quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Pobreza no Alentejo: um em cada cinco idosos diz não ter dinheiro para se alimentar


Um quinto dos idosos no Alentejo afirma não ter dinheiro para se alimentar, revelaram hoje responsáveis do Observatório de Saúde, apontando o envelhecimento da população sem os cuidados adequados como um dos problemas mais graves do país.
A denúncia foi feita durante uma audição na Comissão Parlamentar de Saúde, requerida pelo BE e pelo PS, para “esclarecimentos sobre o Relatório da Primavera 2014”.
Os coordenadores do Observatório Português dos Sistemas de Saúde (OPSS) Ana Escoval e Manuel Lopes apontaram a população idosa e a saúde mental como dois dos assuntos mais “graves” e a necessitar de respostas urgentes.
Sobe os idosos, Manuel Lopes revelou aos deputados da comissão que “alguns grupos de investigação estão a estudar os idosos e dizem que o que está a acontecer no Alentejo é que 20% destas pessoas afirmam que não têm dinheiro para se alimentar adequadamente”.
Outro aspeto sublinhado é que para a população com mais de 75 anos a questão da difícil autonomia e necessidade de ajuda é “muito grave”.
“Há pessoas enclausuradas em casa há muitos anos, em prédios antigos sem elevador, e sem cuidadores. Isto é um problema muito grave. Preferimos alimentar a indústria do betão do que dar a possibilidade de as pessoas se manterem em casa”, afirmou o responsável, citando duas recentes teses de doutoramento sobre esta realidade nos bairros históricos e Lisboa e do Porto.
O coordenador do OPSS salientou ainda que nos casos em que os idosos têm cuidadores, estes são frequentemente pessoas de idade idêntica, com dificuldades idênticas e em exaustão.
Relativamente ao problema da saúde mental, os responsáveis mostraram-se particularmente preocupados com a falta de recursos humanos para cuidar destes doentes e com o tempo de espera entre o aparecimento dos sintomas e o início dos tratamentos.
O tempo que medeia o início dos sintomas, a primeira consulta e o começo dos tratamentos “está acima de todas as médias europeias” e está a aumentar, disse, considerando este um dado de “enorme importância que precisa de ser considerado”.
Ana Escoval apontou ainda o facto de os hospitais serem financiados em função do número de camas, ficando sem meios para fazer o acompanhamento domiciliário, os tratamentos na comunidade.
Para ilustrar a falta de recursos humanos nesta área e a incapacidade de contratar alguém, a mesma responsável contou que num hospital do Norte foi dada ordem para encerrar o serviço de psiquiatria no mês de agosto.
O serviço só não fechou, porque os profissionais se organizaram e voluntariaram para conseguir manter a unidade em funcionamento, não acatando a ordem superior de encerramento, contou.
Para a responsável este é um dos casos que se passam nas unidades do Serviço Nacional de Saúde e que são sintomáticos do estado de exaustão em que se encontram os profissionais e para o qual as ordens dos médicos e dos enfermeiros têm vindo a alertar.
Manuel Lopes salientou que os serviços de saúde mental e de psiquiatria que o país tem são “muito maus”, frisando que “em toda a região sul não há resposta nenhuma para a área da saúde mental”. (LUSA)

10 comentários:

  1. E ?

    Fazemos como , abrimos outra instituição de "freiras2" e damos na boca ?

    É o que muitos adoram , principalmente os descendentes do BES ... para apanharem luvas do governo .

    Mas não !!!!!!!!!!

    Parem de derreterem euros a fundo perdido para albergarem o lixo que vem do Mundo instalarem-se como filhos de Sadam !

    Parem de financiar projetos podres para lavarem euros , só a quantidade de morraça que Évora criou nos últimos tempos , para quê ?

    Invistam euros nas casas dos idosos , reformem os WC´s e Cozinhas , metam telhados novos nas casas dos pobres .

    Encham as despensas com comer para o Natal .

    Ensinem as pessoas a criarem com 10 euros ... 11 euros !

    Acabem os financiamentos a gente privada marada em Évora e parasita não cumpridora dos pagamentos de impostos devidos , á conta de bons advogados e contabilistas para esconderem o mais que podem !

    Acabem com notícias destas , é sinal que acabou a pobreza e não façam euros à conta destas notícias , é penante ... pior , viveram os judeus por conta de Hitler !

