segunda-feira, 17 de novembro de 2014

"Cantai rapazes, dançai raparigas"







Ontem, com um grupo de gente empenhada e boa, realizei um sonho antigo, a criação do Núcleo da AJAde Évora.
Criar este núcleo é mais do que preservar e perpetuar a musica e a obra de Zeca Afonso, um homem que admiro deste miúda, é dar continuidade a valores que me são particularmente queridos.
A solidariedade, a Liberdade, a entreajuda, a partilha, a amizade, os direitos humanos, a cultura e acima de tudo a verdade! 
Zeca era um artista,sim! E como tal era um símbolo. Mas era acima de tudo um ser humano Enorme! 
Ontem, uma sala encheu-se de gente para partilhar e se associar a esta figura e aos valores pelos quais sempre se debateu! 
Uma sala cheia de gente de bom coração, que veio de todo o País para se juntar à festa e fazer desta uma noite inesquecível! 
Todos os que estiveram presentes, públicos e artistas, me encheram o coração de esperança num novo mundo, numa nova sociedade justa e seria!
Mas, desculpem todos, o que me fez chorar foi o telefonema de Alípio de Freitas que por estar doente não pode estar presente. Mas apesar disto quis por telefone dar-nos as boas vindas à AJA e desejar-nos um bom começo! 
Aos meus amigos Carlos Júlio, José Elizeu Pinto e Finita, membros da primeira comissão organizadora, o meu carinho e disponibilidade para o trabalho que agora irão começar a desenvolver! 
O caminho faz-se caminhando, ontem demos só o primeiro passo!

Lurdes Nobre (aqui)


Fui e gostei, parabéns pela iniciativa. 
Aproveito para relembrar uma das suas leituras:
-Entrevista a António Macedo, in «Se7e», 28/3/79 - "Não confundo canção de intervenção com panfleto partidário, embora, em determinada altura, eu tenha incorrido nesse erro. Para que exista canção de intervenção é preciso um certo voluntarismo dos intervenientes e uma coordenação de esforços que pode exprimir-se através de formas de organização como cooperativas, atentas às diversas solicitações. A canção de intervenção implica, também, espírito de renúncia a um triunfalismo fácil, bem co­mo ao vedetismo; implica a noção de que estamos a fazer música mais como serviço público do que como forma de averbar glórias. Estamos numa fase em que a canção política apenas já é apreciada como produto comercial, à margem de qualquer compromisso político e ético. É uma atitude em que se está a incorrer e que considero muito grave. Considero incorrecto que a canção de intervenção apenas se deva reger pela qualidade. A canção politica não se esgota num perfeccionismo que reduz a sua capacidade mobilizadora." 

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