sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Mina da Boa Fé: já se percebeu que BE e PS estão contra a exploração mineira. E a CDU?


A Assembleia Municipal de Évora (AME) promoveu no Sábado, dia 13, no salão nobre dos Paços do concelho, uma audição pública sobre o projeto de concessão de uma exploração mineira na localidade de N. Sr.ª da Boa Fé, no concelho de Évora. Marcaram presença diversas entidades envolvidas no processo de decisão, nomeadamente, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), CCDRA, CME, Colt Resources e Quercus a quem se juntaram os eleitos na AME pelas várias forças partidárias. De entre o público presente natural destaque para a população da Boa Fé, interessada em conhecer as vantagens e desvantagens deste empreendimento no seu território.
Esta exploração mineira de ouro – caso avance em definitivo – prevê a criação de 135 postos de trabalho diretos e cerca de 1000 indiretos, durante o período de 5 anos, ocupando uma extensão de quase 100 hectares. Trata-se de uma mina a céu aberto cuja laboração vai implicar o corte de quase 7 mil árvores (Sobreiros e Azinheiras) no sítio de Monfurado, área classificada no âmbito da Rede Natura 2000. 
Em defesa do projeto, os responsáveis da empresa promotora Colt Resources, com sede no Canadá, mostraram-se disponíveis para assinar um protocolo com a Câmara de Évora garantindo a contratação de mão-de-obra da região para este investimento. A empresa garante, ainda, que irá dar resposta às muitas condicionantes técnicas que constam na Declaração de Impacto Ambiental (DIA), sem as quais o licenciamento não pode avançar. Os representantes da Colt reafirmaram, novamente, a intenção de não avançar com este investimento no caso de a comunidade se mostrar contra o mesmo. 
Em cima da mesa esteve, também, a discussão sobre o pedido de Declaração de Interesse Municipal (DIM) do projeto, por parte da companhia Canadiana, à Assembleia Municipal de Évora. 
Carlos Pinto de Sá, presidente da autarquia eborense, assegurou que a eventual aprovação desta solicitação irá ser alvo de discussão lembrando, no entanto, que esta declaração não é condição para o avanço desta concessão mineira. O autarca recordou, também, que a competência para licenciamento da exploração mineira é do governo. A aprovação deste investimento deve garantir que os eventuais impactos ambientais, sociais e económicos tenham de ser ressarcidos, alerta Carlos Pinto de Sá. 
As preocupações de carater ambiental são partilhadas pelos eleitos dos partidos com assento na AME e pela população da Boa Fé. Questões como a possível emissão de metais perigosos para as linhas de água, poeiras contaminadas ou o abate de árvores, suscitam dúvidas sobre se a geração de riqueza que pode advir do projeto compensa as previsíveis perdas ambientais.
Na sua próxima reunião ordinária a Assembleia Municipal de Évora deverá pronunciar-se sobre a concessão mineira da Boa Fé. (informação da CME, sublinhados nossos)

13 comentários:

  1. Em 2013 o PS era a Favor,Mudou de posição ?

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    1. O parecer da camara PS no estudo de impacto ambiental assinado pelo vice presidente Melgão já não era positivo.
      A CDU é que parece que não quer ver o que se passa.
      A empresa quando acabou os trabalhos nem se ralou com as pessoas. os trabalhadores que lá andaram a trabalhar foram mandados para casa da manhã para a tarde, despedidos.

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    2. «O parecer da camara PS no estudo de impacto ambiental assinado pelo vice presidente Melgão já não era positivo»

      Se JÁ não era positivo, porque razão meteram no PDM e no PIER do Monfurado a possibilidade de exploração mineira naquela zona?

      O que mudou entre a aprovação da revisão do PDM, a aprovação do PIER, as declarações abonatórias do Presidente Ernesto do PS à instalação da mina, e o parecer do vice-presidente Melgão?

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  2. O BE foi sempre CONTRA,agora o PS não,não venham os senhores"jornalistas" do a cincotons Branquear a posição do PS quando era poder .

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  3. O PS tem vindo a alterar a sua posição, desde que está na oposição. O assunto foi mesmo levantado numa das Assembleias Municipais pelo presidente da junta (agora união de freguesias) da Boa Fé, que é do PS, e numa das sessões da Assembleia Municipal, o deputado municipal Capoulas Santos fez uma intervenção de fundo levantando questões importantes sobre o desastre que seria a exploração mineira na Boa Fé. Mas, também, é verdade que a posição do PS tem sofrido uma evolução, enquanto que o BE, desde sempre, tem tido uma posição consequente contra a exploração mineira da Boa Fé. Da CDU, que foi apoiante do projecto desde a primeira hora (em Évora e em Montemor) é que, de facto, não se sabe se alterou a sua posição ou não. E alguma das afirmações do presidente da Câmar na reunião de sábado fazem temer o pior: ou seja, a troco da promessa de meia dúzia de empregos (?) estão preparados para vender uma paisagem protegida a um grupo de especuladores, especialistas na rapina mineira.

    rui

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  4. O PS está contra?
    Então por que meteram, em 2008, no PDM (e mais tarde em Plano de Intervenção Rural) a possibilidade de exploração mineira nesse local.

    Se isso é estar contra vou ali já venho!

    Se, entretanto, mudaram de opinião melhor seria que explicassem porquê, e, já agora, que dissessem como se sai do imbróglio que criaram (como fazer para que a CME não cumpra o seu próprio PDM???!!!!).

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  5. «o BE, desde sempre, tem tido uma posição consequente contra a exploração mineira da Boa Fé.»

    Então diz-nos lá como votou o BE, a revisão do PDM, e o PIER do Sitio do Monfurado, que contemplam a possibilidade de exploração mineira naquela zona?

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  6. a CDU? Está há espera que o comité central se reúna e diga de sua justiça, para que a cassete passe a todos os camaradas. Assim canta tudo a uma só voz.

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  7. Uma chatice isso do investimento. Vão mas é aborrecer outros e deixo-nos em paz. O que nós queremos é investimentos sustentado. Seja lá isso o que fôr.

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  8. Votação sobre o PIER - Monfurado que autoriza a exploração mineira, constante na acta da Assembleia Municipal de 26 de novembro de 2010 (http://www.evora.net/ame/actas/a2010/a10.htm#b):

    Ponto 5
    "aprovado por maioria, com trinta e sete votos a favor (dezoito do PS, dezasseis da CDU e três do PSD), um voto contra (do BE) e duas abstenções (do PSD)."

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    1. No PIER de 2010 votaram contra, mas no PDM de 2008 (que aprovou a exploração mineira em 2008), ao qual obedece o PIER, abstiveram.se.
      Mas deve ter sido uma daquelas abstenções violenta à PS!

      Só ainda não percebi o que mudou de lá para cá.

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    2. Foram os morcegos.

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