar único, esta gravação, implicando o transporte de material pesado em viatura e a sua movimentação em plena área arqueológica, ocorreu completamente à revelia de qualquer entidade pública ou privada...

António Carlos Silva (aqui)

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Hoje na Sociedade Harmonia Eborense: ciclo de cinema João César Monteiro

Um novo ciclo

Há quem afirme que o ciclo político que agora se iniciou será marcado por uma extrema instabilidade. Um visão patrocinada por todos aqueles que inverteram as regras da democracia nos últimos anos para destruir o nosso país e os pilares constitucionais que o suportavam.
Eu olho para este ciclo com enorme esperança, não porque tenha total confiança no actual governo, mas porque o centro da política está onde nunca deveria ter saído: na Assembleia da República.
As eleições de 4 de Outubro tiveram uma enorme importância. Em primeiro lugar, porque foram bastante pedagógicas: uma parte importante dos eleitores perceberam que não votam para eleger um governo, mas para eleger deputados e deputadas, e que é das maiorias que se formam que emerge um governo, ou melhor um programa de governo, que é ou não viabilizado na Assembleia. Em segundo lugar, porque os resultados pressionaram o PS a negociar com os partidos à sua esquerda para ver o seu programa aprovado. Não estou com isto a desvalorizar a posição do PS. É bem certo que poderiam não o ter feito e ter viabilizado um governo de direita, pelo que não posso deixar de elogiar a sua atitude e capacidade de negociação à esquerda.
A negociação será permanente e isso só pode ser positivo. Da negociação prévia, foram alcançados acordos muito importantes, que terão um impacto directo nas nossas vidas e que poderão travar o ciclo de empobrecimento que estava em curso. Muitas mais conquistas serão possíveis, se todos os partidos intervenientes tiverem sentido de responsabilidade e pensarem na vida concreta dos cidadãos e cidadãs do nosso país.
Não, obviamente que este não é o meu programa de governo, mas isso não implica que não considere que é possível, com este governo, trazer mudanças. Serão necessárias maiores mudanças? Sim. Será necessário enfrentar o poder da finança e os tratados europeus e renegociar a dívida para permitir ir mais longe do que devolver o que foi retirado? Claro que sim. Mas quem pensa desta forma tem de perceber a correlação de forças existente neste momento na Assembleia da República.
Temo que Jerónimo de Sousa não queira ou não tenha percebido esta correlação de forças. Dizer que o Bloco de Esquerda desistiu do aumento do salário mínimo para os 600 euros e que o PCP não desiste, traduz um discurso destrutivo e não construtivo. Se Jerónimo não sabe, que fique claro que o Bloco não desistiu de nada, e especialmente não desistiu dos portugueses. Claro que consideramos que deveria haver o aumento imediato para os 600 euros. Mas a negociação permitiu que exista um aumento faseado em 3 anos até este valor. O aumento imediato só aconteceria num quadro macroeconómico do Bloco ou do PCP, mas temos de ter a humildade democrática de reconhecer que não temos, ainda, essa força e essa aposta maioritária dos portugueses. Assim sendo, temos duas opções: ou continuamos a defender o que sempre defendemos, mas mostrando capacidade de negociar para introduzir mudanças; ou continuamos a defender o que sempre defendemos no canto dos nossos confortáveis 10%, deixando o país cair numa desgraça ainda maior.
Estamos, de facto, numa altura de escolhas, em que cada dia conta e em que cada escolha mostra de que lado estamos e qual a responsabilidade que assumimos na vida política.
Até para a semana!

Bruno Martins (crónica na rádio diana)

Comunicado do Grupo Pró-Évora sobre o Centro Comercial da Porta de Avis


Clique no documento para ler

sábado, 12 de dezembro de 2015

Manuel Marchante sucede a Luís Pardal à frente da Associação de Estudantes da Universidade de Évora

O aluno do doutoramento em Gestão Manuel Marchante vai ser o novo presidente da Associação Académica da Universidade de Évora (AAUE), sucedendo no cargo a Luís Pardal.
Manuel Marchante, que liderou a lista A, venceu as eleições, realizadas na quinta-feira, com 1150 votos, enquanto a lista R, encabeçada por João Fortes, obteve 895.
O presidente eleito é membro da direção cessante da AAUE, assumindo a coordenação do Desporto e Saúde.
Manuel Marchante, 24 anos, tem como prioridades as áreas da “pedagogia e política educativa, ação social e apoio ao estudante e desporto e cultura”.

Hoje em Évora


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Gala ajuDAR'15
Espetáculo de angariação de fundos, para apoiar os projetos sociais que a APPACDM de Évora tem vindo a desenvolver ao longo destes anos.
Apresentado por José Carlos Malato, padrinho da APPACDM de Évora, e a participação graciosa de Augusto Canário e Amigos, Rui Alves, João Só, Manuel Guerra, Nuno Rainha e Toy.
Irá também contar com apresentação da coleção Inverno 2015/2016 dos Capote’s Emotion, com a participação de 4 utentes da instituição.

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Noite de fados do Lusitano Ginásio Clube no Monte Alentejano (com jantar)

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De quarta a sábado às 21h30 e aos domingos às 16 horas, até dia 19 estamos em cena no Teatro Garcia de Resende, em Évora.
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Inserido nas comemorações do 115º aniversário da coletividade o Grupo Cénico da SOIR Joaquim António D‘Aguiar, um dos mais antigos grupos de teatro de amadoresem atividade no nosso país, leva à cena mais duas representações de “o Grito na Charneca”. Peça emblemática do grupo e da autoria do dramaturgo eborense e grande obreiro deste grupo cénico Manuel Peres.
Às 21:30 horas na sua sala do Páteo do Salema.