segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Precisam-se mentiras novas


"O Banco de Portugal anunciou hoje um plano de capitalização do Banco Espírito Santo (BES) de 4.900 milhões de euros e a separação dos ativos tóxicos ('bad bank') dos restantes que ficam numa nova instituição, o Novo Banco.
O capital é injetado no BES através do Fundo de Resolução bancário. No entanto, como este fundo foi criado há pouco tempo e só tem 380 milhões de euros, a solução encontrada passa por ir buscar o valor restante ao dinheiro da 'troika' destinado ao setor financeiro, em que ainda estão disponíveis 6,4 mil milhões de euros.
Assim, estima-se que virá do dinheiro da 'troika' entre 4.400 a 4.500 milhões de euros, através de um empréstimo ao fundo de resolução, existindo também uma contribuição extraordinária dos outros bancos que operam em Portugal. Esta ainda está a ser negociada e poderá ascender a cerca de 100 milhões de euros.
O Banco de Portugal analisou os ativos do BES e dividiu-os, colocando os ativos problemáticos no chamado 'bad bank' ('banco mau'), o qual terá uma administração própria para os gerir e não terá licença bancária.
Da lista de ativos tóxicos constam, por exemplo, a participação maioritária no BES Angola.
O Banco de Portugal pretende, com esta medida, minimizar os riscos com o que se passa no BES e no Grupo Espírito Santo, com as perdas a serem assumidas pelos acionistas do BES e os seus credores subordinados. Os acionistas fica com um crédito sobre o 'bad bank' que poderão eventualmente recuperar se for realizado dinheiro com os ativos tóxicos.
Já para o chamado 'banco bom', que se designará de Novo Banco, é "transferido o essencial da atividade até aqui desenvolvida pelo Banco Espírito Santo", disse hoje o governador do Banco de Portugal.
Esta nova instituição será presidida por Vítor Bento, que já havia substituído o líder histórico Ricardo Salgado na liderança do BES.
"Não são transferidos para o novo banco ativos problemáticos ou a descontinuar, nomeadamente as responsabilidades de outras entidades do Grupo Espírito Santo que levaram às perdas recentemente divulgadas", afirmou hoje à noite Carlos Costa.
Para o Novo Banco, que é totalmente detido pelo fundo de resolução, migram todos os trabalhadores, assim como restantes recursos, caso das agências.
O Novo Banco arranca a sua atividade esta segunda-feira, para já ainda com a imagem do BES, com um rácio de capital ‘common equity' de 8,5%, acima dos 7% exigidos pelo Banco de Portugal.
A 30 de junho, o BES tinha um rácio de capital de apenas 5%, abaixo do mínimo considerado necessário para garantir a solvabilidade de uma instituição financeira.
A administração do Novo Banco tem agora a tarefa de encontrar investidores que queiram entrar no capital da instituição. (LUSA)

10 comentários:

  1. Alguém me explica a razão porque O super Homem Carlos Costa, chama o ricardo espírito santo dia 10 de julho ao Banco de Portugal e lhe diz que está exonerado a partir do dia 31, porque não o retira de funções nesse mesmo dia?
    Deixou a raposa tomando conta das galinhas e o mafioso nesses 20 dias faz uma serie de ações fraudulentas e criminosas, fica-se com a ideia que Carlos Costa acredita piamente no pai Natal e seriedade de um crápula.
    Não sou governador de nada, mas nunca cometeria tamanha ingenuidade, mau gestor sabendo das tramoias entregava isso ao Juiz Carlos Alexandre
    Em Carlos Alexandre ainda acredito só não percebi porque não foi escolhido para PGR

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  2. Para Alentejano perceber ... o Benfica anda a meio da tabela e o Estado lembra-se de injetar euros para contratar os melhores jogadores .

    Ora , euros ?

    Do bolso do Zé povo para o bolso de alguns , os mesmos de sempre !

    Jorge

    ( ciclista )

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  3. O caso BES é a face mais evidente da forma como uma boa parte dos setores económicos e políticos contra os quais se fez o 25 de abril se incrustaram no novo regime e foram tratando de reassumir as suas antigas posições.
    E pelo caminho dão um valente pontapé no traseiro dos que acreditaram que seria possível uma sociedade diferente. É como se nos dissessem: “Isto é o que fazemos com o vosso 25 de abril! Fomos e continuamos a ser o verdadeiro poder em Portugal!”
    Em quarenta anos os partidos do dito “arco da governação”, mas também todos os portugueses, não foram/fomos capazes de, com bases sólidas, criar uma sociedade mais justa, de maior bem-estar, com gente mais interessada, atenta e crítica ao que se passa no mundo e, já agora, no seu país.
    E parece-me também que vai sendo tempo de deixarmos de lançar as culpas sobre os quarenta e oito anos de ditadura.
    O presente que se vive na sociedade portuguesa é da nossa responsabilidade. Algures, nesta trajetória já com quatro décadas, perdemos o sentido de comunidade e o que impera é a lógica do “desenrasca e salve-se quem puder”.
    Dir-me-ão vozes avisadas que, no mínimo, sofro de forte ingenuidade.
    Mas é que todas estas lógicas descarnadas de poder que ao longo dos últimos anos têm fustigado o país são um desânimo.

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  4. Raramente se fazem coisas bem feitas em Portugal, mas ontem foi feita uma coisa bem feita, num caso extremamente complicado. As críticas que se ouvem são tão intensas como quando se fazem coisas mal feitas. Aliás, são mais intensas agora que se fez uma coisa bem feita do que quando se fez uma coisa mal feita com o BPN. É como se o país tivesse uma opinião pública falida e não fosse possível separar o Banco Bom da Opinião do Banco Mau da Opinião.

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  5. Em 2008 o BPN foi nacionalizado, e com a nacionalização vieram os seus buracos e os seus “activos tóxicos”. Em 2008 a única parte do grupo que eventualmente tinha activos com valor, a SLN, ficou de fora. Agora foi precisamente ao contrário: os “activos tóxicos” ficaram com os accionistas no “bad bank”, o novo banco apenas herda os activos que valem a pena. E não só não há nacionalização, como a solução encontrada impede que o Estado fique com a maioria do capital da nova entidade por via do empréstimo que vai sair do dinheiro da troika.

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  6. Uma coisa bem feita? Grande otário.

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  7. À Atenção da CME e Policia de segurança Pública de Évora.
    Parque Infantil no bairro António Sérgio, virou acampamento cigano com churrasco debaixo dos enormes plátanos.
    O Problema é que as crianças do bairro receiam utilizar o parque, visto que os miúdos e graúdos dessa etnia vagueiam por ali, pois vivem numa garagem próximo do mesmo.
    Por este motivo solicita-se ás respectivas autoridades que tomem medidas e devolvam o parque ás crianças.
    Não somos racistas, todavia há um problema de não integração desta etnia não respeitanto as mais elementares regras de civismo, tendo havido já habitantes que chamam a policia pois as provocações aos não ciganos é o pão nosso de cada dia

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  8. A falência do BES é só mais uma que não foi possível continuar a encobrir, outras se perfilam. A ver vamos!

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    1. Platero
      Gostas dos comportamentos dos ciganitos. Lá por os grandes ainda serem mais ciganos não desculpa o fato de eles não se quererem integrar

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