sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Insegurança, fraude, derrocada total!


©Joaquim Palminha Silva

            Porque nos interrogamos hoje sobre as mutilações feitas no corpo do regime democrático, sobretudo quando verificamos que o continuado auxílio da União Europeia não bastou para evitar a derrocada total?
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            Nas últimas décadas os partidos de direita e seus governos (auxiliados pelos socialistas algumas vezes), as instituições cívicas conservadoras e os grupos económicos nacionais e multinacionais, por todos os meios ao seu alcance não cessaram de repetir às multidões, politicamente aparvajadas, que a hipotética vitória eleitoral da esquerda traria consigo a instabilidade social, o esgotamento da reserva de mão-de-obra especializada (que emigraria imediatamente), a autonomia insuficiente das empresas face aos impostos e taxas impostas pelo Estado, a prática de preços aberrantes que não consentem uma atribuição pensada dos recursos, a fraca produtividade e a consequente ineficácia técnico-económica.
A direita nacional, muitas vezes ajudada ao mais alto nível pela direita estrangeira, instalada nas instâncias da União Europeia (EU), não se cansou de alertar as multidões que todas as reformas concluídas ou tentadas se perderiam nas areias movediças da burocracia revolucionária, da democracia directa, assim como a constante ameaça de nacionalização, que passaria a pesar sobre a banca e os seguros do sector privado, provocaria naturalmente a perda de confiança dos acionistas e investidores e, nesta ordem de ideias, determinaria a descapitalização da banca e a fuga de capital para os “paraísos económicos” no estrangeiro.
A direita levou as últimas décadas a assustar os cidadãos face à eventualidade duma vitória eleitoral colocar no governo a esquerda, o que traria como consequência imediata e directa que os lucros das empresas reverteriam, na sua maior parte, para o Estado, com um montante reservado para a segurança social, etc.. Enfim, a direita gastou anos e anos a assustar o eleitorado com a explicação da suposta existência de duas burocracias num governo de esquerda, a da economia e a do partido, o que revela do carácter parasitário das formações políticas de esquerda, segundo esta mesma direita…
Após décadas de regime democrático (burguês) e governos de direita, a lógica e dinâmica capitalista, apesar dos disfarces que veste, acabou por realizar por inteiro, mas em favor do Capital estrangeiro e da direita nacional, todas as terríficas suposições de que andou a acusar a esquerda, se acaso esta vencesse de forma indiscutível umas eleições.
A direita nacional tem avançado na criação de um Estado forte, servo fiel do Capital, e este com o suplemento da corrupção ao mais alto nível ajudado, por um Parlamento domesticado, ao ritmo das consequências trágicas que paulatinamente vem provocando!
Pior! – Falhando cálculos e contas de Estado continuamente, a direita governamental perdeu toda a vergonha política (se acaso alguma vez a possuiu!), e cada ano que passa, por mais de uma vez, retira cobardemente percentagens dos salários dos trabalhadores e das pensões dos reformados!
Afinal de contas o reino da insegurança, a espiral de erros, a multidão de ineptos, a prosápia de banqueiros burlões, a delapidação e venda, a preços de saldo, dos bens e propriedade públicos, caracterizam os governos da direita.
Afinal de contas, quem destruiu a segurança das famílias e a tranquilidade dos cidadãos, quem semeia o terror sobre os meios de sobrevivência económica de cada um para o dia de amanhã, quem maltrata e despreza os velhos e os doentes, têm sido estes governos de direita.
Fique cada um informado: - Nada está garantido…Tudo nos pode ser retirado, incluindo a própria vida… por enquanto indirectamente! Amanhã, sabe-se lá!…

A menos que…


Joaquim Palminha da Silva (enviado por email)


1 comentário:

  1. O Ocidente dispõe de informações bastante restritas a respeito do êxito do sistema político da China e da estabilidade do crescimento económico deste país, informa o jornal Financial Times.

    De acordo com o referido periódico, a causa disso consiste em que, na opinião do Ocidente, um sistema político que não avança rumo à democracia não pode ser bem-sucedido.

    “O sistema de gestão da China era bem-sucedido durante mais de três décadas e foi graças a ele que o país passou por uma das maiores transformações económicas na história moderna”, informa o jornal.

    O Financial Times aponta que embora o Ocidente esteja convencido do contrário, o fomento económico da China continua. Ao mesmo tempo melhora a qualidade de vida e, pelos vistos, está a crescer o número de pessoas que apoiam o regime em vigor.

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