domingo, 6 de julho de 2014

O Buraco da minha Rua


Há cerca de 3 semanas, ia eu caminhando na minha rua em Évora quando verifiquei que o calor sufocante desse dia tinha feito derreter o alcatrão num ponto no meio da via e que surpreendentemente por baixo do buraco visível estava uma razoável cratera resultante certamente da deficiente preparação do terreno quando a rua foi arranjada.
Face ao risco implícito avisei a polícia e trinta minutos depois o lugar estava devidamente sinalizado e isolado. Deixei então uma reflexão nas redes sociais, ilustrando com aquele singelo caso as várias dimensões da nossa intervenção cívica. Um dia podemos ter que debater o buraco do ozono ou até os buracos negros do universo, mas no outro dia temos que estar preparados para agir se aparecer um pequeno buraco na nossa rua que pode provocar um acidente se não for tapado.
Acontece que o dito buraco que tão depressa foi isolado e sinalizado, continua a atrapalhar o trânsito e nunca mais foi reparado. Usando de novo as redes sociais fui contando a sua história e foi-se gerando um debate curioso.
Alguns transformaram a metáfora numa imagem potente. Falou-se de um buraco património da humanidade, dum novo tipo de mobiliário urbano, dum cinzeiro embebido na rua. Duma “central” de recolha de lixo. Chamando-se a rua, Rua do Viveiro, houve mesmo quem sugerisse a inovação de se plantar uma árvore no meio da via aproveitando o buraco aberto. Enfim, a nossa imaginação é rica e muito criativa, e brincar dentro dos limites só faz bem ao espírito e ao corpo.
Mas houve outros que levaram a coisa para outro campo e me criticaram por estar a dar relevo ao buraco da minha rua, quando o País e o Mundo estão mergulhados em buracos de outro teor, como o buraco financeiro, o buraco da desigualdade e da pobreza, o buraco dos conflitos armados e do terrorismo ou buraco da erosão dos valores.
Compreendo o seu ponto de vista. Até por isso o debate que o buraco da minha rua gerou foi útil. Mas por mim tenho uma convicção que quero partilhar convosco em jeito de metáfora obviamente. Quem não se preocupa com “o buraco da sua rua” dificilmente terá a sensibilidade a atitude para se preocupar com os “buracos” do seu bairro, da sua cidade, da sua região, do seu continente e do mundo em que vive. 
O buraco da minha rua, continua no seu posto no momento em que escrevo este texto. Espero que seja rapidamente resolvido, mas ao menos, enquanto não for, que vá proporcionando um interessante debate de cidadania.

Carlos Zorrinho (aqui)

10 comentários:

  1. Foi a Élia que aí passou...

    ResponderEliminar
  2. Carlos Zorrinho esse buraco ainda é o menos.
    O buraco que vcs fizeram com as PPS, as Swps os fundos comunitários para as firmas do Passos Coelho e mais uns milhares de outras que só serviram para sugar o erário público.
    A Malta tem horror aos políticos a sua vida está uma merda vcs agradecem

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. É isso mesmo. nunca mais nos livramos dos buracos que o PS criou.

      Eliminar
  3. Ó Senhor Deputado tenha lá muita calma porque o senhor nunca vez nada pela sua cidade e agora vem para aqui armado nem sei em quê.
    Também eu conheço o buraco e já la passei esta tarde uma vez que sou quase vizinho do senhor Deputado.
    A Cidade no tempo do seu partido estava uma miséria não faziam nada absolutamente nada, e 10 meses após as eleições a Câmara gerida por outro partido continua exactamente na mesma . Porque será?
    Por tudo isto o senhor deputado terá que reflectir um pouco uma vez que como Eborense e como governante já varias vezes nada fez para mudar o marasmo a que chegamos.
    A junta já foi PS o seu partido e nada vez agora é PCP e nada faz.
    Falar é muito fácil mas não vejo que os Políticos em Évora tenham interesse na Cidade ou nos Eborenses.
    Sou um residente muito atento a tudo o que se passa na Freguesia e estou mesmo farto daquilo que aqui se passa e até sinto vergonha da minha Cidade.
    Por isso não vale a pena o senhor falar uma vez que nunca vi que o senhor tenha feito alguma coisa de útil ao País quanto mais a Cidade onde vive.

    ResponderEliminar
  4. Pode esperar sentado,caso da malagueira acampamentos na via publica por lá vão aumentado,esse buraco deve ir no mesmo caminho alargar ou aparecer outros o lado,estamos a 20 anos atolados em incompetencia e desgoverno comunista socialista comunista sera uma doença cancerisna de esquerda!?

    ResponderEliminar
  5. Buracos há muitos, seu palerma!...

    ResponderEliminar
  6. A atenção da cãmara municipal.


    Um grupo de funcionários de Portel,consporcou este fim de semana a circular ,enchendo os candeeiros de plásticos.

    Até quando a autarquia vai permitir a publicidade em candeeiros,e envolto á muralha?

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. O conselheiro Acácio(Carlos Zorrinho) no seu melhor. VC é a personagem do livro do Eça(Primo basilio), só não é alto e magro, mas todas as outras carateristicas lhe assentam que nem uma luva

      Eliminar
  7. Eu cá tenho a conta bancária toda esburacada à conta dos governos PS/PSD.

    ResponderEliminar
  8. O buraco parece uma toca de zorra.

    ResponderEliminar

Nota: só um membro deste blogue pode publicar um comentário.