    Jorge

    ( ciclista )

    ResponderEliminar
  2. Há habitações no C.H. onde vivem idosos, com míseras reformas, com parte dos telhados sem telhas, chovendo ali a céu aberto!!!

    ResponderEliminar
  3. A historia desses idosos muitos,era assim queres descontar para a casa do povo não,e lá ficavam com ordenado todo e de seguida compravam logo um garrafão de tinto que era um valor que podiam descontar para terem outra reforma,mentalidade de certo chico esperto.

    ResponderEliminar
  4. Hà casas com telhados sem telhas, chovendo a céu aberto. E quando o senhorio/dono pretende fazer obras de restauração, como seja reparação do telhado, ou rebocar paredes é só entraves por parte da CME e da Direcção Regional da Cultura de Évora. É uma vergonha, até quando vamos permitir que esta burrocracia persista.
    Jakim

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Estou de acordo consigo. As exigências da Direcção de Cultura, sobre os proprietários que pretendem fazer obras de simples conservação são verdadeiramente absurdas. Qualquer dia até para espetar um prego numa parede vai ser preciso licença e pagar a um "técnico" para escrever um relatório sobre as técnicas de espetar pregos em paredes e suas consequências.

      Depois admirem-se das pessoas abandonarem o centro histórico e deixarem as casas a cair.

      Eliminar
  5. Para arrumar o idoso num lar para a 3ª idade, a pagar 1000€ por mês, o governo permite descontar a despesa nos impostos.
    Para manter o idoso em sua casa, com apoio domiciliário, saúde e vida diária, o governo não permite descontar a despesa nos impostos.

    Por aqui se vê as prioridades destes cães que nos governam.

    Em vez de promoverem as associações de idosos, os centros de dia, e o apoio domiciliário, eles obrigam as famílias a alojar os idosos em lares de 3ª idade, solução mais cara, mais desumana, pior qualidade de vida, isolados da família e do mundo, a morte mais cedo e mais cruel.

    Dizem eles que protegem a família.
    Na verdade nunca houve política tão cruel como a política deste governo PSD/CDS.

    ResponderEliminar
  6. Andam os serviços da Câmara mais o blog "a voz do dono" e o vereador Luciano todos ufanos porque um grupo de jovens caiou de branco o muro do seminário e fazem bem. Mas esta canalha da CDU já esqueceu o que disse e escreveu quando há cerca de dois um grupo de jovens, apadrinhado pela Câmara PS, também caiou de branco vários muros da cidade, junto à rotunda da Porta do Raimundo ou no Chafariz das Bravas, onde agora se ergue o vistoso mural. Na altura os jovens que pintaram os muros foram acusados de serem a mão da censura, que tapava palavras de ordem escritas pelos camaradas e, num acto de represália, um grupo constituído por vários daqueles que hoje estão no conforto dos sofás autárquicos e que aplaudem as novas caiações, encheram os muros caiados de branco com palavras de ordem em nome da "cultura". Se hoje estes muros agora caiados de branco aparecessem pintados com palavras de ordem qual não seria a reacção deste pessoal, para quem na politica vale tudo?

    ResponderEliminar
  7. É normal numa região dominada por comunistas...

    ResponderEliminar
  8. Os comunistas de Évora , Arraiolos e Montemor,sào responsávéis pelo atraso de Èvora. Só quando a população os escorraçar e os denunciar,é que a cidade pode ter esperança num futuro melhor.Esta praga comunista destrói tudo .

    ResponderEliminar
  9. GRAÇAS ÀS ASSOCIAÇÕES COMO A PÃO E PAZ AINDA MAIS FOME HAVIA NA NOSSA CIDADE. TUDO O QUE NÓS POSSAMOS AJUDAR NÃO É DEMAIS, ELES MATAM A FOME A MUITA GENTE, COMO DISSE. VERIFIQUEI COM OS MEUS PRÓPRIOS OLHOS E CONTEI CERCA DE MEIA CENTENAS AS PESSOAS QUE COMERAM LÁ OU LEVARAM PARA CASA. AS PESSOAS TRABALHAM AQUI EM REGIME DE VOLUNTARIADO. BEM HAJA A TODOS !
    BRUNO

    ResponderEliminar

Nota: só um membro deste blogue pode publicar um comentário.